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Coronavírus: 60% do mundo ‘pode ser infectado’

A Organização Mundial da Saúde havia afirmado no domingo 9 que os casos de pacientes infectados fora da China seriam apenas a ‘ponta do iceberg’

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Gabriel Leung, reitor da Faculdade de Medicina da Universidade de Hong Kong: ataque em 'ondas' de contaminação —21/01/2020 Tyrone Siu/Reuters


O novo coronavírus pode infectar cerca de 60% da população mundial se não for bem controlada a pneumonia que causa, recentemente batizada de Covid-19. A avaliação foi apresentada pelo reitor da Faculdade de Medicina da Universidade de Hong Kong e um dos principais epidemiologistas da região, Gabriel Leung, ao jornal britânico The Guardian nesta terça-feira.

A caminho de uma reunião na Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra, Leung, disse que, se cada paciente infectar em média cerca de outras duas pessoas, como a maioria dos especialistas cogita, a “taxa de ataque” do novo coronavírus implicaria em pelo menos 60% da população mundial sendo contaminada.

Como ressalva, o pesquisador explicou que essa magnitude de infecção talvez seja alcançada em “ondas” distintas de contaminação. “Talvez o coronavírus atenue sua letalidade porque certamente não o ajuda matar qualquer pessoa que encontre. Senão, [o coronavírus] morre também”.

A taxa de letalidade está em cerca de 2%. De acordo com o último relatório divulgado pela OMS nesta terça-feira às 6h (horário de Brasília), o total de casos registrados mundialmente é de 43.103, com 1.018 mortes — dentre elas, apenas uma única fora da China, nas Filipinas.

A diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom, havia dito no domingo 9 que os então 307 casos de pacientes infectados fora da China poderiam ser apenas a “ponta do iceberg”. A cifra chegou a 395 casos nesta terça.

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Hiroshima: primeiro ataque com bomba atômica completa 75 anos

Cidade reconstruída após bombardeio se tornou símbolo da paz

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© REUTERS / KYODO / direitos reservados Geral

“Pensem nas crianças mudas, telepáticas. Pensem nas meninas cegas, inexatas. Pensem nas mulheres rotas, alteradas. Pensem nas feridas como rosas cálidas …”

Os versos são do poeta brasileiro Vinícius de Moraes, que também foi diplomata. Anos depois Gerson Conrad musicou. Você certamente já ouviu essas palavras com a banda Secos e Molhados.

A música faz referência a um dos episódios mais incrédulos da humanidade, a bomba atômica que destruiu a cidade que era base militar japonesa, Hiroshima, no dia 6 de agosto de 1945, durante a Segunda Guerra Mundial.

Bomba atômica
Bomba atômica – Reuters / US ARMY/ Direitos Reservados

Três dias depois, mais um ataque nuclear destruiria outro alvo, a cidade Nagazaki. Mas o Japão só se renderia e daria fim à guerra no dia 2 de setembro de 1945.

Hoje, 75 anos depois do bombardeio, Hiroshima está reconstruída. Se tornou uma das cidades mais modernas e desenvolvidas do Japão.

Memorial da Paz de Hiroshima foi construído para não deixar que o mundo se esqueça do que uma bomba atômica é capaz.

Relembre

A Segunda Guerra Mundial começou quando a Alemanha invadiu a Polônia em 1939 e terminou com a rendição do Japão em 1945.

De um lado os Aliados (grupo liderado por Estados Unidos, Inglaterra, França e União Soviética) e do outro lado o Eixo (formado principalmente por Alemanha, Itália e Japão).

Para entender como começou a Segunda Guerra Mundial ouça o programa da Rádio Nacional, Na Trilha da História.

Como foi o ataque nuclear em Hiroshima

Aeronave B-29, apelidada de Enola Gay.
Aeronave B-29, apelidada de Enola Gay. – Governo dos Estados Unidos da América

Os Estados Unidos atacaram o Japão no dia 6 de agosto de 1945, às 8h15. Alguns historiadores dizem que foi um revide ao ataque dos japoneses à base militar norte-americana em Pearl Harbor, no Havaí, em 1941.

O primeiro avião norte-americano tinha a missão de checar as condições climáticas de Hiroshima.

