Política
Deputados do RS aprovam projeto que prevê corte de benefícios sociais de quem ocupa ou invade propriedades
A Assembleia Legislativa do Rio Grande do Sul aprovou nesta terça-feira (4) um projeto de lei que visa cortar benefícios sociais promovidos pelo estado para indivíduos que invadam ou ocupem propriedades rurais e urbanas. A proposta recebeu 35 votos favoráveis e 14 contrários.
O projeto de lei nº 1.904/2024, de autoria do deputado estadual Gustavo Victorino (Republicanos), ainda precisa passar pela análise do governador Eduardo Leite (PSDB), que pode sancionar ou vetar a medida. A Casa Civil informou que a proposta ainda não foi encaminhada ao Executivo e não antecipou a posição do governo sobre o assunto.
Victorino justificou a proposta afirmando que seu objetivo é impedir que recursos públicos sejam destinados a pessoas que cometem crimes. “Não tem nada a ver com criminalização, porque crime já é. Trata-se de uma sanção administrativa”, afirmou o deputado.
A oposição, por sua vez, já considera ingressar com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADIN) caso a lei seja sancionada. O deputado Adão Pretto Filho (PT) argumentou que a medida é inconstitucional e penaliza duplamente os cidadãos. “Além de não dar o direito da pessoa reivindicar, ele não dá o direito da pessoa acessar um benefício”, afirmou.
Se sancionada, a lei imporá sanções administrativas a quem ocupar ou invadir propriedades, afetando a concessão de benefícios sociais estaduais. Não afetaria programas federais como o Bolsa Família, mas poderia impedir ocupantes de cargo público e proibir a contratação direta ou indireta com o poder público estadual.
O projeto menciona que as sanções se aplicam a indivíduos “enquadrados” nos crimes de violação ao domicílio e esbulho possessório, mesmo sem condenação transitada em julgado. Segundo Victorino, a identificação seria feita pela polícia, com os envolvidos incluídos em uma lista de invasores.
A proposta gerou intenso debate na Assembleia. Adão Pretto Filho, ligado a movimentos sociais do campo, acusou o projeto de promover perseguição aos lutadores sociais e citou as garantias constitucionais de reforma agrária e política urbana. “Vamos fazer esse debate junto à extrema direita, porque não vamos tolerar nenhuma perseguição aos lutadores sociais”, declarou.
A deputada Bruna Rodrigues (PCdoB), que atua em movimentos de luta por moradia, também criticou o projeto. “Tira a presunção de inocência desses que são lutadores e lutadoras pelo direito constitucional de morar”, afirmou nas redes sociais.
A medida no Rio Grande do Sul ocorre em paralelo a ações similares em outros locais. Na Argentina, o governo de Javier Milei ameaçou cortar programas sociais de quem bloquear ruas durante protestos, sob o slogan “el que corta no cobra” (“quem corta, não recebe”). Já no Brasil, um projeto semelhante aprovado na Câmara dos Deputados restringe direitos de ocupantes de terras, incluindo o acesso ao Minha Casa, Minha Vida e ao Bolsa Família, estando atualmente em tramitação no Senado.
O projeto de lei estadual, assim como o projeto federal, atende a demandas de produtores rurais e busca uma abordagem mais rígida contra ocupações, abrangendo tanto áreas urbanas quanto rurais, sejam elas privadas ou públicas.
Fonte: G1
Geral
Aliados de Bolsonaro temem que generais decidam fazer delação
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Não se faz golpe com um general da reserva e meia dúzia de oficiais”, declara Bolsonaro sobre o indiciamento
Jair Bolsonaro afirmou nesta segunda-feira (25) que nunca discutiu a possibilidade de aplicar um golpe de Estado para impedir a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Ele disse ter estudado “todas as medidas possíveis dentro das quatro linhas da Constituição”. O ex-presidente concedeu uma entrevista coletiva ao retornar a Brasília para se reunir com seus advogados e discutir os próximos passos após seu indiciamento pela Polícia Federal (PF) por tentativa de golpe de Estado para se manter no poder. Foi a primeira vez que falou publicamente desde o indiciamento.
— Como o Temer disse hoje, uma obviedade: golpe de Estado precisa da participação de todas as Forças Armadas, senão não é golpe de Estado. Ninguém dá golpe de Estado em um domingo, em Brasília, com pessoas com bíblias debaixo do braço e bandeiras do Brasil na mão, nem usando estilingue, bolinha de gude e muito menos batom. Não tinha um comandante… Vamos tirar isso da cabeça. Ninguém vai dar golpe com um general da reserva e meia dúzia de oficiais. Da minha parte, nunca houve discussão de golpe — disse Bolsonaro.
— Se alguém viesse falar sobre golpe comigo, eu diria: “Tá, tudo bem, e o dia seguinte? Como o mundo reagiria?”. Agora, todas as medidas possíveis dentro das quatro linhas, dentro da Constituição, eu estudei — afirmou Bolsonaro.
O ex-presidente ressaltou que a palavra “golpe” nunca esteve em seu vocabulário.
— Não faço e jamais faria algo fora das quatro linhas. Para mim, é possível resolver os problemas do Brasil dentro da Constituição — disse ele.
No documento enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) na última quinta-feira (21), a PF indiciou Bolsonaro e outras 36 pessoas, incluindo os generais Augusto Heleno (ex-chefe do GSI), Braga Netto (ex-ministro da Casa Civil e vice de Bolsonaro na chapa derrotada em 2022), Paulo Sérgio Nogueira (ex-comandante do Exército) e Estevam Cals Theophilo Gaspar de Oliveira (ex-chefe do Comando de Operações Terrestres do Exército), o ex-comandante da Marinha, almirante Almir Garnier Santos, o presidente do PL, Valdemar Costa Neto, seu ex-ajudante de ordens, tenente-coronel Mauro Cid, e o ex-ministro da Justiça, Anderson Torres — pelos crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa.
A PF aponta Bolsonaro como o “líder” da organização criminosa, cujo objetivo era mantê-lo no poder.
O relatório também indica que Bolsonaro tinha conhecimento de um plano para assassinar o presidente Lula, o vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e o ministro Alexandre de Moraes, em 2022. Além de mensagens de celular, vídeos, gravações e depoimentos da delação premiada do tenente-coronel Cid, há uma minuta de um decreto golpista que, de acordo com a PF, foi redigida e ajustada por Bolsonaro.
Fonte: GZH
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