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“É normal pegar fogo?” Conheça o inusitado cotidiano da oficina de Porto Alegre especializada em Kombis

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Edilene, também ela uma fã das Kombis, aponta o perfil multiuso como o segredo do sucesso do veículo que saiu de linha em 2013 Isadora Neumann / Agencia RBS


 

 

Empresária que tinha locadora de peruas da Volkswagen percebeu que a demanda por mecânicos aumentaria, vendeu a frota e apostou no conserto dos veículos

 

 

Prestes a completar três anos à frente da Oficina das Kombis, exclusiva para o conserto das peruas da Volkswagen na zona norte de Porto Alegre, Edilene Bueno Scherer atende a dois tipos opostos de clientes: os que cuidam das suas Kombis como um tesouro e os que maltratam as pobrezinhas até o limite.

Enérgica, Edilene frequentemente se irrita com os dois. Com os do primeiro grupo, por buscarem sempre um projeto inatingível de carro que muda o tempo todo dentro da cabeça. Com os do segundo, por reforçarem o estereótipo de que os veículos, por serem resistentes, não necessitam de manutenção.

Tenho vontade de jogar uma ferramenta em quem diz, por exemplo, que Kombi sem vazamento não é Kombi. Chegam a me perguntar se é normal pegar fogo. Ora, normal! Pode acontecer mesmo se não tiver manutenção, mas normal é que não é – conta, um pouco séria, um pouco rindo.

O estalo de que investir em uma oficina exclusiva para um veículo fora de linha desde 2013 seria um bom negócio veio do empreendimento anterior, de 2009: uma locadora de Kombis. Reparou que as oficinas ou colocavam os veículos para o final da fila ou consertavam de má vontade, muitas vezes para não desagradar um cliente que também tinha uma frota de carros.

Tive que contratar meus próprios mecânicos. Quando a Kombi saiu de linha e eu logo mais não poderia alugar carros novos ou seminovos, me caiu a ficha. Vendi a frota e abri uma oficina. E percebi que estava correta. Até hoje, cerca de 70% da minha demanda é retrabalho do conserto das outras – conta a empreendedora.

No estabelecimento no bairro Sarandi trabalham ela, o marido e outros três mecânicos. Segundo ela, especialistas a ponto de diagnosticar o problema de uma perua só de ouvi-la no trânsito. Além disso, só trabalha com peças originais. Não raro, recusa serviço por não concordar com as gambiarras que os donos de Kombi desejam fazer nos veículos.

Tem quem queira instalar direção hidráulica de Monza na Kombi. E a bichinha aceita tudo, coitada. Não dá, pô! Kombi é muito boleadeira (balança demais para os lados). Com uma direção leve, o cara joga o volante para o lado e se foi. E, convenhamos, o cara que quer direção hidráulica não pode querer dirigir Kombi – declara Edilene.

Segundo a empresária, embora as Kombis se destaquem pela durabilidade, o segredo do sucesso são os múltiplos usos do veículo. Funcionam para o transporte de funcionários, de materiais de construção e equipamentos, para fazer entregas e vêm sendo cada vez mais transformados em motorhomes, foodtrucks, choperias ambulantes e por aí vai.

O nome Kombi, diga-se, vem justamente disso. É uma redução de Kombinationsfahrzeug, alemão para “veículo de múltiplos usos”. A perua saiu de linha em razão da obrigatoriedade, que passou a valer em 2014, de freios ABS e airbags para fabricação no Brasil. Jamais encontrou um substituto à altura em versatilidade e custo-benefício. Em 2022, a Volkswagen alemã deve retomar a produção em versão elétrica. Eliane não bota muita fé.

Acho bonita, mas eu olho para as fotos e penso: não é uma Kombi. Você visualiza um carro assim levando tijolo para dentro de uma construção?

O ganha-pão de Edilene, portanto, seguirá sendo os donos das boas e velhas peruas das décadas passadas. Para estreitar o contato com eles, fundou o grupo Apaixonados por Kombi no Facebook e mantém atualizadas as redes sociais da oficina. Na última postagem, por exemplo, convocou os seguidores a mandar o nome dos seus veículos.

O barato é esse, mexer com o afeto das pessoas. Não existe Kombi sem nome e não existe Kombi sem história – conclui a dona de uma perua carburada que vem sendo cuidadosamente transformada em motorhome, batizada de Cheirosa.

