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Dorian derruba construções e deixa 500 mil sem luz no Canadá

Pável Bauken

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Quase uma semana depois de devastar as Bahamas, onde deixou pelo menos 44 mortos, o agora tempestade Dorian causou “estragos” no Canadá, com ventos violentos e inundações nas zonas costeiras. Não há informações de vítimas fatais, ou de feridos em estado grave, de acordo com a rede canadense CTV. Dorian entrou no sábado no Canadá, na altura de Halifax, depois de ter sido degradado pelo Centro Canadense de Furacões para “ciclone pós-tropical muito intenso”, com ventos de 140 km/h. Neste domingo, por volta das 9h (6h em Brasília), os ventos chegavam a até 130 km/h, e o Dorian seguia na direção do mar.

De acordo com as autoridades, mais de 500 mil casas estavam sem luz ao longo da costa nas províncias de Nova Escócia, Nova Brunswick e Ilha do Príncipe Eduardo. Milhares de quilômetros ao norte, Dorian “causava estragos” na costa canadense, afirmou o Centro Nacional de Furacões americano (NHC, na sigla em inglês). Uma grua de construção foi derrubada em Halifax, e o Centro Canadense de Furacões relatou “inúmeros informes” de árvores derrubadas, fortes chuvas e inundações ao longo do litoral. O premiê canadense, Justin Trudeau, disse que seu governo está “pronto para ajudar o Canadá atlântico frente a essa tormenta”. O ministro da Segurança Pública, Ralph Goodale, anunciou o envio de 700 soldados para a região para colaborarem na recuperação do serviço de energia elétrica e na retirada de moradores em áreas inundadas.

Enquanto o Canadá enfrentava a tempestade, nas Bahamas, a população tentava deixar as ilhas mais afetadas pela intensidade do furacão na categoria máxima. As autoridades locais acreditam que o número de óbitos possa aumentar “significativamente”, já que há “muitos desaparecidos”. Aviões, helicópteros e barcos – privados e do governo – se mobilizaram para as ilhas Ábaco, terrivelmente atingidas, para ajudar na evacuações dos moradores. Eles serão levados para a capital, Nassau, ou para os Estados Unidos. As instalações do pequeno aeroporto de Marsh Harbour, em Ábaco, sofreram a ira dos ventos de até 250 km/h do Dorian. Vários hangares foram derrubados. A pista de pouso continua utilizável, e centenas de pessoas conseguiram embarcar rumo a Nassau.

“Faz quase uma semana que aconteceu, e a gente não tem comida, nem água. Continua cheio de cadáveres por aqui. Não é seguro para a saúde ficar”, disse a jovem mãe de família Chamika Durosier. Ela ainda apresenta os ferimentos causados pela queda do telhado de sua casa sobre ela e a filha. No porto comercial de Marsh Harbour, centenas de pessoas também esperam para conseguir ir embora. “Não temos água, nem energia elétrica. Estamos morrendo, é uma catástrofe”, desabafou Miralda Smith, uma haitiana que vai se reunir com o marido bahamense em Nassau.

Um dos cruzeiros que participavam das operações de evacuação, o da companhia Bahamas Paradise Cruise Line, chegou no sábado de manhã à costa na altura de Palm Beach, na Flórida, com mais de 1.500 moradores da ilha de Gran Bahama. Segundo a ONU, pelo menos 70.000 pessoas precisam de “ajuda imediata” nas Bahamas. As ilhas mais castigadas pelo Dorian foram Ábaco e Gran Bahama. A França anunciou o envio de dezenas de soldados para participarem dos trabalhos de ajuda, no âmbito de uma missão europeia. O presidente americano, Donald Trump, também prometeu ajuda dos EUA, cuja Guarda Costeira já está trabalhando nas Bahamas.

Correio do Povo
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Moradores compram 3 mil picolés para ajudar dono de sorveteria que teve energia cortada

Luís Augusto Demori, de Votuporanga (SP), é pai de três filhos pequenos e, por conta da pandemia, entrou em crise e não conseguiu pagar a conta de luz. Após apelo nas redes sociais, clientes fizeram fila e compraram todo o estoque.

