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Ensino

Ensino de Astronomia alinhado à Base Nacional Comum Curricular” em duas escolas de Horizontina

Pável Bauken

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Durante os meses de setembro e outubro de 2019, a doutoranda Michele Tamara Reis do Programa de Pós-Graduação em Educação em Ciências: Química da Vida e Saúde da UFSM, sob a orientação do professor Dr. Everton Lüdke, desenvolveu o Projeto intitulado “Ensino de Astronomia alinhado à Base Nacional Comum Curricular” em duas escolas do município de Horizontina, contemplando educandos dos anos finais do Ensino Fundamental.

O objetivo do projeto foi investigar interesses e concepções acerca do tema Astronomia, além de acompanhar o processo de aprendizagem dos educandos a partir do desenvolvimento de um ensino de Astronomia alinhado à Base Nacional Comum Curricular, por meio de materiais didáticos com cunho investigativo e experimental.

O projeto foi desenvolvido na Escola Municipal de Ensino Fundamental Monteiro Lobato no período da manhã e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Cristo Rei no período da tarde, sendo essas atividades no contra turno escolar com educandos do 6° ao 9° anos. Foram 7 encontros de 3 horas com cada turma, totalizando 21 horas de atividades.

O Projeto Astronomia buscou contemplar as habilidades relacionadas aos objetos de conhecimento sugeridos na Unidade Temática Terra e Universo da BNCC, para cada turma dos anos finais dos Ensino Fundamental. Ao final do projeto, 83 educandos tiveram 75% de presença e receberam um certificado de participação.

No dia 28 de Outubro, a Doutoranda Michele juntamente com os educandos que participaram do Projeto Astronomia, marcaram presença na Feira do Livro de Horizontina, com apresentação do projeto para a comunidade e exposição de materiais relacionados à Astronomia.

Viabilizar esse projeto envolveu a Secretária de Educação, professora Ivete Fátima da Silva e a coordenadora dos anos finais do Ensino Fundamental da Secretaria de Educação, professora Vera Lunardi. Agradecimento foram prestados também a todos os integrantes das escolas, especialmente os educandos que participaram do projeto, e as diretoras, professora Cleusa Maria Vione do Cristo Rei e a professora Adriane Elis Sichinel da Monteiro Lobato, por todo apoio prestado ao longo do desenvolvimento do projeto.

Certamente o tema de alguma forma contribuiu para o processo de aprendizagem dos educandos, bem como propiciado momentos de reflexões e aprendizagens sobre a importância da Astronomia, a fim de compreender um pouco mais o planeta onde vivemos e tudo o que nos cerca no Universo.

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Ensino

Ministério da Saúde dá orientações para retomada das aulas

Na maioria dos estados, as aulas estão suspensas desde março

Pável Bauken

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Neste momento, representantes do Ministério da Saúde participam de entrevista online sobre orientações para retomada segura das aulas nas escolas brasileiras e também atualiza informações sobre o novo coronavírus. 

Acompanhe ao vivo:

Primeira onda da covid-19 deve acabar em outubro, diz estudo da UFF

A transmissão da covid-19 segue a mesma sazonalidade de outras doenças respiratórias, como H1N1 e gripe Influenza. Com isso, o Brasil e o Hemisfério Sul devem passar por uma diminuição de casos a partir de outubro, com a aproximação do verão, enquanto o hemisfério norte vê o aumento nos registros, com a chegada do inverno.

A análise está no estudo Detecção Precoce da Sazonalidade e Predição de Segundas Ondas na Pandemia da Covid-19, coordenado pelo professor Márcio Watanabe, do Departamento de Estatística da Universidade Federal Fluminense (UFF).

“A sazonalidade de doenças significa que existe um padrão anual onde há um momento do ano em que a doença tem uma transmissão maior. No caso das doenças de transmissão respiratória, geralmente elas apresentam uma sazonalidade típica do período de outono e inverno, ou seja, elas têm uma transmissão maior e, portanto, uma quantidade maior de pessoas infectadas nos meses de outono e inverno”, explica Watanabe. Leia mais

Covid-19 responde por 97,5% dos casos de SRAG reportados no país

De acordo com o InfoGripe, boletim semanal divulgada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), 97,5% das ocorrências de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) reportados no país em 2020 e com exame positivo para alguma infecção viral se deram em decorrência da covid-19. Os dados atualizados, divulgados hoje (18), indica manutenção da tendência de queda no número de novos casos semanais.

