Companhias aéreas anunciam plano com passagens a R$ 799 para 2024
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Economia

Companhias aéreas anunciam plano com passagens a R$ 799 para 2024

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Em um comunicado conjunto realizado em Brasília, as três principais companhias aéreas do Brasil – Azul, Gol e Latam – revelaram sua iniciativa de oferecer passagens aéreas com preços entre R$ 699 e R$ 799 por trecho, programadas para vigorar em 2024. O anúncio inclui a disponibilização de mais de 25 milhões de bilhetes aéreos.

Esta ação representa a primeira fase do Programa de Universalização do Transporte Aéreo, delineado pelo ministro de Portos e Aeroportos, Silvio Costa Filho, em conjunto com os diretores das três empresas. O programa visa a redução dos preços das passagens aéreas e a diminuição dos custos operacionais no país ao longo de 2024.

Dentre as medidas apresentadas pelas companhias estão: preços mais acessíveis para bilhetes adquiridos com até 14 dias de antecedência da data da viagem, inclusão de serviços de remarcação sem taxa adicional, tarifas mais acessíveis para compras realizadas em determinados dias da semana, aumento no número de voos, expansão da frota aérea, gratuidade no despacho de bagagens e marcação de assento para compras feitas em cima da hora, e aumento na oferta de assentos.

O ministro acredita que tais medidas beneficiarão os passageiros, tornando os voos domésticos mais acessíveis. Ele ressalta que o governo atua em um papel de sensibilização, uma vez que não pode intervir diretamente nas empresas privadas.

Em relação aos preços, os bilhetes aéreos anunciados, com valores entre R$ 699 e R$ 799 por trecho, estão acima da tarifa aérea média real divulgada pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) em setembro de 2023, que foi de R$ 748, o maior do ano. O ministro destaca que, mesmo com valores superiores, a população poderá se beneficiar, principalmente ao comprar com antecedência.

Cada companhia aérea apresentou seus planos específicos para a iniciativa:

Azul:

  • Oferta de 10 milhões de passagens por até R$ 799 por trecho, anualmente, para compras com antecedência de até 14 dias.
  • Marcação de assento e bagagem despachada gratuitamente para compras realizadas de última hora.

O CEO da Azul, John Rodgerson, enfatiza o compromisso da empresa em contribuir para a redução das tarifas, acreditando que atacar custos como juros e combustíveis é essencial.

Gol:

  • 15 milhões de passagens por até R$ 699 por trecho para compras com antecedência mínima de 14 dias.
  • Promoção com voos de R$ 600 a R$ 800 para compras realizadas com 21 dias de antecedência.
  • Despacho gratuito da bagagem para passageiros que comprarem bilhetes de última hora.
  • Tarifas de assistência emergencial com até 80% de desconto na tarifa disponível em casos de falecimento de familiar direto.

O CEO da Gol, Celso Ferrer, destaca o compromisso da empresa em criar uma agenda positiva e proporcionar acesso à população.

Latam:

  • Campanhas publicitárias para orientar os consumidores sobre como comprar passagens aéreas mais baratas com planejamento.
  • Promoção com um destino semanal com tarifa abaixo de R$ 199.
  • Atualização do programa de fidelidade, sem validade para uso das milhagens.
  • Aumento da oferta em 3 milhões de assentos, com média de 10 mil assentos diários nos voos da companhia.
  • Os pontos do programa de milhas não expirarão a partir de 2024, se utilizados com a LATAM.

O CEO da LATAM Airlines Brasil, Jerome Cadier, destaca a importância de educar os passageiros sobre a compra antecipada de passagens para garantir preços mais acessíveis. Ele ressalta que o esforço coletivo pode levar a uma redução significativa nos custos das passagens aéreas no Brasil.

Fonte: Agência Brasil

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Destaque

Mais 135 mil famílias do Rio Grande do Sul serão beneficiadas com auxílio de R$ 5,1 mil

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Foto: Bruno Peres/ Agência Brasil
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Mais 135 mil famílias do Rio Grande do Sul serão beneficiadas com o Auxílio Reconstrução de R$ 5,1 mil do governo federal. A medida provisória, publicada nesta quarta-feira (19) no Diário Oficial da União, destinou um crédito extraordinário de R$ 689,7 milhões ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional para ampliar esse auxílio.

O estado enfrenta o pior desastre climático de sua história e está focado na recuperação das estruturas afetadas pelas enchentes ocorridas nos meses de abril e maio. Dos 497 municípios gaúchos, 478 foram impactados, afetando uma população de mais de 2,4 milhões de pessoas. Até o momento, foram registradas 177 mortes e 37 pessoas permanecem desaparecidas, de acordo com a Defesa Civil estadual.

O Auxílio Reconstrução, pago em parcela única de R$ 5,1 mil, pode ser utilizado livremente para comprar itens perdidos durante os alagamentos ou para reformar imóveis. Podem requerer o benefício as famílias residentes em municípios que tiveram calamidade pública ou emergência pública reconhecida pela Defesa Civil nacional. O acesso ao recurso depende das informações enviadas pelas prefeituras sobre as famílias desabrigadas ou desalojadas, além de uma autodeclaração do próprio beneficiário com a comprovação do endereço residencial.