Pável Bauken

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Clientes fizeram fila para ajudar proprietário de gelateria em Votuporanga — Foto: Divulgação/Jornal A Cidade de Votuporanga

A voz embargada ao telefone resume um pouco do drama que o mestre sorveteiro Luís Augusto Demori, de 42 anos, está vivendo durante a pandemia de Covid-19. Proprietário de uma gelateria, ele viu as vendas caírem drasticamente e, consequentemente, não conseguiu quitar as contas.

Nesta terça-feira (11), a energia elétrica de seu estabelecimento, que fica na avenida João Gonçalves Leite, em Votuporanga (SP), foi cortada.

Para não ter ainda mais prejuízo, Luís gravou um vídeo e publicou nas redes sociais, anunciando uma promoção. O post viralizou, e clientes fizeram fila em sua gelateria para a comprar seus produtos.

Em entrevista ao G1, ele contou que, em menos de três horas, vendeu todos os picolés e sorvetes que tinha fabricado e que iriam derreter, pois os freezers usados para guardar os produtos foram desligados.

“Eu vendi tudo e não acreditei. Ainda existem pessoas de bom coração. Além dos clientes, o pessoal me ajudou, me deu dinheiro, R$ 100, R$ 200. Ainda existem pessoas boas e dispostas a ajudar, mesmo em uma crise dessa. Eu não tenho palavras para agradecer”, conta.

Luís é pai de três filhos pequenos e, assim como muitos comerciantes, continua batalhando para tentar manter o negócio, que foi aberto em setembro do ano passado, com um dinheiro que a família tinha disponível.

“Tive algumas dificuldades no começo e, quando tudo estava se ajeitando, veio a pandemia. Fiquei três semanas fechado. Chegou na Semana Santa, veio o desespero, e comecei a fazer promoções, mas vendia muito pouco. Para você ter ideia, eu cheguei a vender R$ 1, R$ 34 por dia”, diz.

Ao G1, o morador de Votuporanga também relatou que vendeu mais de 3 mil picolés nesta terça. Contudo, a quantia recebida, infelizmente, ainda não será suficiente para quitar as dívidas que possui.

“A conta de energia está em mais de R$ 17 mil. Fiz um parcelamento, mas o valor ainda é muito alto. Para ajudar, me deram uma ordem de despejo, e eu pago o aluguel desse prédio também. Eu estou em um desespero muito grande”, conta.

G1

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Mundo

Missão brasileira embarca com 6 toneladas de material a Beirute

Capital libanesa foi fortemente afetada por uma explosão há 8 dias

Reporter Global

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© REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

O presidente Jair Bolsonaro acompanhou hoje (12), na Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos (SP), a partida da comitiva brasileira em missão especial a Beirute, no Líbano. O governo brasileiro envia ajuda humanitária ao país, em resposta às graves explosões que atingiram o porto da capital libanesa, em 4 de agosto. O retorno da comitiva está previsto para o próximo sábado (15).

Durante o evento, Bolsonaro agradeceu a disponibilidade dos integrantes da comitiva e o emprenho do comando da Aeronáutica para que a missão ocorresse no curto espaço de tempo. “O que nós podemos oferecer, em grande parte vindo da comunidade libanesa, é de coração”, disse.

“Esta data marca ainda mais a nossa aproximação com o Líbano. Os nossos países não abrem mão de democracia e liberdade. É o que nós queremos para o mundo todo e, podem ter certeza, os 12 milhões de descentes libaneses que estão no Brasil contribuem em muito com a nossa pátria, trabalhando, se integrando e colaborando nas mais diversas áreas”, completou o presidente.

A aeronave KC-390, da Força Aérea Brasileira (FAB), foi carregada com 6 toneladas de materiais, entre medicamentos, equipamentos de saúde e alimentos, doados pelo Ministério da Saúde e pela comunidade libanesa no Brasil. Outro avião da FAB, o Embraer 190, levará os integrantes da comitiva, entre eles o ex-presidente Michel Temer, que é filho de libaneses e chefia a comitiva, os senadores Nelson Trad Filho e Luiz Pastore, o secretário de Assuntos Estratégicos da Presidência da República, Flávio Viana Rocha, e o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf.

