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De olho na rotação de culturas, produtores de Sete de Setembro investem na produção de canola – Portal Plural
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Agro

De olho na rotação de culturas, produtores de Sete de Setembro investem na produção de canola

Pável Bauken

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A canola passa a assumir um papel importante enquanto cultura de inverno no Noroeste gaúcho, onde ocupa aproximadamente 16.400 hectares, segundo dados da Emater/RS-Ascar. No município de Sete de Setembro, os campos ficaram mais floridos com a oleaginosa neste ano, estando presente em aproximadamente 500 hectares, cultivada por 18 produtores.

O extensionista do escritório municipal da Emater/RS-Ascar Irineu Kapelinski observa que em anos anteriores eram cultivados em média 100 hectares com o grão. “No início os produtores não tinham total domínio do manejo da cultura, o que acarretava perdas muito significativas durante a colheita, esta técnica foi se aprimorando com o surgimento de tecnologias que minimizaram as perdas e também a introdução de novas cultivares que contribuíram para diminuir os riscos”, afirma ao explicar o contexto que levou ao aumento significativo da área no município.

Seu papel na rotação de culturas também é reconhecido, por contribuir com a redução de problemas fitossanitários nas leguminosas sucessoras.

“A canola é muito interessante para um sistema de rotação de culturas de inverno, que comumente são cultivadas gramíneas, como trigo, aveia e azevém, com o intuito de melhorar a estrutura física do solo, assim como auxiliar na redução de pragas, doenças e invasoras nas culturas que são cultivadas na sucessão, como o milho e a soja”, explica Kapelinski.

O produtor Venilso Krulikowski passou a incorporar a canola em sua lavoura desde o ano passado, em substituição ao trigo. “Primeiro, em função do benefício da rotação de culturas, levando em conta também o menor custo de produção, sendo necessárias menos aplicações de fungicidas e o manejo de plantas invasoras é mais fácil”, destaca. O que preocupa, como no caso das demais culturas de inverno, é contar com condições climáticas favoráveis a exemplo da não ocorrência de geadas.

Com os resultados positivos do ano anterior, Krulikowski ampliou a área de 10 para 70 hectares, em 2020, e pretende seguir investindo na oleaginosa no ano que vem. “Na área que tinha canola, a soja produziu melhor, o trigo veio com mais vigor e diminuiu o custo com controle de doenças”, justifica. Após a colheita deste ano, o produtor pretende implantar soja e milho nas áreas atualmente ocupadas pela canola.

O técnico da Emater/RS-Ascar comenta também sobre o papel da canola em relação à apicultura, sendo que é visível um maior número de enxames em relação a anos anteriores. Segundo Kapelinski, com o período prolongado de florada, a canola atrai muitas abelhas. “A relação é recíproca, sendo que a presença de abelhas pode aumentar em até 30% da produtividade da canola”, observa ao lembrar que existe um trabalho continuado de conscientização para o menor uso de produtos tóxicos a abelhas, o que tem diminuído também drasticamente a mortandade em enxames.

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Agro

Projeto pretende resgatar e conservar parte da diversidade genética da erva-mate no RS

Projeto tem a finalidade de perpetuar a base genética dos ervais gaúchos

Pável Bauken

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- Foto: Fernando Dias / Seapdr

Um projeto para resgatar, multiplicar e conservar o material genético de erva-mate (Ilex paraguariensis) de árvores matrizes selecionadas nos remanescentes florestais nativos no Rio Grande do Sul começa a ser estruturado como ação do Programa Gaúcho para a Qualidade e a Valorização da Erva-mate. O projeto tem previsão de início ainda neste ano, com intensificação nos cinco polos ervateiros do Estado a partir de 2021.

Desenvolvido em parceria com as instituições da cadeia produtiva ervateira, o projeto tem a finalidade de perpetuar para gerações futuras a base genética dos ervais gaúchos, evitando uma perda irrecuperável desses materiais, que até então conseguiram sobreviver e evoluir diante das mudanças no uso da terra e a perda da cobertura de floresta nativa.

O projeto prevê três etapas distintas: resgate, multiplicação e conservação. A primeira consiste na identificação de cada árvore doadora do genótipo, a segunda, na coleta e multiplicação do material identificado e a terceira, na conservação em bancos de germoplasma e reintrodução de materiais genéticos resgatados nos locais de origem. Não necessariamente, a seleção do material irá visar melhoramento, mas a preservação da diversidade.

Conforme o engenheiro agrônomo e extensionista da Emater/RS-Ascar Ilvandro Barreto de Melo, embora o projeto tenha alcance estadual, a formatação seguirá a estrutura geográfica dos polos ervateiros do RS, com a finalidade de respeitar ao máximo a característica e a distribuição das populações locais da espécie em acordo a cada região ervateira do Estado.

