Enchente danifica pelo menos 221 viaturas e 50 prédios da segurança pública do RS
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Enchente danifica pelo menos 221 viaturas e 50 prédios da segurança pública do RS

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Foto: Brigada Militar / Divulgação

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Na Avenida Pernambuco, no bairro Navegantes, em Porto Alegre, a sede da Secretaria da Segurança Pública (SSP) do Estado precisou ser evacuada em maio. A água barrenta tomou as ruas, subiu pela escadaria, invadiu o térreo e inundou a recepção. Ainda na Zona Norte, no Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic) da Polícia Civil, a inundação alcançou quase dois metros de altura. No Menino Deus, o histórico 1° Batalhão de Polícia Militar (BM) também foi tomado pelas águas.

O comando da segurança do Estado teve de ser transferido às pressas para a Academia da Polícia Militar, na Zona Leste, assim como o da BM. A Polícia Civil se instalou parcialmente na antiga sede da CEEE, no bairro Jardim Carvalho. Na semana passada, o prédio da SSP foi reocupado, ainda marcado pela enchente, que destruiu divisórias e arrancou mobílias. Esse cenário representa apenas parte dos danos causados à segurança pública do Estado. Pelo menos 221 viaturas e 50 prédios foram danificados pelas inundações – a Polícia Civil ainda não contabilizou o número de estruturas atingidas. Segundo a SSP, os valores dos danos estão sendo compilados.

— Os danos causados pelas enchentes não comprometeram em nenhum momento o trabalho das nossas vinculadas. Pelo contrário, a Brigada Militar, a Polícia Civil, o Corpo de Bombeiros Militar e o IGP tiveram resultados até melhores que o período anterior aos eventos climáticos, com mais prisões, salvamentos e rapidez nas perícias — afirma o secretário da Segurança Pública do Estado, Sandro Caron.

A Brigada Militar e a Polícia Civil foram as instituições com o maior número de viaturas e imóveis danificados. A BM, responsável pelo policiamento nas ruas, teve 98 veículos atingidos pela enchente. A maior parte das viaturas estava em oficinas, aguardando consertos. A frota afetada representa cerca de 1% das viaturas usadas no policiamento ostensivo – nem todas as atingidas eram usadas para essa função.

A instituição teve ainda 33 quartéis inundados. Além do 1º BPM, foram atingidos na capital o 9º BPM, também no Menino Deus, e o Quartel do Comando-Geral da BM, na Rua dos Andradas, no Centro Histórico, onde a água chegou a 1m70cm. Os servidores já retornaram ao QG, mas o prédio ainda opera com gerador. As mobílias foram as mais atingidas no edifício histórico. Perto dali, o Centro Médico-Odontológico da BM, que atende policiais da Capital, Região Metropolitana e Vale do Sinos, foi inundado, deixando 15 cadeiras de dentista submersas. O atendimento no local ainda está suspenso – os servidores são atendidos no hospital da BM.

O maior dano na avaliação da BM ocorreu no Comando do Vale do Taquari, em Lajeado, que alagou pela terceira vez. A decisão foi não retornar ao prédio e procurar outro imóvel. Em Montenegro, no Vale do Caí, onde a Escola de Formação foi inundada, a opção foi manter no prédio apenas cursos de especialização. A formação de novos soldados deve ser transferida para uma escola de Porto Alegre, que teve a capacidade ampliada. No interior, a BM ainda avalia possíveis mudanças de algumas unidades que foram atingidas.

— Os quartéis, em sua maioria, já estão limpos e voltaram a abrigar os policiais. Nos casos em que não faz sentido voltar a utilizar os prédios, optamos pela locação. É o caso do Comando Regional do Vale do Taquari, para o qual já locamos um espaço que abrigará o comando. Outras avaliações ainda estão sendo feitas, mas a maioria está em condições de uso — avalia o comandante-geral da BM.

A Polícia Civil foi a segunda instituição com mais veículos danificados, com 84 viaturas atingidas, das quais 40 tiveram perda total – 26 eram veículos discretos e as demais, caracterizados. Os outros veículos tiveram perda parcial. Em Sobradinho, no Vale do Rio Pardo, uma parede foi derrubada pela força da água, arrastando três viaturas.

Segundo a Polícia Civil, os dados sobre os prédios ainda estão sendo contabilizados. Em 23 de maio, o número de locais afetados era de 29, mas essa informação está sendo revisada. No Vale do Taquari, todas as delegacias da central de polícia em Lajeado foram afetadas. Em Eldorado do Sul, a delegacia foi completamente tomada pelas águas.

