Acesse aqui
Rádio Web Portal Plural
Ele só pensa em causar – Portal Plural
Connect with us

Paulo Schultz

Ele só pensa em causar

Paulo Schultz

Publicado

em



Sabe aquela pessoa que se arruma, e se coloca numa postura de quem diz… hoje eu vou causar
…Aí tira foto na frente do espelho e posta em todas as redes sociais.
Algo do tipo cada curtida é um flash

A gente conhece várias … ou vê várias assim todos os dias.

A criatura mais célebre em “causar” no Brasil de hoje é o capitão Messias.

❗ Ele só pensa em causar❗

Ele se alimenta do conflito, da repercussão de cada estupidez ou tosquice que fala ou posta.

É uma necessidade, e ao mesmo tempo uma esperteza, de estar na viitrine todos os dias, ininterruptamente.

Falar ou postar sabendo que vai ter repercussão, sabendo que vai ter comentários a favor e contra, sabendo que vai ter cobertura em rede social ou na mídia.

Ninguém, ou melhor, poucos percebem tão bem essa necessidade contemporânea de causar como Bolsonaro.
Poucos trabalham tão bem com isso.

Ele traz para dentro da política, para o cotidiano da política o complexo de perua envaidecida.
Um misto de fanfarronice friamente pensada, e uma característica de desequilíbrio e destempero que poderia ser visto como defeito, mas é politicamente utilizada como virtude.

E acaba fazendo escola, porque seus seguidores raiz ( os bolsonaristas) também ficam extasiados em poder causar nas redes e nas ruas.

É o empoderamento máximo da imbecilidade e da ignorância.
Usado para causar freneticamente, assim como seu líder.

Causar com a Terra plana, com a cloroquina, com os comunistas,com os patriotas, com o vírus chinês,etc.etc.

❓Eles não se cansam❓
Não.

A começar por Bolsonaro, que faz do ato de causar seu combustível e forma de cultivar seu patrimônio político, além de manter a tropa de seguidores unida.

Se tudo se resume a imagem, nem que seja uma imagem genuinamente imbecil e grotesca, o essencial é ter frequência diária.

Que vergonha, que nada❗

Causar mostrando ignorância, tosquice e imbecilidade está em alta.
Mas vai passar.
Ainda bem.

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Paulo Schultz

Papo reto…com espinhos

Paulo Schultz

Publicado

em



Fechadas as eleições de 2020, não quero me ater ao balanço do que já é conhecido.

Que o bolsonarismo se esfarinhou e voltou ao seu tamanho de gueto.

Que o centrão e a velha direita saíram vitoriosos.

Que a esquerda teve algumas retrações, mas se mostrou numérica e qualitativamente forte e resiliente, com o germinar e a consolidação de novos quadros e lideranças, tendo sido eles vitoriosos ou não em suas disputas.

Isso está posto.

Meu olhar está no fato de que uma das leituras do resultado deste processo eleitoral, para o conjunto da esquerda brasileira, é que o germinar e a consolidação de novos quadros e lideranças, e seus respectivos espaços políticos, estão alicerçados em algo bem claro: um discurso e uma narrativa consistentes, com conteúdo, focados na esperança, na dignidade e na cidadania, e no deixar de lado o discurso da concertação social.

Venceu, dentro da esquerda, quem foi claro incisivo, e não temeroso.

Venceu quem soube dizer, sem medo, que há sim uma disputa de classes, em cada município, e no país como um todo.

Venceu quem soube dizer com firmeza que o fosso social, que as diferenças sociais, que a ausência de cidadania, e a carência de milhões não se resolvem com concertação paliativa.

Venceu quem foi visceral ao tocar em problemas e suas responsabilidades, sem medo de ferir setores de cima da sociedade, nem de melindrar fundamentalistas.

