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Covid-19 é três vezes menos letal no Brasil do que na Itália

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Taxa de mortalidade por Covid-19 na Itália é mais alta que no Brasil | Foto: Matthias Rietschel / AFP


A taxa de letalidade da Covid-19 no Brasil é três vezes menor do que a registrada na Itália, de acordo com levantamento do R7 com base nos dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), que divulga relatórios diários sobre a doença provocada pelo novo coronavírus. Até essa segunda-feira, o Brasil tinha informado à autoridade máxima de saúde no mundo 3.904 casos de Covid-19, com 114 mortes. Isso representa uma taxa de mortalidade de 2,92%. Na prática, de cada cem pessoas que pegam o vírus, três morrem no país.

A Itália havia confirmado oficialmente 97.689 casos da doença até ontem, com 10.781 mortes. Com isso, a taxa de letalidade entre os italianos chega a 11,03% — na prática, de cada cem pessoas que ficam doentes, 11 não resistem aos efeitos da covid.

 Para o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto de Infectologia Emílio Ribas e do Hospital Israelita Albert Einstein, ambos de São Paulo, a taxa de letalidade menor da doença no país se explica, principalmente, pelo isolamento social. “A gente tem dois aspectos fundamentais que explicam isso. Primeiro, tivemos a possibilidade de preparar as UTIs para receber essas pessoas e conseguimos atender prontamente, neste momento. A assistência de saúde, até agora, tem sido qualificada. E a capacidade de atender a essas pessoas tem a ver diretamente com o isolamento social”, afirmou.

O infectologista também destaca o tratamento da Covid-19 com uma combinação de cloroquina com um antibiótico: “Segundo, que também temos a nosso favor a possibilidade de muitos serviços já terem iniciado o protocolo experimental do uso combinado da azitromicina, que é um antibiótico com ação anti-inflamatória, e a cloroquina, que é antirreumático e usado para malária, com bons resultados”. 

Porém, o médico é enfático ao reforçar a necessidade de isolamento social para que as unidades de atendimento continuem prestando o socorro devido aos infectados. “De fato, a letalidade aqui está sendo menor por aqui, a gente quer perder menos vidas, e para isso a gente precisa das pessoas e precisa manter o isolamento social”, disse. “Reforço isso.”

Para efeito de comparação, e, nos Estados Unidos, onde a doença caminha a passos largos, a letalidade está em 1,7%. Até agora, 122,6 mil americanos testaram positivo para a Covid-19, com 2.112 mortes confirmadas.  Os hospitais norte-americanos enfrentam dificuldades no atendimento, uma vez que o fluxo de pessoas que os procuram aumentou muito nos últimos dias. Há até um navio-hospital da Marinha com mil leitos e 12 salas de cirurgia ancorado em Nova York.

A taxa média mundial é de 4,77%. Oficialmente, segundo a OMS, eram 693.224 casos de Covid-19 registrados no mundo até ontem, com 33.106 mortes.

Vale lembrar que, para chegar ao cálculo da taxa de letalidade, a quantidade de pessoas que fez o teste para Covid-19 influencia o cálculo final. Há um número representativo de subnotificações, ou seja, pessoas que têm a doença, mas estão assintomáticas e/ou não fizeram o teste. Por isso, não constam dos dados oficiais. Só na China, estima-se que 86% dos doentes não entraram nas estatísticas porque não fizeram o teste.

Outro fator é a idade dos pacientes. a população italiana é mais idosa que a brasileira. Um em cada quatro moradores da Itália tem mais de 60 anos, enquanto, no Brasil, cerca de 13% se encaixam nessa faixa etária. No caso do Brasil, como explica Dr. Jean, o fato de a idade média da população ser menor do que na Itália também faz com que a taxa de letalidade seja menor por aqui. 

Casos de Covid-19

O Brasil registrou o primeiro caso da doença no dia 25 de fevereiro (a OMS tabulou esse dado no dia 27, dois dias depois). Mais de um mês depois, o país tinha até ontem 3.904 casos da Covid-19.

Já a Itália já diagnosticou 97.689 habitantes com a doença e os Estados Unidos, novo foco da pandemia, já tem pelo menos 122.653 pessoas com a enfermidade.