A SRAG é uma complicação respiratória associada muitas vezes ao agravamento de alguma infecção viral. O paciente pode apresentar desconforto respiratório e queda no nível de saturação de oxigênio, entre outros sintomas. As ocorrências de SRAG em 2020 aumentaram em decorrência da pandemia de covid-19, causada pelo novo coronavírus Sars-CoV-2. Leia mais

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Ensino

Estudantes brasileiros melhoram desempenho em matemática

Resultados não foram tão bons em língua portuguesa

Pável Bauken

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© 07.07.2016/Gabriel Jabur/Agência Brasília

Os estudantes brasileiros melhoraram o desempenho em matemática em todas as etapas de ensino, de acordo com os resultados do Sistema de Avaliação da Educação Básica 2019, a maior avaliação educacional do país, divulgados hoje (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Os resultados, no entanto, não foram tão bons em língua portuguesa. Após avanços desde 2003, o 5º ano do ensino fundamental ficou estagnado entre 2017 e 2019.

Em matemática, o maior avanço foi no ensino médio. As notas médias dos estudantes passaram de 270, em 2017, para 277 no ano passado. O avanço foi suficiente para tirar o ensino médio do Brasil do nível 2 de proficiência e colocá-lo no nível 3, em uma escala que vai até 10. No nível 3, é esperado, por exemplo, que estudantes consigam resolver problemas utilizando operações fundamentais com números naturais, ou seja, subtrair, somar, dividir e multiplicar para resolver problemas.

Nas edições anteriores da avaliação, em 2013 e 2015, o desempenho desses estudantes caiu. Em 2017, começou a subir e, em 2019, teve a maior alta dos últimos anos, igualando-se ao avanço entre 1995 e 1997.

No 5º ano do ensino fundamental, o avanço foi menor. Em média, os estudantes passaram de um desempenho de 224 para 228. O aumento, entretanto, também foi suficiente para que o país avançasse do nível 4 para o nível 5 de proficiência, em uma escala que vai até 10. Isso quer dizer que os estudantes são capazes, por exemplo, de converter mais de uma hora inteira em minutos ou converter uma quantia dada em moedas de 5, 25 e 50 centavos e 1 real em cédulas de real, que são habilidades esperadas no nível 5.

No 9º ano do ensino fundamental, o desempenho médio dos estudantes passou de 258 para 263. A etapa segue no nível 3 de 9 níveis de proficiência.

Apesar dos avanços, o país ainda tem uma baixa porcentagem de estudantes nos níveis mais altos de proficiência em matemática. Ao terminar o ensino médio e deixar a escola, menos de 5% dos estudantes do país atingem proficiências 7 ou maior em matemática.

Entre os estados, a diferença da proficiência média do Amazonas, que é a mais baixa, e a do Espírito Santo, que é a mais alta, é de 51,8 pontos. Isso significa pelo menos uma diferença de quase três anos de aprendizagem entre os estudantes desses dois estados, uma vez que um ano de aprendizagem equivale, segundo pesquisadores, de 12 a 18 pontos no Saeb.

Língua portuguesa estagnada

O Saeb mede também o desempenho dos estudantes em língua portuguesa. Os resultados mostraram que após uma sucessão de altas, desde 2003, em média, os estudantes do 5º ano do ensino fundamental ficaram estagnados, obtiveram a mesma nota 215, em 2017 e 2019. Isso os coloca no nível 4 de 9 de proficiência. No 9º ano do ensino fundamental, o desempenho médio passou de 258 para 260, mantendo os estudantes no nível 4 de 8 níveis.

O ensino médio teve, também em língua portuguesa, o maior avanço, passando de 268 para 278. O aumento no desempenho faz com que, em média, o Brasil passe do nível 2 para o nível 3 de proficiência, de um total de 8 níveis. Ainda assim, isso significa que, no geral, os brasileiros deixam a escola sem saber, por exemplo, identificar ironia em poemas e artigos ou reconhecer a finalidade de reportagens, resenhas e artigos, ambas habilidades esperada no nível 7.

O Saeb é aplicado a cada dois anos, em escolas públicas e privadas. Participaram da edição de 2019 mais de 5,6 milhões de estudantes de mais de 72 mil escolas em todas as unidades da federação.

Os resultados de aprendizagem dos estudantes, apurados no Saeb, juntamente com as taxas de aprovação, reprovação e abandono, apuradas por meio do censo escolar, compõem o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), o principal indicador de qualidade da educação brasileira.

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Ensino

Ensino médio tem maior salto de qualidade desde 2005

Etapa de ensino foi a que mais avançou no Ideb

Pável Bauken

Publicado

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© 07.07.2016/Gabriel Jabur/Agência Brasília Educação

O ensino médio teve, em 2019, o maior salto no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) desde 2005. O Ideb é o principal indicador de qualidade da educação brasileira. Apesar do avanço, no entanto, a etapa não alcançou a meta prevista para o ano. Os dados do Ideb foram divulgados hoje (15) pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

O ensino médio é tido historicamente como a fase escolar mais crítica da educação básica, pela alta taxa de abandono e pelo baixo nível de aprendizagem. Desde 2013, o ensino médio não atinge a meta do Ideb.

