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Agro

Emater/RS-Ascar apresenta orientações a partir da análise do solo em Nova Candelária

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Crédito Fotos: Carine Kroth


Com a consciência de que o solo é o maior patrimônio dos produtores rurais, sendo fundamental uma série de cuidados para que responda às tecnologias aplicadas na produção agropecuária, o escritório da Emater/RS-Ascar de Nova Candelária, parceiro da Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizou um levantamento sobre as condições químicas e características do solo do município, com a realização de 139 análises em propriedades pertencentes a 122 produtores. Diante disso, é possível ter um melhor embasamento para decisões sobre práticas que permitam uma maior produtividade e rentabilidade da produção agropecuária, com o uso adequado e sustentável do solo.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Elir Paulo Pasquetti destaca que o estudo possibilitou identificar os principais indicadores destes solos, “que servem para orientar os agricultores no manejo e na fertilidade das lavouras, visando sua conservação e maiores produtividades”.

Entre os indicadores analisados está a textura dos solos, que detecta os teores de argila em sua composição. O levantamento apontou que 24% dos solos pesquisados pertence à classe 1 (mais de 60% de argila); 33% enquadram-se na classe 2 (41 a 60%); e 42% das análises pertencem à classe 3 (21 a 40%). Apenas 1% pertencem a classe 4 (menor ou igual a 20%). “Quanto menor for o teor de argila dos solos, menor é a sua capacidade de retenção de água e umidade, o que afeta a disponibilidade para as plantas. Portanto, quanto menos argila, menor é a resistência às secas”, explica Pasquetti.

Um dado preocupante identificado no estudo são os níveis de acidez do solo. Isso porque 77% das análises apontaram pH nas faixas muito baixo e baixo, indicando a necessidade de correção da acidez. “Estas condições de pH são limitantes da produtividade das culturas e pastagens, uma vez que nutrientes como nitrogênio, fósforo e potássio não são absorvidos adequadamente, ocasionando assim baixas produtividades”, explica o técnico da Emater/RS-Ascar.

A correção da acidez é feita com a aplicação de calcário, nas doses e forma de aplicação recomendada por profissionais da área. Com relação aos níveis de Fósforo (P) e de Potássio (K) identificados, é apontada a necessidade de atenção especial ao fósforo.

Em torno de 56% das análises realizadas apontaram teores baixo ou muito baixo do elemento. “Isso indica que, juntamente com a acidez do solo, são os dois fatores responsáveis pelas baixas produtividades”, observa o chefe do escritório municipal da Emater/RS-Ascar. Por outro lado, os níveis mais altos de fósforo são verificados com maior frequência nas propriedades onde são aplicados maiores volumes de dejetos de suínos.

Os teores de Potássio se encontram em níveis melhores. Apenas 6% são considerados muito baixos e 22% baixos. Os níveis muito baixos e baixos são consequência de longos períodos de produção de pastagens anuais e milho silagem nas mesmas áreas, reduzindo assim sua disponibilidade.

Pasquetti reitera que estas informações são importantes para qualificar o manejo da fertilidade dos solos pelos produtores e também para a formulação de políticas públicas de apoio aos agricultores. Exemplo disso é o Programa Municipal de Correção do Solo, implementado há dois anos pela Administração Municipal, através da Secretaria Municipal da Agricultura. Em 2020 o Programa beneficiou 101 agricultores com subsídio de 1.485,4 toneladas de calcário, em um valor total de R$ 89.643,89. Outra política local é o Programa Municipal de Conservação de Solo, com a demarcação de terraços pela Emater/RS-Ascar e construção pela Secretaria Municipal de Obras.