Venceu quem soube captar que o mundo do trabalho mudou após a reforma trabalhista feita no governo Temer, e que o discurso para os milhões de trabalhadores desse novo e vampiresco mundo do trabalho, é o discurso que eles existem, são cidadãos, e devem ter suas profissões colocadas dentro de um enquadramento de proteção social e amparo legal humano.

Venceu, na esquerda, quem soube captar e dizer que o povo da periferia não deve ficar embretado entre as milícias e a vigarice ordinária do fundamentalismo religioso.

Venceu,na esquerda, quem soube aliar um sentimento de esperança à uma fala vigorosa.

Quem soube dizer que é preciso ousadia e coragem, e que,se for preciso, se deve enfrentar setores da sociedade, em nome da defesa da maioria, daqueles que são relegados ou normalmente tratados com migalhas.

Venceu quem disse que é necessário inverter prioridades, e que o crescimento econômico deve ser desconcentrado e possibilitado a todos os setores.

Por fim, venceu, pela esquerda, sendo vitorioso ou não na eleição em si, quem foi genuinamente esquerda.

Semeando esperança, coragem e ousadia, e afirmando que é possível, e que essa possibilidade requer a verdade e algum enfrentamento, sem passar pano prá ninguém.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Paulo Schultz

Voltam os atores principais

Paulo Schultz

Publicado

em



O retrato político do país, mesmo sem os resultados do 2o turno, é claro.

Volta a se postar no cenário a dualidade centro -direita x esquerda.

Numericamente a centro-direita levou vantagem, mas o conjunto da esquerda, teve no primeiro turno, e terá no segundo, vitórias encorpadas e importantes.

Há o vigor obtido pelo PSOL, a resiliência forte do PT, e a presença sempre importante do PC do B e outros da esquerda do país.

Há que se considerar também o germinar de novos quadros dentro da esquerda, candidaturas vitoriosas vindas da periferia, das minorias, da juventude, das mulheres.

Do lado da centro-direita, que parece ter retomado o espaço político perdido em 2018, vemos a emergência numérica de velhos partidos de direita clássica (PP, Dem) e do fisiológico centrão.

Um misto de raposas antigas, com filhotes novos da mesma espécie.

Este cenário posto remete à uma conclusão:
Sai da cena principal a extrema-direita, o bolsonarismo.

Que saiu minguadíssimo das urnas, o que aponta para o retorno ao seu tamanho de gueto.

Dada esta condição, somada a inaptidão e falta de habilidade para governar e dar conta da complexidade econômica e social do país, bem como a crise que se projeta para 2021, temos um indicativo que o fenômeno bizarro e destrutivo chamado Bolsonaro será uma andorinha de um verão só.
Para o bem da nação, afirmo.

Evidentemente trata-se de um indicativo.
Mas é o rumo apontado pelos resultados.

Aquele que sempre foi coadjuvante, e por uma circunstância infeliz foi alçado ao cenário principal, deve voltar ao seu papel de figurante.

E voltam os atores principais.

Primeiro, voltam dentro da realidade dos municípios, nas disputas locais de políticas públicas e na implementação de linhas ideológicas de governo bem distintas.

Segundo, se aponta para uma disputa, no horizonte, de projeto de país.

De um lado, subserviência ao poder econômico e ao capital, e migalhas conformadoras para o aspecto social.

De outro, um projeto de país soberano, com forte indução de crescimento social e construção de cidadania.

Foi o quadro que se firmou no cenário do país nas últimas décadas, não de maneira artificial, mas de maneira enraizada, social e politicamente.

Cenário apontado, atores principais a postos.

Vamos ao embate, que começa no plano local e desemboca no nacional.

Parece que a vida real da política do país está retornando.

Com direito à elencos parcialmente renovados, mesclados aos mais experientes.

Ao trabalho, cada qual com suas perspectivas.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Paulo Schultz

A novidade é o velho voltando

Paulo Schultz

Publicado

em



A velha direita clássica representada no PP, no Dem, e os partidos do pragmático “centrão” foram os grandes vencedores das eleições municipais esse ano no Brasil.

