Como escolher o roteador Wi-Fi ideal – Portal Plural
Connect with us

Tecnologia

Como escolher o roteador Wi-Fi ideal

Pável Bauken

Publicado

em



 

Quem nunca chegou na casa de um conhecido ou recebeu uma visita e se deparou com a pergunta: qual é a senha do Wi-Fi?

O problema é que não basta contratar um bom plano de internet, de conexão por fibra ótica, se o dispositivo que distribuí o sinal não possuir as configurações ideais para atender a demanda de acessos. A coluna de hoje vai te ajudar a escolher o roteador ideal.

Sobre o dispositivo

O dispositivo responsável por distribuir o sinal de rede com ou sem fio é conhecido por roteador. Existem centenas de modelos no mercado, com preços que variam de R$ 80 até R$ 10 mil.

Os roteadores vêm repletos de funcionalidades e recursos individuais, e são essas configurações que determinam a qualidade e estabilidade do sinal transmitido.

Para escolher um roteador, é necessário levar em consideração algumas características, como protocolo, frequência e número de antenas.

Protocolo

Os dispositivos que se conectam a um determinado roteador devem oferecer suporte ao protocolo de comunicação presente no dispositivo. Essa característica pode ser observada na embalagem do produto através da descrição 802.11.

No entanto, além desse indicador, é acrescida a indicação do padrão do protocolo. Existem modelos 802.11a, 802.11b, 802.11g, 802.11n e mais recentemente 802.11ac. Um dispositivo 802.11ac é capaz de oferecer a transmissão de dados numa taxa muito superior, maior estabilidade e alcance do sinal do que se comparado com um equipamento 802.11g, por exemplo.

Antes de adquirir um novo roteador com essa especificação, é preciso avaliar se os dispositivos que serão conectados nele oferecem suporte ao protocolo disponível no equipamento — em caso de incompatibilidade, pode haver perda de velocidade da conexão.

Informações sobre os padrões:

  • O padrão G possuí velocidade de até 54 mbs (megabits por segundo);
  • O padrão N pode oferecer velocidades entre 150 mbps e 300 mbs, o que atende às necessidades da maioria dos usuários;
  • O padrão AC pode oferecer velocidade de até 1 Gbps e é recomendado para grandes ambientes, com muitos dispositivos conectados simultaneamente. Alguns modelos utilizam a tecnologia MIMO e são equipados com múltiplas antenas, o que permite dobrar a taxa de transferência de dados;

A taxa de transferência de dados encontrada em cada protocolo serve como referência para entender qual aparelho é mais indicado para suas necessidades. Informações como a quantidade de dispositivos que serão conectados simultaneamente na rede e o tipo de uso são importantes para entender se equipamento fornecerá o desempenho esperado.

Vale salientar que não adianta comprar um roteador de categoria AC, contratar uma internet de banda larga com a velocidade de 15 Mbps, e esperar que o equipamento aumente a velocidade da conexão com a internet. É necessário verificar a velocidade do plano e instalar um equipamento que faça melhor proveito da banda contratada.

Frequência

Os roteadores operam com frequências entre 2,4 GHz e 5 GHz. A de 2,4 GHz é mais antiga, usada em telefones sem fio, controle remoto de garagem e no roteador de internet.

Por ser a mais usada no mercado, é preciso avaliar a quantidade de dispositivos ligados simultaneamente numa mesma área e que operam nessa frequência, pois pode haver interferência e comprometer a qualidade do sinal. Em condições ideais, o Wi-Fi de 2,4 GHz suportará taxas de transferência entre 450 Mbps ou 600 Mbps, dependendo da classe do roteador (G, N, AC).

Quantidade de antenas
É possível obter uma excelente qualidade de sinal em roteadores equipados com antenas internas. Mas existem pessoas que precisam de sinal em uma distância maior, conectar mais eletrônicos para navegar na internet ou que tem mais obstáculos para a transmissão do sinal —paredes, móveis, piso entre andares por exemplo.

Nesses casos, é recomendável apostar num roteador com múltiplas antenas externas.

Aplicativos como o NetSpot, WiFi Analyzer e Wireshark auxiliam na medição da qualidade do sinal da rede sem fio, informação essencial para ajudar a escolher o modelo de roteador ideal.

Os roteadores oferecidos pelas empresas de telefonia podem atender as necessidades básicas, dispensando a instalação de um equipamento adicional. Na semana que vem o blog irá apresentar dicas para melhorar a qualidade do sinal do Wi-Fi, até lá.

