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Economia

Economistas projetam leve alta do PIB deste ano

Pável Bauken

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As estimativas de economistas e instituições financeiras consultadas pelo Banco Central (BC) para o PIB deste ano subiu mais uma vez, segundo o boletim Focus, divulgado toda segunda-feira.

No relatório de hoje (30), a projeção de crescimento para 2019 é de 1,17%, acima dos 1,16% previstos na semana passada. Para o próximo ano, a projeção subiu de 2,28% para 2,30%.

Em relação à inflação, a estimativa para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA – a inflação oficial do país) deste ano subiu pela oitava vez seguida, de 3,98% para 4,04% em 2019.

Para 2020, a estimativa de inflação subiu levemente, para 3,61%, depois de ficar por oito semanas em 3,60%. A previsão para os anos seguintes não teve alterações, mantendo-se em 3,75% para 2021, e 3,50% para 2022.

As projeções para 2019 e 2020 estão abaixo do centro da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. A meta de inflação, definida pelo Conselho Monetário Nacional, é 4,25% em 2019, 4% em 2020, 3,75% em 2021 e 3,50% em 2022, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.

Selic

Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente definida em 4,5% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom).

De acordo com as instituições financeiras, no fim de 2020, a expectativa é que a taxa básica também esteja em 4,5% ao ano. Para 2021, as instituições estimam que a Selic encerre o período em 6,38% ao ano. A estimativa anterior era 6,25% ao ano. Para o final de 2022, a previsão segue em 6,5% ao ano.

Quando o Copom reduz a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle da inflação e estimulando a atividade econômica.

Por outro lado, quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, o objetivo é conter a demanda aquecida e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A manutenção da Selic indica que o Copom considera as alterações anteriores suficientes para chegar à meta de inflação.

Dólar

A projeção para a cotação do dólar ficou estável em R$ 4,10 no fim de 2019, e caiu para R$ 4,10 no encerramento de 2020.

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Economia

China contribuiu com mais da metade do superávit comercial do Brasil

Reporter Global

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Marcello Casal Jr/ Agencia Brasil

 

 

Desempenho das commodities explica o valor exportado em 2020

 

O Boletim de Comércio Exterior (Icomex) divulgado, hoje (15), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FVG/Ibre) aponta que o único resultado positivo em 2020 no setor foi o superávit comercial. A análise foi feita diante do cenário de superávit da balança comercial de US$ 50,9 bilhões, dos investimentos estrangeiros no país de janeiro a novembro de US$ 33 bilhões e da previsão de recuo no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 4,7%. Mesmo positivo, o superávit comercial contribuiu para a queda do déficit em conta corrente em um momento de retração da entrada de capital no país.

De acordo com o Icomex, a China contribuiu com US$ 33,6 bilhões no superávit, enquanto entre os principais parceiros a contribuição dos Estados Unidos foi negativa. O saldo com a União Europeia foi positivo em US$ 1,5 bilhão, no entanto, o valor é abaixo dos países da América do Sul, inclusive Argentina, de US$ 6 bilhões, e do restante da Ásia.

Na edição de dezembro, o boletim do Icomex estimava um superávit de US$ 55 bilhões. A diferença entre a previsão e o fechamento, segundo o Ibre, foi provocada por uma importação de US$ 4,8 bilhões de plataformas de petróleo, que provocou um déficit na balança comercial de dezembro de US$ 41,6 milhões. “Sem as plataformas, o superávit em dezembro seria de US$ 4,7 bilhões e a nossa estimativa para o ano estaria correta”, diz o boletim.

A análise destaca também que mesmo excluindo as plataformas, as importações aumentaram na comparação interanual, o que também ocorreu no mês de novembro. “Esse resultado sinaliza um movimento de compras positivo e, logo, de alguma melhora no nível de atividade”.

