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Entidades consideram suspensão de uso do 2,4-D “inócua” – Portal Plural
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Agro

Entidades consideram suspensão de uso do 2,4-D “inócua”

Pável Bauken

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Entidades como a Farsul e a Aprosoja/RS consideram a suspensão do uso do agrotóxico 2,4-D praticamente inócua. O presidente da Aprosoja, Luis Fernando Fucks, lembra que o plantio da soja se encerra no dia 20 de dezembro e que, no momento, já chegou a 90% da área prevista. Ele questiona, entretanto, a validade das análises que deram positivas para a deriva, especialmente por não haver uma base de comparação dos efeitos com o ano passado.

Domingos Velho, vice-presidente da Farsul, também acredita que a suspensão terá pouco ou nenhum efeito, mas reitera que a entidade é contrária à proibição de produtos registrados no país e continuará lutando para que o 2,4-D seja utilizado dentro da legalidade.

O presidente da Associação Gaúcha de Produtores de Maçã, José Sozo, concorda que a suspensão pouco ajudará, pois, segundo ele, o estrago que o 2,4-D fez já está consolidado. “O produto foi mal registrado, por não considerar a questão da deriva”, aponta. “Neste ano (a ocorrência da deriva) foi mais grave que no ano passado e (a aplicação) deveria ter sido proibida lá no meio do ano, quando alertamos para o que estava acontecendo. Mas, na ocasião, o Ministério Público achou que era cedo para se posicionar”, critica.

O dirigente também considera a base de negociação entre os prejudicados e quem aplica o herbicida como injusta. “Somos o agente passivo nesta relação, tem nos cabido suplicar que parem. Não temos nada para conceder”, compara.

Na reunião foram apresentados os resultados de 143 amostras colhidas em propriedades com suspeita de deriva. Os laudos positivos chegaram a 132 (92,3%) e abrangem 16 dos 24 municípios contemplados pelas Instruções Normativas que estabeleceram normas como cadastro de aplicadores de agrotóxicos hormonais e venda orientada do produto.

CP

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Agro

MetSul alerta para estiagem severa no Rio Grande do Sul

Reporter Plural

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Açude secou no interior de Herveiras, em registro de março de 2020 | Foto: Clécio da Silva / Defesa Civil

Meteorologistas estimam que seca que está por vir pode ser pior que a registrada no começo do ano.

Segundo dados da MetSul, o fenômeno La Niña atua desde agosto no Oceano Pacífico Equatorial e deve seguir impactando o clima do Sul do Brasil durante os próximos meses. Hoje, o La Niña tem intensidade moderada, mas a expectativa é que entre dezembro e janeiro atinja forte intensidade trazendo estiagem.

As tendências indicadas por modelos de clima são preocupantes, segundo os meteorologistas. Quase todos os modelos de clima internacionais apontam para o período da safra de verão 2020/2021 uma perspectiva de chuva abaixo a muito abaixo da média, em particular no Rio Grande do Sul.

Na Metade Norte, habitualmente, tende a chover mais no verão pela latitude e maior proximidade do canal de umidade do Sudeste e do Centro-Oeste do país, mas no Sul e no Oeste a climatologia aponta menos precipitação nos meses de verão.

A MetSul Meteorologia adverte que o Sul do Brasil passará por mais uma estiagem que pode ser, em alguns locais, mais severa do que a de 2019/2020, porque não houve recomposição hídrica suficiente. Com isso, pode ocorrer perda de produtividade, inclusive com quebra de safra em diferentes localidades, escassez de água para consumos humano e animal com racionamento em alguns municípios, baixa acentuada de níveis de rios e outros mananciais como barragens e açudes, além de risco de fogo em vegetação.

 

 

Fonte: Portal Gaz

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Agro

Eventos climáticos afetam safra de trigo no Rio Grande do Sul

Reporter Plural

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Em regiões mais quentes, como as Missões, metade das lavouras já está colhida | Foto: Fecoagro-RS / Divulgação / CP

Segundo a Fecoagro/RS, geada e seca prejudicaram potencial produtivo do cereal e alta na cotação defasou preço ao produtor que negociou em contrato futuro.

