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Em queda há 5 anos, coberturas vacinais preocupam Ministério da Saúde

Até 2 de outubro, a taxa de imunização da BCG chegou a 63,88%

Pável Bauken

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© Marcelo Camargo/Agência Brasil


Em queda há cinco anos, as coberturas vacinais não atingem nenhuma meta no calendário infantil desde 2018, apresentou hoje (16) a coordenadora-geral do Programa Nacional de Imunizações (PNI) do Ministério da Saúde, Francieli Fontana, que informou dados do início de outubro na Jornada Nacional de Imunizações.  

As últimas metas de imunização para o público infantil atingidas no país, em 2018, foram de 99,72% do público-alvo para a BCG, e de 91,33% para o da vacina contra o rotavírus humano. Para ambas, a meta é superar os 90%, patamar que não foi atingido em 2019, apesar de terem continuado acima dos 80%. Já até 2 de outubro de 2020, a taxa de imunização do público-alvo da BCG chegou a 63,88%, e a vacina contra o rotavírus, a 68,46%.

A maior cobertura atingida no calendário infantil até outubro de 2020 foi na vacina Pneumocócica, com 71,98%. No ano passado, essa mesma vacina chegou a 88,59% do público-alvo. Entre as 15 vacinas do calendário infantil, o que inclui a segunda dose da Tríplice Viral, metade não bate as metas desde 2015, o que inclui a vacina contra poliomielite.

coberturas vacinais preocupam PNI
Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações

“Esse é um dado bastante importante, que preocupa muito o Ministério da Saúde e deve preocupar todos os profissionais de saúde para que a gente una esforços e trabalhe para ampliar essas coberturas vacinais”, disse Francieli Fontana, que avalia que a pandemia da covid-19 deve ter influenciado as coberturas vacinais. “A gente ainda não tem uma avaliação real do impacto da pandemia nas coberturas vacinais, mas acredita-se que, sim, vamos ter prejuízos em relação à cobertura vacinal devido a esse momento”.

Conheça as vacinas recomendadas pelo Ministério da Saúde para cada faixa etária.

Francieli Fontana explicou que a queda nas coberturas vacinais durante a pandemia foi um fenômeno sentido globalmente. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), 125 campanhas de vacinação que estavam marcadas para o primeiro semestre de 2020 foram adiadas. O problema da interrupção dos serviços de vacinação levou a OMS e o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef) a alertarem que 117 milhões de crianças em 37 países poderiam deixar de receber a vacina contra o sarampo, que também provocou surtos em diversas partes do mundo nos últimos anos, incluindo o Brasil.

A queda nas coberturas desafia o Programa Nacional de Imunizações do Sistema Único de Saúde, considerado um dos mais amplos e bem sucedidos do mundo. O programa teve um aumento expressivo nas taxas de vacinação entre 1980 e 1995, ano a partir do qual as taxas ficaram estáveis em patamares elevados, e, em alguns casos, superiores a 100%. O recuo teve início em 2015, e, antes da pandemia, já pesavam fatores como horários de funcionamento das unidades de saúde, a circulação de informações falsas sobre a segurança das vacinas e até mesmo a impressão de que as doenças imunopreveníveis já deixaram de existir.

“Se tivemos sucesso, é porque tínhamos coberturas vacinais altas. A partir do momento que passamos a ter uma cobertura vacinal baixa, pode haver uma reintrodução de doenças que já foram eliminadas”, alerta Francieli Fontana, que cita o exemplo do sarampo, que chegou a ser considerado erradicado do Brasil e hoje apresenta transmissão ativa em quatro estados e casos em 21.

A coordenadora do PNI também destaca a necessidade de engajamento e capacitação do profissionais de saúde, para transmitirem informações corretas à população. “A gente verifica muitas fake news, muitas notícias falsas, e, muitas vezes, o profissional de saúde, em vez de buscar uma fonte segura e se empoderar em relação ao conhecimento, ele multiplica essa notícia. É importante que a gente busque informação fidedigna, para que a gente possa ter segurança em orientar a população”.

Entre as ações do Ministério da Saúde para combater a queda das coberturas vacinais está o Movimento Vacina Brasil, que inclui iniciativas como a ampliação do horário de funcionamento dos postos de vacinação e um canal de telefone e Whatsapp para desmentir notícias falsas, no número 61 99289-4640. Também estão em andamento três campanhas de vacinação: uma contra o sarampo, desde março, e as campanhas contra a poliomielite e de multivacinação, desde 5 de outubro. Amanhã (17), para o Dia D, postos de vacinação em todo o Brasil estarão abertos para aplicar as doses, tirar dúvidas e atualizar as carteirinhas.