G1
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Tecnologia

Debate mostra que Brasil deve estar pronto para novas tecnologias

Infraestrutura e legislação devem se antecipar a novos marcos

Pável Bauken

Publicado

em

© Marcello Casal Jr/ Agência Brasil

O Brasil deve preparar o seu ambiente regulatório, tributário e de infraestrutura para a chegada e o desenvolvimento de novas tecnologias de telecomunicação e de tráfego de dados, como o 5G. É o que dizem especialistas que participaram hoje (10) do debate virtual O Futuro da Telecom, promovido pela Secretaria do Desenvolvimento da Infraestrutura da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia.

Assista o debate na íntegra:

O superintendente de competição da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), Abraão Balbino, disse que o Brasil ainda tem muitos desafios para conectar todos os municípios e habilitar as novas tecnologias que estão surgindo. Além disso, mercados como de computação e armazenamento em nuvem, inteligência artificial, internet das coisas e realidade virtual demandarão uma infraestrutura mais potente do que a existente hoje. “E temos a necessidade de políticas públicas e regulação que incentive o investidor”, destacou.

Balbino explicou que o sistema regulador tem que atuar apenas onde há falhas no mercado. “Se o mercado tem capacidade de responder da maneira mais próximo possível, não há que ter regulação”, disse.

A coordenadora-geral de telecomunicação da Secretaria de Desenvolvimento da Infraestrutura, Nathalia Lobo, concorda com as afirmações, e disse que a privatização da Telebrás, em 1998, foi fundamental para o desenvolvimento do setor com investimentos privados. “Esse regime privado e ausência de regras muito rígidas, com criação de algum regramento por falha de mercado, permitiu que muitas inovações fossem incorporadas”, explicou. Para ela, também é preciso garantir a rentabilidade do setor para que ele chegue até “os rincões” do país com transporte de dados de qualidade.

O superintende da Anatel alerta que o Brasil “não é um país só”, mas diverso em populações e territórios, e que é preciso direcionar políticas e subsídios públicos onde o setor privado não chega por falta de infraestrutura ou competitividade.

Para Balbino, um dos maiores gargalos para a ampliação da tecnologia é a infraestrutura passiva urbana. “São 45 milhões de postes, cerca de 20% estão completamente ocupados com uma infraestrutura caótica, um emaranhado de fios”, disse, explicando que o custo para organização de ocupação de postes chegaria a R$ 20 bilhões. “Isso exige uma ação transversal que envolve o setor elétrico e as municipalidades. Existe o papel de política pública para ajudar a unir essas pontas.”

Setor produtivo

Para o professor Raul Katz, diretor de pesquisa de estratégia de negócio do Columbia Institute for Tele-information, de Nova York, o Brasil deve alavancar a chegada da tecnologia 5G em todo território nacional para que possa alcançar os países que estão na fronteira tecnológica e “não perpetuar o problema de vários Brasis”, como citou Balbino.

Para Katz, além de diminuir as desigualdades sociais, o setor produtivo também se beneficia com a universalização das tecnologias. Apesar de grandes setores como o agronegócio já à frente no uso de inovações, por estar conectados a mercados mundiais, é preciso pensar na manufatura, setor de serviços e outras dimensões de empresas. “Temos barreiras para a digitalização da produção de pequenas e médias empresas, que são 95% dos estabelecimentos comerciais. Como vamos resolvê-las?”, questionou.

Para ele, outros setores, como de logística e elétrico, também deverão corresponder às mudanças tecnológicas.

A expectativa do governo é que o leilão da banda larga 5G aconteça em novembro, que vai ofertar 3,7 gigahertz (GHz) em capacidade adicional de radiofrequência dedicada à transmissão de dados por dispositivos móveis.

De acordo com CTO da Tim, Leonardo Capdeville, há duas “ondas poderosíssimas” pela frente, que vão provocar uma disrupção na área de telecomunicações: o 5G e o mercado de computação em nuvem. “O que elas vão trazer é difícil de projetar. Mas assim como a internet e a mobilidade transformaram o padrão de consumo eu diria que essas ondas vão mudar o padrão de produção, na forma como a gente educa, como a saúde nos atende, na forma como se dá a segurança. Telecomunicações são esse veículo que permite essas transformações”, destacou.

Para ele, as pequenas e médias empresas serão beneficiadas com o acesso a tecnologias de inteligência artificial e big data. “Esse mundo de cloud computing [computação em nuvem] começa a tornar acessível essas tecnologias e o 5G permite que elas fiquem disponíveis do ponto de vista de conectividade”, explicou.

