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”Eles queriam acabar comigo. Eu era o alvo”, diz cacique que teve casa destruída no Noroeste

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Moradia de líder de tribo foi atacada por criminosos que disparam, inclusive, com fuzil

Com a casa destruída por um incêndio criminoso no final da tarde do sábado (19), o cacique Carlinhos Alfaiate, 52 anos, afirma que querem lhe retirar do comando à força. Na ação, 15 homens armados disparam contra a residência, renderam sua esposa mas ele conseguiu fugir. À frente do maior território destinado aos caingangue no Rio Grande do Sul desde fevereiro de 2018, o índio afirma que o clima de insegurança na tribo vai suspender as aulas em duas escolas nesta segunda-feira (21). A Terra Indígena Guarita tem 23 mil hectares, localizados entre os municípios de Tenente Portela, Redentora e Erval Seco, e é composta por 7 mil integrantes.

Como foi o ataque?

Foi em torno das 18h30min, estava com minha esposa em casa. Eu do lado de fora ajeitando meu carro e eles chegaram atirando. Vi aquele barulho todo de tiro de arma e percebi que não era pouca coisa. Era muita gente atirando para o meu lado. Tive de recuar. Eles queriam acabar comigo. Eu era o alvo. Tive de fugir e deixei minha esposa.

E o que aconteceu com ela?

Ela enfrentou tudo sozinha. Ameaçaram e colocaram uma arma na cabeça dela. Despejaram gasolina e colocaram fogo na minha casa. Ela viu tudo. Ela reconheceu a maior parte das pessoas que estavam ali. Três eram de fora, estavam encapuzados. A PF esteve aqui hoje (domingo), estamos pedindo apoio e reforço. São pessoas que querem intimidar nossa comunidade. Querem que tudo seja feito do jeito deles, mas sou o cacique e fui eleito democraticamente. A maioria da comunidade me apoia.

Esse ataque tem a ver com a disputa de poder que ocorre na sua tribo?

Sim. São pessoas que nos ameaçam. Intimidam. Eles querem tomar o cacicado à força. A maioria da comunidade não aceita e não concorda com esse tipo de problema. Procurei as autoridades para dar mais segurança à comunidade. Amanhã não vai ter aula em duas escolas por causa desse clima. Eles faltam com respeito.

E por que os ânimos se acirraram entre você e o vice cacique?

São pessoas que vinham praticando coisas sem meu conhecimento e que não concordo. São irregularidades em vários setores de trabalho. Meu trabalho é transparente. A gente tenta resolver tudo na conversa, caso contrário, usamos as leis internas e corrigimos as pessoas. E isso meu vice muitas vezes não concorda. A comunidade onde ele mora (setor de Pedra Lisa, em Tenente Portela) é problemática. A gente só cumpre as leis internas. É a maneira de nos organizarmos.

E onde o senhor vai morar daqui para frente?

Perdi tudo. O fogo destruiu tudo que a gente tinha. Roupas, documentos. Estou pedindo apoio para parentes e vizinhos. Estamos tentando achar um local dentro da comunidade para ficar.

Na sua opinião, o que vai acontecer daqui para frente?

Pedi o apoio da PF para resolver isso. Não estamos lidando com gente pequena. É gente que pratica crime. Sempre fui correto em meu trabalho, mas eles não querem que seja do jeito que quero. Já é a segunda vez que se tenta fazer um conflito na comunidade. Sou cacique de quase oito mil índios e quero trabalhar para todos.
Fonte: Gaúcha ZH

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Plantão 24H

Operação prende traficantes que expulsaram e usaram residências de 40 moradores de condomínio em Viamão

Reporter Plural

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Ronaldo Bernardi / Divulgação RBS

Mais de 180 policiais civis e militares, além de guardas municipais, cumprem 27 mandados de prisão e 33 de busca

 

Uma operação foi desencadeada na manhã desta sexta-feira (23) no bairro Vila Augusta, em Viamão, na Região Metropolitana. O objetivo é combater o tráfico de drogas, mas também coibir uma prática criminosa que já resultou na expulsão de moradores e na ocupação de cerca de 40 residências no condomínio popular Viver Augusta.

