Emater/RS-Ascar atualiza estimativas para Safra de Verão – Portal Plural
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Emater/RS-Ascar atualiza estimativas para Safra de Verão

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A segunda estimativa de produção da Safra de Grãos de Verão 2019/2020 foi divulgada nesta semana durante a Expodireto Cotrijal, que encerra nesta sexta-feira (06/03) em Não-Me-Toque. Na edição do Informativo Conjuntural desta quinta-feira (05/03), a Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atualiza a estimativa de área de plantio, produção e produtividade das principais culturas de verão do Rio Grande do Sul. O levantamento apresentado na Expodireto contemplou uma amostra que cobriu 99% da área cultivada com arroz, 82,9% com feijão primeira safra, 83,4% com feijão segunda safra, 97,3% com milho grão, 96,1% para milho destinado à silagem e 98,1% para área com soja.

As lavouras de soja no Estado encontram-se 2% em desenvolvimento vegetativo, 11% em floração, 60% na fase de enchimento de grãos, 23% estão maduras e por colher e 4% já foram colhidas. Até a última terça-feira (03/03), a Emater/RS-Ascar recebeu solicitação para realização de 221 perícias de Proagro para a cultura da soja.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, várias lavouras de soja apresentam coloração amarela devido ao estádio de maturação. A fase atual da cultura é de grande necessidade de água para o enchimento de grãos. Como as precipitações estão desuniformes, tanto em volumes como em relação às áreas atingidas, a cultura da soja tem apresentado grande variabilidade nos potenciais produtivos. Nos municípios mais atingidos pela estiagem, as produtividades alcançam entre 15 e 20 sacas por hectare. Nos beneficiados por chuvas regulares, as produtividades giram em torno de 45 a 50 sacas por hectare. A variabilidade depende do manejo realizado e das tecnologias utilizadas. Os fatores que se destacam para a diminuição de potencial produtivo são a irregularidade das precipitações e o calor excessivo, que têm provocado redução do tamanho do grão e queda prematura de vagens.

Na região de Santa Rosa, a soja foi implantada na totalidade, estando 5% em desenvolvimento vegetativo, 9% em floração, 75% em enchimento de grãos, 10% em maturação e 1% já está colhido. Novas áreas devem entrar em maturação e ser colhidas ainda na primeira quinzena de março. Grande parte da colheita é esperada para a primeira quinzena de abril, quando as variedades de ciclo médio, implantadas em novembro, alcançarem a maturação. Em geral, a condição das lavouras é satisfatória até o momento. O estresse hídrico das plantas nas horas mais quentes do dia durante vários dias seguidos afeta o enchimento final dos grãos, resultando em menor produção por área.

As lavouras de milho no Estado estão 6% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 7% em floração, 17% em enchimento de grãos, 17% maduro e 53% já foram colhidos. Na região de Santa Rosa, os produtores concluíram o segundo plantio (safrinha) e atualmente as lavouras de milho estão 16% em desenvolvimento vegetativo, 1% em floração, 1% em enchimento de grãos, 2% em maturação e 80% já estão colhidas, com rendimento médio de 7.569 quilos por hectare. Nas áreas irrigadas, a produtividade chegou em 12 mil quilos por hectare.

Na regional de Frederico Westphalen, as lavouras de milho com híbridos mais precoces e semeadas até a primeira quinzena de setembro apresentam bom potencial produtivo, variando entre 130 e 160 sacos por hectare e boa qualidade de grãos. Já nas lavouras semeadas a partir da segunda quinzena de setembro, as perdas provocadas por estiagem são maiores.

Milho silagem – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, 29% das áreas implantadas de milho destinado à silagem estão na fase de enchimento de grãos. Outros 27% estão em floração. As áreas já colhidas e a silagem elaborada correspondem a 13% do total das áreas. A silagem elaborada é de qualidade inferior e com rendimentos bastante baixos. Isto interferirá tanto na produção leiteira quanto no ganho de peso do rebanho.

