Acesse aqui
Rádio Web Portal Plural
Dados de Covid-19 são “inescondíveis” e serão detalhados, diz Pazuello – Portal Plural
Connect with us

Medicina & Saúde

Dados de Covid-19 são “inescondíveis” e serão detalhados, diz Pazuello

Ministro interino da Saúde anunciou o lançamento de um banco de dados que estará disponível 24 horas

Reporter Cidades

Publicado

em

Segundo o ministro interino, o novo sistema do governo vai atualizar o óbito na data em que ele ocorreu | Foto: Najara Araujo / Câmara dos Deputado / CP


O ministro interino da Saúde, Eduardo Pazuello, afirmou nesta terça-feira que um novo banco de dados trará informações atualizadas sobre a pandemia de Covid-19, com dados sobre infectados e mortes em estados e datas em que os óbitos ocorreram. Elas estarão disponíveis 24h, dispensando a realização de coletivas oficiais do governo.

Pazzuelo falou como convidado durante reunião da comissão externa da Câmara dos Deputados que debate ações de combate à Covid-19, e disse que é “inescondível o número de óbitos”, porque os dados são feitos a partir de “registros, documentos”.

A divulgação de dados se tornou polêmica na última semana, após o governo alterar o horário de divulgação das 19h para as 22h. Além disso, o governo recebeu críticas após mudar números de óbitos no domingo, de 1.382 mortes para 525, uma redução de 857, o que ocorreu por erro, segundo o Ministério da Saúde.

Também na segunda, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o governo deve voltar a divulgar os dados no antigo formato. A decisão atendeu pedido feito pelos partidos Rede Sustentabilidade, PCdoB e PSOL, no sábado.

O novo portal anunciado por Pazuello será no formato Business Intelligence (BI) e vai informar dados assim que eles forem enviados pelos entes federativos.

“Os números estão disponíveis 24 horas. Não precisa me perguntar que horas vai botar número. Na hora que chega do gestor é colocado no BI. Eu tinha que esperar todos os estados para fazer uma apresentação. Eu estava somando contas que não somáveis, marcando um horário para apresentar uma informação que não dizia nada para os gestores, para o nosso país. As informações agora são plenas, transparentes e em tempo real”, afirmou.

Às 14h desta terça, ainda não era possível acessar o novo site no Ministério da Saúde.

Segundo o ministro interino, o sistema vai atualizar o óbito na data em que ele ocorreu. Apesar disso, o novo site também tratá a apresentação na forma como vinha sendo realizada pelo Ministério da Saúde desde o início da pandemia, considerando a morte na data do registro como decorrente de Covid-19, após a realização de exames, e não necessariamente na data do óbito.

Transparência

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), afirmou na reunião desta terça que o objetivo do Legislativo ao chamar o ministro interino é “organizar de uma forma que a gente saia daqui hoje com a tranquilidade de que os dados apresentados de forma online representam o número de contaminados e, infelizmente, de óbitos”

Deputados de oposição criticaram o que chamaram de seguidas ações do governo nos últimos dias com o objetivo de maquiar dados e evitar divulgações nos telejornais da noite.

Segundo o ministro interino, o objetivo do Ministério da Saúde é combater a subnotificação e dar transparência aos dados.

Correio do Povo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Medicina & Saúde

Tendência do STF é adotar posição favorável à vacinação obrigatória

Reporter Plural

Publicado

em

Ilustração Google

O Supremo Tribunal Federal (STF) tende a adotar uma postura favorável à vacinação compulsória, se houver eficácia comprovada, em dois julgamentos distintos que devem ser levados ao plenário da Corte nos próximos meses – um deles tratando da covid-19 e outro sobre se pais têm direito de não aplicar nos filhos vacinas que fazem parte do calendário oficial de vacinação definido pelas autoridades sanitárias.

Ontem, o presidente Jair Bolsonaro disse entender que a vacinação “não é uma questão de Justiça, mas uma questão de saúde”. Na semana passada, o presidente da Corte, ministro Luiz Fux, chegou a dizer que a judicialização sobre o tema será “importante” e “necessária”. Já para Bolsonaro, “não pode um juiz decidir se você vai ou não tomar vacina, isso não existe”.