Parte dos apartamentos, construídos pelo município com recursos federais para moradia de pessoas que viviam à beira do Arroio Feijó, no mesmo bairro, foi usada como pontos de venda de drogas ou para armazenar entorpecentes e armas. Cerca de 180 agentes cumprem 27 mandados de prisão e 33 de busca e apreensão.

Até as 8h15min, 18 pessoas haviam sido presas. A Polícia Civil não está divulgando nomes, mas entre os investigados há uma assessora parlamentar da Assembleia Legislativa.

Desde 2019, cerca de 240 famílias começaram a ser transferidas pelo Executivo para o condomínio construído com cerca de R$ 50 milhões do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), da União. Já no início do ano, a Brigada Militar (BM) havia  feito uma ação no local com a vigilância do próprio município pelo fato de que traficantes estavam disputando território na área, ameaçando e amedrontando moradores.

Após este pedido de ajuda feito pelas pessoas que residem nos imóveis, houve uma ação pontual e iniciou-se uma investigação que resultou na operação desta sexta-feira. Conforme o titular da 1ª Delegacia Regional Metropolitana, delegado Juliano Ferreira, o trabalho é da 2ª Delegacia de Polícia da cidade com apoio de demais distritos da regional, do 18º Batalhão da BM e Guarda Municipal.

Ferreira diz que foram vários relatos durante quatro meses de investigação, mas todos de forma informal devido ao medo dos moradores. Segundo ele, 40 ainda é um número mínimo — que a polícia conseguiu fazer um levantamento — de pessoas que foram expulsas ou obrigadas, sempre mediante mediante violência e grave ameaça, a deixar que traficantes guardassem drogas ou armas em suas residências. Foi feito um levantamento e toda uma apuração policial para identificar e mapear as ações dos investigados.

— Impera no local uma verdadeira “lei do silêncio” e, por isso, foi necessário um trabalho minucioso para confirmar os crimes, obter as identificações dos suspeitos e conseguir a autorização judicial. Entendo que os traficantes literalmente lotearam o condomínio — ressalta Ferreira.

Ronaldo Bernardi / Divulgação
Desde 2019, cerca de 240 famílias começaram a ser transferidas para o condomínio Ronaldo Bernardi / Divulgação

Facções dividiram condomínio

O titular da 2ª Delegacia de Viamão, Júlio Fernandes Neto, identificou quatro células criminosas do município que pertencem a quatro facções que atuam no Estado. Os grupos situados no bairro Vila Augusta, mesmo do condomínio, firmaram um “acordo de paz” para evitar homicídios e chamar a atenção da polícia.

Por isso, Neto ressalta que o local foi dividido em quatro para fins de armazenamento, distribuição e venda de drogas e armas. Mas, aos poucos, os integrantes da facção começaram a agir de forma violenta contra alguns moradores com o objetivo de obter alguns imóveis para uso próprio.

— O objetivo da operação também é fazer valer o direito fundamental à moradia digna, que foi tolhido dos moradores do bairro pelo crime organizado. Também queremos restabelecer o domínio das forças de segurança — explica Neto.

A investigação identificou vários pontos de venda dentro e nas imediações do condomínio, bem como os respectivos gerentes, responsáveis por guardar e vender entorpecentes, além dos chamados “executores” das quatro facções. Neto diz que foi montado um organograma por parte das células criminosas. Ele ainda complementa que a operação coíbe outros delitos vinculados ao tráfico, como roubos de veículos, a estabelecimentos comerciais e de cargas, receptação, porte ilegal e tráfico de armas, além de homicídios.

FONTE   GHZ

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Hospitais do Estado conseguem conter casos de Covid-19

Reporter Plural

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Hospital Psiquiátrico São Pedro - Foto: Ivan de Andrade / Palácio Piratini

O último relatório semanal sobre a presença da Covid-19 nos hospitais administrados pelo Estado não apresentou nenhum novo caso positivo de coronavírus. Fazem parte do levantamento o Hospital Psiquiátrico São Pedro, o Hospital Colônia Itapuã e o Hospital Sanatório Partenon.

De 10 a 16 de outubro, foram registrados apenas oito casos suspeitos que demandaram a realização de testes, todos no Hospital Psiquiátrico São Pedro. Destes, apenas um funcionário ainda aguardava o resultado na segunda-feira (19). Os outros resultados deram negativo. Nos outros dois hospitais não foi preciso realizar nenhum teste, por não existir pessoas com suspeita de Covid-19 entre pacientes e funcionários.

