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Crescimento do número de inadimplentes está ligado ao aumento dos que se dizem muito endividados

Pesquisa mostra que apesar da estabilidade do percentual de endividados houve uma mudança na configuração do nível de endividamento

Reporter Cidades

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A Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor divulgada nesta segunda-feira, dia 10, mostrou que 65,1% das famílias gaúchas estão endividadas. Na comparação com dez/19 (66,2%) houve queda e na comparação com jan/19 um leve aumento (63,2%). Entretanto observar o número de forma global não ajuda a explicar o aumento persistente do percentual de famílias com contas em atraso e das famílias sem condições de pagar suas contas em atraso nos próximos 30 dias. Em jan/20, os inadimplentes foram 48,0% do total das famílias entrevistadas. Já em jan/19 eram 38,7%. Os que se encontram em situação de inadimplência persistente, por sua vez, passaram de 5,8% para 13,5% no mesmo período.

“A configuração do grupamento de pessoas endividadas mudou de forma significativa no último ano. Uma parcela grande dos que se consideravam mais ou menos endividados se dividiu em dois grupos de proporções semelhantes no período. Um grupo conseguiu reestruturar seu o orçamento e reduziu seu grau de endividamento. O outro passou à condição de muito endividado e isso é o que pode explicar o aumento do percentual de inadimplentes”, comentou Luiz Carlos Bohn, presidente da Fecomércio-RS.

O alto comprometimento da renda com o pagamento de dívidas impulsiona a inadimplência. Na pesquisa de janeiro, 14,2% dos entrevistados disseram que tem mais de 50,0% da renda vinculada ao pagamento de dívidas, percentual que é ainda mais alto entre aqueles que ganham menos de 10 salários mínimos. “O alto endividamento pode ter diferentes causas. Mas existem causas que podem e devem ser evitadas. A falta de organização financeira é uma delas. Mais do que ter educação financeira, precisamos ter uma cultura financeira. O entendimento que precisamos avaliar sempre custos e benefícios, olhar para o curto prazo, mas não desprezar os efeitos de longo prazo das nossas escolhas”, concluiu Luiz Carlos Bohn.

Acesse aqui a pesquisa completa.

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Economia

Vendas de máquinas e equipamentos têm alta de 5,1% em 2020

Reporter Global

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O setor exportou R$ 7,3 bilhões no ano passado

 

 

As vendas da indústria brasileira de máquinas e equipamentos totalizaram no ano de 2020 R$ 144,5 bilhões, resultado 5,1% superior ao registrado em 2019. No mês de dezembro, as vendas somaram R$ 13,4 bilhões, 36,7% superior ao obtido no mesmo mês de 2019. Os dados, divulgados hoje (27), são da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).

“Após sucessivas retrações, o ano de 2020 encerra com a sinalização de normalização das vendas internas e melhoria das exportações para 2021”, disse a entidade em nota.

Dentre os segmentos que mais colaboraram com o aumento nas vendas estão máquinas para bens de consumo, em especial máquinas para madeira, alimentos e refrigeração.

O setor vendeu ao exterior, no ano passado, R$ 7,3 bilhões em equipamentos, montante 23,7% inferior ao registrado em 2019. Em dezembro, as exportações somaram R$ 759,2 milhões, 0,9% a mais que o obtido no mesmo mês de 2019.

“Ainda que o crescimento de dezembro seja modesto, o resultado sinaliza uma possível mudança de rumo das exportações em 2021. No acumulado do ano, as vendas externas de máquinas registraram a maior queda desde a crise de 2009”, ressaltou a entidade.

 

 

Empregos

A quantidade de pessoas ocupadas no setor de máquinas e equipamentos em 2020 superou a de 2019. Em dezembro, o setor fechou o ano com 326,5 mil postos de trabalho, quase 24 mil empregos a mais que o observado em 2019. “A forte recuperação na produção dos setores fabricantes de máquinas ferramentas, máquinas agrícolas, reservatórios metálicos e determinados componentes explicam este aumento”, disse a entidade.

De acordo com a Abimaq, a estimativa é que o setor consiga um aumento nas vendas em 2021 na faixa de 7%.