Na região de Santa Rosa, as lavouras implantadas para silagem estão 100% colhidas, e a produtividade média chegou a 40 toneladas por hectare. Na de Erechim, 5% das lavouras de milho silagem estão em enchimento de grãos e 95% já foram colhidas, com produtividade de 34,9 toneladas por hectare. Na de Caxias do Sul, a colheita do milho silagem deve se estender até meados de maio, devido ao segundo plantio da cultura. O rendimento teve redução tanto no volume de massa verde quanto na qualidade da silagem, devido à baixa produção de grãos.

Arroz – Com a permanência das condições do tempo favoráveis ao desenvolvimento da cultura, as lavouras no Estado têm se mantido com bom estande de plantas e bom desenvolvimento. Atualmente, 2% das lavouras estão na fase de germinação/desenvolvimento vegetativo, 19% em floração, 34% em enchimento de grãos, 36% em maturação e 9% foram colhidos.

Feijão 1ª safra – Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, o feijão é a cultura que mais perdeu rendimento com os eventos climáticos. No período da semeadura, houve o excesso de chuvas e, na sequência, a estiagem prejudicou a floração e o enchimento dos grãos. Na de Caxias do Sul, nos Campos de Cima da Serra, onde a leguminosa é cultivada em época diferenciada em relação às demais regiões do Estado, as lavouras de feijão se encontram na fase de formação de vagens e enchimento de grãos. Com as chuvas ocorridas no final de fevereiro, as lavouras voltaram a ter um bom aspecto, e o rendimento esperado é de 2.200 quilos por hectare. São realizadas pulverizações para o controle de pragas e doenças. Em geral, as plantas apresentam boa sanidade.

Feijão 2ª safra – O plantio avança na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen. Com a estiagem, houve antecipação da colheita de lavouras de milho e de soja precoce. A estimativa é de que sejam semeados mais de 9 mil hectares de feijão. A cultura se encontra em estádio de emergência/desenvolvimento vegetativo, e as lavouras apresentam bom estande de plantas, porém, há necessidade de chuvas para a aplicação da primeira parcela da adubação nitrogenada. O rendimento esperado é superior a 1.800 quilos por hectare.

Na região de Santa Maria, os plantios de feijão 2ª safra foram interrompidos em virtude da falta de chuvas. Em fevereiro, houve pequeno volume de precipitações, reduzindo assim a umidade do solo necessária à realização de semeaduras. Com isso, a intenção de plantio de 1.053 hectares tende a não se confirmar. Na de Ijuí, há tendência de diminuição de área, pois a umidade no solo é inadequada para a germinação da cultura. As áreas cultivadas apresentam sintomas de déficit hídrico, principalmente nas lavouras em início de floração, período muito crítico para a confirmação da produtividade. Os cultivos implantados pós-colheita do milho e que dispõem de irrigação se desenvolvem dentro da normalidade, com boa sanidade e baixa incidência de doenças.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na regional de Pelotas, a comercialização avança praticamente para o fim, restando 2% de cebola em Tavares e 5% em São José do Norte. O preço pago ao produtor para cebola tipo 3 segue entre R$ 0,60 e R$ 0,80/kg. Produtores com quantidades grandes de cebola de excelente qualidade conseguem até R$ 1,00/kg. O preço da cebola de classificação tipo 2 varia de R$ 0,40 a R$ 0,50/kg.

Alho – Com a finalização da colheita da uva na regional de Caxias do Sul, a comercialização de alho está retomada, com mercado aquecido, ou seja, os preços são remuneradores pela qualidade dos bulbos, característica derivada principalmente da ótima cura a campo e nos galpões de estocagem. Ocorrem reuniões técnicas para reservação de bulbos-semente livres de viroses. Alhicultores da Serra estão animados com os resultados econômicos; com isso, buscam abertura de novas áreas nos Campos de Cima da Serra. Os preços praticados para o quilo variam conforme a classe: 3 a R$ 9,00; 4 a R$ 10,00; classe 5 a R$ 11,00; 6 a R$ 12,00; classe 7 a R$ 13,00 e alho indústria a R$ 8,00/kg.