Do início da pandemia até o dia 2 de outubro, 72 pacientes e 120 servidores testaram positivo nas três instituições. Cinco pacientes no São Pedro e cinco no Hospital Colônia Itapuã foram a óbito. Para o controle dos casos, diversas ações foram tomadas pela Secretaria da Saúde do Estado (SES/RS). Planos de contingência foram elaborados em março de 2020 e instituídos a fim de frear a transmissão do vírus entre profissionais, pacientes e residentes.

Todas as medidas necessárias foram tomadas para que se evitassem novos contágios. Entre as principais ações foram implementadas a diminuição da circulação de pessoas, vigilância nos pontos de entrada, distribuição de equipamentos de proteção individual (EPIs), condutas de isolamento, capacitação continuada das equipes, testagem, monitoramento e higienização dos espaços. Em cada um dos hospitais, a SES/RS criou um espaço separado para fazer a triagem e a assistência às pessoas que apresentaram sintomas ou foram confirmados com Covid-19.

A diretora do Departamento de Coordenação dos Hospitais Estaduais (DCHE), Suelen Arduin, disse que “as direções administrativas e técnicas, além das Comissões de Controle de Infecção Hospitalar (CCIH), contribuíram junto à SES neste processo, para obter estes resultados”.

FONTE  SAUDE/GOV-RS

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Polícia Federal investiga grupos suspeitos de aplicar golpe para sacar FGTS emergencial

Reporter Plural

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Ilustração Google

Criminosos criam falsos cadastros no aplicativo da Caixa e têm acesso às contas das vítimas. Caixa diz aprimorar sistema e orienta beneficiários a procurar agências em caso de suspeita.


Criminosos sacam indevidamente FGTS emergencial

Criminosos sacam indevidamente FGTS emergencial

A Polícia Federal investiga quadrilhas que vendem e compram informações pessoais de brasileiros para fraudar o aplicativo Caixa Tem, da Caixa Econômica Federal, e roubar o saque emergencial do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS).

Os criminosos usam o aplicativo oficial e acessam as contas.

A jornalista Suelen Fontoura foi uma das vítimas. Ela revela que foi checar o saldo do FGTS e viu que havia sido feito um saque. Após falar sobre o caso nas redes sociais, Suelen recebeu relatos de outras vítimas.

Os criminosos cadastram um e-mail falso no aplicativo e só eles podem abrir. Suelen revela que, quando tentou mudar a senha, foi informada de que havia um e-mail cadastrado que não era o dela.

“Primeiro, eu não acreditei. A gente vê esses golpes a toda hora e eu não acreditei que eu tinha caído em um golpe”, afirma.

Desempregada, Cleide de Almeida Leite da Costa também foi vítima do golpe. Ao notar que o dinheiro tinha sido retirado de sua conta, ela foi até uma agência da Caixa para pedir ressarcimento. Na unidade, porém, foi informada que o setor de segurança não verificou fraude e que o dinheiro não seria reembolsado.

Questionada, a Caixa afirma que está melhorando os critérios de segurança no aplicativo Caixa Tem e orienta os beneficiários que tenham sido vítimas do golpe a procurarem uma agência para contestar o saque portando documento de identificação e CPF.

Caso o pedido seja negado, é possível solicitar reanálise na agência.

Falhas no sistema de autenticação

 

Especialista em segurança, Fábio Ramos afirma que a forma de evitar o golpe é baixar o aplicativo e fazer o cadastro primeiro:

“E se elas não fizerem, a gente está vendo, em um intervalo de um dia, o criminoso faz o cadastro e chega no dinheiro antes dela”.

Ramos ainda critica o sistema de autenticação criado pela Caixa.

“Existe uma aposta muito grande de que essas informações pessoais seriam conhecidas só pelas pessoas, só pelo beneficiário, mas, talvez, eles tenham esquecido que os criminosos são superatentos e têm mais informações do que se imagina”, diz.

Na internet, bandidos anunciam e vendem números de CPF. Ainda de acordo com o especialista, a estimativa é que 600 contas sejam saqueadas por semana.

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