O segundo avião (modelo B-29), pilotado por Paul Tibbets, tinha a missão de jogar a bomba. A aeronave foi batizada pelo piloto como Enola Gay, nome de sua mãe. A bomba recebeu o apelido de Little Boy (pequena criança).

O terceiro avião fotografou a explosão da bomba.

A bomba explodiu a 600 metros do chão. Causou danos num raio de 5 quilômetros. Apenas a Doma de Hiroshima ficou de pé, onde hoje é o Memorial da Paz de Hiroshima. Cerca de 70 mil pessoas morreram imediatamente ao ataque por queimadura e envenenamento após a explosão.

Doma de Hiroshima antes e depois da bomba atômica.
Hiroshima, por Reuters / dos arquivos – 75º aniversario das bombas atômicas

Confira dez filmes sobre a bomba atômica e o Japão na Segunda Guerra

1 – Hiroshima mon Amour (Alan Resnais – 1959)

2 – Black Rain – A coragem de uma raça (Shôhei Imamura-1989)

3- Gembaku no ko -Filhos de Hiroshima (Kaneto Shindo -1952)

4- Rapsódia em Agosto (Akira Kurosawa – 1991)

5- Início do Fim (Roland Joffé – 1989)

6- Cartas de Iwo Jima (Clint Eastwood – 2006)

7 – A Conquista da Honra (Clint Eastwood – 2006)

8 – Império do Sol (Steven Spielberg – 1987)

9- Túmulo dos Vagalumes (Isao Takahata – 1988)

10 – Furyo, Em Nome da Honra (Nagisa Ōshima – 1983)

ebc

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Mundo

Passa de 70 o número de mortos por explosão gigantesca em Beirute

Autoridades dizem que número de mortos deve crescer

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© REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

Uma explosão gigantesca em armazéns no porto de Beirute matou mais de 70 pessoas, feriu mais de 2.750 e provocou ondas de choque que estilhaçaram janelas, danificaram edifícios e fizeram estremecer o chão da capital libanesa nesta terça-feira (4).

Smoke rises from the site of an explosion in Beirut
Fumaça no local da explosão de armazém em Beirute- REUTERS/ISSAM ABDALLAH/Direitos reservados

Autoridades disseram que o número de mortos deve crescer, à medida que equipes de emergência escavam os destroços para resgatar pessoas e retirar os corpos. Foi a mais poderosa explosão em anos a atingir Beirute, que já sofre com uma crise econômica e com a pandemia do novo coronavírus.

O ministro do Interior do Líbano afirmou que informações iniciais indicavam que material altamente explosivo, apreendido anos atrás, estava armazenado no porto e havia explodido.

Israel, que já travou diversas guerras contra o Líbano, negou qualquer tipo de envolvimento e ofereceu ajuda.

“O que estamos testemunhando é uma enorme catástrofe”, afirmou o diretor da Cruz Vermelha no Líbano, George Kettani, à rede Mayadeen. “Há vítimas e mortos por toda parte”.

Horas após a explosão, que aconteceu pouco depois das 18h (horário local), um incêndio ainda ardia no distrito portuário, projetando um brilho alaranjado no céu noturno, enquanto helicópteros sobrevoavam e sirenes de ambulância soavam por toda a capital.

Uma fonte da área de segurança disse que vítimas foram levadas para tratamento fora da cidade pois os hospitais de Beirute estavam lotados de feridos. Ambulâncias da Cruz Vermelha do norte e do sul do país e do vale do Beca, no leste, foram chamadas para ajudar.

 Beirute, explosão, zona portuária
Ao menos 70 pessoas morreram com a explosão – REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

A explosão foi tão grande que alguns moradores de Beirute, onde ainda estão vivas as memórias dos bombardeios pesados durante a guerra civil que durou entre 1975 e 1990, pensaram estar passando por um terremoto. Pessoas atordoadas, feridas e chorando andavam pelas ruas procurando parentes.

“Eu prometo que esta catástrofe não passará sem que os culpados sejam responsabilizados”, disse o primeiro-ministro, Hassan Diab, em pronunciamento ao país. “Os responsáveis pagarão o preço”, disse em um discurso televisionado, acrescentando que os detalhes do “perigoso depósito” que explodiu seriam tornados públicos.

O ministro do Interior disse ao canal de televisão Al Jadeed que nitrato de amônio era armazenado no porto desde 2014.