 

 

Commodities

O desempenho das commodities, na avaliação do Ibre, explica os 66% do valor exportado em 2020, o que representa o maior percentual da série histórica iniciada em 1998, quando foi de 40%. O valor das exportações de commodities cresceram 0,5% de 2019 para 2020 e das não commodities recuaram 18,5%. Em volume, as commodities cresceram 7,4% e as não commodities recuaram 13,5%.

Com o aumento de volume de 7,4%, o setor agropecuário foi líder nas exportações brasileiras em 2020, explicada pelo aumento do volume das exportações para a China (17%). A participação do país saiu de 28,1% para 32,3% de 2019 para 2020. Os demais países da Ásia também registraram contribuição positiva de 11,1%, e explicam 14,9% das exportações brasileiras.

Ainda na comparação anual, todos os outros principais parceiros recuaram nas exportações. No mês de dezembro repetiu-se o comportamento do mês de novembro, quando foi registrado aumento das vendas para a Argentina, demais países da América do Sul e outros países da Ásia.

De 2019 para 2020, o volume importado teve queda em todos os setores e a indústria extrativa registrou a maior queda, de 16,1%. Em dezembro, a indústria de transformação foi destaque com variação positiva de 12,7% nas vendas externas e aumento de 66,8% nas compras. “Aqui, no entanto, é preciso descontar o efeito das plataformas [de petróleo]. Sem as compras de plataformas, a variação foi de 21,2%”, diz o boletim.

A queda nas importações puxada pela recessão do nível de atividade influenciou o superávit da balança comercial, como também o aumento nas exportações de commodities direcionadas para a China, que reduziu a queda nas vendas externas em um ano de forte retração na demanda mundial, diz ainda o Icomex.

 

 

Previsões para 2021

O boletim indica que as incertezas relacionadas à pandemia ainda não desapareceram dos cenários mundial e do Brasil, mas alguns pontos sugerem condições positivas para as exportações brasileiras. O primeiro está ligado à alta nos preços das commodities, que já começou a ser observado no segundo semestre de 2020 e se refletiu na melhora dos termos de troca, a partir de julho de 2020.

“Os investimentos chineses demandaram compras de minério de ferro e cobre. Ademais, os preços de alguns alimentos como soja, carne, e de trigo, cresceram com retrações de oferta devido a secas e os efeitos que ainda perduraram da crise suína na China”.

Ainda conforme a análise, há um certo grau de sincronização de pacotes fiscais expansionistas na Europa, Estados Unidos e China, que sustentam o aumento da demanda. Para o Ibre, a posse de Joe Biden na Presidência dos Estados Unidos poderá intensificar as políticas expansionistas e, assim, provocar o enfraquecimento do dólar, que costuma ser acompanhado do aumento dos preços de commodities.

“O aumento de preços das commodities é uma boa notícia para o Brasil. A melhora nos termos de troca associada aos preços de commodities ajuda as exportações brasileiras de manufaturas com os parceiros sul-americanos exportadores de commodities. No entanto, para que o Brasil continue sendo um dos líderes nas vendas de commodities, especialmente agrícolas, o governo deve priorizar sua política ambiental e climática”, recomenda o Ibre.

 

 

FONTE: Agencia Brasil

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Economia

Como será o mercado financeiro pós-Coronavírus?

Pável Bauken

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O Coronavírus tem assustado a população com esses aumentos de casos diários no mundo e o mercado financeiro tem sido muito impactado com essa pandemia. A economia mundial tem sofrido bastante com todas as paralisações que têm ocorrido na tentativa de cessar o vírus. A UNCTAD (Conferência da ONU para o Comercio e Desenvolvimento) divulgou nos últimos dias que o mundo levará um prejuízo de até US$2 trilhões. Muitos países já estão diminuindo suas expectativas de crescimento por conta disso.