As duas aeronaves decolaram de São Paulo rumo a Fortaleza, no Ceará, onde será realizado o primeiro intervalo técnico. Na sequência, elas seguem para a Ilha do Sal, em Cabo Verde, e prosseguem para Valência, na Espanha. Só então decolam rumo a Beirute, com chegada prevista para a tarde de amanhã (13).

Além da missão especial humanitária, o governo brasileiro apoia o país por meio do Centro Nacional de Gerenciamento de Riscos e Desastres (Cenad) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) que continuam colaborando na elaboração de mapas com imagens de satélites de Beirute, para as atividades de mapeamento emergencial pós-desastre.

Crise econômica e política

As explosões na região portuária de Beirute foram causadas por problemas no armazenamento de cerca de 2.750 toneladas de nitrato de amônio, substância usada na produção de explosivos e fertilizantes. O evento causou pânico e destruição na capital libanesa e deixou mais de cem pessoas mortas e milhares de feridos e desabrigados, muitos com queimaduras graves. O impacto da maior explosão chegou a ser sentido no Chipre, a mais de 200 quilômetros da costa libanesa.

O porto de Beirute era o principal local de armazenamento de grãos do país e a explosão deixou os libaneses com menos de um mês em reservas de alimentos. O Líbano possui 6,8 milhões de habitantes.

A tragédia ocorreu em meio a uma crescente crise econômica e divisões internas no país. Na segunda-feira (10), o primeiro-ministro do Líbano, Hassan Diab, anunciou a renúncia de seu governo após protestos públicos contra os líderes do país.

Em pronunciamento, Diab afirmou que a detonação de material altamente explosivo que estava armazenado no porto da capital por sete anos foi “resultado de corrupção endêmica”. Vários ministros também já haviam renunciado no fim de semana.

Em pronunciamento, o ex-presidente Michel Temer agradeceu o apoio do governo brasileiro, em nome da comunidade libanesa no Brasil e disse que o gesto revela a grande receptividade que o país tem em relação aos estrangeiros.

“Sigo para lá com essa comissão integrada por eminentíssimas figuras na convicção de que seremos muito bem recebidos. E todos lá desejosos de que o Brasil possa exercitar não apenas essa função humanitária, mas, tendo em vista os vínculos tradicionais entre ambos os países, que também possa ajudar a solucionar os embates político, com autorização naturalmente das autoridades libaneses, mas que possamos dar a nossa colaboração para pacificação interna daquele país”, disse Temer.

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Mundo

Sharon Stone vai lançar biografia

Previsto para março do próximo ano, livro promete trazer relatos desde a infância da atriz

Pável Bauken

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| Foto: Divulgação

A atriz Sharon Stone vai publicar sua autobiografia em março de 2021, nos Estados Unidos, pela Alfred A. Knopf. O livro de memórias da atriz de 62 anos vai se chamar The Beauty of Living Twice.

Em um post em suas redes sociais, a atriz comentou sobre a oportunidade de crescimento, e de compartilhar esse crescimento. “Eu aprendi a perdoar o imperdoável. Minha esperança é de que ao compartilhar a minha jornada, você também possa aprender a fazer o mesmo”, escreveu.

Segundo a editora, Sharon Stone reflete, no livro, sobre tudo – vida e carreira – com franqueza: da infância na Pensilvânia até a ascensão como uma das mais celebradas atrizes de Hollywood.

Em comunicado, a editora disse que a atriz surge, em sua autobiografia, exatamente como aquela que foi notícia ao longo de sua carreira, “valente, honesta e franca”, e que não esconde nada ao falar sobre os traumas e a violência a que foi submetida quando era criança – agressões que ela acabou representando também nas telas.

Ela escreve, ainda, sobre seus casamentos, o AVC quase fatal que sofreu em 2001 e seu trabalho humanitário.

Entre os filmes em que Sharon Stone já atuou estão Instinto Selvagem, Cassino (pelo qual ganhou o Globo de Ouro) e A Lavanderia. Ela participou também de alguns episódios de Law & Order Special Victims Unit.

Agência Estado

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