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Entidades da Câmara Setorial do Milho fecham documento com propostas para reduzir os danos da estiagem

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Conab projeto aumento na importação do grão para atender demanda de agroindústrias de proteína animal, produtores e consumidores - Foto: Divulgação Seapdr


 

As principais entidades da cadeia do milho, reunidas de forma on-line nesta quarta-feira (2/12) na Câmara Setorial do Milho, fecharam um documento com as principais propostas a serem encaminhadas para o governo do Estado, através da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e para o Ministério da Agricultura. 

 

 

Tributação

Na questão da tributação, para o Ministério da Agricultura, foi pedida a desoneração temporária de PIS (Programa de Integração Social) e Cofins (Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social). E para o governo do Estado, o diferimento de ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) nas operações de importação de milho, já concedido em outros momentos. Também foi solicitada a retirada do ICMS para equipamentos de irrigação, que hoje está em 7%.

De acordo com o presidente do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos (Sips) e do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, a evasão de divisas, com as estimativas de perdas superando 50% no plantio de milho no Rio Grande do Sul, pode chegar a R$ 1 bilhão. Isso porque a demanda do RS é de 6,5 milhões de toneladas de milho e a importação deve ficar entre 3,5 milhões e 4 milhões de toneladas. De acordo com Kerber, “as perdas estão muito próximas das observadas em 2012, quando ocorreu uma seca seríssima no Rio Grande do Sul”.

 

Irrigação

A principal questão apontada pela Câmara Setorial é a reservação de água, que tem entraves por parte dos órgãos de licenciamento. Uma das questões apontadas é a impossibilidade de reservar água nas áreas de preservação permanente (APP), o que dificulta muito a irrigação na metade norte. Da mesma forma, para a metade sul é necessários que seja respeitado o disposto no artigo 68 da Lei Federal 12.651/2012, o qual coloca claramente que o percentual de reserva legal em cada imóvel rural vai depender das exigências existentes da lei vigente à época em que foram consolidadas essas propriedades rurais.

Outro destaque é a renovação do programa Mais Água Mais Renda, que tem a licença expirando em abril de 2021. O programa, desde a sua criação, em 2012, já garantiu cerca de 100 mil hectares de área irrigada no Rio Grande do Sul.

 

Outros assuntos

Outras questões apresentadas e demandadas pelo setor para o governo federal são a compra e oferta de milho pela Conab e o Proagro e Seguro Agrícola para a cultura do milho, que já está no documento encaminhado pelas entidades na metade de novembro.
O Superintendente Regional da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Carlos Bestetti, destacou que está faltando produto no mercado, e que um novo pedido, de mais 12 mil toneladas, já foi feito. Mesmo que seja aprovado, deve levar em torno de 60 dias para chegar, o que não resolve o problema do produtor neste momento. A previsão da companhia é de perdas de 50% na produção do milho gaúcho, o que levará a um aumento substancial na importação de milho a fim de atender a demanda das agroindústrias de proteína animal, produtores e demais consumidores.

De acordo com o gerente da Emater/RS, Rogério Mazzardo, 85% do milho já foi plantado, e os prejuízos variam muito entre regiões, mas na média passam de 50%. As regiões com maiores perdas são Missões, Alto Uruguai, Celeiro e Norte.

Até agora, 92 municípios já tiveram situação de emergência decretada, e sete municípios aguardam a publicação do decreto. O gerente da Emater/RS também informou que a entidade está atuando no levantamento de perdas para o Proagro e liberação da área para replantio.

 

Pró-Milho

O engenheiro agrônomo e assistente técnico da Câmara Setorial do Milho, Valdomiro Haas, fez um relato das ações realizadas no âmbito do programa Pró-Milho, lançado em fevereiro de 2020, por meio Decreto 55.033/2020. Haas destacou a realização de várias atividades de divulgação e de apresentação do programa, como na Expodireto-Cotrijal e na Expointer, a realização de dois seminários regionais e de seis webinar técnico Pró-Milho/RS, a edição de três cartilhas técnicas. E também o foco na assistência técnica e extensão rural através da Emater, que de acordo com Haas, “se dá principalmente no manejo da irrigação, na armazenagem de grãos e no manejo conservacionista do solo para altas produtividades”.

