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Economia

Devassa na criação

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O universo da economia criativa perdeu 691,1 mil postos de trabalho no primeiro semestre de 2020, comparado com o mesmo período do ano anterior. Os trabalhadores da chamada economia criativa são aqueles que atuam em negócios baseados no capital intelectual e cultural e que gera valor econômico a partir da criatividade. Ou seja, onde economia e cultura se encontram. Ou onde a cultura deixa de ser entretenimento e se torna saída social. Um mapeamento da indústria criativa no Brasil, publicado em 2016 pela Firjan, uma organização privada com mais de 7.500 empresas associadas, mostrou que a área gerou uma riqueza no valor de R$ 155,6 bilhões para a economia brasileira em 2015.

Agora, um estudo do Itaú Cultural mostra o estrago no setor provocado pela pandemia desenfreada. Segundo estudo divulgado ontem, o meio da economia criativa sofreu um golpe de 9,94%, fazendo com que as 6.958.484 pessoas que ganhavam a vida no setor em junho de 2019 se tornassem 6.266.560 um ano depois. O Painel de Dados do Observatório Itaú Cultural, que monitora a evolução econômica da indústria criativa no Brasil mostra que o impacto maior foi entre os trabalhadores mais ligados a atividades culturais. Neste caso, a queda foi de 49%, caindo de 659,9 mil trabalhadores em junho de 2019 para 333,7 mil. Por ramos, os números ficam assim: atividades artesanais caíram 49,66% (132,8 mil postos de trabalho a menos). No cinema, música, fotografia, rádio e TV, são 43.845 menos postos de trabalho. O setor editorial caiu 76,85%, com 7.994 menos vagas, e as artes cênicas e artes visuais diminuíram em 43% (com menos 97.823 postos de trabalho.

O diretor do Itaú Cultural, Eduardo Saron, falou ao Estadão sobre a devassa que a pandemia provocou nas artes

Qual leitura faz dessa queda dos números na economia criativa durante a quarentena?

O impacto da pandemia foi bastante relevante para a economia criativa. Como os números mostraram, se olharmos junho do ano passado e junho deste ano, perdemos 691 mil empregos neste intervalo. Se fizermos o comparativo com dezembro de 2019, a queda foi ainda maior, uma vez que, no segundo semestre do ano passado, a economia tinha se aquecido um pouco e gerado mais postos no setor. Frente a dezembro a perda chegou à marca de 871 mil postos de trabalho. A economia criativa foi uma das primeiras a parar e será uma das últimas cadeias de produção a voltar completamente, dada a necessidade de suspensão social durante a pandemia. Cinemas, teatros, casas de espetáculos, centros culturais, tudo fechou no primeiro semestre. Toda uma longa cadeia de profissionais se viu sem trabalho de uma hora para outra. Todo o pessoal de back stage e de produção foi afetado. O desemprego atingiu toda a economia e a economia criativa não ficou imune.

Como essa recuperação pode se dar?

A recuperação virá na esteira de uma série de questões. Precisamos superar a pandemia, por meio da ciência e da medicina A economia precisa voltar à sua plenitude e o país precisa voltar a crescer. Com emprego e renda, a economia criativa voltará a crescer, na esteira da demanda. E, em outro campo, governos, empresas e sociedade precisam compreender que o ecossistema da economia criativa é fundamental para o desenvolvimento do país e precisa ser bem cuidado. O setor gera emprego, renda e bem estar social. Precisamos utilizar cada vez mais dados e informações para evidenciar este papel estruturante da cultura. Só assim conseguiremos colocar o setor no campo estratégico da economia brasileira. Além disso, depois deste triste e duro momento, os produtores de cultura terão que se reinventar. Muitos hábitos consolidados na pandemia ficarão incorporados. As atividades virtuais terão um espaço no novo cenário pós pandemia, por exemplo. A indústria cultural, que é uma parte relevante da economia criativa, terá que se adequar para garantir aderência aos novos tempos.

Falando sobre músicos, as lives e outras atividades online puderam ser monetizadas?

Já há plataformas que estão monetizando apresentações online. Mas tudo isso ainda é muito embrionário. A receita deste mundo virtual na cultura ainda é pequena. O virtual não será relevante se ficarmos apenas tentando substituir a experiência presencial. Ele precisa ser compreendido sob a ótica da cultura computacional para se tornar um produto de fato, com inovação, qualidade e experiências e entregas próprias. Quando isso acontecer, a monetização começará a ganhar relevância. Abriu-se uma janela de oportunidade. Precisamos superar a pandemia e aprender com a nova realidade. Um dos maiores efeitos colaterais da pandemia serão as doenças relacionadas à saúde mental, por exemplo. Certamente a arte e a cultura terão muito a fazer e dizer sobre esse desafio.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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Economia

Promulgada lei que define valor do salário mínimo em R$ 1.100 em 2021

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No fim do ano passado, o governo enviou uma medida provisória sobre o tema e, com isso, o montante já está em vigor desde o dia 1º de janeiro

O presidente do Congresso Nacional, senador Rodrigo Pacheco (DEM-MG), promulgou a lei que define o valor do salário mínimo em R$ 1.100 em 2021. No fim do ano passado, o governo enviou uma medida provisória sobre o tema e, com isso, o montante já está em vigor desde o dia 1º de janeiro.

