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Dezessete clubes do Brasileirão reduzem salários dos jogadores

Pável Bauken

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Maioria dos clubes conseguiu reduzir salários de jogadores em meio à pandemia | Foto: Ricardo Borges / Folhapress / CP Memória


Com uma queda de receita estimada em R$ 1 bilhão em 2020 por causa da pandemia do novo coronavírus, segundo a empresa Sports Value, os clubes brasileiros, cuja maioria já estava sufocada financeiramente, se viram obrigados a reduzir salários dos jogadores para não entrarem em um colapso. Dos 20 clubes da Série A do Brasileirão, 17, terão jogadores, comissão técnica ou funcionários com a remuneração diminuída.

Até então, com um orçamento apertado, as agremiações utilizavam o dinheiro das cotas de televisionamento, patrocínio e sócio-torcedor/bilheteria para tentar arcar com os altos gastos. Sem essa fonte de recursos, em função do corte geral na economia, a solução para 85% dos clubes foi negociar com os jogadores, principalmente os que recebem quantias milionárias. Apenas Athletico Paranaense, Botafogo e Red Bull Bragantino não tomaram medidas semelhantes aos demais.

A margem da redução segue a proporção da perda, estimada em 25% no mínimo, em média. Assim, a diminuição da remuneração dos jogadores varia de 15% a 50%. Veja a situação de cada clube.

Athletico-PR

Com uma receita recorde de R$ 378, 7 milhões e um superávit de R$ 63,4 milhões em 2019, o clube ainda não tornou pública nenhuma intenção de reduzir salários.

Atlético-GO

Em março último, o clube teve de paralisar a reforma do seu estádio, Antônio Acioly. Tal qual o Botafogo, a entidade teve de interromper os planos de se tornar uma S.A. E reduziu os salários em cerca de 30% em média, após o retorno das férias.

Atlético-MG

O presidente do clube admitiu que teve de demitir funcionários e garante que busca limitar ao máximo essas dispensas. E desde o fim de março vinha adiantando que reduziria em até 25% os salários, de forma escalonada, para os que recebem a partir de R$ 5 mil, incluindo funcionários.

Bahia

O clube já vinha lutando para ampliar as receitas, que ficaram em R$ 179 milhões em 2019. Desde que voltou a série A, em 2017, após dois anos na Série B, o campeão brasileiro de 1988 luta para voltar a ficar na parte de cima da tabela. Com dificuldades, vem se mantendo na faixa intermediária e, com a pandemia, teve de cortar em 25% o salário dos jogadores, comissão técnica e diretoria, até que o futebol retome suas atividades.

Botafogo

O ex-presidente do Botafogo, Carlos Augusto Montenegro, tem dito que, por ter um orçamento mais baixo do que muitos rivais, além de vir operando sempre com dificuldades financeiras, o impacto da pandemia no clube será menor do que em agremiações com receitas bem maiores. O clube demitiu 40 funcionários, mas não reduziu salários até agora. A esperança é que, após o fim da pandemia, o Botafogo retome as negociações para se tornar empresa.

Bragantino

Com altos investimentos, que poderiam chegar até a R$ 200 milhões em 2020, o Bragantino chegou à Série A para llutar pelas primeira colocações. E, como tem o suporte da Red Bull, mesmo em meio à crise, tem conseguido manter o pagamento dos salários, sem redução. Os investimentos, no entanto, diminuirão, principalmente em relação às novas contratações.

Ceará

Um trabalho eficiente nas categorias de base tem ajudado o Ceará a se manter financeiramente. Com a venda de algumas revelações, como o meia Arthur, o clube aumentou receitas e, neste período de pandemia, fez uma negociação com os jogadores, reduzindo em 25% o salário no momento, mas repondo as perdas em pagamentos diluídos, que serão realizados assim que as atividades retornem.

Corinthians

A redução salarial no Corinthians acabou sendo inevitável, em função do péssimo desempenho das finanças. Em 2019, o clube, que já vinha acumulando prejuízos, atingiu um déficit de R$ 177 milhões, o maior de sua história. Assim, diminuiu em 25% o salário do elenco durante a paralisação, além de reduzir a remuneração do quadro de funcionários.