 

 

FONTE: Agencia Brasil

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Economia

Dívida pública pode alcançar até R$ 5,9 trilhões em 2021

Reporter Global

Publicado

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Marcello Casal Jr/ Agencia Brasil

 

 

Números foram divulgados pelo Tesouro Nacional

 

 

Depois de encerrar 2020 levemente acima de R$ 5 trilhões e em nível recorde, a Dívida Pública Federal (DPF) deverá chegar ao fim de 2021 entre R$ 5,6 trilhões e R$ 5,9 trilhões. Os números foram divulgados hoje (27) pelo Tesouro Nacional, que apresentou o Plano Anual de Financiamento (PAF) da dívida pública para 2021.

De acordo com o PAF, que apresenta metas para a dívida pública para este ano, o governo criou um espaço para aumentar a fatia de títulos prefixados (com taxas de juros fixas e definidas antecipadamente) e reduzir a participação dos papéis corrigidos pela taxa Selic (juros básicos da economia). Isso ajudaria a acomodar a perda de interesse dos investidores nos títulos vinculados à Selic, que está no menor nível da história, em 2% ao ano, e abaixo da inflação acumulada em 12 meses (4,52%).

Segundo o documento, a fatia dos títulos prefixados deverá encerrar o ano entre 38% e 42% da DPF. A parcela vinculada à Selic deverá cair para uma faixa entre 28% e 32%. Atualmente, cada um dos dois tipos de papéis registra participação de 34,8%.

A proporção da dívida pública corrigida por índices de preços deverá ficar entre 24% e 28%. Hoje está em 25,3%. Já a participação da dívida corrigida pelo câmbio, considerando a dívida pública externa, deverá encerrar o ano entre 3% e 7%. O percentual atual está em 5,1%. Os números não levam em conta as operações de compra e venda de dólares no mercado futuro pelo Banco Central, que interferem no resultado.

No ano passado, o PAF inicialmente previa que a Dívida Pública Federal poderia encerrar 2020 em R$ 4,75 trilhões. Por causa do impacto da pandemia de covid-19, o limite foi elevado para R$ 4,9 trilhões em agosto.

 

 

Composição

Em 2020, a DPF teve redução de títulos corrigidos por taxas flutuantes, que caíram de 38,9% em dezembro de 2019 para 34,8% no mês passado. Segundo o Tesouro, isso se deveu à queda da taxa Selic (juros básicos da economia), que estão abaixo da inflação e provocaram fuga de investidores desses papéis. O percentual ficou abaixo do mínimo estabelecido pelo PAF de 2020, que estimava que a participação encerraria o ano entre 36% e 40%.

A participação de papéis prefixados (com juros definidos no momento da emissão) subiu de 31% em 2019 para 34,8% em 2020, levemente desenquadrado em relação às metas do PAF. O documento previa que a proporção deveria encerrar 2020 entre 30% e 34%. Com a queda da Selic, os investidores migraram para os títulos prefixados.

A fatia de títulos corrigidos pela inflação caiu levemente, de 26% para 25,3%, dentro do intervalo estabelecido entre 23% e 27%. A dívida corrigida pelo câmbio, considerando a dívida pública externa, fechou 2020 em 5,1%, também dentro da margem de 3% a 7% estimada no PAF.

Em tese, os títulos corrigidos por taxas flutuantes aumentam o risco da dívida pública, porque a Selic pressiona mais o endividamento do governo quando os juros básicos da economia sobem. No entanto, com a queda recorde dos juros básicos no ano passado, o aumento da participação desses papéis beneficiou o Tesouro porque ajudou a segurar o pagamento dos juros da dívida pública.

Quando o Banco Central reajusta os juros básicos, a parte da dívida interna corrigida pela Selic aumenta imediatamente. A taxa de juros dos papéis prefixados é definida no momento da emissão e não varia ao longo do tempo. Dessa forma, o Tesouro sabe exatamente quanto pagará de juros daqui a vários anos, quando os papéis vencerem e os investidores tiverem de ser reembolsados.

 

 

Prazo

O Plano Anual de Financiamento também abriu uma margem para diminuir o prazo da DPF. No fim de 2020, o prazo médio ficou em 3,6 anos. O PAF estipulou que ficará entre 3,2 e 3,6 anos no fim de dezembro. O Tesouro divulga as estimativas em anos, não em meses. Já a parcela da dívida que vence nos próximos 12 meses encerrará 2021 entre 24% e 29%. Atualmente, está em 27,6%.

