Consumo de álcool interfere no ganho de massa muscular? – Portal Plural
Connect with us

Saúde

Consumo de álcool interfere no ganho de massa muscular?

Publicado

em



 

Fisiologistas explicam como as bebidas alcoólicas podem afetar a hipertrofia e ensinam a fazer uma conta para avaliar a quantidade em gramas que está sendo ingerida.

 

O consumo de bebidas alcoólicas exerce um efeito negativo sobre o ganho de massa muscular, especialmente o das fibras tipo 2. Essas são as fibras envolvidas em atividades que demandam força, velocidade e explosão, como sprints, saltos e musculação. Isso significa que o consumo crônico de álcool prejudica o ganho do condicionamento muscular necessário para o bom desempenho dessas atividades. Um estudo publicado em 2017 na Journal of Strength and Conditioning Research avaliou os efeitos do consumo de álcool pós-exercício sobre a sínese proteica.

No estudo, 19 voluntários, homens e mulheres, foram submetidos a duas baterias de testes. Na primeira, os indivíduos ingeriram 1,5 g de álcool por quilo de peso após a realização de exercícios de força. Na segunda, ingeriram placebo. Antes e 3 e 5 horas após os exercícios, os voluntários foram submetidos a uma biópsia muscular. Os resultados desse estudo mostraram que, em homens, o consumo de álcool após o exercício resistido atrapalhou a adaptação/ganho muscular pós-exercício.

De acordo com os autores, isto ocorre porque o álcool interfere com a atividade dos genes responsáveis pelo ganho de massa muscular, afetando a sinalização dos famosos IGF-1 e mTOR, termos muito conhecidos por aqueles que buscam a hipertrofia.

Em mulheres, apesar de não interferir com a sinalização da mTOR, o consumo de bebidas alcoólicas ainda assim prejudica a síntese de proteínas.

Além disso, estudos mostram que, em homens, o consumo de uma quantidade a partir de 1.5 g/Kg de peso de álcool já é capaz de diminuir a concentração e a biodisponibilidade do hormônio testosterona. E mais: o consumo crônico de bebidas alcoólicas afeta também os receptores androgênicos, prejudicando a capacidade do corpo de utilizar a testosterona.

 

Como calcular a quantidade de álcool da bebida?

É muito simples: verifique a graduação alcoólica da bebida.

Multiplique o volume em ml da bebida pelo percentual alcoólico.

Divida o valor em gramas obtido pelo seu peso em quilos.

Um exemplo: a cerveja tem 6% de percentual alcoólico. Numa lata de cerveja com 350 ml, a conta é: 350ml x 6/100 = 21.3 g de álcool. Num indivíduo de 70 kg, isso equivale a 0,3 g/ kg de peso.

Para um indivíduo de 70 quilos, 1.5g de álcool/Kg de peso = 105 g (70 x 1,5). Ou seja, o consumo de cinco latas de cerveja já é suficientes para interferir com o metabolismo da testosterona e prejudicar as adaptações musculares de indivíduos do sexo masculino.

Entretanto, a mensagem a ser considerada com muita atenção é que: não importa se você é homem ou mulher: se o seu objetivo é ganhar massa muscular, o consumo de álcool, especialmente no pós-exercício, deve ser avaliado muito com muito critério. E se a opção for mesmo pela ingestão da bebida alcoólica, considerar que o consumo concomitante de proteínas é fundamental para atenuar os efeitos negativos do álcool.

 

 

Globoesporte

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Saúde

Número de novos casos de Covid cai, mas internações aumentam em Três de Maio

Publicado

em



 

Boletim divulgado pela Secretaria Municipal da Saúde de Três de Maio nesta quarta-feira (09/06) confirmou 14 novos infectados pela Covid-19 no município.

 

É o menor número de registros diários desde 19 de maio, quando foram informados 12 casos.

Agora, são 2.970 casos registrados desde o início da pandemia, com 2.796 recuperados, 138 ativos e 36 mortes.

Além disso, 259 pessoas com sintomas gripais estão em acompanhamento.

Dez moradores de Três de Maio diagnosticados com Covid-19 estão internados e outros dois aguardam resultados dos exames laboratoriais. Ontem, eram nove internações.

Conforme o Mapa de Leitos do governo do RS, a taxa de ocupação da UTI do Hospital São Vicente de Paulo na noite de hoje (09/06) chega a 109,1%, isto é, a instituição já ultrapassou a sua capacidade máxima de atendimento.

 

FONTE: RADIO COLONIAL

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Saúde

CASE de Santo Ângelo enfrenta surto de Covid-19

Publicado

em



De acordo com o diretor da instituição, Rodrigo Medeiros, no momento são 17 funcionários afastados e três hospitalizados. “Estamos em quarentena até o dia 16 de junho”, destacou. Segundo ele, houve dez casos de internos infectados, que já se recuperaram.

Medeiros contou, ainda que quando começou o problema a instituição entrou com um pedido para que o município vacinasse os trabalhadores do local. “A Susepe vacinou no mês de abril. Estamos pedindo vacina desde então. Praticamente todos os outros Cases do Estado já vacinaram. Seremos os últimos”, desabafou, acrescentando que os casos começaram a surgir em meados de maio na instituição.

Medeiros também contou que devido a esta situação, os internos não podem ter aula presencial e nem receber visitas familiares

Fonte: Redação Grupo Sepé

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Saúde

Covid: mortes de pessoas abaixo de 60 anos superam as de idosos pela 1ª vez

Publicado

em



O avanço da vacinação entre idosos levou o país a registrar, pela primeira vez na pandemia, mais mortes entre crianças, jovens e adultos de covid-19 do que de pessoas a partir de 60 anos. Os dados são dos cartórios de registro civil do país, responsáveis pelas certidões de óbito. Na semana epidemiológica de número 22, entre os dias 30 de maio e 5 de junho, 53,6% dos óbitos de covid-19 no país foram de vítimas até 59 anos de idade. Na semana anterior, essa média havia ficado em 49% e era a maior até então.
Até ontem, estavam registradas no portal da transparência da Arpen Brasil (Associação Nacional de Registradores de Pessoas Naturais) 7.499 mortes na semana 22 em decorrência do novo coronavírus. O número absoluto ainda pode crescer devido a inserções de dados com atraso, mas o percentual por faixa etária não deve ser alterado.
Para efeito de comparação, na última semana antes do início da vacinação no país, entre 10 e 16 de janeiro, 77,5% das mortes registradas foram de vítimas com 60 anos ou mais e apenas 22,5% entre jovens e adultos. Em 2020, a participação de mortes na faixa etária dos 60 anos ou mais foi de 76%.
”A gente já começa a perceber mudanças nesse quadro etário na distribuição proporcional de óbitos e casos, mas também na incidência e na taxa de mortalidade da covid. A gente começou a sentir mesmo um pouco na transição de abril para maio”.
Fonte: UOL
[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Trending

© 2021 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×