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Entenda como funciona a contagem de casos de coronavírus no Estado

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A cada nova rodada, normalmente de 30 exames, Lacen informa casos positivos para Covid-19 - Foto: Luís André / Secom

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Os novos casos confirmados de coronavírus no Rio Grande do Sul são divulgados diariamente em um Informe Epidemiológico na página da Secretaria Estadual da Saúde (SES) na internet. Nesse levantamento constam os casos confirmados até a hora da publicação, que é realizada em consonância com o boletim nacional do Ministério da Saúde.

De acordo com a chefe da vigilância epidemiológica do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), Tani Ranieri, casos suspeitos de todo o Estado são testados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Rio Grande do Sul (Lacen) e também por laboratórios da rede privada. “Os testes realizados na rede privada precisam passar por uma contraprova no Lacen para serem reconhecidos”, explica Tani. Depois que um laboratório privado tem o primeiro teste aprovado pelo Lacen, os próximos realizados no estabelecimento passam a ser validados automaticamente.

O Lacen realiza cerca de 150 análises por dia, em rodadas de 30 amostras cada. A cada uma dessas rodadas o laboratório informa casos que sejam confirmados. Mesmo após a publicação do informe diário da SES, os testes continuam sendo realizados e as confirmações que tenham ficado de fora do boletim são informadas nos perfis oficiais da secretaria nas redes sociais. Por isso pode haver divergência entre o dado do informe e o último levantamento da noite.

Os municípios que tiveram resultado positivo em amostras testadas de moradores são notificados pela vigilância epidemiológica estadual. Assim, o pacientes, já em isolamento desde que há a suspeita, devem permanecer isolados por 14 dias.

Divulgação de prefeituras
e Estado podem divergir

Os números de casos confirmados divulgados pelos boletins das secretarias de Saúde municipais podem divergir do informe estadual em razão dos testes realizados em laboratórios privados, como já ocorreu em Porto Alegre.

”Testes realizados na rede privada são notificados à vigilância sanitária do município e só depois ao Estado, o que pode provocar a diferença entre os boletins” explica Tani. Para evitar o desencontro de informação, está sendo elaborada uma nova sistemática. “Isso será corrigido nos próximos dias. Estamos organizando, através dos municípios, um fluxo para que esses laboratórios também notifiquem ao Estado em casos positivos, porque hoje, algumas vezes, essa informação acaba vazando antes de chegar ao conhecimento do Estado”, afirma.

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Novas cargas com doações de feno são enviadas a municípios atingidos pelas enchentes

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Carregadas de feno e solidariedade, mais duas carretas saíram de Santa Rosa nesta sexta-feira (14/06), em um movimento para a alimentação de animais de regiões atingidas pelas enchentes do RS. Ao compreender as dificuldades enfrentadas, agricultores do Noroeste gaúcho atenderam ao chamado da Campanha de Coleta de Feno, coordenada na região de Santa Rosa pela Emater/RS-Ascar e pela Fenasoja.

Até o momento mais de 50 toneladas de feno (aproximadamente 3.600 fardos) já foram coletadas, além de sacas de milho grão e farelo de arroz. Para que as doações cheguem até Teutônia, no Vale do Taquari, e Nova Santa Rita, na região Metropolitana, no sábado (15/06), a Coopermil e a Taborda Transportes colocaram carretas de suas frotas à disposição. Lá, equipes da Emater/RS-Ascar aguardam para a destinação das doações a propriedades rurais que estão enfrentando dificuldade na oferta de alimentos para os animais.

A corrente do bem para que o movimento se tornasse possível contou com o engajamento de diversos voluntários. Prefeituras dos municípios de Independência, Ubiretama, Santo Antônio das Missões, Caibaté e Senador Salgado Filho auxiliaram no transporte do feno até Santa Rosa. A Emater/RS-Ascar ficou responsável pela mobilização, apoio no carregamento e organização das doações que foram arrecadadas em propriedades rurais. A Fenasoja apoiou a mobilização, assim como a Prefeitura de Santa Rosa cedeu o espaço para a armazenagem.

A Empresa Ketten Bebidas disponibilizou a empilhadeira para o carregamento das carretas. Além das cargas enviadas hoje, a Sintralog assumiu a logística do transporte à região Central de um primeiro lote enviado no início de junho.

Um volume ainda maior de doações deve ser encaminhado nos próximos dias, uma vez que se trata de uma demanda expressiva, especialmente quando se fala em alimentação de animais de grande porte.

