Desaceleração da economia aumenta pressão por mais gastos do governo: Lula pressiona Haddad a ampliar programas sociais em 2024
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Economia

Desaceleração da economia aumenta pressão por mais gastos do governo: Lula pressiona Haddad a ampliar programas sociais em 2024

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Ricardo Stuckert

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Pressão na Esplanada dos Ministérios tende a esquentar por novas políticas de estímulo fiscal, sobretudo, de crédito

 

A desaceleração do crescimento da economia brasileira, confirmada pelo IBGE com o anúncio do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) no terceiro trimestre de 2023, já era esperada e está por trás da nova nuvem de pressão por mais gastos em 2024.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva é quem mais cobra do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, um PIB maior, e não está nada satisfeito com a projeção oficial do governo de crescimento de 2,2% no ano que vem.

A cobrança do presidente sobre a equipe econômica vem desde o início do governo e a pressão na Esplanada dos Ministérios tende a esquentar por novas políticas de estímulo fiscal, sobretudo de crédito.

Lula quer acionar a todo vapor o motor do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para ativar a economia, e pode renovar também a pressão para o Banco Central acelerar a queda dos juros.

Se em 2023 o crescimento do PIB deve ficar próximo de 3%, para 2024, a pesquisa Focus, coletada pelo Banco Central com base em projeções de analistas econômicos de fora do governo, aponta uma alta de 1,5%, previsão menor do que os 2,2% do Ministério da Fazenda.

O PIB mais baixo traz menor arrecadação. E agora, com o novo arcabouço fiscal, representa menos espaço para o crescimento das despesas.

Na reta final do ano, o governo vai surfar nos resultados gerais positivos de 2023. O Brasil fechará o ano, sob o ponto de vista econômico, muito melhor do que se esperava no início do governo Lula.

Juros e inflação em queda; saldo da balança comercial muito mais alto e sob novo patamar com o aumento da produção de petróleo; investimentos estrangeiros diretos no País em torno de R$ 63 bilhões e a menor taxa de desemprego desde 2014. Sem falar numa agenda econômica gigante de transformação ecológica cheia de oportunidades para o Brasil.

Quando todos esses resultados favoráveis se somarem à aprovação das medidas econômicas, mesmo que desidratadas, Haddad e equipe vão comemorar. Sem falar da aprovação esperada da reforma tributária, que elevará o tamanho dessa onda positiva em 2023.

A perspectiva é de comemoração também no mercado financeiro, que teve também um ano difícil com os solavancos do cenário internacional. A turma da Faria Lima só quer mesmo é fechar no positivo.

O problema vem depois, em 2024, num cenário de desaceleração da economia combinado com ano de eleições. Os sinais ruins de pressão expansionista começaram com as tentativas recentes de fazer mudanças nas regras fiscais. Internamente, no governo, dizem que a culpa é da imprensa, que não está querendo ver que as regras do novo arcabouço fiscal seguem todas intocadas e estaria insensível ao nível de desigualdade do Brasil.

Mas, como a roda da economia gira, e o Brasil segue muito dependente do que acontece no cenário externo, se degringolar lá fora, a deterioração aqui dentro será rápida – se a credibilidade fiscal estiver em baixa. Aí, somem os amigos do governo que vão comemorar os resultados de 2023 nos próximos dias.

 

Fonte: Estadão

 

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Destaque

Representantes do SIMMMESR e do SINDUSCOM Noroeste RS tomam posse como diretores da FIERGS

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No dia 18 de julho de 2024 ocorreu a posse do industrial Claudio Bier na presidência do Sistema FIERGS/CIERGS (Federação e o Centro das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul), em cerimônia no Centro de Exposições da entidade, em Porto Alegre. Junto com Bier assumiram também os demais diretores da Federação e o setor industrial de Santa Rosa e região ficou bem representado na gestão de 2024/2027.