Mortes por Covid-19

Se, por um lado, a taxa de letalidade da doença no Brasil está abaixo daquela registrada na Itália, o ritmo de mortes está levemente mais acelerado. O Brasil teve o primeiro óbito por Covid-19 registrado em 17 de março – a OMS computou esse óbito dois dias depois. Desde então, a quantidade de pessoas que não resistiram aumentou e o país registrou 114 até ontem, 12 dias depois do primeiro registro.

Para efeito de comparação, a Itália teve 107 mortes após o mesmo intervalo de tempo, e os Estados Unidos, 41.

Correio do Povo

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Mundo

Briga de atletas por contratos de imagem em videogame como FIFA e PES para no STJ

Pável Bauken

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Jogadores e ex-jogadores de futebol têm um novo adversário em comum hoje em dia: os jogos de videogame. Atualmente correm somente no Superior Tribunal de Justiça (STJ), em Brasília, mais de 70 processos movidos contra os dois principais simuladores da modalidade, o FIFA e o Pro Evolution Soccer (PES). As ações são todas por uso indevido da imagem nos jogos virtuais e também por danos morais. Os atletas alegam que não assinaram contratos para autorizarem a aparição de nomes, figuras e características técnicas nos produtos.

O imbróglio se explica pelo artigo 87-A da Lei Pelé, de 1998, que determina que a imagem de cada atleta só poderá ser explorada em caso de um contrato específico para essa finalidade Por causa dessa determinação, teve início a enxurrada de processos nos últimos anos contra as desenvolvedoras de jogos virtuais. O Brasil é uma complexa exceção no mundo do futebol, pois obriga as empresas a negociarem com a CBF para utilizar o nome do Brasileirão, com os clubes para reproduzir o nome, os estádios e os uniformes e torna necessário também fechar acordos com cada um dos atletas. Em outros países, cabe à liga local centralizar o licenciamento dos direitos de exploração, em um formato que facilita a produção dos jogos virtuais.

O Estadão buscou informações sobre os processos na plataforma de busca do STJ e do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP). Os dados são públicos. O valor inicial das ações de indenização é de em média R$ 150 mil. Entre os nomes que têm processos em andamento contra as desenvolvedoras de jogos estão atletas em atividade na Série A – casos de Victor Ferraz e Vanderlei, do Grêmio, Marcelo Lomba, do Internacional, e Wellington Paulista, do Fortaleza. Há outros nomes já aposentados, entre eles o ex-volante Vampeta e o ex-atacante Iarley.

Porém, o volume de processos já movidos contra as empresas desenvolvedoras de jogos é bem maior. O advogado de todas as mais de 70 ações de atletas que tramitam no STJ, Marcel Bragança Retto conta que desde 2014 já atuou em cerca de 250 casos do tipo. Segundo ele, os processos começaram quando os jogadores e seus representantes descobriram que foram retratados nos jogos virtuais sem a devida autorização contratual.

“Esses jogos de videogame além de exporem a imagem do jogador coletivamente, permite que segregue a imagem com as minúcias sobre as habilidade de cada um, tanto nos aspectos físicos como em atributos esportivos”, explicou. De acordo com o advogado, quase todas as ações movidas até hoje tiveram a vitória dos esportistas porque as desenvolvedoras dos jogos virtuais deveriam ter feito com cada atleta retratado um contrato específico para aparição no videogame.

Boa parte dos processos foi movida por ex-atletas porque alguns jogos lançados em anos anteriores continuam no mercado. “Nós defendemos que pelo fato de os jogos ainda estarem circulando e à venda em grandes plataformas, o dano à imagem continua. Quem explora a imagem de um atleta com um aspecto comercial e mercantil, vai ter de indenizar”, disse o advogado.

A empresa responsável pelo PES, a Konami, disse à reportagem que não comenta assuntos que estão na Justiça. A EA Sports, que produz a série FIFA, não retornou o contato.

Um dos poucos nomes do futebol a tratar o caso publicamente foi o ex-goleiro Marcos, do Palmeiras. Em janeiro desde ano, ele gravou um vídeo nas redes sociais após ganhar a ação movida contra a série FIFA por aparições em jogos virtuais de 2005 a 2012. “Nunca pedi para me colocar no jogo. Joga com Buffon, Neuer, com os caras lá que eles pagam um monte de dinheiro. Quer tirar meu nome, pode tirar. Só que se colocar meu nome tem de pagar”, disse na ocasião.