Agricultores do Noroeste do Estado, interessados em doar, ou produtores das regiões atingidas que estejam precisando de feno, podem buscar informações junto ao escritório da Emater/RS-Ascar de seu município.

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Estudo revela que cesarianas antecipadas no Brasil aumentam riscos para bebês

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Foto: Divulgação
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As evidências mostram que, no Brasil, muitas cesáreas programadas para ocorrer durante o feriado de carnaval são antecipadas ou adiadas. Pesquisadores do Insper Instituto de Ensino e Pesquisa investigaram os efeitos dessa manipulação da data do parto na saúde dos bebês, com resultados publicados este mês no periódico Health Economics.

O estudo revela que a postergação de partos aumenta a idade gestacional e reduz a mortalidade neonatal. Por outro lado, a antecipação dos partos reduz a idade gestacional e o peso ao nascer dos bebês, especialmente em gestações de alto risco e entre os bebês de menor peso ao nascer. Em média, as festividades de carnaval aumentam o tempo gestacional em 0,06 dia e reduzem as taxas de mortalidade neonatal e neonatal precoce em 0,30 e 0,26 por 1 mil nascidos vivos, respectivamente.

Conduzido por Carolina Melo e Naercio Menezes Filho, ambos economistas e professores do Insper, o estudo demonstrou que a manipulação das datas dos partos em função do carnaval envolve principalmente mulheres com maior nível educacional. Melo explica que a tendência entre essas mães é a antecipação dos partos para evitar o feriado, o que pode encurtar artificialmente a gestação e colocar os bebês em risco.

Quando não é possível antecipar os nascimentos, muitas gestantes esperam mais e acabam tendo partos vaginais, resultando em melhores desfechos em termos de maturidade gestacional e sobrevivência neonatal. Melo observa que um aumento líquido de 3,5 dias no tempo gestacional dos partos manipulados pode levar a um ganho de peso de 60 gramas. Os efeitos positivos são provavelmente maiores para os partos postergados.

A pesquisa destaca que a manipulação das datas de parto devido a um feriado pode alterar significativamente indicadores como a mortalidade neonatal, sugerindo que muitos nascimentos no Brasil ocorrem precocemente, geralmente por meio de cesáreas eletivas, resultando em bebês com condições de saúde inferiores às que teriam se a gestação fosse prolongada.

Nos hospitais privados do Brasil, 86% dos partos são cesarianas, um índice muito superior à média nacional de 55%, que já é alta. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a proporção de cesáreas não exceda 15%. Com seus 55%, o Brasil tem a segunda maior taxa de cesarianas no mundo, atrás apenas da República Dominicana (58,1%).

Embora o estudo tenha focado no período do carnaval, Melo acredita que a tendência de antecipar partos se estende além dos feriados. A média gestacional no Brasil é de 38,5 semanas, abaixo das 39 semanas recomendadas pela OMS, indicando que muitos bebês nascem antes do tempo seguro.

A pesquisa enfatiza a necessidade de políticas públicas que restrinjam a antecipação de partos sem justificativas médicas, visando minimizar os riscos associados a nascimentos prematuros e baixo peso ao nascer.

O estudo recebeu apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio de Bolsa de Pós-Doutorado concedida a Carolina Melo e do Centro Brasileiro para o Desenvolvimento na Primeira Infância (CPAPI), um Centro de Pesquisa Aplicada (CPA) coordenado por Menezes Filho em parceria com a Fundação Maria Cecilia Souto Vidigal.

Fonte: CNN Brasil

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Operação conjunta resulta em apreensão de 330 kg de maconha e prisão em Tuparendi

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Na noite de quarta-feira, 13 de junho, uma ação conjunta entre a Brigada Militar e a Polícia Civil, através do 4º BPAF e da Operação Hórus, resultou na apreensão de 500 tijolos de maconha, totalizando 330 kg da droga, e na prisão de um homem identificado como G.K.

A ação ocorreu em Lajeado Grande, distrito de Tuparendi, após o monitoramento de veículos e suspeitos de envolvimento com o tráfico de drogas. Na tentativa de abordagem, o condutor do veículo VW Polo empreendeu fuga, capotando no Rio Lajeado Grande. O homem foi preso em flagrante e a droga apreendida.

O prejuízo estimado ao crime, considerando o valor da droga e do veículo apreendido, é de R$ 3.322.678,00.

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