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Como divórcio teria levado Nasa a investigar denúncia do primeiro crime no espaço

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O divórcio entre uma astronauta americana e sua mulher teve uma consequência inusitada. O processo teria levado a agência espacial americana, a Nasa, a investigar a denúncia do que seria o primeiro crime cometido no espaço.

A astronauta Anne McClain acessou a conta bancária de Summer Worden, de quem está separada, enquanto estava na Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês), de acordo com uma reportagem do jornal americano The New York Times.

Worden, uma oficial de inteligência da Força Aérea, diz ter feito uma queixa contra McClain à Federal Trade Comission, uma agência do governo americano responsável pela proteção ao consumidor, entre outros temas. Ela acusa McClain de furto de identidade e acesso indevido a registros financeiros privados.

Outra denúncia teria sido feita pela família de McClain ao Escritório do Inspetor-Geral da Nasa, e investigadores do orgão teriam entrado em contato com ambas sobre a alegação, publicou o The New York Times. Funcionários da Nasa disseram ao jornal, no entanto, que não estavam cientes de nenhum crime cometido na estação espacial.

McClain, desde então, voltou para a Terra. A astronauta reconhece ter feito o acesso, mas nega que tenha cometido alguma irregularidade.

Ela disse ao The New York Times por meio de um advogado que estava apenas se certificando de que as finanças da família estavam em ordem e que havia dinheiro suficiente para pagar contas e cuidar do filho de Worden – que elas estavam criando juntos antes da separação.

“Ela nega veementemente que fez algo impróprio”, disse o advogado Rusty Hardin, acrescentando que McClain está “cooperando totalmente”.

Como tudo começou
McClain se formou na renomada academia militar West Point e voou mais de 800 horas em combate no Iraque como piloto do Exército. Ela treinou então para ser piloto de testes e foi escolhida para voar pela Nasa em 2013.

Ela passou seis meses a bordo da ISS e deveria integrar a primeira caminhada espacial exclusivamente realizada por mulheres, mas sua participação foi de última hora devido a um problema que, segundo a Nasa, se deveu à indisponibilidade de traje do tamanho correto e não teve nada a ver com as alegações contra a astronauta.

McClain e Worden se casaram em 2014, e Worden pediu o divórcio em 2018, e o processo vem se desenrolando ao longo do último ano. Em meio a isso, Worden teria notado que McClain ainda sabia detalhes sobre seus gastos pessoais.

Ao pedir ao banco a localização dos computadores que haviam acessado recentemente sua conta, ela descobriu que um dos acessos havia ocorrido por meio da rede de computadores da Nasa.

Após a denúncia, McClain passou por uma entrevista com o inspetor geral da agência e argumentou que estava apenas fazendo o que sempre fez – a supervisão financeira da família – e com a permissão de Worden. Ela teria usado a mesma senha de antes e afirma nunca ter sido informada pela ex-mulher que ela não poderia mais acessar a conta.

Como a lei funciona no espaço?
Existem cinco agências espaciais nacionais ou internacionais envolvidas na ISS – dos Estados Unidos, Canadá, Japão, Rússia e vários países europeus – e uma estrutura legal estabelece que a lei nacional se aplica a qualquer pessoa e posses no espaço.

Portanto, se um cidadão canadense cometesse um crime no espaço, estaria sujeito à lei canadense, e um cidadão russo, à lei russa.

A lei também estabelece normas para a extradição na Terra, caso uma nação decida querer processar um cidadão de outra nação por má conduta no espaço.

Como o turismo espacial vem se tornando uma realidade, também pode haver a necessidade de processar crimes espaciais, mas, por enquanto, a estrutura legal ainda não foi testada.

Época Negócios
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Ex-jogador dá bolsas de estudo a atletas LGBTQIA+ expulsos de casa

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Em vez de apontar o dedo para atletas LGBTQIA+, ajudar! É isso que está fazendo Ryan O’Callaghan. O ex-jogador da NFL está dando bolsas de estudo para jovens que são abandonados pelas famílias, ou expulsos de casa após revelarem sua orientação sexual.