O mapa das votações dos partidos, das prefeituras conquistadas, do número de cadeiras conquistadas em câmaras de Vereadores, aponta claramente isso.

O bolsonarismo minguou.
Parece ter voltado ao seu tamanho de gueto.
E há várias razões para isso.

Uma delas é a incapacidade de formulação de propostas e de fazer política do bolsonarismo raiz.

É notório que a quase totalidade dos bolsonaristas raiz tem um vocabulário menor do que o vocabulário de um papagaio bem treinado.

E aí fica difícil fazer política e formular propostas.
Sobre o bolsonarismo e seu resultado raquítico nessa eleição de 2020, é isso.

Por outro lado, é preciso também considerar uma retração em números da esquerda.
E aqui cabe frisar, que esta retração em números é relativa, pois há que se contar a presença da esquerda em dezenas de disputas no segundo turno, em capitais(como São Paulo) e outras cidades de porte médio e importantes do país.

Mais: se no primeiro turno houve uma retração numérica da esquerda, há também que se considerar uma importante e promissora renovação de quadros, a partir da eleição de muitas figuras políticas novas da esquerda, com muita força para a eleição de muitos candidatos e candidatas vindos das periferias, além de oriundos de minorias.

Há um germinar dentro da esquerda, como um todo.
O que, de forma simbólica e na prática, significa fôlego, resistência, capacidade de renovação e crescimento consistente.

Como diz Lulu Santos, ” a vida vem em ondas como o mar, num indo e vindo infinito”.

Ou seja, em ciclos longos ou curtos, ondas políticas de direita, de centro, de esquerda, de extrema direita, se revezam dentro da sociedade.

O país saiu de um ciclo extenso de esquerda, que terminou de maneira forçadamente interrompida, para entrar num período de transição neoliberal, e, em seguida, em um período de extrema direita, inconsequente e incapaz, que, me parece, será um período único, sem repetição.

E chegamos a este ano de 2020, com a velha direita e o velho centrão ganhando terreno dentro da sociedade brasileira.

Ainda precisa de tempo para ter todos os fatores que compuseram a vitória deste grupo político de centro-direita.

É preciso passar ainda pelo segundo turno, e é preciso, sobretudo, fazer análises locais, e ao mesmo tempo nacionais, dos fatores que levaram a este resultado político no país.

Os próximos dias e semanas, juntamente com a reflexão necessária, nos darão estas respostas.

Mas no início dessa reflexão, deve-se começar com perguntas e observações:

Por quê a maioria do eleitor brasileiro optou pela velha direita clássica, e pelo fortalecimento da força política do centrão ?

Considerando que estas forças políticas são pragmáticas e, ao mesmo tempo, aliadas, submissas e servidoras do poder econômico, e dos interesses mais espúrios e nojentos deste.

Que debilidade social e financeira, que fragilidade de consciência, levou a maioria do eleitorado brasileiro a optar por quem faz campanhas e conquista vitórias eleitorais alicerçado na coação, na pressão, na compra de voto com dimheiro vivo ou de maneira indireta, e na trapaça sob as mais variadas formas?

Que guinada fez parte majoritária da população trazer o velho de volta, como se novidade fosse?

São perguntas de fundo, são observações iniciais, que devem abrir o processo de reflexão para entender o resultado político destas eleições municipais de 2020.

O fato é que teremos, em milhares de municípios e de câmaras de vereadores, pelo país afora, a velha maneira da velha direita e do velho centrão predominando.

E o resultado disso, para a grande maioria da população, não será bom, inevitavelmente.

Quando um ciclo novo vem, trazendo o velho de volta, temos uma espécie de retorno de algo que nunca colocou o país em um bom rumo.

Será que vale a pena tomar remédio ruim de novo?

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

O que você achou do site novo do Portal Plural?

Trending

© 2020 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×