Segundo especialistas ouvidos pelo Estadão, as reclamações dos atletas são coerentes e têm como causa central não existir no Brasil uma liga nacional nos moldes das existentes na Europa e nos esportes americanos. Essas organizações concentram coletivamente os direitos de exploração comercial, o que facilita a produção de contratos de direitos de imagem para jogos virtuais.

“A empresa do vídeo deveria pedir autorização aos atletas, mas não pediu e ainda fez disso um uso que prejudicou a imagem e a moral a quem foi retratado no videogame”, disse o advogado especialista em propriedade intelectual e sócio do Corrêa da Veiga Advogados, Luciano Andrade Pinheiro. “A inexistência de uma liga nacional de futebol é historicamente um dos primeiros entraves, pois faz com que as empresas tenham que negociar diretamente com cada clube e isso é sempre complexo”, afirmou o advogado especialista em direito desportivo Eduardo Carlezzo.

Ex-superintendente de marketing do Corinthians, Gustavo Herbetta chegou a atuar no passado em negociações com desenvolvedoras de jogos e avalia que outro problema existente no Brasil é a forma como os direitos de imagem de atletas são utilizados. “Esses contratos surgiram não para regular o uso da imagem do atleta, mas sim como uma forma de os clubes evitarem tributos trabalhistas”, disse o fundador da fundador da empresa de marketing esportivo Lmid.

Por Ciro Campos – Estadão

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Mundo

Como planejar uma viagem econômica nas férias

Reporter Global

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Nos últimos anos, viajar tem se tornado uma atividade cara, com a alta do dólar, e o mercado cada vez mais afetado pela instabilidade econômica. Informações divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), no início de dezembro, mostram que a taxa de desemprego subiu para mais de 14% no terceiro trimestre do ano, o que vai impactar no turismo e na economia como um todo. Por isso, vale a pena pensar em cada detalhe para gastar menos e ter um saldo positivo no bolso e aproveitar ainda mais a viagem de férias.

Especialistas recomendam que, junto ao bom planejamento, o turista tenha flexibilidade na hora de fazer um plano de viagem, o que implica em estar aberto e fazer alguns ajustes. Isso porque viajar e bater perna por aí, que é um objeto de desejo de muita gente, ficou bem mais fácil de ser realizado com a ajuda da tecnologia que permite procurar passagens mais baratas e hospedagens mais econômicas. Ainda, explorar destinos mais perto de casa pode ser uma alternativa para que o turista economize na viagem. Para ajudar o turista nessa tarefa, seguem algumas dicas do que é possível fazer para botar o pé na estrada nas férias e se divertir de forma mais econômica

– Buscar hospedagens mais flexíveis

Procurar hospedagem mais em conta e sem tarifas exorbitantes em aplicativos e plataformas digitais que possibilitem a escolha de um lugar confortável e ao mesmo tempo mais barato. É possível fazer uma troca de casa nas férias com a BeLocal Exchange (www.belocalexchange.com), em que associados de um clube trocam de casa entre si e economizam na hospedagem; alugar um imóvel particular, algo que ficou comum nos últimos anos, e até mesmo reservar um quarto em imóvel no destino de sua preferência no AirBnb (https://www.airbnb.com.br/) e VRBO (https://www.vrbo.com/pt-br/)

– Procurar destinos onde o real é valorizado

Se quiser viajar para o exterior, pensar em lugares vizinhos e perto de casa. Na América Latina, países como Argentina e Uruguai, são boas opções. É bom pesquisar indicações no site TripAdvisor (https://www.tripadvisor.com.br/) e em portais de turismo de países que fazem fronteira com o Brasil.

– Desapegar de lugares mais famosos

Pode ser um sonho conhecer Paris ou Nova York, mas não vale colocar o orçamento em perigo. É possível esperar um pouco mais para realizar esse sonho e procurar lugares para gastar menos e que proporcione boas experiências. Vale o mesmo para destinos brasileiros, nem sempre muito procurados.

– Pesquisar voos e rotas por terra

Assim como existem buscadores para hospedagens mais baratas, não é difícil achar voos com horários e preços para gastar menos. Milhas ajudam a abater parte dos seus gastos na passagem e em serviços. O site Kayak, um dos principais metabuscadores de viagem do mundo, lançou o Detetive de Preços (https://www.kayak.com.br/detetive-de-precos) uma ferramenta para ajudar os viajantes brasileiros a garantir a sua próxima viagem. O Google Maps sempre é um bom caminho para quem vai pegar a estrada de carro.