FRUTÍCOLAS

Uva – Na regional de Caxias do Sul, a colheita da atual safra encaminha-se para a conclusão, sendo colhidas as variedades mais tardias cultivadas na região, como a Isabel, as do grupo Moscato e Cabernet Sauvignon. O rendimento ficou um pouco abaixo do esperado, com redução aproximada de 20%. O potencial produtivo foi afetado pelas condições climáticas que interferiram na uniformidade da brotação das variedades superprecoces e na fixação das bagas, deixando os cachos com menor número de bagas e, finalmente, pela deficiência hídrica em dezembro. A qualidade da fruta colhida é ótima, com elevado teor de açúcar e ausência de podridões. Durante a colheita, as indústrias foram gradativamente aumentando a cotação e a disputa pela produção, sendo que muitos viticultores desvinculados de compromissos prévios foram negociando até o início da colheita de seus vinhedos.

Banana – No Litoral Norte, na regional da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a cultura segue em produção, com frutas de boa qualidade. A cultivar predominante é a Prata, com cerca de 80% da área; as demais áreas são cultivadas com a Caturra. A produtividade é um pouco menor do que a esperada, em virtude da estiagem e das altas temperaturas do início do ano, que causaram má formação e menor enchimento dos cachos no período. O estado fitossanitário segue bom.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

As áreas de campo nativo e pastagens cultivadas perenes de verão, localizadas em regiões com maior incidência de chuvas, apresentam desenvolvimento e produção de forragem satisfatórios. As pastagens cultivadas perenes, mesmo em áreas mais secas, ainda se desenvolvem de forma razoável. Vários produtores já implantaram ou estão em fase de preparo para o plantio de pastagens cultivadas de inverno.

BOVINOCULTURA DE CORTE – Nas diversas regiões do RS, o estado corporal do gado bovino de corte, de uma maneira geral, é satisfatório. Em áreas com estiagem mais prolongada, onde as condições alimentares e nutricionais dos pastos estão mais prejudicadas, os animais apresentam menor ganho ou até perda de peso. Na maior parte das propriedades, o período de entoure e inseminação foi encerrado.

BOVINOCULTURA DE LEITE – Os rebanhos bovinos leiteiros gaúchos apresentam boas condições corporais e sanitárias. A produção de leite tem sido mantida, em grande parte, com suplementação alimentar à base de silagem e concentrados proteicos. Na maioria das regiões, a produção exclusivamente a pasto tem sido prejudicada pelos períodos de estiagem, que também afeta a produção de silagem e preocupa os produtores a restrição desta alternativa de suplementação alimentar com menor custo, durante o vazio forrageiro outonal que se aproxima. Em algumas áreas há escassez de água para dessedentação dos animais.

PISCICULTURA – Um grande número de açudes apresenta nível mais baixo e, em alguns casos, há necessidade de medidas de manejo para renovação e aeração da água, a fim de manter uma boa oxigenação. Os peixes estão nas fases de crescimento e terminação, e a maioria dos piscicultores planeja uma grande despesca para comercialização na Semana Santa.

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Agro

Emater/RS-Ascar orienta sobre manejo e consumo de frutas e verduras na região de Santa Rosa

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Vivemos o Ano Internacional das Frutas e Verduras, instituído pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), diante disso, a Emater/RS-Ascar aderiu à proposta de sensibilizar sobre a importância da produção e do consumo de frutas e verduras para a promoção da segurança alimentar e da saúde. Na região de Santa Rosa são realizadas diversas ações de orientação técnica sobre a produção, manejo, consumo, manipulação e comercialização destes alimentos.

A extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar Vanessa Gnoatto destaca que a Instituição promove tradicionalmente diversas ações, atuando vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), com vistas a contribuir com a segurança e soberania alimentar, a exemplo do Programa Regional de Segurança Alimentar que visa contribuir para a produção sustentável e diversificada de alimentos, com ênfase nos cultivos, criações e tecnologias, identificadas com a cultura e hábitos locais. O Programa continuado objetiva a autossuficiência, segurança e qualificação alimentar, renda, saúde e qualidade de vida das famílias rurais, enfatizando esse ano, a produção da beterraba, morango, mandioca, produção de leite e criação de suínos.

Durante todo o ano também são apresentadas orientações sobre a época do plantio, variedades, manejo, colheita e processamento das mais diferentes frutas e verduras mais incidentes na região com a intenção de qualificar cada vez mais a produção desse alimento, melhorando a alimentação das famílias e incentivando a plantação em escala comercial.

Hora de semear e colher

Cultivar o próprio alimento pode ser uma fonte de economia, saúde e nutrição. O Guia Prático de Frutas e Legumes da Emater/RS-Ascar lembra que ainda estamos no mês de plantio de acelga, agrião, alface, beterraba, cebola, cenoura, couve, couve-flor, ervilha, espinafre. Também é hora de plantar mostarda, nabo, pimentão, rabanete, radice, repolho, salsa e tomate. Em relação à colheita, estamos na época de acelga, agrião, alface, beterraba, cenoura, chicória, couve, couve-flor, ervilha, espinafre e mostarda. Nabo, rabanete, radice, repolho e salsa. Também estão sendo colhidos abacate, banana, bergamota, laranja, laranja de umbigo, lima, limão e mamão.

Frutas e Verduras na região de Santa Rosa

Segundo o levantamento realizado pela Emater/RS-Ascar na região de Santa Rosa, existem 510 hectares de pomares comerciais e domésticos, sendo a maioria de citros, videiras e áreas menores com pêssegos e morangos. Em municípios costeiros também se destaca o cultivo, em microclimas, de manga, banana e abacaxi.

Estão sendo realizadas demonstrações de métodos de poda em frutíferas, especialmente as de limpeza e frutificação. O extensionista do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar, Gilmar Vione, orienta que nesta época do ano é necessário realizar a poda de frutificação das espécies de clima temperado, a exemplo da videira, pessegueiro, ameixeira, macieira e figueiro, assim como a poda de limpeza nestas espécies e nas de clima subtropical e tropical, como a goiabeira, mangueira e cítricas. A poda é fundamental para equilibrar o desenvolvimento vegetativo com a produção de frutos, evitando assim, que as plantas tenham um desenvolvimento vegetativo excessivo, em detrimento da produção de frutos.

Além disso, muitos Escritórios Municipais da Emater/RS-Ascar estão orientando sobre o uso das caldas bordalesa e sulfocálcica para tratamento de inverno nas frutíferas. Também está em andamento o plantio de mudas, em especial na formação e reposição de pomares domésticos.

Já em relação às hortaliças, a produção comercial da região ocupa 363 hectares. Contudo, a produção está presente em praticamente todas as propriedades, voltada especialmente ao consumo das próprias famílias. Produtores organizam as áreas para cultivo de variedades estivais já na metade de agosto.

O trabalho dos olericultores também tem sido de transplantes das mudas em novos canteiros e adubação nitrogenada em cobertura.

 

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Agro

Vigilância ambiental monitora febre amarela com ajuda de moradores da área rural e de aplicativo

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O objetivo do trabalho de campo é formar uma rede de monitoramento da circulação do vírus - Foto: Divulgação SES

A partir de visitas em residências localizadas em áreas rurais de municípios da região Sudeste do Rio Grande do Sul, considerada prioritária para o enfrentamento à febre amarela, biólogos e veterinários estão empenhados em formar uma rede sentinela com os moradores para monitoramento da morte de macacos bugios, principalmente nos municípios com menores coberturas vacinais contra a doença.