— Ainda estamos avaliando, inclusive, a reconstrução dessas delegacias que foram destruídas ou não no mesmo local. O importante é frisar que em nenhum momento o trabalho parou, mesmo diante de toda dificuldade — afirma o subchefe da Polícia Civil, delegado Heraldo Guerreiro.

Um dos prédios atingidos foi o do Deic, na Avenida das Indústrias, que precisou se transferir para a antiga sede da CEEE, no bairro Jardim Carvalho. O Departamento Estadual de Investigações do Narcotráfico (Denarc) também foi transferido para o mesmo local. A 3ª Delegacia de Polícia de Pronto-Atendimento (DPPA) da Capital, na Zona Norte, transferiu o atendimento para o Palácio da Polícia. A 17ª Delegacia de Polícia também foi atingida, assim como a 3ª Delegacia de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no bairro Anchieta.

O Corpo de Bombeiros foi a terceira instituição em número de veículos e imóveis atingidos. A corporação teve, segundo a SSP, 26 viaturas danificadas e 14 prédios com avarias. O Instituto-Geral de Perícias (IGP), além de 13 veículos atingidos, teve o Centro Regional de Excelência em Perícias Criminais da Região Sul (Ceprec), inaugurado há dois anos, danificado.

Servidores Ao menos 800 policiais militares foram atingidos, dos quais 361 perderam todos os bens. O serviço de assistência social está atendendo os servidores com cestas básicas, segundo a BM. Há uma campanha em andamento por meio da Fundação da BM para arrecadar doações, que podem ser feitas pelo pix [email protected]. Na Polícia Civil, cerca de 250 policiais foram atingidos. Iniciativas privadas estão ajudando os servidores com doações de mobiliário.

Os danos

  • Brigada Militar
    • 98 viaturas
    • 33 quartéis
  • Polícia Civil
    • 84 viaturas
    • Não informou prédios
  • Bombeiros
    • 26 viaturas
    • 14 prédios
  • IGP
    • 13 viaturas
    • 1 prédio
  • SSP
    • 2 prédios com avarias, ambos na Pernambuco

      Fonte: GZH

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Brasil deixa de figurar entre os 20 países com maior número de crianças não vacinadas

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Foto: Divulgação
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Em 2023, o Brasil alcançou um marco significativo na imunização infantil, saindo do grupo das 20 nações com maior número de crianças não vacinadas. Esta conclusão vem de um estudo global divulgado nesta segunda-feira pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) e pela Organização Mundial da Saúde (OMS).

O levantamento apontou que o número de crianças brasileiras sem nenhuma dose da vacina DTP1 diminuiu de 710 mil em 2021 para 103 mil em 2023. No caso da DTP3, a redução foi de 846 mil para 257 mil no mesmo período. A vacina DTP protege contra difteria, tétano e coqueluche.

Com a queda no número de não imunizados, o Brasil deixou para trás a posição anterior de sétimo país com mais crianças não vacinadas em 2021. O país registrou progressos em 14 das 16 vacinas monitoradas.

Luciana Phebo, chefe de Saúde do Unicef no Brasil, destacou que essa melhoria representa uma reversão após anos de declínio na cobertura vacinal infantil. Ela enfatizou a importância de ampliar ainda mais os esforços, levando a vacinação para além das unidades de saúde tradicionais, alcançando também escolas, Centros de Referência de Assistência Social (Cras) e outros espaços frequentados por crianças e famílias em situação de vulnerabilidade.

Globalmente, no entanto, houve um aumento no número de crianças sem nenhuma dose da DTP1, passando de 13,9 milhões em 2022 para 14,5 milhões em 2023. A cobertura completa com três doses de DTP estagnou em 84%, atingindo 108 milhões de crianças.

O estudo abrange dados de 185 países e destaca que, em 2023, aproximadamente 2,7 milhões de crianças em todo o mundo não receberam vacinas ou estavam com a imunização incompleta, um aumento em relação aos níveis pré-pandemia de 2019.

A falta de vacinação adequada também foi associada a surtos de sarampo em 103 países nos últimos cinco anos, afetando regiões com baixa cobertura vacinal, enquanto 91 países com altos índices de vacinação não registraram surtos.

Apesar de avanços na vacinação contra o papilomavírus humano (HPV) entre meninas, que subiu de 20% em 2022 para 27% em 2023, o nível de cobertura ainda está abaixo da meta global de 90% para eliminar o câncer do colo do útero como problema de saúde pública. Nos países de alta renda, a cobertura é de 56%, enquanto nos de baixa e média renda é de apenas 23%.

