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Conheça a rotina dos profissionais da segurança presidencial

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Estar disposto a cumprir jornadas de 24 horas, com alto nível de concentração; participar constantemente de treinamentos que envolvem lutas, natação, corrida, condicionamento físico, manuseio de armas, explosivos e agentes químicos; e até mesmo aulas de conduta, para saber como lidar com público e autoridades. E por fim, exercer também atividades administrativas. A folga só vem após três dias de trabalho.

Essa é a rotina dos profissionais diretamente ligados à segurança do presidente da República, Jair Bolsonaro.

 O Ministro Chefe do Gabinete de Segurança Institucional, General Augusto Heleno, durante apresentação do esquema de segurança da presidência da República.

Ministro do Gabinete de Segurança Institucional, Augusto Heleno, apresentou aos jornalistas o funcionamento da segurança presidencial – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Diante de atividades tão diversas e complexas, o ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, resume o perfil desse profissional como sendo “uma mistura de Batman, Superman e Mandrake”.

Ou, nas palavras do secretário de Segurança e Coordenação Presidencial, general Luiz Fernando Baganha, “um profissional com capacidade física, concentração, discernimento, arrojo na medida exata, autocontrole, determinação, conhecimento técnico profissional”. O general é um dos responsáveis pela seleção das equipes.

Ternos e trabucos

A fim de divulgar como funciona o esquema da segurança presidencial, o GSI convidou um grupo de jornalistas para uma demonstração, hoje (26), no Setor Militar Urbano, em Brasília.

 Agentes do Gabinete de Segurança Institucional fazem demonstração durante apresentação do esquema de segurança da presidência da República.

Agentes do Gabinete de Segurança Institucional recebem cursos de tiro – Marcelo Camargo/Agência Brasil

“Nosso trabalho vai além de ternos com trabucos. Temos de acompanhar os avanços tecnológicos, que acontecem quase diariamente. Para tanto, precisamos de infraestrutura compatível para buscar o aperfeiçoamento de nosso aparato de segurança”, explicou o general Heleno, momentos antes de a visita ser iniciada, com a apresentação de plataformas bem realistas de simulação individual e coletiva de direção, para os profissionais que atuam no comboio presidencial.

“Não abrimos mão da qualidade de nosso pessoal, que é escolhido a dedo. Eles têm de ter cara de jogador de pôquer [no sentido de não deixar sua estratégia ser percebida]. Aqui é lugar de pessoas com bom senso. Selecionamos as pessoas certas para os lugares certos”, acrescentou o ministro.

Seleção rigorosa

Segundo Heleno, a seleção é bastante rigorosa, até pela natureza da atividade. As indicações dos candidatos normalmente são feitas pelas chefias das forças auxiliares, entre elas polícias Federal, Rodoviária Federal e Civil, Corpo de Bombeiros, Agência Brasileira de Inteligência (Abin), além de agentes penitenciários e das próprias Forças Armadas.

 Agentes do Gabinete de Segurança Institucional fazem demonstração durante apresentação do esquema de segurança da presidência da República.

Seleção dos agentes de segurança é bastante rigorosa – Marcelo Camargo/Agência Brasil

De acordo com o coordenador de Segurança Presidencial do GSI, major Loureiro, os candidatos indicados passam por cinco meses de treinamento até serem colocado para atuar na proteção do presidente, seu vice e seus familiares.

“Depois de passar por esse período de qualificação, ele passa a fazer cursos de manutenção de padrões. Caso não mantenha os padrões desejados, ele volta à etapa de qualificação para fazer readaptação”, explica o coordenador.

De acordo com o general Baganha, a atividade mais complicada ocorre quando o profissional está a serviço da autoridade, quando cumpre expediente de 24 horas seguidas, das 7h às 7h.

“É uma jornada bastante cansativa e de execução complicada em função do alto grau de concentração ao longo de todas as 24 horas”, explicou o general. Nos demais dias, o expediente vai das 9h às 17h.

 Agentes do Gabinete de Segurança Institucional fazem demonstração durante apresentação do esquema de segurança da presidência da República.

Agentes simulam esquema de segurança em caso de ataque ao presidente da República – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Segundo Heleno, a rotina é ainda mais cansativa durante as viagens presidenciais. “Quando o presidente tem, por exemplo, quatro viagens, há um esgotamento muito grande do nosso pessoal, porque precisamos de escalão avançado em cada lugar, mais o pessoal que o acompanha. Os trabalhos são extremamente exaustivos porque o sujeito passa a noite em um corredor, descansa apenas 3 ou 4 horas, e assume outra missão no dia seguinte”, disse o general.

Ele explica que, devido às quebras de protocolos comuns ao atual e a ex-presidentes, é necessário dar flexibilidade a tudo que é planejado com relação aos procedimentos. “Os presidentes são alvos e clientes de sua segurança”, disse.

