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Em teste, remédio antiparasita mata coronavírus em 48 horas

Estudo da Monash University descobriu eficiência de antiparasita em laboratório; ainda faltam estudos e testes em seres humanos para concluir eficácia

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Coronavírus: teste in vitro na Austrália mostrou eficácia de antiparasita em 48 horas (Matthias Rietschel/Reuters)


Um estudo na Austrália observou que um remédio antiparasita, usado geralmente para tratar verminoses, foi capaz de inibir o crescimento do novo coronavírus Sars-CoV-2 em cultura de células, controlando o microorganismo em 48 horas.

O estudo foi liderado pela Monash University e feito em parceria com o Doherty Institute of Infection and Immunity, e foi publicado na revista Antiviral Research, da Elsevier, no último dia 3.

Os cientistas observaram que uma dose único da droga Ivermectin foi capaz de combater o SARS-CoV-2. Atualmente, a Ivermectin está disponível no mercado em todo o mundo.

“Nós descobrimos que mesmo uma dose única pode essencialmente remover todo o RNA viral em 48 horas e que mesmo em 24 horas há uma redução significativa”, disse a doutora Kylie Wagstaff, que liderou o estudo.

Os cientistas alertam que, apesar do potencial de efetividade do medicamento observado em laboratório, ele ainda não pode ser usado com segurança em seres humanos infectados com o novo coronavírus, tampouco em casos de automedicação. O estudo precisa ser continuado com testes clínicos e testes em humanos para concluir a efetividade da droga em doses seguras para humanos.

Em outros estudos, o Ivermectin já se mostrou eficiente contra outros vírus, como HIV, Dengue, Influenza e Zika vírus.

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Talibã nomeia enviado à ONU e pede para falar a líderes mundiais

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O Talibã pediu para se pronunciar aos líderes mundiais na Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York nesta semana, e nomeou seu porta-voz Suhail Shaheen, radicado em Doha, como embaixador do Afeganistão na ONU, de acordo com uma carta vista pela Reuters na terça-feira (21).

O ministro das Relações Exteriores do Talibã, Amir Khan Muttaqi, fez o pedido em uma carta ao secretário-geral da ONU, António Guterres, na segunda-feira. Muttaqi pediu para falar durante o encontro anual de líderes da Assembleia-Geral.

O porta-voz de Guterres, Farhan Haq, confirmou a carta de Muttaqi. A medida estabelece um conflito com Ghulam Isaczai, embaixador na ONU em Nova York representando o governo afegão derrubado no mês passado pelo Talibã.

Haq disse que os pedidos rivais pela vaga do Afeganistão na ONU foram enviados a um comitê de credenciais de nove membros, entre eles Estados Unidos, China e Rússia. O comitê não deve se reunir sobre a questão antes do prazo, então é incerto que o ministro do Talibã fale diante da Assembleia-Geral.

A aceitação de um eventual embaixador do Talibã na ONU seria um passo importante para a proposta de reconhecimento internacional do grupo islâmico de linha dura, que pode ajudar a desbloquear verbas necessárias para ajudar a empobrecida economia afegã.

Guterres disse que o desejo do Talibã por reconhecimento internacional pode ser o único poder de barganha que outros países tenham para pressionar o governo e pedir o respeito por direitos, especialmente para as mulheres, no Afeganistão.

A carta do Talibã diz que a missão de Isaczai “foi considerada encerrada, e ele não representa mais o Afeganistão”, disse Haq.

Fonte: CNN Brasil.

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Alemães que não se vacinarem não receberão salário em caso de quarentena por Covid

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Autoridades de saúde alemãs estão planejando novas regras, pelas quais trabalhadores não vacinados não receberiam indenização por perdas salariais se medidas do novo coronavírus os obrigarem a ficar em quarentena, de acordo com um projeto de decisão dos ministérios da saúde estaduais.

As regras entrariam em vigor a partir de 11 de outubro no máximo, mostrou um rascunho de documento visto pela Reuters.

As regras afetariam as pessoas com teste positivo para o vírus e aqueles que retornam de viagens a países designados de “alto risco” para Covid-19, que agora incluem Grã-Bretanha, Turquia e partes da França.

Os viajantes não vacinados de tais países devem ficar em quarentena por pelo menos cinco dias. Aqueles que foram vacinados ou recentemente recuperados não estão incluídos.

 

Críticas

Críticos disseram que tais regras seriam equivalentes a um mandato para vacinações Covid-19, porque muitos trabalhadores não têm dinheiro para ficar em casa sem remuneração.

Também existem questões de privacidade.

A Alemanha tem leis rígidas que regulam a privacidade de dados por causa de sua história de vigilância estatal de cidadãos nazistas e comunistas, e os empregadores geralmente não têm o direito de pedir informações aos funcionários sobre seus problemas de saúde.