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Agro

Emater/RS-Ascar orienta sobre implantação de sistemas de irrigação em pastagens

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Foto: Deise Froelich

Quem acompanhou o Seminário de Irrigação em Pastagens, promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nesta quinta-feira (10/06), teve a oportunidade de acompanhar orientações práticas sobre elementos decisórios, viabilidade e custos de sistemas de irrigação. As palestras virtuais, mediadas pelo extensionista do Escritório Central da Emater/RS-Ascar Carlos Gabriel Nunes dos Santos, foram transmitidas e seguem disponíveis no Canal do Rio Grande Rural, no YouTube, e na página oficial da Emater/RS-Ascar no Facebook.

O coordenador das Câmaras Setorias e Temáticas da Seapdr, Paulo Lipp, frisou que o seminário sobre irrigação é de fundamental importância “haja vista que nós temos passado no RS por frequentes estiagens danosas aos agricultores e precisamos avançar muito na irrigação, sendo que com a parceria da Emater, a Secretaria de Agricultura tem atuado bastante nesta área. Temos o Programa Mais Água, Mais Renda, que desde 2011 contribuiu para duplicar a área irrigada no RS, por exemplo, além da construção da abertura de poços e construção de açudes e o Programa Segunda Água, que atende a famílias em situação em vulnerabilidade social construindo o açude e disponibilizando pequenos kits de irrigação por gotejamento”.

O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, destaca que a irrigação é aquilo que se preconiza como sucesso e segurança da produção. “Irrigação ajuda a controlar um dos principais fatores de risco da agricultura, que é a disponibilidade de água. Aquele produtor que está com a atividade bem remunerada, principalmente em grãos, pode estar vivendo um momento ímpar de fazer o investimento para ter sucesso na atividade, com planejamento, profissionalismo e gestão”, enfatizou.

Elementos decisórios para irrigar

Aspectos que envolvem a decisão de irrigar foram abordados na palestrada conduzida pelo extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Alecrim, Carlos Olavo Neutzling, que lembrou a importância da discussão do tema, uma vez que levantamento realizado recentemente pela Emater/RS-Ascar apontou que 94% dos produtores de leite gaúchos adotam o sistema de produção a pasto. Desta forma, a irrigação pode ser uma grande aliada nos resultados da produção de alimentos aos animais, influenciando também na produtividade de leite e de carne alcançada nas propriedades. “De todos os projetos elaborados na região de Santa Rosa, mais de 70% foram voltados à irrigação de pastagens. A média das áreas irrigadas de pastagens é de três hectares, com foco principal em garantir alimentação dos animais”, lembra. A disponibilidade de água associada a nutrientes vindos do solo e a luz solar são elementos decisivos para o desenvolvimento de plantas forrageiras.

Para melhorar a disponibilidade e o aproveitamento das águas, a irrigação pode ser uma equalizadora. É uma tecnologia que, segundo Neutzling, contribui na melhoria da distribuição da água, no aumento da produtividade das culturas, na redução do risco de investimentos realizados, na ampliação da eficiência dos fertilizantes utilizados, na possibilidade de introduzir culturas de maior valor e influencia inclusive na valorização das propriedades.

Aspectos técnicos necessários para a implantação do sistema de irrigação também foram esclarecidos com exemplos, como a avaliação do módulo de água disponível, licenciamento ambiental, fonte de energia para movimentação da água – seja elétrica, oriunda de combustíveis, sistemas fotovoltaicos ou pela produção de metano.

A instalação de sistemas de irrigação requer recursos e deve ser considerada um investimento na propriedade, por isso algumas fontes foram apresentadas, lembrando da existência de programas governamentais que a Emater/RS-Ascar operacionaliza em seus Escritórios Municipais, profissionais preparados para orientações sobre as diversas linhas de financiamento, bem como, para elaboração de projetos de crédito para os agentes financeiros.

Sistemas, manejo e custos

A abordagem do extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa Claudemir Gilberto Ames esclareceu sobre sistemas de irrigação, custos, análise de viabilidade e manejo. Microaspersão, hidroponia, hidroponia em substrato, gotejamento, carretel autopropelido, pivô central e aspersão convencional são os mais usuais.