Fonte: Agência Brasil

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Em dez anos, aumentou em 80% o número de motoristas com problemas de visão

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Foto: Divulgação
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O número de brasileiros com restrições na Carteira Nacional de Habilitação (CNH) devido a problemas de visão aumentou significativamente nos últimos dez anos. Em 2014, 14,4 milhões de motoristas precisavam usar óculos ou lentes corretivas para dirigir, além de enfrentar restrições como dirigir apenas durante o dia ou ter visão monocular (igual ou inferior a 20% em um dos olhos). Em 2024, esse número cresceu para 25,4 milhões, representando um aumento de 77%.

Os dados foram divulgados pelo Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO), com base em informações da Secretaria Nacional de Trânsito (Senatran). Atualmente, as restrições visuais compõem 91% de todas as anotações aplicadas às 27,9 milhões de CNHs emitidas no Brasil. Para o CBO, esses números destacam a importância da saúde ocular para a população e a necessidade de prevenção e diagnóstico precoce de doenças oculares.

Segundo o conselho, vários fatores contribuem para o aumento da demanda por cuidados oculares entre os motoristas brasileiros, incluindo o envelhecimento da população, o uso prolongado de telas de celulares e computadores, e o aumento de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e estresse. Além disso, hábitos como alimentação inadequada, sedentarismo e obesidade também desempenham um papel significativo.

O mapeamento revela que os estados do Rio Grande do Norte, Paraíba e Rio de Janeiro apresentam a maior proporção de CNHs com restrições em relação ao total de condutores, com números de 390 mil (42% dos condutores), 371,8 mil (38%) e 2,1 milhões (34%), respectivamente. Por outro lado, o Acre tem o menor percentual nacional, com 20% dos condutores enfrentando alguma restrição visual.

Em comparação com 2014, os estados que mais aumentaram o percentual de motoristas com restrições foram Goiás (129%), Tocantins (128%), Roraima (125%), Mato Grosso (120%), Acre (119%), Amazonas (110%), Rondônia (103%), Alagoas (103%), Maranhão (102%) e Piauí (100%). O Distrito Federal, por outro lado, registrou um aumento de 40%.

O CBO também identificou os principais tipos de anotações relacionadas à visão nas CNHs dos brasileiros. A obrigatoriedade do uso de lentes corretivas é a mais comum, afetando cerca de 25 milhões de motoristas, seguida pelas restrições de visão monocular, que afetam 351 mil condutores. Em terceiro lugar, 152,1 mil motoristas são proibidos de dirigir após o pôr do sol.

O processo de inclusão de anotações na CNH é conduzido pelo médico do tráfego ao final da avaliação exigida para concessão ou renovação da habilitação. Durante o exame, são avaliadas a acuidade visual, o campo de visão, a capacidade de dirigir à noite e a capacidade de reagir ao ofuscamento dos faróis de outros veículos, além do reconhecimento das luzes dos semáforos.

Fonte: Agência Brasil

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Casos de dengue no inverno de 2024 já superam total registrado em toda a estação do ano passado no RS

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Nas últimas quatro semanas epidemiológicas (de domingo a sábado), o Rio Grande do Sul registrou 2.493 casos de dengue. Esse número já supera o total de pacientes confirmados com a doença durante todas as semanas epidemiológicas do inverno de 2023, que foi de 2.194, e ainda faltam 10 semanas para o fim da estação.

Cenário Atípico

Normalmente, o inverno é um período de redução nos casos de dengue devido às baixas temperaturas, que dificultam a eclosão dos ovos do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença. Contudo, o inverno de 2024 apresenta uma situação alarmante. Eventos climáticos, como a enchente de maio seguida por dias quentes, criaram condições favoráveis para a permanência do mosquito e da doença.

O início do inverno, em 21 de junho, coincide com a 25ª semana epidemiológica, utilizada para monitorar a dengue e outras doenças. Em 2023, foram confirmados 467 casos de dengue nessa semana, o maior número registrado até então. Em 2024, esse número mais que triplicou, saltando para 1.470 novos casos.

Com o avanço do inverno e a diminuição das temperaturas, o número de casos tem caído, mas não desaparecido. Da 25ª para a 26ª semana epidemiológica, os novos casos caíram quase pela metade, de 1.470 para 778. Essa tendência de queda, ainda que os casos persistam, é observada nos hospitais.

Fonte: GZH

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