O ministro da Saúde alemão, Jens Spahn, disse que as regras propostas não têm o objetivo de pressionar os alemães a serem vacinados, mas sim que é uma questão de Justiça.

“Por que outros deveriam pagar por alguém que decide não ser vacinado?”, disse ele à emissora ZDF.

A vacinação não é obrigatória na Alemanha, mas as autoridades têm tomado medidas que tornam cada vez mais inconveniente não ser vacinado.

Os testes de Covid-19, exigidos, por exemplo, para jantar em restaurantes fechados, deixarão de ser gratuitos a partir de 11 de outubro.

Além disso, alguns estados alemães estão permitindo que empresas como restaurantes ou estádios esportivos escolham se permitem a entrada de pessoas com testes negativos ou apenas aquelas que foram vacinadas ou se recuperaram recentemente do Covid-19.

A Alemanha vacinou totalmente 74% dos adultos, em comparação com 72,3% na União Europeia como um todo, mostram os números oficiais.

 

Fonte: CNN Brasil.

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México com alto índice de assassinatos, processa fabricantes de armas nos EUA

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Quando a jornalista Miroslava Breach, 53, foi assassinada ao sair de casa, em Chihuahua, estado mexicano que faz fronteira com os Estados Unidos, algo chamou a atenção dos policiais que investigavam o caso: a arma usada no crime tinha gravada a imagem de Emiliano Zapata, líder da Revolução Mexicana.

A pistola calibre .38 foi fabricada pela empresa norte-americana Colt e faz parte de uma edição limitada, com apenas 500 unidades, em comemoração ao aniversário do herói mexicano. Uma delas foi usada, em 2017, para disparar oito tiros contra a correspondente do jornal La Tercera na divisa entre o México e os Estados Unidos.

A polícia descobriu que o assassinato da repórter foi encomendado por um grupo associado ao cartel de Sinaloa. Com mais de 20 anos de carreira, Miroslava Breach havia denunciado esquemas de corrupção envolvendo narcotraficantes e políticos no estado de Chihuahua. Após a investigação, o ex-prefeito de Chínipas, Hugo Amed Schult, foi condenado a oito anos por participação no crime.

O caso é citado pelo governo do México em um processo contra onze fabricantes de armas norte-americanas. Na ação, o Estado argumenta que essa seria uma das provas do marketing direcionado que as empresas fazem para os cartéis mexicanos e, portanto, elas deveriam ser responsabilizadas pelos homicídios no país vizinho.

“Organizações criminosas da fronteira compram, em supermercados, pela internet e em feiras, milhares de pistolas, armas e munições que são utilizadas em atos ilícitos no México. Por isso, resulta indispensável para o governo federal iniciar uma ação legal nos Estados Unidos contra fabricantes de armas e que estão intimamente vinculados à violência que se vive em nosso país”, disse em comunicado à imprensa.

No México, foram registrados 29 homicídios para cada 100 mil habitantes em 2020, taxa que se mantém estável desde 2018. O número é mais alto do que no Brasil, onde no ano passado foram 23,6 assassinatos por 100 mil.

Segundo o governo do México, ao menos 70% das armas do país vêm dos Estados Unidos.

 

 

Ação inédita

A ação contra fabricantes de armas foi apresentada pelo governo mexicano ao tribunal federal de Massachusetts (EUA) em agosto. Na última sexta-feira (17), o tribunal informou que as empresas citadas têm até 22 de novembro para se manifestar. O julgamento deve ocorrer após 28 de fevereiro de 2022, quando se encerram os prazos para a réplica e a contrarréplica. O processo não envolve o governo norte-americano.

“As fabricantes devem desenvolver e implementar padrões razoáveis e verificáveis para monitorar e, quando necessário, disciplinar seus distribuidores”, disse o ministro de Relações Exteriores do México, Marcelo Ebrard Casaubon, na entrevista de apresentação à imprensa.

A medida do governo mexicano se baseia em uma ação movida em 2014 por familiares de vítimas do massacre em uma escola em Connecticut, nos Estados Unidos. No processo, eles argumentaram que a fabricante do fuzil usado no crime deveria responder por homicídio culposo (quando não há intenção de matar).

Para o Estado mexicano, as fabricantes de armas norte-americanas têm sido negligentes, motivo pelo qual devem ser condenadas a adotar mecanismos para evitar que suas armas sejam usadas por pessoas não autorizadas ou vinculadas ao crime organizado. Na ação, o governo pede ainda que as empresas financiem estudos, programas e campanhas em meios de comunicação com enfoque no combate ao tráfico ilegal de armas.