Karolinne Chagas, Mestre em Administração de Empresa, atua como consultora no mercado financeiro há quase 10 anos tem acompanhado de perto os principais índices de ações do mundo e desde dezembro de 2019, analisa as quedas acentuadas como da Nasdaq -23,05%, S&P 500 -26,14%, Dow Jones -29,27% e NYSE -31,23%. Enquanto no Brasil a Ibovespa já sofreu uma queda de 42%. A partir dessas quedas acentuadas as pessoas começam a fazer mais questionamentos em relação à economia e seus investimentos.

Neste momento, em que o Brasil e o mundo está em quarentena, a Consultora diz receber as mesmas perguntas dos investidores: Quanto tempo vai durar? Devo resgatar minhas ações? Onde aplico? Vamos ter uma recessão? “Hoje, é muito difícil mensurar o tempo que vai durar essa pandemia, ainda existem muitos fatores desconhecidos, então temos que ter calma nesse momento delicado.” afirma.

Chagas ainda orienta: “Sobre resgatar as ações, não é o melhor momento para vende-las, pois uma vez que vendemos nossos papéis em queda, não temos como recuperar o prejuízo, é necessário tentar manter a calma”. E completa “sobre onde aplicar nesse momento, depende muito de cada um, os objetivos, perfil, momento de vida, então é necessário entender todas essas questões e assim identificar o melhor investimento, porem na minha opinião é bem interessante investir na bolsa pensando no longo prazo.”

Já antecipando o olhar do leitor com perfil conservador Karolinne explica que é nesse momento pelo fato dos papéis estarem bem mais baratos. “É uma oportunidade única que teremos de comprar papéis de grandes empresas com um ótimo preço.” A especialista prevê o retorno da recuperação e integra: “Essa não é a primeira e nem a última crise que teremos. O mercado é cíclico.”

Sobre a recessão, a Mestre em Administração diz ainda ser um cenário provável segundo muitos economistas, porém ainda é cedo para prevermos essa possibilidade “Hoje estamos vivendo uma crise, isso é um fato. Porém, como já foi dito, não temos como mensurá-la. Pode sim que venha ser uma crise mais difícil que a crise de 2008 a diferença é que nessa não tratamos só da questão financeira, mas sobre vidas de pessoas do mundo inteiro” finaliza.

Estadão

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Economia

Governo do RS anuncia plano de nomeações e concursos com mais de 3 mil vagas.

Reporter Regional

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O governo do RS anunciou nesta quinta-feira (14) que implementará um planejamento para repor servidores, com a previsão de chamamento de 259 novos funcionários públicos e a abertura de mais de 3 mil vagas para concursos públicos. As datas não foram divulgadas pelo Piratini.

Os cargos irão repor servidores exonerados ou afastados. “Vamos fazer novos concursos públicos e nomeações para repor quadros em serviços essenciais ao cidadão e em estruturas de apoio que garantam, no futuro planejamento, arrecadação, controle de gastos, gestão de despesas e apoio jurídico”, afirmou o governador, Eduardo Leite.

Além do planejamento, o governo dá sequência ao cronograma de nomeações até 2022 na área de Segurança Pública, anunciado no ano passado.

Segundo o governo, o impacto anual será de R$ 62 milhões no caso das nomeações, e R$ 250 milhões, quando todos os aprovados nos concursos estiverem atuando.

Devem ser 3.429 vagas, cujas efetivas chamadas serão objeto de novas autorizações.

Vagas que serão abertas:

  • Secretaria de Saúde: 948 vagas
  • Secretaria da Educação: 1,5 mil vagas
  • Procuradoria-Geral do Estado (PGE): 19 vagas
  • Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre: 16 vagas
  • Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE PREV): 72 vagas
  • Instituição de Assistência dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Ipe Saúde): 98 vagas
  • Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa): 10 vagas
  • Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão: 676 vagas

Profissionais que serão nomeados:

  • Secretaria da Fazenda: 220 vagas
  • Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão: 39 cargos

 

Fonte: G1

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