O plano de ação está sendo colocado em prática pelas equipes da Vigilância Ambiental do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs). As atividades começaram pelo município de Amaral Ferrador, que apresenta apenas 17,54% de cobertura vacinal em uma população estimada em 7.085 habitantes.

“Nesta semana estamos fazendo trabalho de campo em Camaquã e na passada a nossa equipe esteve nas cidades de Chuvisca e Cristal, mas começamos por Amaral Ferrador, onde estivemos de 12 a 16 de julho e já temos um relatório consolidado”, informou o biólogo Edmilson dos Santos, do Cevs.

As ações são intensificadas nas áreas apontadas no plano e também pelos boletins epidemiológicos que registram a presença de óbitos em primatas não humanos. O Rio Grande do Sul apresenta 31 municípios considerados como áreas afetadas pela circulação do vírus. Também estão na mira da vigilância ambiental 91 municípios de uma área ampliada e limítrofe.

Os óbitos desses animais podem estar relacionados com a infecção do vírus da doença. Depois de picados por mosquitos silvestres contaminados, os primatas passam a ser sinalizadores da circulação do vírus. A população, quando não imunizada, corre o risco de contaminação pelos mesmos mosquitos transmissores.

• Clique aqui no Informativo Epidemiológico e acesse os mapas com as áreas afetadas e ampliadas limítrofes de febre amarela.

• Acesse aqui o Plano de Ação com a lista de municípios que apresentam baixas coberturas vacinais na região Sudeste.

“A participação da comunidade é muito importante para relatar a ocorrência de animais mortos ou doentes no município, para que possamos detectar precocemente a circulação do vírus causador da febre amarela. Busca-se, também, alertar sobre a necessidade de a população estar vacinada contra esta doença”, destaca Santos.

O biólogo conta que nas 115 propriedades visitadas em Amaral Ferrador, 105 moradores relataram que ouviram sons ou viram bugios próximos de suas moradias. No dia 15 deste mês, foi relatado por uma moradora da localidade de Morro Agudo, em Amaral Ferrador, a morte de um bugio em sua propriedade. “Nossa equipe coletou amostras desse animal para serem encaminhadas para testes de diagnóstico na Fiocruz [Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro]”, disse Santos. O resultado poderá ser registrado nos próximos boletins, como confirmado ou descartado para presença do vírus.

Além das visitas domiciliares, as equipes realizam palestras nos municípios afetados com a participação de profissionais das áreas de assistência e de outras instituições da região, orientando sobre o papel da rede local de saúde como porta de entrada na notificação da morte dos primatas.

Aplicativos

Um aplicativo de celular foi desenvolvido por profissionais do Cevs para ser usado pela equipe da vigilância na realização dessas entrevistas em trabalho de campo. Ele marca a posição geográfica e armazena os dados do entrevistado, além da quantidade de pessoas vacinadas na residência contra a febre amarela. O aplicativo também registra a presença de bugios na propriedade ou nas cercanias e é de uso exclusivo para as equipes do Cevs em atividades de campo.

Outra ferramenta utilizada é a plataforma SISS-Geo, aplicativo que monitora a fauna silvestre. Desenvolvido pela Fiocruz, é livre e gratuito. O Ministério da Saúde adotou-o para registrar as epizootias (vários casos de óbitos de animais em uma mesma região). Os registros sobre animais mortos são recebidos automaticamente no e-mail da equipe de referência no Rio Grande do Sul.

Vacinação

A vacina contra a febre amarela é recomendada para todas as pessoas com até 59 anos, e as doses estão disponíveis nas unidades de saúde dos municípios. Pessoas acima de 60 anos devem passar por avaliação médica antes de se vacinar.

Durante as palestras nos municípios, os técnicos das equipes de referência, formadas por biólogos e veterinários, destacam a importância da imunização. Recomendam às secretarias municipais de Saúde que sejam realizadas campanhas locais, com divulgação sobre a disponibilidade da vacina nas unidades de saúde e com atividades de busca ativa, incluindo, se possível, até vacinação de casa em casa.