Em andamento no Rio Grande do Sul, a colheita do trigo, que já chegou a 50% da área em regiões de clima mais quente, revela que dificilmente se atingirá a produção estimada no início da safra. Segundo o presidente da Federação das Cooperativas Agropecuárias do Estado (Fecoagro/RS), Paulo Pires, embora houvesse uma euforia no momento do plantio, problemas climáticos e de mercado trouxeram um novo cenário para a cultura.

Conforme o dirigente, houve um investimento do produtor no cereal. Entretanto, a geada seguida de seca nas últimas semanas prejudicou o potencial produtivo de plantas. “Da euforia passamos para a frustração”, afirma, ao lembrar que houve aumento de mais de 20% de área semeada e o Rio Grande do Sul sonhou em colher 3 milhões de toneladas do grão neste ano. “Infelizmente tivemos uma geada que levou parte deste potencial produtivo e depois a seca, somando dois eventos climáticos em uma cultura só”, destaca.

Outra questão, de acordo com Pires, é o aproveitamento dos preços de mercado atuais, pois as vendas futuras feitas pelos agricultores ficaram com valores defasados, o que comprometeu ainda mais a renda dos produtores. “Os preços excepcionais que o produtor de trigo tem hoje, mais de R$ 70 a saca, não serão aproveitados por muitos produtores, pois cerca de 1 milhão de toneladas dos 2 milhões de toneladas previstos para a colheita estão comprometidos com contratos futuros com preços bem abaixo”, observa.

O presidente da FecoAgro/RS salienta também que este será um ano bastante difícil para a triticultura gaúcha. “Se acreditou, se aumentou a área, se teve potencial produtivo, se fez a coisa certa, mas alguns problemas vão prejudicar o sonho de renda e de uma lavoura bem formada como temos em alguns casos”, completa.

 

Fonte: Correio do Povo

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Agro

Maior agilidade na concessão do selo Sabor Gaúcho atrai novas agroindústrias

Reporter Global

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) concedeu em 2020, até o mês de setembro, 417 selos Sabor Gaúcho a 417 agroindústrias do Rio Grande do Sul.

 

Foram 300 agroindústrias que aguardavam as mudanças nas regras de concessão do selo e 117 que fizeram a solicitação após a nova resolução. O selo Sabor Gaúcho indica que a agroindústria é proveniente da agricultura familiar e está legalizada sob o ponto de vista ambiental, tributário e sanitário junto ao Peaf.

“A importância do selo está na procedência da agricultura familiar e no seu particular saber fazer, com uma produção de baixa escala e voltada para a fabricação de produtos que trazem identidade com o tradicional, proporcionando a venda em mercados de cadeia curta, minimizando o uso de aditivos e dando mais segurança ao consumidor final”, explica Maluza Machado, Chefe da Divisão de Organização de Agroindústrias Familiares da Seapdr.

A mudança que simplificou a concessão do selo foi definida por meio da resolução nº 001/2020, publicada em 7/2/2020, que estabelece que os empreendimentos rurais já inclusos no Programa Estadual de Agroindústria Familiar (Peaf) passam a ser automaticamente habilitados a utilizar a marca de certificação nos rótulos de seus produtos. A medida também dispensa a renovação de autorização de uso a cada cinco anos.

O secretário Covatti Filho afirma que com a mudança na resolução simplificou um processo que acabava por penalizar o pequeno produtor. “Neste novo formato, as agroindústrias aceleram o processo, uma vitória tanto para quem dependia de um processo demorado quanto para o Estado, que reduz a quantidade de processos administrativos a serem analisados”, afirma o secretário.

Atualmente, para fazer o selo Sabor Gaúcho basta estar incluso no Peaf. “Até o início de 2020, era necessário assinar um contrato com o Estado, documento que passava por análise jurídica para depois ser liberado. O processo todo demorava cerca de três meses”, diz Maluza.

A resolução 001/2020 também estabelece a prestação de serviços da Seapdr para apoio aos Serviços de Inspeção Municipal (SIM) na estruturação do Sistema Unificado Estadual de Sanidade Agroindustrial Familiar, Artesanal e de Pequeno Porte (Susaf) e participação na operacionalização e na concessão do Selo Arte.

Mais informações sobre o selo Sabor Gaúcho pelo email: [email protected]

 

 

Estado.rs.gov

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