Cultivo de BRS Kurumi é adotado por produtores de Senador Salgado Filho – Portal Plural
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Cultivo de BRS Kurumi é adotado por produtores de Senador Salgado Filho

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Como alternativa para reduzir os custos de produção e ampliar a oferta de forragem aos animais, produtores de leite de Senador Salgado Filho receberam mudas de BRS Kurumi para implantação em suas propriedades. A proposta, resultado de iniciativa conjunta da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), e da Secretaria Municipal de Agricultura, surge para atender a demandas do atual cenário da bovinocultura de leite, em que os custos de produção elevados muitas vezes comprometem a rentabilidade e a permanência na atividade.

Em um primeiro momento, foi feita a divulgação, a encomenda e a aquisição de mudas de pastagem perene BRS Kurumi para todos os produtores interessados do município. A escolha pela BRS Kurumi é por se tratar de uma alternativa interessante de pastagem perene, podendo ser usada na bovinocultura de corte e de leite, uma vez que apresenta uma elevada produção de matéria verde, de ótimo valor nutritivo. “Como apresenta 18 a 20% de proteína bruta e 70% de coeficiente de digestibilidade, é possível alcançarmos uma produção diária de 18 a 19 litros por vaca apenas com uma suplementação energética e um ganho médio diário de peso de 700g a um quilo por animal, dependendo da raça dos bovinos”, explica o extensionista Marcos Marmitt.

A Prefeitura subsidiou, com recursos do Município, mil mudas para cada propriedade, sendo o restante de contrapartida do produtor, conforme seu interesse. Através desta iniciativa, foram beneficiados 27 produtores com 69 mil mudas, no total. Levando em conta que são necessárias aproximadamente 35 mil mudas para implantar um hectare de pastagem, parte das mudas adquiridas será destinada para a replicação para futura ampliação da área e o restante será destinada ao pastoreio dos animais.

A equipe municipal da Emater/RS-Ascar, através dos extensionistas Marcos Marmitt, Luís Miguel Haab e Cleidi Diel, continuará acompanhando as propriedades envolvidas no projeto e prestando as orientações técnicas necessárias para implantação, manejo e ampliação deste cultivo.

Crédito da foto: Elisane Hermann, Prefeitura de Senador Salgado Filho

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Agro

Três municípios da Região Celeiro estão entre os 15 municípios em situação de emergência no RS

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Lavoura prejudicada em Espumoso — Foto: Reprodução/RBS TV

A falta de chuvas no Rio Grande do Sul está provocando grandes prejuízos nas lavouras. A Emater informou que ainda está levantando oficialmente os prejuízos, porém diversas cidades já registraram perdas de mais de 80% nas produções.

Até a noite desta terça-feira (21), 15 municípios haviam decretado situação de emergência em razão da estiagem, conforme a Defesa Civil. Outras cinco cidades registraram perdas significativas mas ainda não decretaram emergência. A maioria delas é do Norte ou Noroeste do estado. Veja lista abaixo.

Das 15, apenas uma teve teve a situação homologada pelo estado e pela União até esta terça. Júlio de Castilhos decretou situação de emergência no dia 6 de dezembro e teve homologação no dia 16. As outras cidades ainda tem prazo de 180 dias para comprovar a situação, apresentando laudos de pessoas afetadas, situação da agricultura, entre outros aspectos.

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Agro

SEAPDR detecta gafanhotos nativos em Coronel Bicaco e outros quatro municípios da região

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Fiscais estaduais agropecuários e engenheiros agrônomos da Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (SEAPDR) realizaram na sexta-feira (17), fiscalização de áreas agrícolas para monitoramento de gafanhotos.
Nesta fiscalização, realizada através de denúncia, foram feitas vistorias nas áreas agrícolas do município de Ajuricaba. Os gafanhotos, das espécies Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa, são nativos do Rio Grande do Sul, não se tratando de gafanhotos migratórios presentes na Argentina.
“As culturas comerciais de grãos, como milho e soja, atualmente implantadas em condições de estresse hídrico, não apresentam danos significativos causados pelo inseto. No entanto, a incerteza em relação ao clima e o desconhecimento dos hábitos dos gafanhotos podem gerar preocupação entre os agricultores”, destaca Rita Grasselli, chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal.
A recomendação para os agricultores é para permanecer em alerta em relação a novos focos e que, em caso de alta infestação associada a danos verificados nas lavouras, entrar em contato com a Inspetoria de Defesa Agropecuária do seu município ou com a Emater. E também através do email: [email protected]
Além de Ajuricaba, foram feitas 19 vistorias nos municípios de Coronel Bicaco, Nova Ramada, Santo Augusto e São Valério do Sul neste ano de 2021.
A SEAPDR é participante do Comitê de Emergência Fitossanitária para Schistocerca cancellata, conforme Portaria de Emergência MAPA nº 201/2020 e Instrução Normativa SEAPDR nº 17/2020 e, por isso, tem realizado vistorias de monitoramento de populações acridianas em áreas agrícolas do Rio Grande do Sul.
Fonte: SEAPDR
Foto: André Ebone/Divulgação SEAPDR
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Agro

Preço ao produtor de leite teve queda real de 5% neste ano

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A pesquisa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que o preço do leite captado em outubro e pago aos produtores em novembro recuou 6,2% e chegou a R$ 2,1857/litro na “Média Brasil” líquida, uma retração de 2,5%, em comparação ao mesmo mês do ano passado.

É a segunda queda consecutiva dos preços no campo. Com isso, a variação acumulada em 2021 (de janeiro a novembro) está, pela primeira vez neste ano, negativa, em 5%, em termos reais.

A pesquisa do Cepea mostra que, de setembro para outubro, o Índice de Captação Leiteira (ICAP-L) recuou 0,87% na “Média Brasil”.

Os dados mostram que, mesmo com o retorno das chuvas da primavera, que favorecem a disponibilidade de pastagem, a produção de leite segue limitada neste ano pelo aumento dos custos de produção e por consequentes desinvestimentos na atividade.

CUSTO DE PRODUÇÃO
De janeiro a outubro, o poder de compra do pecuarista frente ao milho, insumo essencial para a alimentação animal, recuou, em média, 29,5% – no ano passado, enquanto o pecuarista leiteiro precisava de, em média, 33 litros de leite para adquirir uma saca de milho de 60 kg (com base no Indicador ESALQ/BM&FBovespa, Campinas – SP), em 2021, são precisos 43 litros para a mesma compra.

Os preços dos grãos registraram quedas recentemente, mas o patamar ainda está elevado. Segundo o Cepea, outros importantes insumos da atividade leiteira também encareceram de forma intensa, como é o caso dos adubos e corretivos, combustíveis e suplementos minerais.

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