Os dois julgamentos não têm data. A obrigatoriedade entrou no horizonte do tribunal por causa de quatro novas ações, movidas por partidos na semana passada, a maior parte contrária às declarações de Jair Bolsonaro. O relator é o ministro Ricardo Lewandowski, que já pediu informações ao Planalto.

Antes desse julgamento sobre a vacinação da covid-19, porém, o Supremo deverá decidir, em outra ação, de relatoria do ministro Luís Roberto Barroso, se os pais podem deixar de vacinar o filho, tendo como fundamento convicções filosóficas, religiosas, morais e existenciais. O ponto em comum entre os julgamentos é o embate entre o direito coletivo à saúde e a liberdade individual de não se vacinar. A composição atual do STF inclina-se a privilegiar o bem coletivo, ou seja, a vacinação obrigatória.

Embora Barroso não adiante posicionamento, é dado como certo que vai votar a favor de que filhos não podem deixar de tomar vacina prevista no calendário oficial de vacinação determinado pelas autoridades sanitárias, incluindo o Ministério da Saúde. “Não posso antecipar meu voto, mas a minha visão é de valorização da ciência e do conhecimento técnico”, disse.

A ação específica que será discutida – com repercussão geral – foi apresentada por uma família de São Paulo que entende que o filho não deve ser vacinado, após o Ministério Público ter obtido decisão judicial que obriga a vacinação. Barroso disse ao Broadcast Político/Estadão que quer levar a ação ao plenário ainda neste ano. Um dos aspectos que devem ser colocados em debate pelo relator neste primeiro julgamento – e que pode voltar no processo da covid-19 – é a politização, tendo em conta o crescimento do movimento antivacina. Esse julgamento, portanto, trará sinalizações importantes sobre a legalidade de o Estado impor ou não a vacinação obrigatória.

Nas ações protocoladas pelos partidos, não há um pedido formal. Entre as demandas apresentadas, o PDT quer que a Corte reconheça a competência de Estados e municípios para determinar ou não a vacinação compulsória da população. Em linha oposta, o PTB, da base de apoio ao governo, solicita que essa possibilidade seja declarada inconstitucional. Nesse ponto, a tendência é de que o Supremo estabeleça que Estados e municípios são autônomos. Essa decisão deve ir na mesma linha da que foi tomada em abril, quando a Corte decidiu que prefeitos e governadores podem tomar providências normativas relativas à pandemia.

Ontem, em mensagem a apoiadores, Bolsonaro condicionou a compra de uma vacina contra covid-19 pelo Brasil à certificação e sem “correria”. “Todo mundo diz que a vacina que menos demorou até hoje foram quatro anos, não sei por que correr em cima dela”, afirmou.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Medicina & Saúde

Artrite reumatoide: apenas 47% dos pacientes procuram ajuda médica

A maioria opta por automedicação ou posterga o tratamento

Reporter Global

Publicado

em



Apenas 47% das pessoas que sentem sintomas da artrite reumatoide, como dores fortes nas articulações por mais de três meses, buscam orientação médica. Dentre esses, apenas 4% procuram um reumatologista, médico especialista responsável pelos cuidados da doença. Os dados, divulgados hoje (23), são de pesquisa do Ibope Inteligência a pedido da Pfizer Brasil.

O levantamento online foi realizado na cidade de São Paulo e nas regiões metropolitanas de Rio de Janeiro, Salvador, Belo Horizonte, Brasília, Curitiba e Porto Alegre, com pessoas maiores de 18 anos, das classes A, B e C.

De acordo com a pesquisa, que ouviu duas mil pessoas, a automedicação foi a atitude mais citada pelos entrevistados para tentar solucionar o problema (40%), assim como a postergação do tratamento (40%); 13% não buscaram nenhuma solução e permaneceram com a dor.