Ames esclareceu, com exemplos, o cálculo dos custos operacional e financeiro da implantação, abordando também a estimativa da viabilidade de um hectare de pastagem irrigada, se levadas em conta a durabilidade do sistema e a capacidade de carga e produção.

O extensionista lembrou que vivemos um contexto climático oportuno para a decisão sobre irrigar. “A hora de pensar em implantar um sistema de irrigação é agora, quando está chovendo bem, quando é possível fazer a reservação, para evitar efeitos da estiagem como as enfrentadas na safra passada. É preciso trabalhar com prevenção”, reiterou.

A quem tem sistema de irrigação implantado, observou que normalmente existe a preocupação de acioná-lo somente quando os sintomas de estiagem já aparecem visualmente, quando já há indícios de prejuízo. Contudo, a recomendação é de que após uma boa chuva, de aproximadamente 30 a 35mm, já no terceiro dia após a precipitação seja iniciada a suplementação com a irrigação. “Irrigação é tecnologia de produção, irrigação não é método de combate à seca. As estiagens são cíclicas, nos cabe buscar alternativas para mitigar seus efeitos”, reiterou.

 

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Agro

Agricultores de Cândido Godói diversificam alimentação dos animais com BRS Capiaçu

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Forrageira com baixo custo de implantação e expressivos resultados a campo, a BRS Capiaçú passa a fazer parte do cenário de um número cada vez maior de propriedades do Noroeste gaúcho. De 2 a 8 de junho, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizou a distribuição de mudas da forrageira em frente ao Escritório Municipal de Cândido Godói ao longo de todo o dia. Com isso, mais de 70 produtores do município acessaram as mudas com o intuito de ampliar a oferta de forragem aos animais.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Elton Luís Naumann lembra que a BRS Capiaçú é uma forrageira desenvolvida pela Embrapa, sendo uma planta com alto valor nutricional e com alta produtividade. Conforme a Embrapa Gado de Leite, a cultivar pode atingir uma produção média de 300 toneladas/ha/ano em três cortes.

Pode ser colhida manualmente e fornecida picada verde no cocho, com 50 a 70 dias de idade, podendo chegar ao máximo valor nutricional e PB 9,7%. Outra forma de aproveitamento é a produção de silagem.

A BRS Capiaçú pode ser fornecida para vacas com produção diária de até 20 litros de leite e para outras categorias, como vacas secas, novilhas, terneiras e bovinos de corte. Também é aproveitada na alimentação de ovelhas e peixes.

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Agro

Cotrirosa capacita funcionários da Central de Tratamento de Sementes

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Os funcionários da Cotrirosa participam nesta quarta e quinta-feira, 09 e 10 de junho, na modalidade on-line, do curso de formação de novos operadores da máquina de tratamento de sementes industrial.

O curso de 12 horas ministrado por profissionais da Bayer, tem como objetivo capacitar os participantes para atuar com a máquina de tratamento de sementes que integra a Central de tratamentos de sementes da Cotrirosa, localizada junto ao Centro Administrativo, em Santa Rosa.

Atualmente, são tratadas 450 sacas de semente por hora, com precisão e eficiência no tratamento. Para o engenheiro agrônomo da Cotrirosa, Jairton Dezordi, “a capacitação dos profissionais é parte importante para continuarmos oferecendo aos produtores uma semente de qualidade, que nos dá a tranquilidade e a garantia de termos um bom desempenho da cultura nas lavouras e um ótimo resultado na safra”.

A Cotrirosa atua com a Central de tratamento de sementes desde 2015 com a industrialização de sementes de soja, trigo e milho. No mês de abril, a Cooperativa recebeu o selo de excelência Bayer SeedGrowth no tratamento de sementes. A certificação foi entregue pela Bayer para dez, das 60 empresas que tem a máquina de tratamento de sementes instaladas em todo o Brasil.

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