“É uma demanda que tem um peso político e simbólico, acima de tudo. Os argumentos da ação são fortes, mas é difícil prever qual será o julgamento. O que sabemos é que, mesmo que a ação seja rejeitada, os efeitos políticos são positivos, de discutir o tráfico de armas produzidas nos Estados Unidos”, diz Carlos Pérez Ricart, professor e pesquisador do Centro de Investigación y Docencia Económicas, o Cide.

 

 

Armas são compradas legalmente nos EUA

A socióloga Magda Coss, autora do livro “Tráfico de Armas en México” (“Tráfico de Armas no México”, Grijalbo, 2011), explica que o armamento é comprado legalmente nos Estados Unidos e chega ao México, onde seu comércio é proibido, por meio do contrabando.

“Os cartéis usam cidadãos norte-americanos para adquiri-las. Depois, utilizam-se de mulheres, mães solteiras, idosos e outras pessoas sem antecedentes criminais para atravessá-las para o México pela fronteira, que é larga e porosa, difícil de controlar”, diz.

O resultado é o aumento dos homicídios não apenas entre grupos criminosos e a polícia, mas em toda a sociedade. Nas eleições deste ano, por exemplo, mais de cem políticos foram assassinados no país.

O México é ainda o mais letal do mundo para jornalistas, segundo a organização Repórteres sem Fronteiras. Desde os anos 2000, foram mais de 140 homicídios entre os profissionais da imprensa.

“O narcotráfico e o enfrentamento armado aumentam a presença de armas nas comunidades, e a violência acaba permeando todas as relações cotidianas. Assim, crescem as taxas de violência doméstica, os feminicídios, os suicídios e os acidentes com armas de fogo”, analisa Magda Coss, que é também chefe de gabinete da presidência do Instituto Nacional da Mulher, no México.

Por dia, em média, dez mulheres são assassinadas no país, sendo seis por armas de fogo.

 

 

Os fatores da violência no México

Segundo especialistas ouvidos pela CNN, a extensa divisa que México tem com os Estados Unidos, um dos maiores mercados consumidores de drogas do mundo e, ao mesmo tempo, grande produtor de armas, é um desafio para a redução da violência. Mas esses não são os únicos fatores.

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Os índices de homicídio também estão relacionados, entre outros aspectos, à desigualdade social e à falta de oportunidades de estudo e trabalho para os jovens.

Por isso é difícil medir o impacto que o avanço da demanda na justiça contra as fabricantes de armas teria sobre a violência no país.

“A violência no México é resultado de uma dinâmica complexa, então não há uma solução única. O que sabemos é que a estratégia adotada pelos governos até agora, baseada no proibicionismo do consumo de drogas e na militarização da segurança pública, é bastante equivocada”, afirma Felipe Sánchez, diretor de pesquisa e política pública na organização civil México Unido Contra a Delinquência.

Ele dá como exemplo a Iniciativa Mérida, uma ação entre Estados Unidos, México e países da América Central que tinha o objetivo de combater o crime organizado e o tráfico internacional de drogas. No acordo, o México recebeu helicópteros, aviões, equipamentos e formação técnica.

O resultado teve efeito inverso ao esperado. Desde 2007, quando o acordo foi assinado, houve um salto nos homicídios no país. “A Iniciativa Mérida está morta. Não funciona”, reconheceu o próprio ministro Marcelo Ebrard Casaubon, em visita em julho aos Estados Unidos.

Para ele, os dois países devem se articular para a criação de um novo programa, dividido em pelo menos três frentes: diminuir o tráfico de armas e drogas, tratar o consumo de droga como um problema de saúde pública e atacar as finanças do crime organizado.

“A solução para a violência no México passa também pelo fortalecimento da polícia civil, com o estabelecimento de protocolos e investigação, porque é preciso investir em uma saída que não seja só disparar. O que sabemos é que o sistema de Justiça está colapsado e mais de 90% dos crimes não são nem denunciados”, afirma Felipe Sánchez.

 

 

‘Culpa é do governo mexicano’, dizem fabricantes de armas

Em nota, a National Shooting Sports Foundation (NSSF), uma associação comercial da indústria de armas de fogo nos Estados Unidos, rejeitou as alegações do governo do México de que as empresas têm sido negligentes na produção e comércio de armamento e munições na fronteira. “Todas as armas de fogo vendidas no varejo nos Estados Unidos são comercializadas de acordo com as leis federais e estaduais”, afirma.

Além de dizer que as alegações do Estado mexicano são infundadas, as empresas afirmam que o país vizinho deveria concentrar esforços em levar os narcotraficantes à Justiça. “O governo mexicano é responsável pelo crescente crime e corrupção dentro de suas próprias fronteiras”, disse, em nota, Lawrence G. Keane, vice-presidente sênior e conselheiro geral da NSSF.

A associação ainda argumenta que parte das armas dos cartéis vem de soldados mexicanos que desertaram e de outros países, como China e os da América Central.

Fonte: CNN Brasil.

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