 

 

FONTE: ClicRBS

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Inicia capacitação de PMDR com Famurs

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Com a presença de cem participantes, entre integrantes das equipes técnicas da Emater/RS-Ascar e dos municípios, e os instrutores do curso, iniciou nesta terça-feira (27/07) a capacitação para elaboração do Plano Municipal de Desenvolvimento Rural (PMDR), realizado em parceria com a Escola da Famurs. O curso tem uma carga horária de 18 horas e envolve 45 municípios e equipes da Emater/RS-Ascar no RS.

O presidente da Emater/RS, Geraldo Sandri, participou da abertura, ao lado do coordenador-geral da Diretoria da Famurs, Salmo Dias de Oliveira, representando o presidente Eduardo Bonotto, prefeito de São Borja, e da gerente adjunta de Planejamento da Emater/RS-Ascar, Magna Tonial, além das instrutoras e extensionistas Córdula Eckert e de Thaís Michels.

“O curso visa preparar técnicos dos municípios e da Emater para a melhoria do processo de planejamento para o desenvolvimento de políticas públicas nos municípios, garantindo sua sustentabilidade econômica, social e ambiental”, avaliou Sandri, ao citar a Missão da Emater/RS-Ascar de “Promover o Desenvolvimento Rural Sustentável através da prestação de serviços de Assistência Técnica, Extensão Rural e Social, Classificação e Certificação, em benefício da sociedade do Rio Grande do Sul”.

Ao agradecer à Emater/RS-Ascar pela parceria e pela “forte presença na sustentabilidade da agricultura familiar gaúcha”, Oliveira defendeu a capacitação como “processo de planejamento de médio e longo prazo, de melhoria de renda, qualidade de vida e sucessão familiar no meio rural”, e concluiu dizendo que, “com o aprendizado repassado pela Emater e a troca de experiências proporcionada pelo curso, vamos, juntos, oferecer as melhores ferramentas e informações para promover o desenvolvimento sustentável do Estado”.

PRIORIDADES

Durante o curso será discutida a importância de se definir problemas, demandas e prioridades para a elaboração dos Planos. “A partir disso, serão traçadas diretrizes para o atendimento a essas demandas, com base nos recursos disponíveis, incluindo políticas públicas já existentes e novas”, explicou Córdula, que ministrou a primeira aula da capacitação.

Segundo a extensionista, no planejamento é elaborado o cenário atual com base em indicadores e avaliadas as tendências futuras a partir das vocações dos municípios. “É um desafio pensar o rural que temos e o que queremos, a importância do rural no município. Construir um cenário futuro gera expectativas que vão além do período de uma legislatura ou de um governo, pois a proposta do PMDR é de estado e não de governo”, defendeu Córdula.

Ainda no início do curso, Magda apresentou O Papel da Emater/RS-Ascar e da Famurs no PMDR, destacando como objetivo do Termo de Cooperação a capacitação de equipes técnicas das prefeituras e da Emater/RS-Ascar no entendimento e utilização do Plano, como importante ferramenta para o planejamento de políticas públicas municipais.

De acordo com a parceria, cabe à Famurs apoiar, fomentar e difundir o Plano Municipal, garantindo as incrições e dando visibilidade ao planejamento. À Emater/RS-Ascar compete atualizar esses planos e capacitar o quadro técnico interno e os servidores das prefeituras. “Acreditamos que o planejamento é o caminho para o sucesso”, afirmou a gerente.

O curso será realizado de forma híbrida, com três módulos virtuais (27/07, 03/08 e 05/08) e um presencial, de encerramento, em data a ser definida com os participantes. O exercício prático será a elaboração de um Projeto/PMDR, contendo apresentação, objetivo geral, objetivo específico, metas, atividades, resultados e impactos, será apresentado nesta última aula.

São ministrantes os extensionistas Córdula Eckert (engenheira agrônoma, mestre em Desenvolvimento Agrícola), Flávio Calcanhotto (engenheiro agrônomo, mestre em Produção Animal e em Economia Rural) e Thaís Michels (médica veterinária, mestre em Saúde Animal e doutoranda no Programa de Pós-Graduação em Ecologia da Ufrgs) e Claudinei Moisés Baldissera (técnico em Agropecuária com pós graduação em Direito do Trabalho e da Previdência Social).

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