Descoberto protoaglomerado de galáxias mais distante do universo – Portal Plural
Connect with us

Mundo

Descoberto protoaglomerado de galáxias mais distante do universo

Pável Bauken

Publicado

em



 

O Observatório Nacional (ON) participou de uma equipe internacional que descobriu o protoaglomerado de galáxias mais distante da Terra já encontrado no universo, a 13 bilhões de anos-luz. A descoberta foi anunciada nesta sexta-feira (27), às 3h da manhã (horário de Brasília), no Japão, país que liderou a pesquisa.

Para se ter uma ideia do quão distante está o protoaglomerado basta lembrar que a luz percorre cerca de 300 quilômetros a cada segundo, e que um ano-luz é a distância que ela atravessa em um ano, que equivale a mais de 9 trilhões de quilômetros.

A equipe internacional foi chefiada pelo Observatório Astronômico Nacional do Japão e contou com parceiros nos Estados Unidos, Taiwan, Reino Unido, China, Canadá, Coreia do Sul e Dinamarca, além do Brasil. A pesquisa será publicada oficialmente no The Astrophysical Journal, em 30 de setembro.

O astrônomo Roderik Overzier, do Observatório Nacional, e Murilo Marinello, que na época cursava doutorado no ON, participaram da análise e interpretação dos dados captados pelos telescópios. A pesquisa utilizou o telescópio Subaru, que o Observatório Astronômico Nacional do Japão mantém no Havaí e, também, o Telescópio Gemini, operado de forma compartilhada pela Association of Universities for Research in Astronomy (associação de universidades pela pesquisa em astronomia, em tradução livre).

Ao menos 12 galáxias fazem parte da aglomeração observada, que foi batizada de z66OD. A pesquisa mostra que essas estruturas gigantescas já existiam em uma época em que o universo era um jovem de apenas 800 milhões de anos, o que corresponde a apenas 6% de sua idade atual.

Uma das galáxias do protoaglomerado, a nebulosa gasosa gigante conhecida como Himiko, já tinha sido observada pelo Telescópio Subaru. Com a descoberta da aglomeração, os pesquisadores descobriram que ela fica na borda do agrupamento, a 500 milhões de anos-luz de distância do centro.

Roderik Overzier conta que, normalmente, é preciso observar uma grande região do céu para encontrar alguns tipos de galáxias que estão reunidas nesse protoaglomerado, o que permitirá a realização de pesquisas que durem menos noites de observação.

“Nessa situação, temos um lugar específico no universo que você pode apontar um telescópio e observar várias galáxias ao mesmo tempo, e vai obter dados com um grau de qualidade para todas essas galáxias. Se você não tivesse elas em grupo, teria que fazer 12 vezes separadas”, explica.

Desvendar quando esses protoaglomerados se formaram na história do universo era um objetivo da pesquisa, que contou com a nova câmera HyperSuprime-Cam do telescópio Subaru. Roderik explica que protoaglomerados são aglomerados de galáxias no começo de sua formação, e o z66OD deve concentrar mais galáxias nesse processo.

Americano, o pesquisador também participou da equipe em 2012 que havia descoberto o protoaglomerado de galáxias mais distante até então, a 12,7 bilhões de anos-luz, um recorde apenas 300 milhões de anos-luz menor.

“Nessa primeira fase do universo, a evolução é muito rápida. Qualquer ganho na distância é importante, porque estamos expandindo a fronteira. Pushing the limits, como se diz em inglês”, afirmou.

AGB

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Mundo

Uso de máscaras pode controlar covid-19 em até 8 semanas, diz CDC

Alerta é do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA

Reporter Global

Publicado

em

© Reuters/Kevin Lamarque/Direitos Reservados

O diretor do Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC), Robert Redfield, afirmou que se todos os norte-americanos usarem máscaras, a onda crescente de casos de covid-19 no país pode estar sob controle em um período entre quatro e oito semanas.

Redfield concedeu entrevista online à publicação médica Journal of the American Medical Association.

“Eu acredito que se conseguirmos que todos usem máscaras agora, podemos controlar isso em quatro, seis, oito semanas”, afirmou.

O diretor do CDC também disse que usar máscara é uma questão de saúde pública e lamentou que a prática tenha sido tão politizada.

“Estou feliz em ver o presidente e o vice usarem máscaras. Claramente, na situação deles, eles poderiam justificar com facilidade que não precisam, mas precisamos que eles deem o exemplo”, disse Redfield.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Mundo

Site com acervo mundial de arte urbana permite visitação digital

Plataforma está incluindo em seu acervo 500 novos artistas

Reporter Global

Publicado

em

© Imagem de Divulgação

Com a mudança repentina da dinâmica na vida das pessoas devido à chegada da pandemia de covid-19 e a necessidade de todos repensarem a forma de continuar desenvolvendo suas atividades em meio ao isolamento social, a arte de rua ganha destaque em um museu online que já existe há dez anos e agora está incluindo em sua plataforma 500 novos artistas.