Diretor da Sociedade Brasileira de Imunizações, o infectologista Guido Levi lembra que cumprir o calendário de vacinação é uma obrigação dos cidadãos prevista em lei desde a criação do Programa Nacional de Imunizações, na década de 70. “Estamos vendo a responsabilidade social, não mais a responsabilidade individual. É o indivíduo como membro da sociedade. É uma situação diferente da sua autonomia para tratar um glaucoma ou uma doença não contagiosa”, afirma ele, que cita estudos que atribuem às vacinas um aumento de cerca de 30 anos na expectativa de vida global ao longo do Século 20.

Apesar de instrumentos legais como o Estatuto de Criança e do Adolescente preverem a possibilidade de acionar o Conselho Tutelar em caso de recusa à vacinação por parte dos responsáveis por uma criança, Levi afirma que o diálogo com informações claras deve ser o principal instrumento de profissionais da saúde e da educação que se depararem com cadernetas de vacinação incompletas.

“O conselho tutelar é uma última instância. A primeira instância é informação, informação e informação. Quando uma criança vem à escola com a carteirinha incompleta, deve-se chamar os pais e responsáveis, conversar com eles. É muito importante a conversa olho no olho, porque sabemos que os profissionais de saúde tem um alto nível de confiabilidade no nosso país”, afirmou. “Se fizermos tudo isso, tenho certeza que a maioria dos pais e responsáveis vai pôr em dia a vacinação das crianças”.

ebc

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Clima/Tempo

Previsão do tempo para o feriadão no Rio Grande do Sul

Reporter Plural

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Foto: Arquivo Pessoal

Uma massa de ar frio associada a um centro de alta pressão de quase 1.030 hPa nesta sexta na foz do Prata (mapa) e que vai migrar para Leste do Uruguai no feriadão vai influenciar todo o feriadão de Finados no Rio Grande do Sul, deixando os dias amenos e com temperatura abaixo do que é o normal para esta época do ano.

As noites serão frias e quem estiver na Serra ou tiver a região serrana como destino terá que recorrer a um abrigo. Mesmo nas praias, onde a temperatura não cairá tanto pela influência marítima, o vento que vem do oceano trará sensação de frio à noite nos diferentes balneário.

As menores mínimas ocorrerão hoje e na segunda com a menor presença de nuvens, uma vez que no fim de semana se espera aumento da nebulosidade e até instabilidade.

Apesar do frio noturno, as tardes do fim de semana e também da segunda serão agradáveis. Não será um feriadão com tempo firme.

O sol aparece com nuvens no Estado nesta sexta, mas pode ter instabilidade muito isolada e fraca em parte do Rio Grande do Sul na segunda metade do dia.

Já o sábado terá sol com nuvens e períodos de nublado no Rio Grande do Sul. Deve chover no Norte gaúcho com risco de granizo isolado. Pode chover ou garoar de forma isolada ainda na Metade Leste.

O domingo até terá aberturas de sol, mas o dia registrará muita nebulosidade com chuva irregular em diversas regiões.

Na segunda-feira se espera que ar mais seco tome conta do Rio Grande do Sul, o que vai garantir um dia de tempo mais aberto e com sol.

 

 

METSUL FONTE

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Fumssar vai intensificar fiscalização no feriadão

Pável Bauken

Publicado

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Aos poucos as atividades dos mais diversos setores vem sendo liberadas e a vida parece voltar gradativamente ao mais próximo da normalidade, mas mesmo assim, os cuidados com o Covid não devem ser deixados de lado.

Tendo em vista a proximidade do feriadão de Finados, a Fundação Municipal da Saúde vai intensificar a fiscalização em parques, praças e demais locais como os bares, por exemplo, frisando para que a população siga usando máscara e praticando os hábitos de higienização recomendados, uma vez que os casos no município tem aumentado nos últimos dias.

“Acredita-se também que muitos Santa-rosenses vão viajar e também vamos receber visitantes de outras cidades e isso é um detalhe que preocupa, pois as pessoas precisam manter os cuidados mínimos necessários, como distanciamento e higiene com álcool gel”, destaca o Presidente da FUMSSAR, Delcio Stefan.