Coritiba

Um dos clubes que não publicaram o balanço de 2019, o que poderá acarretar em alguma punição, o Coritiba reduziu em 25% o salário de jogadores e comissão técnica e demitiu funcionários. A tendência é que essa contenção dure até o fim da pandemia, mas o clube não confirmou.

Flamengo

Mesmo sendo o clube com maior receita no Brasil, tendo chegado a R$ 939 em 2019, o Flamengo sofreu impacto com a pandemia e, primeiramente, optou por demitir 62 funcionários. Criticado por sua postura que muitos consideram desumana, nos últimos tempos, a entidade acabou reduzindo em 25% o salário dos jogadores, em maio e junho, do time principal que, no atual contexto, recebem remunerações muito altas.

Fluminense

O Fluminense tem uma dívida com jogadores e funcionários do mês de março da CLT. E a incluiu na negociação para reduzir os salários entre 15% e 25%, definindo que pagaria 65% de março e diluiria outros 20% nos próximos pagamentos, o que configura a redução de 15%. O clube não demitiu, mas tem de resolver as dívidas com estagiários, que ainda não receberam em 2020, e dos direitos de imagem dos atletas, atrasados desde o ano passado.

Fortaleza

Nos últimos cinco anos o Fortaleza aumentou muito suas receitas, subindo de algo em torno de R$ 10 milhões em 2014, para R$ 120,4 milhões em 2019. Os números, no entanto, ainda não são suficientes para um conforto financeiro e, com a pandemia, o clube definiu com o elenco uma redução salarial de 25% no mês de maio. No acordo salarial anterior com o elenco, a redução de 25% em março e abril será diluída em pagamentos futuros.

Goiás

Segundo a imprensa goiana, a redução de salários no elenco do Goiás varia entre 25% e 50%, apesar de o clube não ter confirmado. As últimas administrações caminharam para um equilíbrio financeiro, com crescimento de 25% das receitas em 2019, prejudicado pela pandemia.

Grêmio

A redução de salários no Grêmio foi de 25%, com os quatro meses de direitos de imagens passando a ser pagos a partir de janeiro de 2021. A diretoria gremista acredita que terá  prejuízo de R$ 25 milhões com a paralisação. A situação só não ficou pior porque o clube teve uma receita recorde de R$ 420 milhões em 2019.

Inter

No Inter, as receitas de 2019 também foram altas, chegando a R$ 436 milhões. A redução por causa da pandemia foi de 30% dos vencimentos, segundo a imprensa local, apesar de a diretoria não confirmar valores. Em situação similar à do Grêmio, os direitos imagens que seriam pagos entre maio e julho, ficarão para serem acertados a partir de janeiro de 2021.

Palmeiras

Com uma receita de R$ 619 milhões em 2019, menor do que a do ano anterior, o Palmeiras já vinha contendo gastos, sem fazer contratações de peso neste ano. Com a pandemia, o clube, que busca não depender apenas dos cofres da Crefisa, reduziu em 25% o salários do elenco e comissão técnica.

Santos

Após ter feito uma boa campanha em 2019, com gastos menores do que a média dos outros grandes, o Santos entrou em 2020 dispoto a reduzir suas despesas, projetando uma receita de R$ 249 milhões, abaixo da do ano anterior. Com isso, foi natural uma redução de 30% dos salários do elenco e comissão técnica em decorrência do novo coronavírus.

São Paulo

A negociação no São Paulo foi tensa, com o clube praticamente impondo uma redução de 50% dos salários. O clube vinha se deparando com queda de receitas (R$ 398 milhões em 2019) e déficit, projetando obter pelo menos R$ 154 milhões em recursos com a venda dos direitos de jogadores.

Sport

A diretoria da agremiação optou por seguir a Medida Provisória 936, que admite a redução tanto da carga horária quanto dos salários para todos os trabalhadores. A folha salarial do clube é estimada em R$ 2 milhões por mês e a redução da remuneração começou a ser negociada apenas nesta semana.

Vasco

O clube carioca está com três meses de salários atrasados e deverá, na negociação com jogadores e funcionários, incluir uma redução nos meses de maio, junho e julho, para quitar as dívidas que têm se acumulado.