São cerca de 2 mil obras catalogadas, informações em texto, vídeo, serviço de geolocalização e sugestão de roteiros, que podem ser vistos de forma totalmente digital, aberta e gratuita. Segundo os idealizadores do projeto, o site Arte Fora do Museu, funciona como uma plataforma colaborativa para divulgar os artistas e seu trabalho, a fim de que ele seja percebido, reconhecido e valorizado nos grandes centros urbanos.

A maior parte das obras catalogadas está em locais públicos e de livre visitação na cidade de São Paulo, e pelo site é possível visitar esses locais como se faria em um museu físico. Entre os artistas disponíveis estão Cândido Portinari, Di Cavalcanti, Lasar Segall, assim como grandes nomes da street art como Os Gêmeos, Kobra e Invader, passando ainda por arquitetos da importância de Oscar Niemeyer, Paulo Mendes da Rocha e Artacho Jurado.

A visitação pode ser feita escolhendo os artistas, o tema ou criando o próprio roteiro, escolhendo quais obras farão parte da visitação do usuário.

“Por meio do site, procuramos levar o mundo físico para o digital e ser um suporte para o mundo fisico por meio do digital, servindo como um guia da cidade e das obras de arte do mundo inteiro. O site já nasceu como catálogo de obras de arte e vai tomando esse caráter mais político, sem que pudéssemos prever isso. Com a pandemia, percebemos o quanto é importante ter uma ferramenta que propicie essa funcionalidade de poder visitar o museu sem sair de casa”, disse um dos responsáveis pelo Arte Fora do Museu, Felipe Lavignatti.

Para Lavignatti, o acervo tem grande importância para chamar a atenção e valorizar a arte urbana no espaço público, já que muitas vezes essas peças são abandonadas, são alvos de vandalismo ou nem mesmo são percebidas, seja lá qual o tipo de arte.

“Durante a pandemia, imagino que seja mais um escape para as pessoas, porque acredito que há uma necessidade de consumo de cultura muito grande. O Arte Fora do Museu é um prato cheio porque tem muito conteúdo e muita cultura para ser absorvida e admirada. E serve como um aperitivo para a pessoa ver o que poderá observar in loco quando tudo isso acabar”, ressaltou.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Mundo

Fiocruz e Vale investem em sequenciamento do genoma do coronavírus

Projeto Genoma Covid-19 está na fase de finalização de contratos

Reporter Global

Publicado

em

© Erasmo Salomão/MS

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) do Amazonas e a mineradora Vale, por meio do Instituto Tecnológico Vale (ITV) de Belém, no Pará, estão desenvolvendo um projeto conjunto para o sequenciamento do genoma de amostras do novo coronavírus (Sars-CoV-2), chamado Projeto Genoma Covid-19.

O pesquisador e vice-diretor de Pesquisa e Inovação do Instituto Leônidas & Maria Deane da Fiocruz Amazônia ILMD/Fiocruz Amazônia) Felipe Naveca conta que, bem antes da pandemia, as duas instituições já avaliavam a importância de juntar esforços na área de sequenciamento de genoma de doenças emergentes, especialmente as viroses, em alinhamento a uma tendência mundial: “A ferramenta mais importante para estudar e entender, principalmente, um vírus novo é a tecnologia de genoma. A gente está seguindo uma tendência mundial, colocando o Brasil nesse cenário juntamente a outras iniciativas que estão ocorrendo.”

“Só na Inglaterra tem mais de 20 mil genomas só que o investimento é centenas de vezes maior”, disse Naveca, em entrevista à Agência Brasil.

De acordo com o pesquisador, o ITV tem um laboratório muito bom de biologia molecular e uma equipe na área de bioinformática voltada para ciência da vida: “O projeto tem o objetivo de fazer o sequenciamento de milhares de amostras de coronavírus para a gente entender melhor o comportamento desse vírus no Brasil, como ele se espalhou, quantas vezes foi introduzido, olhando não só no país como um todo, mas nos estados, com foco também na região norte, que historicamente tem um número menor de financiamento em todas as áreas de pesquisa”, contou.

Naveca acrescentou que o projeto se soma ao estudo que já vinha realizando em Manaus com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam) e da Fiocruz. Agora, a parceria com a Vale vai permitir ampliar o trabalho para outros estados e fortalecer a pesquisa na região norte. Segundo o pesquisador já houve contatos com diversos pesquisadores de outros estados para que também participem do projeto.

“[A forma] como se espalhou em São Paulo e Rio, no Sudeste de forma geral, pode ter sido diferente da região amazônica por conta de vários fatores. A gente, inclusive, viveu aqui no Amazonas, um pico da epidemia muito antes de outros estados. Isso mostra as diferenças que a gente tem como, por exemplo, uma população indígena muito grande, a fronteira com outros países como Colômbia e Peru. Então, a gente tem um retrato epidemiológico diferente que, acredito, também tem a ver com como isso se refletiu aqui na região norte”, observou.