Neste ano, o valor diário do salário mínimo corresponde a R$ 36,67 e, o valor horário, a R$ 5.

 

FONTE: NOTICIAS AO MINUTO

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Economia

Saiba o que fazer se você perdeu o prazo para a entrega da declaração do Imposto de Renda 2021

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Terminou às 23h59 desta segunda-feira (31) o prazo para enviar a declaração do Imposto de Renda à Receita Federal.

 

Quem era obrigado a declarar e perdeu o prazo da entrega agora está em dívida com o Leão.

Segundo a Receita, quem não entregou dentro do prazo pode enviar a declaração a partir das 8h desta terça-feira (1º), mas já estará sujeito ao pagamento de multa. A multa mínima por atraso para envio da declaração é de R$ 165,74, mas pode atingir até 20% do imposto devido. A recomendação é para que o contribuinte regularize a situação o quanto antes.

Além de pagar multa, quem é obrigado mas não declara o Imposto de Renda no prazo corre o risco de ter o CPF bloqueado, o que pode impedir a contratação de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação.

A Receita Federal recebeu neste ano, até as 11h20 desta segunda-feira (31), 31.247.387 declarações de Imposto de Renda. A expectativa era receber ao todo 32,6 milhões, cerca de 2,2% a mais que no ano passado, quando o órgão recebeu 31,9 milhões de declarações.

O que fazer para regularizar a situação?

Quem perdeu o prazo para envio da declaração terá que baixar o programa da Receita Federal e mandar a declaração do Imposto de Renda.

Assim que emitir a declaração, o contribuinte receberá a “notificação de lançamento de multa” e a Darf da multa. O contribuinte terá 30 dias para efetuar o pagamento e regularizar sua situação.

Como a multa é calculada?

A multa para quem faz a declaração fora do prazo é de no mínimo R$ 165,74, mas pode chegar a 20% do imposto devido.

Quem não tem imposto a pagar terá R$ 165,74 descontados da eventual restituição a que teria direito. Já aqueles que terão que pagar o imposto de renda, a multa é de 1% ao mês sobre o valor do imposto devido, começando a contar a partir de maio. O valor máximo é de 20% do imposto a pagar.

O que acontece com quem não faz a declaração?

Além do prejuízo financeiro com a multa, o contribuinte fica com o CPF “sujo”, o que pode lhe impedir de empréstimos, tirar passaportes, obter certidão negativa para venda ou aluguel de imóvel e até prestar concurso público até a regularização da situação.

Quem enviou a declaração no prazo com erro e quer retificar paga multa?
Não. A declaração retificadora não está sujeita à multa por atraso na entrega.

 

FONTE: O Sul

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Economia

Câmara dos Deputados aprova medida provisória que fixa o salário mínimo em R$ 1,1 mil em 2021

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A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (26) a medida provisória que fixa o o salário mínimo em R$ 1,1 mil para 2021. A matéria seguirá para o Senado.

 

O texto foi editado em 31 de dezembro de 2020 pelo Executivo e já está em vigor desde 1º de janeiro deste ano. Mas precisa ser aprovado em até 120 dias pelas duas Casas do Congresso. No ano passado, o salário mínimo era de R$ 1.045.

Para o reajuste, o governo usou uma previsão de alta de 5,22% para o INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor), estimativa do fim do ano passado. Contudo, em meados de janeiro, o INPC oficial de 2020 fechou com aumento de 5,45%, o que reajustaria o salário mínimo para R$ 1.102.

Alguns parlamentares tentaram adequar o piso salarial a esse percentual por meio de uma emenda à medida provisória. O relator da matéria, deputado Newton Cardoso Jr. (MDB-MG), contudo, rejeitou a alteração e manteve o parecer na forma como veio do governo.

Apesar do pequeno valor, uma elevação de R$ 2 no salário mínimo resultaria numa despesa extra para o governo de mais de R$ 700 milhões. Isso porque os benefícios previdenciários não podem ser menores que o valor do mínimo.

De acordo com o secretário da Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, a cada R$ 1 de aumento do salário mínimo, cria-se uma despesa em 2021 de aproximadamente R$ 351,1 milhões.

 

FONTE: O Sul

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