Correio do Povo
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Esportes

Estudo mostra que Campeonato Brasileiro é campeão mundial em trocar técnicos

Reporter Global

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Eduardo Coudet e Domenéc Torrent deixaram suas equipes durante a competição deste ano | Foto: Mauro Schaefer

 

Equipes tiveram uma média de 37 mudanças de comandantes por temporada, contando os profissionais interinos entre 2003 e 2018

 

 

Estudo inédito realizado sobre a mudança de treinadores em times de futebol nas principais ligas do mundo apontou o Brasil como líder no quesito. Entre 2003 e 2018, foram 594 vezes trocas de técnicos na elite do Campeonato Brasileiro, uma média de 37 mudanças por temporada, contando os profissionais interinos. São, em média, quase 10 trocas a mais do que ocorre na primeira e na segunda divisões da Espanha, que, somadas, aparecem em segundo no ranking. Mesmo sem contar os técnicos interinos, o Brasileirão continua na frente de todos os outros campeonatos, com uma média de quase 29 mudanças por ano.

Para Matheus Galdino, que realizou o estudo baseado na econometria ao lado de Pamela Wicker e Brian Soebbing, a quantidade de trocas de treinadores no futebol brasileiro é o “retrato do amadorismo dos dirigentes”. Ele também aponta outros “culpados” pelas constantes mudanças no comando das equipes, como os próprios técnicos e até mesmo os torcedores.

“O que os dados analisados mostram é um retrato do amadorismo dos dirigentes do País. Não conseguimos achar apenas um culpado, mas o dirigente é o principal responsável. É preciso ter maior responsabilidade no processo seletivo, que é negligenciado, porque acabam tomando a decisão de contratar um novo treinador em poucas horas”, analisou Galdino, que é mestre científico em Gestão Esportiva pela Universidade do Esporte da Alemanha em Colônia (Deutsche Sporthochschule Köln), em entrevista ao Estadão.

O especialista explicou por que os técnicos e os torcedores também têm parcela de culpa nas mudanças. “Os treinadores precisam de uma organização coletiva mais profissional, eles estão engatinhando ainda nesse trabalho. O treinador é depreciado no sistema e o jogador é supervalorizado. Já os torcedores, que são quem pagam as contas do clube no final, precisam exigir maior transparência dos clubes na tomada de decisão, exigir explicações sobre os motivos das mudanças. Porque os dirigentes vão a público para dar entrevista coletiva com os mesmos argumentos de sempre, sem explicar de maneira transparente até quais são as despesas envolvidas nessas trocas”.

O estudo analisou os Campeonatos Brasileiros de 2003 (quando teve início a fórmula de pontos corridos) até 2018 porque 2019 foi o ano de conclusão do trabalho. No ano passado, a competição teve 19 trocas. Nesta temporada, até agora, já foram 19 mudanças, restando ainda mais 15 rodadas para o término do torneio. Apenas seis clubes permanecem com técnicos que iniciaram o Brasileirão: Atlético-MG, São Paulo, Grêmio, Fluminense, Santos e Ceará.

Ainda de acordo com o estudo, “as mudanças de treinadores de futebol durante o Brasileirão não carregam efeitos práticos para a melhoria de rendimento esportivo de seus respectivos clubes. Em outras palavras, um novo treinador sozinho não muda a trajetória na realidade”. O trabalho aponta três fatores que influenciam o resultado da partida: mando de campo (262% a mais de chance de vitória para os mandantes), se é um clássico local (diminui 19,3% a chance de triunfo) e diferença entre os times na tabela (chance de vitória aumenta 2,3% a cada ponto de vantagem).

Para os pesquisadores, os clubes têm de passar por mudanças estruturais para diminuir as trocas de técnicos. Só isso não basta, porém. É preciso alterar o comportamento cultural dos dirigentes brasileiros. “Medidas profissionais podem ajudar a modificar tal postura crônica, como a implementação de um recrutamento cuidadoso e criterioso na seleção dos treinadores, aliado a produção de conteúdo estratégico com o departamento de comunicação do clube (apoiando o treinador com iniciativas que transmitam uma visão construtiva do líder técnico aos seus torcedores), além do investimento primordial em ciência e tecnologia como mecanismos que potencializem o trabalho do treinador e sua comissão técnica, beneficiando o rendimento esportivo do clube em longo prazo”, indicou o estudo.