Novo ambiente

Para o CTO da Tim, entretanto, é preciso um novo ambiente de negócios para o desenvolvimento do setor no Brasil. Ele cita um estudo com 175 países, onde o Brasil apresentava a maior carga tributária do setor, cerca de 40%. “Isso encarece a prestação de serviço para quem mais precisa”, disse.

Além disso, pelas características heterogêneas do país, segundo ele, aqui a Tim investiu no ano passado 22% das suas receitas, enquanto o nível de investimentos na Europa é de 18% e no Japão e Estados Unidos é de 14%. “É um país de dimensões continentais, taxa de investimento elevado e carga tributária alta”, argumentou.

Capdeville disse ainda é que preciso um novo regramento para a instalação de antenas que possam suportar essas novas tecnologias. Segundo ele, aqui são cerca de 20 mil antenas por operadora espalhadas pelo país, nos Estados Unidos elas superam 100 mil antenas.

A coordenadora Nathalia Lobo explica que há limitações locais, de medidas restritivas nos municípios brasileiros, para a instalação de novas antenas, e que o assunto está em discussão no Ministério da Economia. Segundo ela, o governo também trabalha para a redução do custo de implantação da banda larga fixa, com a resolução de problemas de direito de passagem, principalmente em rodovias.

O debate desta sexta-feira faz parte da série Economia, Produtividade e Infraestrutura: Construindo o Brasil do Futuro, de seis encontros, promovida pela Secretaria do Desenvolvimento da Infraestrutura da Secretaria Especial de Produtividade, Emprego e Competitividade, do Ministério da Economia.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Tecnologia

PlayStation 5 tem design futurista revelado

Pável Bauken

Publicado

em



O PlayStation 5 finalmente foi revelado durante o evento de apresentação do console na tarde desta quinta-feira (11), mostrando um visual branco bem futurista que combina com o controle DualSense.

O console terá duas versões: uma com leitor de mídia e outro sem, utilizando da mídia digital. O design é arrojado e com certeza vai encher seus olhos de brilho. Provavelmente, isso servirá para trazer opções mais baratos do PS5. Confira o design:

Além do PS5, foi revelado um novo fone com áudio 3D, um controle remoto para multimídia e uma câmera.

TecMundo

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Tecnologia

Câmara aprova autorização de sorteio de prêmios na TV aberta

Os destaques à proposta ainda serão analisados

Pável Bauken

Publicado

em

© Marcello Casal JrAgência Brasil

A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira (3), em votação virtual, o texto-base da medida provisória que libera a realização de sorteios de prêmios por emissoras de televisão e de rádio de todo o país ou por organizações da sociedade civil. A sessão foi encerrada sem a conclusão da análise dos destaques, propostas de modificações que ainda podem alterar pontos do texto.

Pelo texto do relator, deputado Fernando Monteiro (PP-PE) qualquer TV ou rádio poderá distribuir prêmios mediante sorteio, vale-brinde, concurso ou processo assemelhado. As organizações da sociedade civil poderão realizar o sorteio caso estejam relacionadas com a finalidade da instituição – como a promoção da educação, da saúde, da segurança alimentar, do combate à pobreza ou do desenvolvimento econômico, entre outras.

A medida está em vigor desde março, quando foi editada pelo governo federal. Para continuar vigorando, precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

A autorização para a realização dos sorteios passa pelo Ministério da Economia e só poderá ser concedida a empresas que estejam em dia com pagamentos de impostos federais, estaduais e municipais. Pela proposta aprovada, está dispensada de autorização a distribuição gratuita de prêmios equivalentes a até R$ 10 mil por mês. Esse valor será corrigido anualmente pela inflação (INPC).

O texto de Fernando Monteiro (PP-PE) veda jogos de azar e bingos. O parlamentar restringiu a participação nos sorteios aos maiores de 18 anos. Será exigido cadastro prévio do participante, por meio eletrônico ou por telefone, e a confirmação do Cadastro de Pessoas Físicas (CPF).

A realização de operações sem prévia autorização ou, ainda que autorizadas, não cumpram o plano de distribuição de prêmios poderão ser punidas com a cassação da autorização; proibição de realizar tais operações durante o prazo de até três anos ou multa de até 100% da soma dos valores dos bens prometidos como prêmios.

ebc

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

O que você achou do site novo do Portal Plural?

Trending

×