A doença

A febre amarela é uma doença febril aguda, causada por um arbovírus (vírus transmitido por mosquitos). Os primeiros sintomas são febre, calafrios, cefaleia (dor de cabeça), lombalgia (dor nas costas), mialgias (dores musculares) generalizadas, prostração, náuseas e vômitos. Após esse período inicial, geralmente ocorre declínio da temperatura e diminuição dos sintomas, provocando uma sensação de melhora no paciente. Em poucas horas – no máximo um ou dois dias – reaparece a febre, a diarreia e os vômitos.

Os casos de febre amarela no Brasil são classificados como silvestres ou urbanos, sendo que o vírus transmitido é o mesmo. A diferença entre elas é o mosquito vetor envolvido na transmissão.

Na urbana, o vírus é transmitido aos humanos pelos mosquitos Aedes aegypti, mas esta não é registrada no Brasil desde 1942.

Na silvestre, os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes transmitem o vírus, e os macacos são os principais hospedeiros. Nessa situação, os casos humanos ocorrem quando uma pessoa não vacinada entra em uma área silvestre e é picada por mosquito contaminado.

Desde 1999, realiza-se a vigilância de mortes de macacos, com o objetivo de verificar e antecipar a ocorrência da doença, pois a mortalidade destes animais pode indicar a presença do vírus em uma determinada região. Dessa forma, é possível fazer a intervenção oportuna para evitar casos humanos, por meio da vacinação das pessoas, e também evitar a urbanização da doença, por meio do controle dos mosquitos transmissores nas cidades.

A vacina contra a febre amarela é ofertada no Calendário Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) e é enviada, mensalmente, para todo o país.

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Agro

Otimização de culturas de inverno mostra potencial para ajudar produtores de aves e suínos de todo o Brasil

Alternativa para ração já é utilizada no Rio Grande do Sul e despertou o interesse de agroindústrias, cooperativas e frigoríficos brasileiros

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(Fotos: Divulgação e Reprodução)

A forte geada em regiões produtoras do país e as perspectivas de novas quebras na safra de milho — que podem chegar a 50% no Paraná, segundo produtores — reforçam a necessidade de encontrar alternativas para abastecer a indústria de proteína animal em curto, médio e longo prazo. Ainda no verão passado, a ideia de incentivar culturas de inverno surgiu com forte potencial para ajudar a indústria de aves e suínos a atender a demanda externa crescente por carne brasileira — um caminho sem volta.

Em encontro promovido pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), lideranças do movimento pela otimização das culturas de inverno apresentaram o projeto — que começou com foco no Rio Grande do Sul e Santa Catarina — a diretores e presidentes de indústrias, cooperativas e frigoríficos de todo o país. O impacto positivo garantiu adesão à compra futura de grãos de inverno para ração de aves e suínos. Atender o mercado interno de proteína animal possibilita a realização do sonho da cadeia produtiva nacional: agregar valor ao produto. Assim, o Brasil exportou US$ 14 bilhões em carnes de frangos e suínos no ano passado. Se tivesse exportado apenas os grãos utilizados na ração, seriam US$ 3 bi.

Produção
A reunião virtual foi mediada pela jornalista Gisele Loeblein, que lembrou, inicialmente, que a valorização do grão brasileiro fez o preço do produto final disparar nas gôndolas. O presidente da ABPA, Ricardo Santin, abriu a discussão falando da busca por estabilidade. “Há coalizão entre todos os entes do movimento — produção e indústria. Isso permite que exista efetividade. Precisamos construir essas parcerias para que o nosso negócio tenha futuro rentável para todos,” destacou Santin.