Heleno já trabalhou na segurança dos ex-presidentes Fernando Collor e Itamar Franco, além do atual presidente. “É preciso entender que cada autoridade tem uma personalidade diferente e que tem de ser respeitada. É com ela que temos de lidar”, acrescentou.

O ministro disse ter ficado preocupado com a quebra de protocolo de Jair Bolsonaro durante as comemorações do 7 de setembro, em especial com o risco de algum objeto ser jogado do alto de uma plataforma que estava acima do presidente. “Não estava previsto que ele estivesse ali”, disse ao destacar que o comportamento imponderável das autoridades é sempre algo que aumenta os riscos.

Áreas

As ações de segurança presidencial são distribuídas em três áreas. A de segurança imediata é a que atua mais próxima ao presidente. Em seguida tem a área de segurança aproximada e, mais distante, a área de segurança afastada.

A capacidade de flexibilizar o que foi previamente planejado é fundamental para lidar também com outros fatores imponderáveis que podem ocorrer nessas três áreas.

“Outro dia estávamos nos deslocando de Guaratinguetá (SP), indo em direção à Academia Militar [das Agulhas Negras]. O presidente preferiu usar comboio motorizado. Ocorre que um dos batedores foi acidentado e tivemos de ficar um tempo parado na estrada. Essa é uma situação onde a ameaça, que não existia inicialmente, passou a existir devido à demora dele naquele local à noite”.

Diante da experiência que tem no planejamento das ações de segurança presidencial, Heleno diz que nunca há situações 100% seguras. “Isso não existe. O que a gente faz é tomar todas as precauções. Até porque se o autor [de um eventual atentado] estiver disposto a morrer, ele provavelmente cometerá o atentado”.

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DRACO SANTA ROSA com novidades

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Uma novidade foi lançada em Santa Rosa/RS a DRACO agora conta com um número de whats próprio para denúncias e informações, 24hrs, 7 dias por semana.

”A idéia é proporcionar um canal para a comunidade se comunicar com a Polícia Civil de forma fácil e sigilosa.” destacou o delegado Tiago Tescke.

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Ensino

O CRA/RS promove a interiorização e discute a sua inserção nas comemoração dos 100 anos da Setrem

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Capitaneados pelo Delegado Regional do CRA, o Administrador Carlos Norberto Filipin, a Setrem sediou reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do RS, e discutiram junto com a Amufron ações para comemoração dos 100 anos da instituição.

No último dia 01 de outubro de 2021, as 14 horas, realizou-se uma reunião de interiorização do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS na cidade de Três de Maio, capitaneados pelo Delegado Regional do CRA/RS, o administrador Carlos Norberto Filipi, tendo como local o Campus da Setrem, e teve a representação da Direção da instituição, citando a presença dos administradores, Sandro Ergang, Mauro Alberto Nuske e Alexandre Chapoval Neto, e ainda contou com a presença de toda a Diretoria do Conselho Regional de Administração do Rio Grande do Sul – CRA/RS, liderados pela presidente do CRA-RS, Adm. Claudia Abreu, na oportunidade este participando o prefeito de Boa Vista do Buricá e Presidente da Amufron, Joãozinho Sehnem, onde se discutiu a inserção do CRA/RS nos 100 anos da Setrem, reafirmando a importância do trabalho da representação do Conselho, que registra um marco importante para a profissão.

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Câmara aprova repasse adicional a municípios; impacto em 2022 é de R$ 1,6 bilhão

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Porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões

O plenário da Câmara dos Deputados aprovou na noite desta quarta-feira (6) um repasse adicional de 1% das receitas com Imposto de Renda e IPI aos municípios. Como a proposta de emenda à Constituição (PEC) foi votada em segundo turno e já foi aprovada pelos senadores, o texto vai à promulgação. Não cabe possibilidade de veto do presidente da República.

A Confederação Nacional dos Municípios (CNM) celebrou a aprovação da proposta, que significará um incremento de R$ 1,6 bilhão no caixa das prefeituras em setembro de 2022, o equivalente a 0,25% das receitas com IR e IPI. O porcentual vai se elevando ano a ano até atingir 1% em 2025, quando o repasse será o equivalente a R$ 4,6 bilhões (em valores de hoje).

A proposta teve apoio massivo no plenário da Câmara, inclusive da base governista. O texto foi aprovado por 456 votos a três. O resultado da votação, porém, foi considerado ruim pela área econômica, pois resulta em menos receitas para a União.
Os municípios já recebem hoje um repasse de 22,5% das receitas com IR e IPI por meio do Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Além disso, nos últimos anos foram aprovados 1% adicional nos meses de dezembro e mais 1% nos meses de julho.

As investidas das prefeituras para abocanhar mais 1% de FPM nos meses de setembro vêm desde 2015. O texto foi aprovado no Senado em 2017 e recebeu aval dos deputados em primeiro turno no fim de 2019.
Em dezembro do ano passado, a proposta foi pautada para o segundo turno de votação a pedido da própria base do governo, o que levou a uma mobilização no Ministério da Economia para barrar a medida.

Fonte : estadão

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