 

 

Correio do Povo

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Esportes

NBA: LeBron James renova contrato com Los Angeles Lakers por 2 anos

Reporter Global

Publicado

em

Reuters/Direitos Reservados

 

Acordo entre jogador de 35 anos e equipe é de US$ 85 milhões

 

A estrela da NBA LeBron James renovou seu contrato com o Los Angeles Lakers por dois anos, em um acordo de US$ 85 milhões, disse o agente do jogador à imprensa nesta quarta-feira (2).

James, que completa 36 anos no final de dezembro, levou, em outubro, o Lakers a seu primeiro título da NBA em uma década, e ao 17º de sua história, conquistando ainda o prêmio de MVP (jogador mais valioso) das finais.

O jogador, que também conquistou dois campeonatos com o Miami Heat e um com o Cleveland Cavaliers, foi contratado pelo Lakers em julho de 2018, em uma transferência que mudou o equilíbrio de forças na NBA, pendendo em favor do sul da Califórnia.

 

 

Agencia Brasil

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Esportes

Dupla de Marau vence a 3ª etapa do Circuito Sesc de Pesca Esportiva

Reporter Global

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em



 

Evento foi realizado no dia 22 de novembro, em Tenente Portela

 

 

Com 41,6 kg de peixes capturados, a dupla Jonatas e Maikon, da cidade de Marau, foi a vencedora da 3ª etapa do Circuito Sesc de Pesca Esportiva. Realizado no dia 22 de novembro, no pesqueiro Alba Pesca e Lazer, o evento teve a participação de 30 duplas que, no total, pescaram 143 exemplares, completando 417 kg de peixes. Também subiram ao pódio nesta etapa as duplas Os Airton, de Carazinho (2º lugar), Fofo Pesca, de Tenente Portela (3º lugar), Isis e Marcelo, de Passo Fundo (4º lugar) e Pesqueiro Chinazzo, de Nicolau Vergueiro (5º lugar). Duas duplas não conseguiram pescar nenhum exemplar e disputaram o prêmio “Pé Frio” que ficou com a dupla Pesca com Alessandro (Débora Sonaglio e Alessandro Marques), de Carazinho. A etapa ainda premiou a Soltefish (Maicon e Milton Jr), de Sarandi, como a dupla mais rápida, e a Casal na Pesca (Edson e Bety), de Farroupilha, com o reconhecimento pelo maior exemplar – uma carpa cabeçuda de quase 8kg.

A disputa final do Circuito será realizada no dia 13 de dezembro, no Parque dos Peixes, em Nova Pádua. Após a etapa, serão conhecidos os campeões estaduais da competição. As 10 primeiras duplas do ranking estadual e o pescador do exemplar mais pesado ganharão troféus e premiação em dinheiro. Já o pescador mais rápido, o mais experiente e o mais jovem receberão troféus. Mais informações podem ser obtidas no site www.sesc-rs.com.br/esporte/pescaesportiva.

O Sistema Fecomércio-RS/Sesc/Senac segue atendendo as recomendações de evitar aglomerações e com cuidado redobrado com a saúde das equipes e clientes. Por isso, a recomendação é que o público siga cumprindo as orientações dos órgãos de saúde. A programação on-line e gratuita segue sendo atualizada nas redes sociais e no site www.pertodevc.com.br.

Circuito Sesc de Pesca Esportiva
Classificação da 3ª Etapa – Tenente Portela
1º lugar: Jonatas e Maikon (Marau)
2º lugar: Os Airton (Carazinho)
3º lugar: Fofo Pesca (Tenente Portela)
4º lugar: Isis e Marcelo (Passo Fundo)
5º lugar: Pesqueiro Chinazzo (Nicolau Vergueiro)

Classificação geral
1º lugar: Wafferpega (Capão Bonito do Sul / Casca)
2º lugar: Jonatas e Maikon (Marau)
3º lugar: Fofo Pesca (Tenente Portela)
4º lugar: Os Airton (Carazinho)
5º lugar: Cassiano e Néio (Marau)

Próxima etapa
13/12: em Nova Pádua, no Parque dos Peixes

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