O responsável pela Vigilância Sanitária, Jairo Beal, explica que as vistorias em bares e restaurantes serão intensificadas no final de semana e dispersões serão feitas em locais como o Tape Porã, que normalmente concentram grande público, ainda mais em dias quentes.

Em balneários, que recentemente foram abertos, serão verificados se os mesmos estão seguindo todos os protocolos de segurança exigidos. “Os casos estão aumentando e o que constatamos é que esse aumento não acontece onde há os protocolos sendo realizados e sim, em festas, nos encontros familiares, onde as pessoas não usam mais a máscara. As pessoas relaxaram e automaticamente os casos subiram”, frisou.

Na segunda-feira, será fiscalizado também os cemitérios que devem receber grande número de pessoas, já que é dia de Finados e momento de relembrar os entes queridos. “Vamos fiscalizar bastante para tentar reduzir o número de novos casos”, finalizou Beal.

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Hospital Vida & Saúde renova certificação no Programa Alimento Seguro

Pável Bauken

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Desde 2015, o Hospital Vida & Saúde é certificado no Programa Alimento Seguro – PAS do SENAI, devido a implantação dos requisitos de Boas Práticas de Produção e Fabricação. Atualmente, no Estado, apenas o Hospital de Santa Rosa tem essa certificação renovada através do setor de Nutrição e Dietética, que é responsável pela alimentação de todos pacientes e acompanhantes.

Para a renovação, uma nova auditoria foi realizada neste ano. Além da Cozinha e copas de distribuição do Hospital Vida & Saúde, foram avaliadas também a Cozinha da Unidade Dom Bosco, Lactário (responsável pelo preparo de fórmulas lácteas e não lácteas) e o Banco de Leite Humano. De forma rigorosa e bem detalhista, foram avaliadas todas as etapas de Boas Práticas para garantir a entrega de um alimento seguro. Dentre os tópicos analisados estão o preparo, pré-preparo, controle de temperatura, controle de validades, compras, seleção de fornecedores, recebimento de mercadorias, armazenamento, rotulagem dos alimentos preparados, distribuição, além da infraestrutura.

A nutricionista responsável pelo Serviço de Nutrição e Dietética, Sabrina Dal Molin, explica a importância da alimentação exclusiva dos pacientes pelos produtos preparados na Instituição: “Para segurança do paciente sempre solicitamos que se alimente exclusivamente das refeições fornecidas pelo Hospital, durante a internação. Estas refeições possuem um controle rigoroso de tempo, temperatura e validade. A alimentação faz parte do tratamento, e é preciso dar uma atenção especial para ela”. De acordo com a Nutricionista, o objetivo principal desses cuidados é a entrega de um alimento com qualidade e segurança ao paciente.

Neste ano, o Setor contou com importantes modificações, com a ampliação de equipe de trabalho para atender a Unidade de Internação e UTI Coronavírus. Com intuito de assegurar a promoção, prevenção e recuperação nutricional dos pacientes, as nutricionistas têm realizado mensalmente atividades de educação nutricional nas Unidades de Internação com temas relacionados a alimentação saudável. Além disso, contemplando o trabalho de humanização, o Serviço de Nutrição e Dietética prepara um lanche especial funcional na data do aniversário de cada paciente, sempre respeitando a dieta pelo médico e/ou nutricionista.

“A padronização dos setores e a qualidade de cada serviço são essenciais dentro da Instituição, e o setor de Nutrição e Dietética é um exemplo neste sentido”, destacou o diretor de Infraestrutura do Hospital, Rodrigo Calixto, parabenizando o Setor pelo trabalho.

Para 2021, já há novas projeções voltadas ao aperfeiçoamento dos novos serviços e a manutenção constante dos demais. Além da Certificação, o grupo comemora também o alto índice de satisfação dos pacientes obtido na última pesquisa do Hospital. Divulgada no mês de junho, a pesquisa apontou um índice de satisfação de 96,92% – acima da média estabelecida pela Instituição, que é de 95%.

“Os resultados obtidos pelo setor de Nutrição e Dietética refletem um trabalho de muita dedicação e aperfeiçoamento da equipe, sempre primando pela atenção, carinho e cuidado ao paciente”, destacou a diretora-geral, Vanderli de Barros.

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