“As pessoas partem para essa automedicação porque desconhecem a doença. Desconhecem que uma dor articular mantida e já com grau de inchaço, vermelhidão e rigidez constitui uma patologia específica que é a artrite reumatoide. Elas acabam se medicando com analgésicos, anti-inflamatórios e até corticoides, medicamentos que, a longo prazo, acabam sendo deletérios para o organismo”, destaca a gerente médica de Inflamação e Imunologia da Pfizer Brasil, Márcia Pinheiro.

O que é artrite reumatoide

A artrite reumatoide é uma doença inflamatória e crônica, caracterizada, principalmente, pela inflamação das articulações. Autoimune, a enfermidade faz com que o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de vírus e bactérias, ataque o próprio corpo, comprometendo o seu funcionamento.

A doença geralmente começa com dores articulares nas mãos e nos pés. “Se você começar a ver nas articulações principalmente entre a palma da mão e as falanges, ou entre as falanges, se as articulações começarem a ficar vermelhas, doloridas, inchadas, por um período de tempo que varia, mas que seja superior a três meses, então já é um sinal de alerta que você deve procurar uma assistência médica”, ressalta a médica.

A doença acomete três vezes mais mulheres do que homens. Entre os fatores estudados como motivos do surgimento da artrite reumatoide estão a predisposição genética e as infecções. Porém, pesquisadores ainda investigam as causas reais da doença.

“A gente não tem como prevenir a doença, porque existe a questão da carga genética, que ajuda no surgimento da artrite reumatoide, mas nós podemos evitar alguns gatilhos, como fumar. É importante também ter uma boa alimentação, horas adequadas de sono, e fazer atividade física”, afirma Pinheiro.

Por se tratar de uma doença autoimune inflamatória crônica, uma vez diagnosticada, a artrite reumatoide deve ser acompanhada e tratada ao longo da vida. As terapias médicas agem regulando a autoimunidade e reduzindo as inflamações do organismo. Quanto antes for iniciado o tratamento, melhores serão as taxas de resposta e, menores, as sequelas da doença.

“Hoje a gente tem muitas opções, tanto no Sistema Único de Saúde (SUS) quanto dentro da saúde suplementar, a doença obrigatoriamente deve ser coberta pelas operadoras de saúde. Temos uma quantidade de medicamentos disponíveis muito representativa, desde analgésicos a imunossupressores, medicamentos sintéticos, modificadores da doença, e medicamentos biológicos, um arsenal bem robusto”, destaca a médica.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Medicina & Saúde

Anvisa autoriza importação de 6 milhões de doses da CoronaVac

Pedido de importação foi feito pelo Instituto Butantan

Reporter Global

Publicado

em

© REUTERS/Thomas Peter/Direitos Reservados

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou nesta sexta-feira (23) a importação de 6 milhões de doses da CoronaVac, vacina produzida pela farmacêutica chinesa Sinovac em parceria com o Instituto Butantan.

A licença, por enquanto, é apenas para importação do imunizante. A distribuição das doses, ainda sem registro, depende de autorização da própria Anvisa. O pedido de importação em caráter excepcional foi feito pelo Instituto Butantan.

Testes clínicos

A CoronaVac está na terceira fase de testes clínicos. Atualmente, 9.039 voluntários participam dos estudos clínicos da vacina, feitos com profissionais da área da saúde de sete estados.

Como a Anvisa já havia aprovado a ampliação do estudo para 13 mil voluntários, o governo paulista decidiu ampliar o número de centros de pesquisa. Na fase atual, metade dos participantes recebe a vacina e a outra metade, placebo.

Caso a última etapa de testes comprove a eficácia da vacina, o acordo entre a Sinovac e o Butantan prevê a transferência de tecnologia para produção do imunizante no Brasil.

Eficácia

Para comprovar a eficácia da vacina, é preciso que pelo menos 61 participantes do estudo, que tomaram placebo, sejam contaminados pelo vírus. A partir dessa amostragem, é feita então uma comparação com o total dos que receberam a vacina e, eventualmente, também tiveram diagnóstico positivo da covid-19.

Se o imunizante atingir os índices necessários de eficácia e segurança, será submetido a uma avaliação da Anvisa para registro e só então a vacina estaria liberada para aplicação na população.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

O que você achou do site novo do Portal Plural?

Trending

© 2020 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×