Também foi aprovado o Comitê Gestor do Programa Pró-Milho, que fica com a seguinte composição: Coordenação Geral da Seapdr e Emater, e conselho formado por Apromilho, Acergs, Fundesa, Fecoagro/RTC, Asgav, Sips, Acsurs e Fetag. E o Conselho Consultivo será formado por todos os componentes da Câmara Setorial do Milho.

Participaram da reunião representantes das seguintes entidades: Acergs, Asgav, Conab/RS, Emater/RS, Fiergs, Fetag, Mapa/RS, Famurs, Apromilho/RS, Farsul, Sips, Fecoagro, Acsurs, Sedetur e Seapdr.

 

 

Estado.rs.gov

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Agro

Emater/RS-Ascar orienta sobre implantação de sistemas de irrigação em pastagens

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Foto: Deise Froelich

Quem acompanhou o Seminário de Irrigação em Pastagens, promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nesta quinta-feira (10/06), teve a oportunidade de acompanhar orientações práticas sobre elementos decisórios, viabilidade e custos de sistemas de irrigação. As palestras virtuais, mediadas pelo extensionista do Escritório Central da Emater/RS-Ascar Carlos Gabriel Nunes dos Santos, foram transmitidas e seguem disponíveis no Canal do Rio Grande Rural, no YouTube, e na página oficial da Emater/RS-Ascar no Facebook.

O coordenador das Câmaras Setorias e Temáticas da Seapdr, Paulo Lipp, frisou que o seminário sobre irrigação é de fundamental importância “haja vista que nós temos passado no RS por frequentes estiagens danosas aos agricultores e precisamos avançar muito na irrigação, sendo que com a parceria da Emater, a Secretaria de Agricultura tem atuado bastante nesta área. Temos o Programa Mais Água, Mais Renda, que desde 2011 contribuiu para duplicar a área irrigada no RS, por exemplo, além da construção da abertura de poços e construção de açudes e o Programa Segunda Água, que atende a famílias em situação em vulnerabilidade social construindo o açude e disponibilizando pequenos kits de irrigação por gotejamento”.

O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, destaca que a irrigação é aquilo que se preconiza como sucesso e segurança da produção. “Irrigação ajuda a controlar um dos principais fatores de risco da agricultura, que é a disponibilidade de água. Aquele produtor que está com a atividade bem remunerada, principalmente em grãos, pode estar vivendo um momento ímpar de fazer o investimento para ter sucesso na atividade, com planejamento, profissionalismo e gestão”, enfatizou.

Elementos decisórios para irrigar

Aspectos que envolvem a decisão de irrigar foram abordados na palestrada conduzida pelo extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Alecrim, Carlos Olavo Neutzling, que lembrou a importância da discussão do tema, uma vez que levantamento realizado recentemente pela Emater/RS-Ascar apontou que 94% dos produtores de leite gaúchos adotam o sistema de produção a pasto. Desta forma, a irrigação pode ser uma grande aliada nos resultados da produção de alimentos aos animais, influenciando também na produtividade de leite e de carne alcançada nas propriedades. “De todos os projetos elaborados na região de Santa Rosa, mais de 70% foram voltados à irrigação de pastagens. A média das áreas irrigadas de pastagens é de três hectares, com foco principal em garantir alimentação dos animais”, lembra. A disponibilidade de água associada a nutrientes vindos do solo e a luz solar são elementos decisivos para o desenvolvimento de plantas forrageiras.

Para melhorar a disponibilidade e o aproveitamento das águas, a irrigação pode ser uma equalizadora. É uma tecnologia que, segundo Neutzling, contribui na melhoria da distribuição da água, no aumento da produtividade das culturas, na redução do risco de investimentos realizados, na ampliação da eficiência dos fertilizantes utilizados, na possibilidade de introduzir culturas de maior valor e influencia inclusive na valorização das propriedades.

Aspectos técnicos necessários para a implantação do sistema de irrigação também foram esclarecidos com exemplos, como a avaliação do módulo de água disponível, licenciamento ambiental, fonte de energia para movimentação da água – seja elétrica, oriunda de combustíveis, sistemas fotovoltaicos ou pela produção de metano.

A instalação de sistemas de irrigação requer recursos e deve ser considerada um investimento na propriedade, por isso algumas fontes foram apresentadas, lembrando da existência de programas governamentais que a Emater/RS-Ascar operacionaliza em seus Escritórios Municipais, profissionais preparados para orientações sobre as diversas linhas de financiamento, bem como, para elaboração de projetos de crédito para os agentes financeiros.