Imagens da explosão compartilhadas por moradores da cidade nas redes sociais mostram uma coluna de fumaça subindo do porto, seguida por uma enorme explosão, provocando uma bola de fogo e uma nuvem branca no céu. Pessoas que filmavam o incidente a partir de edifícios altos a 2 quilômetros do porto foram arremessadas para trás pela onda de choque.

Destruição provocada por explosão em Beirute
Destruição provocada por explosão em Beirute – REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

Não ficou imediatamente claro o que causou o foco de incêndio inicial que provocou a explosão.

O ministro da Saúde do Líbano disse que ao menos 78 pessoas foram mortas e que mais de 2.750 ficaram feridas. A Cruz Vermelha libanesa disse que centenas de pessoas foram levadas a hospitais.

.Uma densa coluna de fumaça é vista em Beirute 04/08./2020 REUTERS/Mohamed Azakir
Uma densa coluna de fumaça é vista em Beirute – REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos reservados

O governador do porto de Beirute disse ao canal Sky News que uma equipe de bombeiros que estava combatendo o incêndio inicial havia “desaparecido” após a explosão.

O presidente Michel Aoun convocou uma reunião de emergência do Conselho Supremo de Defesa. O primeiro-ministro pediu um dia de luto na quarta-feira.

O poderoso movimento libanês do Hezbollah disse que todas as forças políticas do país devem superar a “dolorosa catástrofe” depois da explosão.

Destruição provocada por explosão em Beirute
Destruição provocada por explosão em Beirute – REUTERS/Mohamed Azakir/Direitos

Um navio da força-tarefa marítima da ONU no Líbano que estava atracado no porto de Beirute foi danificado, e alguns militares da força de paz ficaram feridos na explosão, disse a Força Interina das Nações Unidas no Líbano (Unifil).

ebc

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Mundo

Levado pela maré, menino de 10 anos sobrevive graças a conselhos que viu na TV

O menino passou uma hora boiando de costas no mar, até ser resgatado por barco salva-vidas. Recomendações fazem parte de campanha nacional para prevenir afogamentos.

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O menino foi levado pelo vento e pela maré para o outro lado da baía sul de Scarborough — Foto: BBC

A tripulação de barco salva-vidas ficou “impressionada” com um garoto de 10 anos que sobreviveu por mais de uma hora no mar, ao seguir os conselhos que ele viu em um documentário da BBC.

O menino havia desaparecido após entrar no mar em Scarborough, no norte da Inglaterra, na sexta-feira (31).

Ele foi achado pelos salva-vidas boiando na água de costas, com os braços e as pernas abertos, gritando por socorro.

Estas são as recomendações feitas pela Royal National Lifeboat Institution (RNLI), organização sem fins lucrativos britânica dedicada a prestar auxílio a banhistas, para quem enfrentar dificuldades ao nadar.

‘Aterrorizante e estressante’

Os salva-vidas foram chamados quando o menino sumiu após ser levado pela maré e pelo vento. Ele foi resgatado próximo a um pier, do outro lado da baía sul de Scarborough.

Segundo Lee Marton, tripulante do barco salva-vidas, o garoto seguiu as instruções dadas pelo documentário da BBC Saving Lives at Sea (Salvando Vidas no Mar, em tradução livre).

As recomendações fazem parte da campanha nacional de prevenção de afogamentos da RNLI, “Respeite a Água”.

A organização diz que qualquer pessoa que esteja passando apuros no mar deve tentar conter o instinto de nadar mais forte ou se debater – isso pode levar alguém a aspirar água e se afogar.

“Estamos muito impressionados com esse rapaz incrível, que conseguiu manter a calma e seguir os conselhos de segurança, em circunstâncias terríveis e estressantes. Se não tivesse feito isso, o resultado poderia ter sido muito diferente”, disse Marton.

O garoto reencontrou sua família no posto salva-vidas antes de ser levado para fazer exames em um hospital.

A sexta-feira foi o dia mais quente do ano e o terceiro mais quente já registrado no Reino Unido, o que levou milhares de pessoas às praias do país.

A Guarda Costeira britânica disse que registrou seu maior número de chamadas diárias em mais de quatro anos, com 329 incidentes registrados, incluindo pessoas levadas por correntezas e relatos de crianças desaparecidas.

G1

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