Segundo o Tesouro, o governo tem dois mecanismos de segurança para garantir a capacidade de financiamento em caso de crise econômica que não permita ao Tesouro lançar títulos no mercado. Em primeiro lugar, o governo tem reservas internacionais suficientes para pagar os vencimentos da dívida pública externa em 2021, que totalizam R$ 34,65 bilhões. Além disso, o governo tem um colchão de R$ 881,3 bilhões para cobrir pouco mais de seis meses dos vencimentos da dívida pública interna.

Por meio da dívida pública, o Tesouro Nacional emite títulos e pega dinheiro emprestado dos investidores para honrar compromissos. Em troca, o governo compromete-se a devolver os recursos com alguma correção, que pode seguir a taxa Selic, a inflação, o câmbio ou ser prefixada, definida com antecedência.

 

 

FONTE: Agencia Brasil

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Economia

Produção de motocicletas cai 13,2% em 2020

Reporter Global

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Mesmo com queda, resultado superou expectativa da Abraciclo

 

A produção de motocicletas caiu 13,2% no ano passado, ao totalizar 961.986 unidades na comparação com as 1.107.758 fabricadas em 2019. Mesmo assim, o volume superou as expectativas da Associação Brasileira dos Fabricantes de Motocicletas, Ciclomotores, Motonetas, Bicicletas e Similares (Abraciclo), que previa fabricar 937.000 motocicletas.

Em balanço divulgado hoje (27), a Abraciclo informou que os emplacamentos somaram 915.157 unidades em 2020, volume 15% inferior ao alcançado em 2019 (1.077.234). A Street foi a categoria com mais emplacamentos, com 458.577 unidades licenciadas e 50,1% do mercado. Na sequência, vieram a Trail (176.975 unidades e 19,3% de participação) e Motoneta (141.656 e 15,5%).

“Hoje a motocicleta é apontada como um meio de locomoção seguro para evitar a aglomeração do transporte público e se transformou em um instrumento de trabalho e fonte de renda para as pessoas que passaram a atuar nos serviços de entrega”, disse o presidente da entidade, Marcos Fermanian.

 

 

Estimativas

Para este ano, a Abraciclo estima que as fábricas localizadas no Polo Industrial de Manaus produzam 1.060.000 motocicletas, o que corresponde a um aumento de 10,2% na comparação com as 961.986 unidades produzidas em 2020.

As vendas devem chegar a 980.000 unidades, com alta de 7,1% em relação às 915.157 motocicletas emplacadas em 2020. As exportações deverão totalizar 40 mil unidades, volume 18,5% maior em relação às 33.750 unidades registradas no ano passado.

Segundo Fermanian, a expectativa do setor para 2021 é recuperar parte das perdas do ano passado. “A chegada da vacina será o ponto chave para recuperarmos as perdas provocadas pela maior crise, tanto sanitária quanto econômica, que já enfrentamos. Por isso, acreditamos que a tendência é que a produção de motocicletas siga em ascensão nos próximos meses.”

 

 

Medidas restritivas

Apesar da demanda por motocicletas estar em alta tanto no mercado interno quanto externo, as fábricas localizadas em Manaus continuam operando com medidas sanitárias restritivas devido ao quadro provocado pela pandemia de covid-19. Fermanian destacou que, para atingir os volumes registrados em 2020, foi necessário contratar mais funcionários, já que havia necessidade de atender os protocolos de segurança.

“Recentemente, com a implantação do toque de recolher pelo governo do Amazonas, todas as associadas adequaram seus turnos de trabalho. Além disso, redobramos os cuidados com as medidas de saúde e segurança para garantir a saúde dos colaboradores”, disse.

De acordo com o presidente da Abraciclo, alguns os fabricantes têm encontrado dificuldade para manter a produtividade e os estoques, já que há plantas totalmente paradas e outras em turno, o que deve gerar prejuízo no volume de produção em janeiro. “As dificuldades são muito grandes, e temos que lidar com essa situação esperando que as ações dos governos consigam desenvolver medidas que mitiguem essas dificuldades que têm impactado em toda a sociedade.”

Fermanian ressaltou que há um descompasso entre produção e demanda, porque os estoques já haviam terminado em 2020, e a expectativa era de que a produção dos três primeiros meses do ano atendesse à demanda. “Hoje todas as modalidades sofrem. Há propostas já aprovadas nas financeiras, e a concessionária espera a motocicleta chegar à loja para concluir a venda.”

 

 

FONTE: Agencia Brasil

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