– Dar preferência a experiências locais

Numa viagem, sempre é bom ficar mais leve e tirar os shoppings e as lojas de compras do roteiro, evitando trazer lembranças caras para os parentes. Se quiser trazer algo, vale buscar algo mais original e local, pois a tentação pode ser avassaladora. Ainda, aproveitar atrações ao ar livre e curtir muito o ambiente externo depois de ficar tanto tempo em isolamento social.

Além disso, para tornar a viagem ainda mais econômica, é bom pesquisar antes da data da viagem sobre passeios turísticos gratuitos e, quando chegar ao destino, usar transporte público ou andar para conhecer a cidade. Se a hospedagem for feita em uma casa, é possível reservar algum período para fazer uma refeição gostosa na cozinha que certamente terá tudo à mão. Escolhas reais como essas podem tornar realidade as férias quando há preocupação em não estourar o caixa durante a viagem.

Estadão – Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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Mundo

Intercâmbio de casa favorece viagem econômica e confortável nas férias

Pável Bauken

Publicado

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© BiancoBlue | Dreamstime.com

Conhecer a vida de quem está do outro lado do mundo. Ou aqui pertinho. Ficar lá por semanas. Ou apenas um fim de semana. Viajar na alta temporada ou perambular na baixa temporada. A aventura sempre fez parte da natureza humana e agora será cercada de mais precauções de segurança. Estudo divulgado pela Imarsat, líder mundial em comunicações móveis globais por satélite, aponta uma mudança de comportamento entre os brasileiros, sinalizando que 85% do público que costuma viajar de avião não espera retornar às suas rotinas de viagem anteriores após o fim da pandemia.

Abrir as portas para novidades faz com que os turistas busquem um novo jeito de viajar e o intercâmbio de casas nas férias é um deles. Essa maneira inventiva de fazer turismo começou nos Estados Unidos, nos anos 50, como um clube de associados que trocavam de casa nas férias. Inserido dentro do turismo colaborativo, a iniciativa se firmou e, recentemente, as redes sociais deram o empurrãozinho que faltava para popularizá-la. No Brasil, a BeLocal Exchange (https://www.belocalexchange com/) é a empresa que vem promovendo o intercâmbio de casas nas férias, atuando com associados que formam uma comunidade de viajantes. O foco são os destinos brasileiros e de países vizinhos, muito embora tenha associados na Europa, nos Estados Unidos e na África do Sul.

A mudança no comportamento dos viajantes fez com que mais pessoas passassem a acreditar que investir no chamado capital fraterno pode render boas experiências, gerar alegria, multiplicar a confiança e contagiar futuras gerações para empreender uma forma mais sustentável de viajar. O intercâmbio de casas se coloca como a oportunidade para que isso aconteça, indo muito além de uma viagem corriqueira ou carimbos no passaporte. Baseada na economia colaborativa, a troca de casas nas férias é também uma maneira bem contemporânea de os viajantes acessarem uma hospedagem econômica e confortável, sem pagar um alto preço por isso.

Mais do que ajudar os turistas a economizarem em estadias em hotéis, esse modelo de viagem ajuda também o meio ambiente, fortalece novos vínculos e promove a confiança entre as pessoas. Para melhor planejar a viagem, é bom conhecer outras vantagens do intercâmbio de casa nas férias:

– Economizar em estadia

Muitas pessoas possuem excesso de horas acumuladas no trabalho e nem sempre se planejam para tirar férias ou passar um final de semana fora. Por que não aproveitar o feriado para descansar e fugir da aglomeração sem ter que se preocupar com hotéis e pousadas cheios? O intercâmbio de casas permite hospedagem sem grandes problemas.

– Ocupar um espaço ocioso

Em um mundo que busca sustentabilidade, é bom evitar que uma casa fique ociosa. Quinze dias ou um mês inteiro de uma casa ociosa tem um custo fixo alto. É uma tranquilidade ter pessoas cuidando de uma casa para que ela não se deteriore, enquanto seu dono está fora

– Conhecer novas pessoas

A vida corrida muitas vezes impede que os laços fraternos sejam ampliados e o intercâmbio de casas também ajuda a promover encontros com viajantes que trocam muito mais que seus endereços numa viagem.

Em resumo, fazer um intercâmbio de casas para viajar mais é um estilo de vida e uma nova forma de fazer turismo consciente em um modelo moderno e sustentável.

Estadão – Por DINO DIVULGADOR DE NOTÍCIAS

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