Ainda segundo Melo, o projeto “permitirá conservar na linha do tempo, para as futuras gerações, parte da expressiva diversidade genética presente na árvore símbolo do Rio Grande do Sul, que além de economia, é cultura, convivência social, sustentabilidade, identidade e simbolismo do povo sul-americano”.

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Agro

Umidade adequada no solo favorece desenvolvimento do trigo

Conforme Informativo Conjuntural, 43% da lavoura de trigo no Estado está em fase de enchimento de grãos –

Pável Bauken

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Foto: Divulgação Emater-RS

Chuva alternada com dias ensolarados e temperaturas amenas durante a tarde nas últimas semanas beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção de nutrientes. A avaliação está no mais recente Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar – conveniada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr).

Conforme o levantamento, divulgado na quinta-feira (17/9), a cultura apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare. O rendimento menor decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo.

Há agricultores armazenando o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente na próxima safra. Nas lavouras pouco afetadas pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função de danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo.

A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

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Agro

Umidade adequada no solo beneficia desenvolvimento do trigo

Pável Bauken

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A semana anterior se caracterizou por nebulosidade e pancadas de chuva, alternando com dias ensolarados e temperaturas de amenas a elevadas durante a tarde. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar e divulgado nesta quinta-feira (17/09), essas condições do tempo beneficiaram o desenvolvimento do trigo, principalmente pela presença de adequada umidade no solo, o que permitiu a absorção dos nutrientes. A área total semeada com a cultura no Estado já apresenta 3% das lavouras em fase de maturação; 43% em enchimento de grãos; 36% em floração e 18% em germinação.

Na regional de Santa Rosa, 8% das lavouras de canola já se encontram colhidas. A produtividade média é de 1.208 quilos por hectare, e tal redução decorre das geadas de agosto que diminuíram de forma significativa a quantidade de síliquas na parte superior das plantas. Produtores seguem encaminhando comunicações de perdas para realizar perícias de Proagro.

Os danos das geadas nas regionais da Emater/RS-Ascar de Ijuí, Santa Maria, Frederico Westphalen e Soledade apresentam comportamento distintos nas lavouras de aveia branca. Na de Ijuí, há grande variabilidade de potencial produtivo: aproximadamente 20% das lavouras da região com danos acentuados não apresentam viabilidade econômica, restando aos produtores utilizar parte para fenação e demais áreas como cobertura do solo. Tem aumentado o número de produtores interessados em armazenar o produto nas propriedades para utilizar como alimento para animais e semente para a próxima safra. Já na lavoura pouco afetada pelas geadas, o desenvolvimento é excelente e elevado o potencial produtivo.

As lavouras de cevada da regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí apresentam grande desuniformidade em função dos danos provocados pelas geadas, do nível de tecnologia adotada e também das condições físico-químicas do solo. A redução do potencial produtivo dos cultivos pode auxiliar na qualidade dos grãos, uma vez que as plantas têm menor número de espiguetas e, consequentemente, menor número de grãos, circunstância na qual toda a energia produzida pelas plantas passa a ser canalizada para a formação dos mesmos.

CULTURAS DE VERÃO

Seguem o preparo de áreas e o plantio de milho, feijão primeira safra e arroz. A condição de tempo instável promoveu comportamentos distintos no Estado. Em parte das regiões, houve interrupção do preparo e do plantio, enquanto em outras, a chuva foi importante para resgatar a umidade do solo e impulsionar as atividades agrícolas.

OLERÍCOLAS

Na regional de Pelotas, a comercialização presencial ocorre ativamente, e o e-commerce se intensifica. A alta umidade e os dias nublados e com chuvas favoreceram a ocorrência de problemas fitossanitários nas hortaliças. Porém, com o tratamento intensificado, não há registros de grandes perdas. Segue o transplante de tomate e pimentão para áreas definitivas. Alface, brócolis e couve-flor em aumento de oferta; cenoura com pouca oferta e bom desenvolvimento das áreas implantadas. Os preços que apresentaram alteração constam no quadro abaixo; os demais ficaram estáveis.

FRUTÍCOLAS

Na de Bagé, a colheita de citros em Rosário do Sul atingiu 98% da safra de bergamota e 85% de laranja. Em Caçapava do Sul, nos cultivos de oliveiras são efetuados o tratamento de inverno e a adubação foliar. Alguns olivais já iniciaram a floração; produtores apreensivos com a possibilidade de geadas em setembro, que poderão causar grandes prejuízos à cultura. Em Quaraí são cultivados cerca de 70 hectares de uvas viníferas de diferentes variedades: Cabernet Sauvignon e Franc, Merlot, Syrah, Tannat, Chardonnay, Sauvignon Blanc, Arinarnoa. Nesse ano estão sendo introduzidas Tempranillo e Marselan, com assistência da Emater/RS-Ascar municipal. Os vinhedos estão em fase de brotação e com boas perspectivas de comercialização para as vinícolas da Serra e da Campanha.

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