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Cuidado: seus dispositivos ouvem, gravam e arquivam o que você fala

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Se você passa os dias imaginando se seu smartphone, notebook, tablet, ou suas assistentes virtuais Alexa, Siri e Cortana estão vigiando você, pode parar de imaginar. A resposta é sim. Todos esses dispositivos ouvem, registram, arquivam e monitoram, de alguma maneira, o que você fala. Os registros podem ser em áudio, em transcrições completas ou resumos. E o uso que é feito desses dados nem sempre é claro, de acordo com o The Guardian.

Alvo de críticas sobre o possível uso de gravações feitas pela assistente Alexa, a Amazon diz que seus produtos são vilificados de maneira injusta. Segundo a companhia, é verdade que os dispositivos escutam o tempo todo, “mas de maneira nenhuma transmitem tudo que ouvem”. Só quando um dispositivo ouve a palavra de despertar “Alexa”, é que a gravação é mandada para a nuvem e analisada, dizem.

O argumento é o mesmo usado por todas as companhias de tecnologia acusadas de espionar os consumidores: elas dizem e que só ouvem quando recebem uma ordem expressa para isso. Dizer a frase “OK, Google” desperta os aparelhos da companhia. Mesmo que isso seja verdade, fica a pergunta: depois que a escuta começa, o que acontece?

Fontes da Apple, que se orgulha da maneira como protege a privacidade do usuário, dizem que a Siri tenta satisfazer todas as demandas possíveis de maneira direta no iPhone ou no computador do usuário. Caso uma demanda seja levada à nuvem para uma análise adicional, será marcada com um identificador em código, e não com o nome do usuário.

As gravações ficam arquivadas por seis meses, para que o sistema de reconhecimento de voz possa aprender a entender melhor a voz daquela pessoa. Depois, outra cópia é salva, sem o identificador, para ajudar a Siri nos próximos dois anos.

No caso das outras gigantes de tecnologia, os áudios são mandados diretamente para a nuvem. Daí, computadores tentam adivinhar a intenção do usuário e satisfazê-la. Depois, as empresas poderiam apagar a solicitação e a resposta do sistema, mas geralmente não fazem isso. A razão são os dados. Para a inteligência artificial da fala, quanto mais dados, melhor.

Qualquer usuário pode logar em sua conta na Amazon e no Google e ver uma lista de todas suas perguntas em áudio. Esses arquivos só serão apagados se a pessoa que fez a pergunta tomar a iniciativa. Caso contrário, ficarão registrados para sempre.

É verdade que todas as suas buscas por escrito no Google e outros mecanismos de busca também ficam registrados. Mas, para muita gente, ter o som de sua voz arquivado por uma empresa soa muito mais invasivo.

Sem garantias
Praticamente todos os fabricantes de sistemas de inteligência artificial, dos amadores até os gênios da IA nas grandes companhias, reveem pelo menos algumas das transcrições das interações dos usuários com suas criações. A meta é descobrir o que é funcional, o que precisa ser aprimorado e o que os usuários estão dispostos a discutir. Há muitas maneiras de fazer isso.

Os registros podem ser modificados para que o funcionário encarregado não veja os nomes dos usuários individuais. Ou eles podem ver apenas dados resumidos. Por exemplo, eles podem aprender que uma conversação termina depois de uma determinada frase do bot, o que os leva a fazer um ajuste. Designers na Microsoft e no Google, e outras companhias, também recebem relatórios detalhando as perguntas mais populares, para que eles saibam qual conteúdo adicionar.

Todos esses processos deixam uma coisa clara: a ideia do anonimato total não é garantida quando você fala com um assistente virtual, um telefone ou um dispositivo para casa. Você pode achar que é só um computador do outro lado, mas pode ser que haja pessoas ouvindo, tomando notas, aprendendo.

Se você não está fazendo nada ilegal, e nem está preocupado em ser acusado injustamente de fazer algo ilegal, talvez não devesse se preocupar. Mas há outro risco, que afeta qualquer usuário de internet: os hackers. Em testes de laboratório, cientistas foram capazes de invadir a interface da Amazon, Apple, Google, Microsoft e Samsung, e ouvir pedidos e perguntas dos usuários.

Todos os usos possíveis dos dados coletados por inteligência artificial deixam claro que você deveria estudar tudo sobre esses dispositivos antes de deixá-los entrar na sua vida. E, se ficar na dúvida, melhor tirar o aparelho da tomada.

Época Negócios

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DRACO SANTA ROSA com novidades

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Uma novidade foi lançada em Santa Rosa/RS a DRACO agora conta com um número de whats próprio para denúncias e informações, 24hrs, 7 dias por semana.

”A idéia é proporcionar um canal para a comunidade se comunicar com a Polícia Civil de forma fácil e sigilosa.” destacou o delegado Tiago Tescke.

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Ensino

O CRA/RS promove a interiorização e discute a sua inserção nas comemoração dos 100 anos da Setrem

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Capitaneados pelo Delegado Regional do CRA, o Administrador Carlos Norberto Filipin, a Setrem sediou reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do RS, e discutiram junto com a Amufron ações para comemoração dos 100 anos da instituição.

No último dia 01 de outubro de 2021, as 14 horas, realizou-se uma reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS na cidade de Três de Maio, capitaneados pelo Delegado Regional do CRA/RS, o administrador Carlos Norberto Filipi, tendo como local o Campus da Setrem, e teve a representação da Direção da instituição, citando a presença dos administradores, Sandro Ergang, Mauro Alberto Nuske e Alexandre Chapoval Neto, e ainda contou com a presença de toda a Diretoria do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS, liderados pela presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, na oportunidade este participando o prefeito de Boa Vista do Buricá e Presidente da Amufron, Joãozinho Sehnem, onde se discutiu a inserção do CRA/RS nos 100 anos da Setrem, reafirmando a importância do trabalho da representação do Conselho, que registra um marco importante para a profissão.

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Câmara aprova repasse adicional a municípios; impacto em 2022 é de R$ 1,6 bilhão

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Porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (6) um repasse adicional de 1% das receitas com Imposto de Renda e IPI aos municípios. Como a proposta de emenda à Constituição (PEC) foi votada em segundo turno e já foi aprovada pelos senadores, o texto vai à promulgação. Não cabe possibilidade de veto do presidente da República.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) celebrou a aprovação da proposta, que significará um incremento de R$ 1,6 bilhão no caixa das prefeituras em setembro de 2022, o equivalente a 0,25% das receitas com IR e IPI. O porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões (em valores de hoje).

A proposta teve apoio massivo no plenário da Câmara, inclusive da base governista. O texto foi aprovado por 456 votos a três. O resultado da votação, porém, foi considerado ruim pela área econômica, pois resulta em menos receitas para a União.
Os municípios já recebem hoje um repasse de 22,5% das receitas com IR e IPI por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, nos últimos anos foram aprovados 1% adicional nos meses de dezembro e mais 1% nos meses de julho.

As investidas das prefeituras para abocanhar mais 1% de FPM nos meses de setembro vêm desde 2015. O texto foi aprovado no Senado em 2017 e recebeu aval dos deputados em primeiro turno no fim de 2019.
Em dezembro do ano passado, a proposta foi pautada para o segundo turno de votação a pedido da própria base do governo, o que levou a uma mobilização no Ministério da Economia para barrar a medida.

Fonte : estadão

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