Dias melhores – Portal Plural
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Paulo Schultz

Dias melhores

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Só quem sabe se colocar no lugar de quem sofre por alguma situação ou condição, sabe o que é proporcionar dignidade.

Somente quem se dispõe a ouvir para decidir, sabe o que é consideração.

O tempo que virá no pós pandemia será de dificuldades, carências e ausências, tanto no aspecto econômico, quanto no social.

Por isso, é preciso que os governos locais sejam tocados por quem tem uma sensibilidade de gerenciamento de políticas públicas focadas, principalmente, nas pessoas.

Com uma amplitude de quem vê o humano em primeiro lugar.

Com a amplitude de quem quer que resultados de uma retomada do desenvolvimento econômico seja alcançável para todos.

Com a amplitude de quem quer, por exemplo, que uma obra de pavimentação de uma rua seja comemorada pelo benefício estendido às pessoas, e não pelo negócio feito pela empreiteira que executou a obra.

Essa é uma diferença vital.

Entre quem promove obras e serviços tendo o humano, a dignidade e a cidadania como fim, e quem promove obras e serviços celebrando os negócios de quem realizou estas obras ou serviços.

Uma diferença sutil e ao mesmo tempo colossal de visão de sociedade, de conceito de cidadania.

É preciso que, pelo país afora, desde as pequeníssimas cidades até as maiores metrópoles, se estabeleçam vitórias populares, se rompa com os vícios do clientelismo que só gera dependência, se faça sobrepor a participação e a construção coletiva sobre o egoísmo, se mitigue fortemente a cultura do ódio e se apresente uma cultura de respeito às diferenças.

O país como um todo entrou em um ciclo descendente, nos últimos anos recentes.

Preponderou a crise, a retirada, a precariedade, a estupidez, a ignorância fundamentalista e o ódio promotor de violência e morte.

A partir dos municípios, a partir dos governos locais, esse ciclo ruim deve ser gradativamente extinto.

Porque não há mal, nem desconforto ou sofrimento que deva durar para sempre.

E as pessoas, sobretudo quem mais precisa, merecem mais, merecem outra condição.

Por isso, eu creio: construir vitórias populares nas eleições municipais é dar um passo firme em direção a dias melhores.

E aqui não se trata de esperar, se trata de construir junto, com alegria e protagonismo.

Temos pouco mais de duas árduas semanas até lá.

E os dias melhores virão.

Ao trabalho.

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Paulo Schultz

Sossego

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Já dizia Tim Maia..

“Ora bolas, não me amole….
O que eu quero?
Sossego, eu quero sossego”

Passados 3 anos, iniciando o último (finalmente) dos anos do governo de Bolsonaro, há um rastro de destruição considerável no país, no conjunto da sociedade brasileira.

Muitos males contínuos e diários produzidos pela experiência bizarra e maligna da extrema direita no poder central do país.

Entre eles, a saturação e o sobressalto.

Saturação da grande maioria da população com Bolsonaro, seu governo, e sua horda bovina.

Cá pra nós, esse pessoal, além de tudo, é um pé no saco.

Gente ignorante, imbecil – grosseiros, toscos, desagradáveis.

Especialistas em criar atritos, transtornos.

Por via de realidade, a vida do brasileiro não é fácil – é dura, especialmente no sentido financeiro.

Em sendo assim, é natural que haja um gosto, um desejo pelo sossego.

Quer dizer: o brasileiro, majoritariamente, quer um governo que não lhe provoque sobressaltos.

A vida já é dura que chega, não precisa um governo e seus seguidores sarnas para incomodar e impor a intranquilidade como pauta diária.

A sensação tensa, de esperar qual será o atrito do dia, cansa.

Encheu o balde.

Esse é o fato.

Esse período de 2019 até aqui saturou, desassossegou.

Falta só a última reação – chutar o balde cheio.

Quer dizer: Bolsonaro e sua gente serão mandados embora com gosto, e com razão.

Tem data pro chute: a eleição de outubro.

Quer dizer, quando o inverno terminar, e a primavera estiver acontecendo, teremos a oportunidade ímpar de promover uma mudança que implique em vida melhor, e, também, sossego.

E, creiam, será como naquela música.. “um lindo dia, da mais louca alegria que se possa imaginar”.

Até lá, vida que segue.

Entre solavancos, sobressaltos, dificuldades, sofrimentos, atritos e muita saturação.

Sobreviveremos.

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Paulo Schultz

A redenção de um povo

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O ano de 2022, em que pese será a continuidade de tudo de ruim que temos vivido nos três últimos anos, desde que Bolsonaro assumiu, será também um ano de luta dura, combinada com esperança.

Não cabe aqui detalhar o que tanto detalhei e explorei, clareando o quanto de mal Bolsonaro e seu governo fizeram para a grande maioria da população do país.