Sistemas, manejo e custos

A abordagem do extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa Claudemir Gilberto Ames esclareceu sobre sistemas de irrigação, custos, análise de viabilidade e manejo. Microaspersão, hidroponia, hidroponia em substrato, gotejamento, carretel autopropelido, pivô central e aspersão convencional são os mais usuais.

Ames esclareceu, com exemplos, o cálculo dos custos operacional e financeiro da implantação, abordando também a estimativa da viabilidade de um hectare de pastagem irrigada, se levadas em conta a durabilidade do sistema e a capacidade de carga e produção.

O extensionista lembrou que vivemos um contexto climático oportuno para a decisão sobre irrigar. “A hora de pensar em implantar um sistema de irrigação é agora, quando está chovendo bem, quando é possível fazer a reservação, para evitar efeitos da estiagem como as enfrentadas na safra passada. É preciso trabalhar com prevenção”, reiterou.

A quem tem sistema de irrigação implantado, observou que normalmente existe a preocupação de acioná-lo somente quando os sintomas de estiagem já aparecem visualmente, quando já há indícios de prejuízo. Contudo, a recomendação é de que após uma boa chuva, de aproximadamente 30 a 35mm, já no terceiro dia após a precipitação seja iniciada a suplementação com a irrigação. “Irrigação é tecnologia de produção, irrigação não é método de combate à seca. As estiagens são cíclicas, nos cabe buscar alternativas para mitigar seus efeitos”, reiterou.

 

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Agro

Agricultores de Cândido Godói diversificam alimentação dos animais com BRS Capiaçu

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Forrageira com baixo custo de implantação e expressivos resultados a campo, a BRS Capiaçú passa a fazer parte do cenário de um número cada vez maior de propriedades do Noroeste gaúcho. De 2 a 8 de junho, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizou a distribuição de mudas da forrageira em frente ao Escritório Municipal de Cândido Godói ao longo de todo o dia. Com isso, mais de 70 produtores do município acessaram as mudas com o intuito de ampliar a oferta de forragem aos animais.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Elton Luís Naumann lembra que a BRS Capiaçú é uma forrageira desenvolvida pela Embrapa, sendo uma planta com alto valor nutricional e com alta produtividade. Conforme a Embrapa Gado de Leite, a cultivar pode atingir uma produção média de 300 toneladas/ha/ano em três cortes.

Pode ser colhida manualmente e fornecida picada verde no cocho, com 50 a 70 dias de idade, podendo chegar ao máximo valor nutricional e PB 9,7%. Outra forma de aproveitamento é a produção de silagem.

A BRS Capiaçú pode ser fornecida para vacas com produção diária de até 20 litros de leite e para outras categorias, como vacas secas, novilhas, terneiras e bovinos de corte. Também é aproveitada na alimentação de ovelhas e peixes.

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Agro

Cotrirosa capacita funcionários da Central de Tratamento de Sementes

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Os funcionários da Cotrirosa participam nesta quarta e quinta-feira, 09 e 10 de junho, na modalidade on-line, do curso de formação de novos operadores da máquina de tratamento de sementes industrial.

O curso de 12 horas ministrado por profissionais da Bayer, tem como objetivo capacitar os participantes para atuar com a máquina de tratamento de sementes que integra a Central de tratamentos de sementes da Cotrirosa, localizada junto ao Centro Administrativo, em Santa Rosa.

Atualmente, são tratadas 450 sacas de semente por hora, com precisão e eficiência no tratamento. Para o engenheiro agrônomo da Cotrirosa, Jairton Dezordi, “a capacitação dos profissionais é parte importante para continuarmos oferecendo aos produtores uma semente de qualidade, que nos dá a tranquilidade e a garantia de termos um bom desempenho da cultura nas lavouras e um ótimo resultado na safra”.

A Cotrirosa atua com a Central de tratamento de sementes desde 2015 com a industrialização de sementes de soja, trigo e milho. No mês de abril, a Cooperativa recebeu o selo de excelência Bayer SeedGrowth no tratamento de sementes. A certificação foi entregue pela Bayer para dez, das 60 empresas que tem a máquina de tratamento de sementes instaladas em todo o Brasil.

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