Mutação

Naveca conta que o padrão ideal para diagnóstico do novo coronavírus é o teste PCR, feito nos primeiros dias dos sintomas. No entanto, os que estão sendo utilizados nos estudos no Amazonas foram desenvolvidos fora do país – nos Estados Unidos, na China e na Alemanha – e retratam a diversidade de vírus que tiveram naqueles lugares, e não necessariamente a encontrada no Brasil, uma vez que o vírus sofre mutações ao longo da contaminação da população. O pesquisador revelou que uma das avaliações que seré feita é verificar se essas mutações provocam impactos nos diagnósticos realizados em território brasileiro.

“Essa é das coisas a curto prazo e a gente pode melhorar o diagnóstico com isso. Uma outra, é investigar se tem outros vírus semelhantes que estão circulando concomitantemente e está todo mundo achando que é o coronavírus e não é. Essa é outra informação que a gente quer acessar para melhorar o diagnóstico”, disse Naveca.

Com essa assinatura genética de cada vírus, o pesquisador conta que será possível avaliar o desenvolvimento do vírus. “Por exemplo, aqui no Amazonas, todas as vezes que o vírus entrou no estado foi por Manaus e de Manaus se espalhou para outros municípios? A gente teve também introdução em outros municípios? Que variante do vírus chegou em área indígena? É a mesma que chegou em outras capitais? São perguntas que a gente espera responder ao longo desse projeto”, completou.

Naveca acrescentou que os testes produzidos após o projeto poderão ter características próprias do comportamento do vírus na população do país. Para ele, alguns resultados negativos que têm ocorrido no Brasil, atualmente, pode ser, na verdade, falso negativo porque os testes dos Estados Unidos, da China e da Alemanha têm uma variação diferente do vírus que circulou no país. “Então, talvez seja melhor a gente ter um ensaio [teste] mais adaptado para os vírus que estão circulando no Brasil. Pode ser, a gente ainda não sabe”, informou.

Contrato e investimento

O projeto ainda está na fase inicial e mais burocrática, de finalização dos contratos, que deve se encerrar em uma semana. Enquanto isso, continua o trabalho que vinha sendo feito no Amazonas, que será incluído no Projeto Genoma Covid-19 e já tem 3,3 mil amostras catalogadas. A ampliação depende, segundo Naveca, de quantos pesquisadores de outros estados vão aderir e de outras formas de financiamento.

De início, a Vale está investindo R$ 2,4 milhões no estudo, que conta ainda com uma parcela de financiamento de R$ 1 milhão do CNPq, de recursos da Rede Genoma do Amazonas, que deve entrar com cerca de R$ 250 mil e da Fiocruz para estudo de síndrome respiratória.

“Com esses recursos [da Vale] a gente consegue fazer o projeto com esses 3,3 mil iniciais e com outros aportes passa de 4 mil amostras”, contou, destacando que seis meses após a conclusão da parte burocrática de assinaturas dos convênios já poderão surgir os primeiros resultados.

Medicamentos e vacinas

Para o diretor científico do Instituto Tecnológico Vale, Guilherme Oliveira, o mapeamento do DNA permitirá também gerar informações que servirão como base para estudos de novos coronavírus que possam surgir no futuro.

Além disso, o Projeto Genoma Covid-19 vai também expandir a rede de pesquisa para o estudo de vírus potenciais causadores de endemias e pandemias na Amazônia, como os arbovírus, entre eles os causadores de dengue, chikungunya e zika. “A ideia é, no futuro, fazer também o sequenciamento genético desses arbovírus e, assim como o do Sars-CoV-2, estudar o seu comportamento na célula, considerando a sua variabilidade genética, para o desenvolvimento de medicamentos e vacinas”, informou.

A Vale informou que a pesquisa genética sobre o novo coronavírus conta com a participação de mais de 50 pesquisadores e bolsistas, vinculados a centros de pesquisa e de bioinformática em Belém, Manaus, Natal, Belo Horizonte e Rio de Janeiro, e ainda com uma rede de colaboradores espalhados pelo país e no exterior.

O ITV, que completa dez anos de crianção em 2020, colabora com o Projeto Cabana, que reúne especialistas em genômica na América Latina e na Europa, e com o Instituto Europeu de Bioinformática, em Cambridge, na Inglaterra, que mantém um banco de dados abertos, onde as informações sobre o estudo ficarão disponíveis para consulta de pesquisadores do mundo todo.

Com os trabalhos realizados em um dos laboratórios de sequenciamento de DNA mais avançados da América Latina, em quatro anos, o ITV mapeou o DNA de mais de 8 mil espécimes de fauna e flora da região de Carajás. Entre eles, o sequenciamento do genoma do Jaborandi (Pilocarpus microphyllus), cujo princípio ativo é usado em produtos cosméticos e farmacêuticos, e no tratamento ao glaucoma.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

O que você achou do site novo do Portal Plural?

Trending

×