O avanço de 0,4 ponto obtido entre 2017 e 2019, de acordo com os dados divulgados pelo Inep, foi o maior em toda a série histórica. Em 2005, o Ideb foi 3,4, passando para 3,5 em 2007 e para 3,6 em 2009. Entre 2011 e 2015, o Ideb do ensino médio ficou estagnado em 3,7. Em 2017, avançou para 3,8 e, no ano passado, para 4,2. A meta para o ano, no entanto, era 5.

O Ideb é calculado a cada dois anos para o ensino fundamental e para o ensino médio, com base em dados de aprovação nas escolas e de desempenho dos estudantes no Sistema Nacional de Avaliação da Educação Básica (Saeb). O Saeb avalia os conhecimentos dos estudantes em língua portuguesa e matemática. O índice final varia de 0 a 10.

O índice tem metas diferentes para cada ano de divulgação e também metas específicas nacionais, por unidade da federação, por rede de ensino e por escola. A intenção é que cada instância melhore os índices para que o Brasil atinja o patamar educacional da média dos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em termos numéricos, segundo o Inep, isso significa progredir da média nacional 3,8, registrada em 2005 na primeira fase do ensino fundamental, para um Ideb igual a 6 em 2022, ano do bicentenário da Independência. Para o ensino médio, a meta final é 5,2. Esta é, portanto, a penúltima divulgação do Ideb antes do fim das metas previstas. A próxima será em 2022, referente a 2021.

Escolas públicas e privadas

A maior parte das matrículas do ensino médio está na rede pública. Entre essas escolas, aquelas que são geridas pelos estados concentram 97% dos estudantes. O Ideb das públicas estaduais aumentou 0,4, passando de 3,5 em 2017 para 3,9 em 2019. Mesmo assim, a rede estadual ficou abaixo da meta, em 4,6. Apenas dois estados alcançaram a meta de 2019 para as escolas estaduais, Pernambuco e Goiás.

Já entre as escolas particulares, que concentram 12,2% das matrículas do ensino médio no país, o Ideb passou de 5,8 em 2017 para 6, em 2019, tendo um desempenho 2,1 pontos superior ao obtido pela rede estadual. A meta do Ideb para essas escolas era 6,8. Nenhum estado alcançou a meta proposta para o ano de 2019. Houve uma queda de desempenho nas escolas do Amapá. Os maiores resultados foram obtidos pelas escolas privadas de Minas Gerais, Espírito Santo e Paraná.

Considerando as redes de ensino, públicas e particulares, todos os estados apresentaram aumento no valor do Ideb no ensino médio, exceto Sergipe, que se manteve estável. Espírito Santo e Goiás são os estados com melhor desempenho no país, ambos com Ideb 4,8. Apenas Goiás atingiu a meta para o estado.

Mudanças no cálculo

No estudo, o Inep ressalta que desde 2017 houve uma mudança no cálculo do Ideb do ensino médio. Até 2015, os resultados do ensino médio, diferentemente do ensino fundamental, eram obtidos a partir de uma amostra de escolas. A partir de 2017, o Saeb passou a ser aplicado a todas as escolas públicas e assim, pela primeira vez, o Inep passou a calcular Ideb para as escolas de ensino médio.

Até 2017, as chamadas escolas de ensino médio integrado à educação profissional não foram incluídas no cálculo do Ideb. Na última divulgação, governantes contestaram a exclusão. A inclusão dessas escolas poderia aumentar o desempenho dos estados. Na publicação divulgada nesta terça-feira, o Inep não esclarece se essas escolas foram consideradas em 2019.

Em coletiva de imprensa, na manhã desta terça-feira, o Inep esclareceu que os resultados das escolas de ensino médio integrado à educação profissional não entraram no cálculo do Ideb 2019.

Ideb 2019

O Brasil avançou no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) em todas etapas de ensino, mas apenas nos anos iniciais do ensino fundamental, do 1º ao 5º ano, cumpriu a meta de qualidade estabelecida para 2019. O Ideb registrado nos anos iniciais no país foi 5,9, índice que superou a meta nacional de 5,7 considerando tanto as escolas privadas quanto as públicas. Nos anos finais do ensino fundamental, do 6º ao 9º ano, o Ideb alcançado no país foi 4,9, inferior à meta fixada para a etapa, 5,2.

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