Ricardo Santin

O presidente do Conselho Consultivo da ABPA, ex-ministro da Agricultura Francisco Turra, destacou o valor histórico do encontro. Ele, que faz parte do movimento de otimização de culturas, lembrou que a ideia inicial era buscar alternativas que não se restringiram aos cereais de inverno. “Descobrimos outros campos de atuação. Nosso objetivo aumentou e hoje buscamos consolidar duas safras no Rio Grande do Sul. Por 14 anos, abrimos mercados mundo afora, e, agora, não podemos dizer que estão faltando insumos para reduzir a produção,” alertou Turra, que tem como meta alcançar os 5 milhões de hectares plantados com culturas de inverno no Estado. O avanço começa a ganhar força. Neste inverno, foi registrado um aumento de 500 mil hectares de área plantada, chegando a 1,4 milhão de hectares.

Francisco Turra

O presidente da Federação da Agricultura do Rio Grande do Sul, outra entidade central do projeto, lembrou da responsabilidade dos produtores rurais em atender a demanda de um Estado que produz aves e suínos. Gedeão Pereira destacou que o Rio Grande do Sul tem, hoje, 1,09 safra consolidada, enquanto observa-se até 3 safras em outros Estados do país. “Como suprir 0,91 safra que falta para chegarmos ao menos 2 safras? Buscamos saídas de curto, médio e longo prazo. Aumentamos a área plantada com cereais de inverno. Trouxemos o arroz como solução imediata. Além disso, estamos treinando mais de 100 técnicos do Senar. Quem garante agora é o mercado,” comemora.

O chefe geral da Embrapa Trigo, Jorge Lemainski, frisou que o país tem 4 milhões de hectares plantados de cereais de inverno. “Trigo, cevada e triticale, especialmente, têm inovação tecnológica capaz de gerar produtos ultra precoces, sendo aptos a atender moinhos e a indústria da proteína animal — com equivalência nutricional de até 100% em alguns casos, a partir de nosso trabalho conjunto com a Embrapa Suínos e Aves, na composição da ração de frangos e suínos, formação de silagem e pasto,” afirmou.

Mercado
O diretor-executivo de Suprimentos da Seara, Arene Trevisan, trouxe a visão do mercado. “Temos uma oportunidade incrível nas mãos. Mas a cadeia toda precisa evoluir em conjunto, pois o consumidor manda no mercado hoje. A cultura de inverno que está sendo plantada no RS neste momento é muito importante. E as empresas precisam estar junto ao produtor, realizando compras futuras e estando presente o tempo todo. Usamos e usaremos todos os cereais de inverno e estamos dispostos a fazer negócio,” destacou.

Dilvo Grolli, diretor-presidente da Coopavel, cooperativa do oeste paranaense, destacou a importância do trigo para o Estado. “Podemos dobrar a produção em quilos de trigo por hectare que é produzida na Argentina. Temos seguro e não temos medo do clima. Estamos garantindo custos para os produtores e damos dupla finalidade ao trigo. Precisamos sair da monocultura do milho para ração. Este ano vamos crescer 15% no plantio de trigo no Estado. É preciso falar com os produtores sobre isso. É segurança alimentar,” pontou Grolli.

Participações
A reunião contou ainda com as participações de outras apoiadoras do movimento: Federação das Cooperativas Agropecuárias do Rio Grande do Sul (FecoAgro/RS), Associação das Empresas Cerealistas do Rio Grande do Sul (ACERGS), Embrapa Suínos e Aves, Yara Brasil, Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), Associação Catarinense de Avicultura (ACAV), Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do RS (SIPS) e Fundo de Defesa Sanitária do Estado do RS (Fundesa).

Além disso, estiveram presentes dirigentes da Associação Mato-grossense de Avicultura (AMAV), Sindicato das Indústrias de Produtos Avícolas do Estado do Paraná (Sindiavipar), Associação de Avicultura do Espírito Santo (AVES), Associação Goiana de Avicultura (AGA), Associação Cearense de Avicultura (ACEAV) e Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados em Santa Catarina (Sindicarne).

 

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