E o quanto de ruim ainda teremos, nesse um ano que falta para terminar o governo do espantalho da morte.

Cabe sim afirmar que há um povo sofrido, carente, massacrado, que vive uma tristeza e um cansaço que não são da sua natureza.

Bolsonaro conseguiu, com sua pulsão pela morte e pelo sofrimento, reprimir a alegria espontânea de milhões, e pela sua ação transtornada e contínua, promover um cansaço na maioria do povo.

Mas, por debaixo da camada pestilenta do cansaço promovido por Bolsonaro, há uma ávida vontade pela vida e um germe forte de esperança.

Por debaixo do braseiro aparentemente apagado, há uma centelha que quer se incendiar, e, para que ela aconteça, precisa apenas de um vento de esperança.

Esse é o papel de todos os ativistas que querem transformar o Brasil.

Todos os ativistas de esquerda, todas as forças dos movimentos sociais e sindicais, todas as cabeças pensantes, todos aqueles que foram sendo humilhados e esmigalhados nos últimos 5 anos, todos os setores da sociedade que, mesmo não tendo uma identificação como esquerda, entendem que não é possível manter o rumo que esse país tomou por uma por uma sequência de infelicidades maldosamente provocadas.

2022 será um ano de sofrimento mas será, sobretudo, um ano de luta de construção coletiva de milhões de uma esperança concreta, que pode começar a virar realidade a partir de uma vitória popular nas urnas, e que instaure um novo tempo a partir do ano de 2023.

Não, eu não estou pulando o ano de 2022.

Ele será vivido dia após dia.

Com dores e com amores.

Mas a força de quem quer mudar esse estado de penúria no Brasil, e essa condição de mentira e comportamento ordinário por parte de quem governa hoje no Rio Grande do Sul, vai ser o motor que vai promover uma virada, uma mudança, e trazer de novo esperança de vida e brilho nos olhos.

Lula lá e Edgar Pretto aqui.

Muitos deputados e deputadas estaduais e federais de esquerda.

Um senado mais à esquerda.

E um povo que se movimente com firmeza, e que faça de suas ações a construção da esperança e a instauração de um outro tempo, no Brasil, no Rio Grande do Sul.

Nós vamos trilhar cada dia de 2022.

E nesse caminho, que será árduo, deve haver lá na ponta, na linha do nosso horizonte, uma frase que nos guia:

“Chegou a hora de ser feliz”.

Vida que segue.

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Paulo Schultz

Às vezes me perguntam

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O que a elite brasileira, e a maior parte da classe média brasileira procuram em um candidato a presidente ?

Porquê Moro é considerado um herói para um tanto dessa gente?

O que é a chamada “terceira via” ?

Porquê Eduardo Leite, o governador tucano do Rio Grande do Sul, não altera o tom e o volume de voz nunca, nem para dar notícia boa, nem para anunciar uma catástrofe ? Seria um sintoma de frieza ?

Porquê o mesmo Rio Grande do Sul elegeu como senador, em 2018, um bode velho, uma versão gaudéria de Bolsonaro na tosquice e na ignorância, e este mesmo senador tem índices altos de intenção de voto, se colocado como candidato ao governo gaúcho ?

Porquê os homens medianos das diferentes regiões interioranas do RS se identificam tanto com a tosquice e a burrice Bolsonarista ?

Porquê Sérgio Moro não consegue falar olhando nos olhos da pessoa com quem ele conversa ? Seria ele dissimulado ?

Porquê caminhoneiros pagavam R$ 2,50 por um litro de diesel no tempo do PT, e abriam uma boca do tamanho de uma gamela, e agora, pagando mais de R$ 5, no governo Bolsonaro, não dão um pio ?

Porquê Eduardo Bolsonaro não quer ser chamado de “Bananinha” ?

Porquê Bolsonaro gosta tanto de mentir ?

A agenda diária de Bolsonaro é aquele pouco que aparece nos sites oficiais ?

E o que ele faz no restante do dia? Ócio remunerado ?

Ao se ter um ministro do STF terrivelmente evangélico, não se corre o risco de se ter decisões terrivelmente bizarras ou estúpidas ?

Porquê a direita liberal tem se debatido, e ainda não conseguiu acertar o figurino para um candidato da” terceira via” que seja viável eleitoralmente ?

Na impossibilidade de viabilizar outro nome, a mesma elite e classe média cravará fundo o dedo votando Bolsonaro na urna eletrônica ?

Quantos candidatos ao governo do Estado a direita liberal e Bolsonarista gaúcha colocará na disputa, para, ao final de tudo, buscar garantir sua continuidade perniciosa no comando do executivo do RS ?

É difícil ter respostas certeiras para absolutamente todas estas questões sobre toda essa gente.

Mas, na dúvida, adote um princípio…

Observe o lado que eles estiverem, e coloque-se no lado oposto.

Você estará do lado certo da história.
Sempre.

Vida que segue.

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