Do montante de R$ 689,7 milhões disponibilizados, R$ 688,5 milhões são destinados à concessão do apoio financeiro e R$ 1,18 milhão para despesas operacionais, visando atender as novas famílias identificadas.

O governo federal informou que o total de famílias contempladas com o Auxílio Reconstrução chegará a 375 mil, totalizando um investimento de R$ 1,9 bilhão. Até a última terça-feira (18), 256.734 famílias tiveram seus cadastros aprovados para receber o benefício, sendo que 167 mil delas já foram contempladas com o pagamento.

Fonte: Agência Brasil

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Economia

A alta do dólar vai afetar a inflação? Veja o que dizem os economistas

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Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil
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A recente alta do dólar tem gerado preocupações sobre possíveis impactos na inflação. Na sessão desta quarta-feira, 19, a moeda americana foi cotada a R$ 5,47, acumulando uma alta de 12,82% no ano e avançando 7,32% nos últimos 30 dias. No entanto, economistas preveem que esse patamar de câmbio não se manterá nos próximos meses, conforme indicado pelo Boletim Focus do Banco Central (BC).

Esta semana, o Boletim Focus revelou que o mercado espera um câmbio de R$ 5,13 para este ano, um pouco mais alto do que a previsão da semana anterior (R$ 5,05). Embora haja um avanço, a expectativa é de que a moeda americana recue do patamar atual de R$ 5,40. Mesmo assim, a movimentação do dólar exigirá um acompanhamento minucioso nas próximas semanas. A moeda operou em alta frente ao real durante toda a quarta-feira (19), chegando a se aproximar de R$ 5,50, mas perdeu força no final dos negócios, fechando com uma valorização de apenas 0,15%. Esse movimento ocorreu em meio à cautela dos investidores antes da divulgação da decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central sobre a taxa de juros, que manteve a Selic em 10,50% ao ano.

Segundo economistas, o principal problema atualmente é o impacto das variações climáticas, como as chuvas no Sul e a seca nas regiões Central e Norte do País, nos preços dos alimentos. Só nos últimos 30 dias, a moeda americana avançou 6,72%.

“A perspectiva não é tão dramática quanto a fotografia que temos agora, de um câmbio cotado a R$ 5,40”, afirma Fabio Romão, economista da LCA Consultores. Ele argumenta que o cenário atual do câmbio está muito influenciado pelas incertezas sobre a condução dos juros nos Estados Unidos e em relação à política fiscal do Brasil. “Isso está poluindo a cotação”, diz o economista, ressaltando que esses dois fatores devem perder força nos próximos meses.

Mesmo assim, Romão revisou a projeção de inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para este ano, de 3,7% para 3,9%. A alta do câmbio médio para este ano, que até maio era prevista em R$ 5,07 e agora está projetada em R$ 5,16, além do vigor do mercado de trabalho, influenciou a revisão para cima do IPCA de 2024. Contudo, o fator mais significativo, segundo o economista, foi o impacto das enchentes no Sul e seus desdobramentos sobre os preços dos alimentos.

Guilherme Moreira, economista e coordenador do Índice de Preços ao Consumidor da Fipe (IPC-Fipe), também expressou maior preocupação com os danos causados pelo clima – chuvas no Sul e seca no Centro e Norte do País – na produção de alimentos e seus preços, do que com o câmbio.

Fonte: Jornal o Sul

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Economia

Reajuste do auxílio para pessoas com transtorno mental eleva valor para R$ 755

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Foto: Divulgação
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O Ministério da Saúde aumentou o valor do auxílio para pessoas com transtorno mental que ficaram internadas por longos períodos em hospitais psiquiátricos e de custódia, de R$ 500 para R$ 755, um incremento de 51%.

“Essa estratégia busca ampliar a rede de relações dessas pessoas e melhorar seu bem-estar, além de incentivar o exercício pleno dos seus direitos civis, políticos e de cidadania fora da unidade hospitalar”, afirma uma nota do ministério.

O benefício tem como objetivo promover a reintegração social e o bem-estar das pessoas que ficaram internadas de forma ininterrupta por dois anos ou mais. Parte do programa De Volta para Casa, esse auxílio já atendeu cerca de 8 mil pessoas em 20 anos, segundo dados de agosto de 2023 do ministério.

No ano passado, o ministério criou um departamento focado em saúde mental, com o objetivo de retomar a habilitação de novos serviços e recompor os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e os Serviços Residenciais Terapêuticos (SRT).

Outra iniciativa para ampliar o acesso à saúde mental é a construção de unidades de atendimento. O novo Programa de Aceleração do Crescimento (Novo PAC) prevê a criação de 150 novos Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) em todas as regiões do país, o que permitirá o atendimento de 13,4 milhões de pessoas.

Fonte: Agência Brasil

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