Nerison Antonio Paveglio está no segundo mandato como diretor, pois já estava na gestão de Gilberto Petry, desde 2017, e representará novamente as indústrias metalúrgicas abrangidas pelo SIMMMESR, enquanto o presidente do SINDUSCOM, Betuel Brun Sauer, assume pela primeira vez um cargo de diretor da federação e representará todas as indústrias da construção civil e do mobiliário representadas pelo SINDUSCOM Noroeste RS.

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Economia

84% dos consumidores adotam programas de fidelidade atraídos por descontos e benefícios, revela pesquisa

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Foto: Divulgação
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Desde oferecer frete grátis até pontos que podem ser trocados por produtos, o varejo tem adotado diversas estratégias para aumentar suas vendas e conquistar clientes. De acordo com o estudo CX Trends 2024 da Octadesk em parceria com o Opinion Box, 84% dos consumidores participam de programas de fidelidade.

Entre os principais atrativos desses programas para os brasileiros, a facilidade de acumular recompensas, como milhas e produtos, é o mais valorizado. Além disso, 44% dos consumidores apreciam descontos especiais em compras futuras, enquanto 43% valorizam o acesso a produtos ou serviços gratuitos. Brindes e presentes são apreciados por 29% dos consumidores, e 14% gostam de ter acesso a eventos exclusivos.

Os programas de fidelidade beneficiam as empresas ao aumentar a taxa de retenção de clientes e incentivar futuras compras.

Os brasileiros estão acostumados com estratégias de fidelidade e gostam de se sentir parte de uma comunidade ou grupo seleto. Segundo especialista,  o primeiro programa de fidelidade surgiu aproximadamente em 1981 com a American Airlines, e hoje é muito mais acessível para qualquer empresa iniciar seu próprio programa de fidelidade.

Fonte: CNN Brasil

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Economia

Lula diz que não tem obrigação com meta fiscal e estressa dólar

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Horas depois, ministro da Fazenda, Fernando Haddad, defendeu que os comentários do presidente estão descontextualizados.

Em entrevista a TV Record que ainda não foi ao ar, o petista teria afirmado que se houvesse “coisas mais importantes” a fazer, não seria obrigado a cumprir o objetivo de zerar o déficit primário. O comentário começou a circular nas mesas de operações do mercado financeiro por volta das 11h30 e fez o dólar inverter a trajetória de queda registrada nas primeiras hora de negociação e voltar a subir, chegando a ser cotado em 5,46 reais.

 

De acordo com relatos, Lula disse que ainda precisa estar convencido da necessidade de cortar gastos. “Você sabe que eu tenho uma divergência histórica, uma divergência de conceito com o pessoal do mercado, nem tudo que eles tratam como gasto eu trato como gasto“, comentou o presidente.

 

É apenas uma questão de visão. Você não é obrigado a estabelecer uma meta e cumpri-la se você tiver coisas mais importantes para fazer. Esse país é muito grande, esse país é muito poderoso. O que é pequeno é a cabeça dos dirigentes desse país e a cabeça de alguns especuladores”,explicou o petista.

 

No início da tarde, as primeiras falas teriam se somado observações mais detalhadas do olhar do presidente para a meta fiscal que teria afirmado que não haveria problemas se o déficit fiscal ficasse em 0,1% ou 0,2% do PIB (Produto Interno Bruto).

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, em conversa com os jornalistas, afirmou que as frases foram descontextualizadas e que geraram “especulação em torno do assunto” e que as falas de Lula não iam contra o cumprimento da meta fiscal.

 

A pedido de Haddad, a assessoria de imprensa do ministro divulgou novo comentário do petista durante a entrevista à TV Record. “Vamos fazer o que for necessário para cumprir o arcabouço fiscal. Eu dizia na campanha que íamos criar um país com estabilidade política, jurídica, fiscal, econômica e social. Essa responsabilidade, esse compromisso — posso dizer para você como se tivesse dizendo para um filho meu, para a minha mulher —, responsabilidade fiscal eu não aprendi na faculdade, eu trago do berço”, também teria dito Lula.

 

Às 15h50, o dólar havia arrefecido e operava em queda de 0,31%, cotado a 5,43 reais.

FONTE: O ANTAGONISTA

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