Ryan viveu em um ambiente conservador, e sabe bem como é difícil se expor e ser você mesmo. Aposentado em 2011, seis anos mais tarde ele revelou ser homossexual e hoje ajuda jovens estudantes na mesma condição que sonham em ser atletas profissionais.

No mesmo ano em que anunciou publicamente que é gay, ele criou a Ryan O’Callaghan Foundation, uma ONG sem fins lucrativos que inicialmente oferecia bolsas de estudo a esses jovens que gostam do esporte.

O que ele não esperava era o alto número de atletas que tinham medo de se assumir.

A Fundação passou, então, a se dedicar nos diálogos com jovens atletas, em escolas e empresas, para orientar os que se sentem com medo até estarem prontos para se assumir.

“Acho que jogadores como eu, sendo francos e honestos com sua sexualidade, lembram os outros atletas mais introvertidos que eles não estão sozinhos. Espero que isso faça eles se sentirem confiantes em ser honestos consigo mesmos, com seus colegas de equipe e com os torcedores e aceitos plenamente por quem eles são”, disse o ex-atleta.

Ajuda a excluídos

O trabalho da ONG representa, para Ryan, não apenas uma oportunidade para a prática do esporte, mas também uma maneira de ouvir e dar espaço aos jovens que se sentem excluídos por conta de suas orientações sexuais e suas identidades de gênero.

“Às vezes, ter alguém com quem conversar e se relacionar faz toda a diferença do mundo. Não há como dizer o quão melhor eu poderia ter sido como atleta se eu pudesse dedicar minha capacidade mental ao esporte ao invés de consumi-la com minhas questões pessoais” falou.

Ryan O’Callaghan viveu os primeiros 29 anos de sua vida em ambientes hostis às minorias.

Primeiro, passou a infância e a adolescência na conservadora cidade de Redding, no norte da Califórnia, onde conheceu os estereótipos de homossexuais, o que o fez preferir ser conhecido como um valentão que jogava futebol americano do que como um homem gay.

Depois, passou seis anos em uma das ligas esportivas mais masculinizadas do mundo. Chegou ao New England Patriots em 2006 após ser selecionado na quinta rodada do draft, time com o qual foi vice-campeão do Super Bowl em 2008.

Após o vice-campeonato, ele se transferiu para o Kansas City Chiefs, equipe que defendeu até 2011, quando se aposentou.

Depressão e pensamentos suicidas

Ele escreveu um livro chamado “Minha vida em jogo” (My Life on the Line, em inglês), no qual conta sua trajetória como jogador e sua batalha não só com medicamentos para dores no corpo e cirurgias, mas também contra a depressão e pensamentos suicidas que acompanharam seu estado mental durante toda a carreira.

“Quando jogava escondendo o meu verdadeiro eu, minha mente ficava consumida e eu pensava que seria expulso a qualquer momento e não seria aceito”, falou.

A criação da ONG foi uma luz que O’Callaghan enxergou para evitar que outras pessoas passassem pelo o que ele passou, e tivessem mais suporte ao longo de suas próprias descobertas.

“As pessoas ainda são demitidas por serem gays. Outras ainda são rejeitadas por serem trans. Ajudá-las a terem coragem e resiliência é um caminho para mudar essa realidade”, disse Ryan.

Encorajar as pessoas a enfrentar os obstáculos impostos pelo status quo é o principal objetivo de O’Callaghan. Ele ainda considera que o esporte pode ser o principal catalisador dessa mudança.

“A melhor maneira de reverter o estereótipo é ter mais atletas assumindo suas sexualidades. Isso ajuda a ter companheiros manifestando apoio à igualdade e aos direitos humanos fundamentais”, falou.

Jogadores gays

Em mais de 100 anos de história, a NFL viu apenas 15 jogadores exporem suas sexualidades. Além de Ryan, David Kopay, Jerry Smith, Roy Simmons, Ray McDonald, Esera Tuaolo, Kwame Harris, Wade Davis, Dorien Bryant, Brad Thorson, Michael Sam, Jeff Rohrer, Ryan Russell e Carl Nassib foram os que se abriram.

Os dois últimos foram os únicos a anunciar publicamente enquanto profissionais.

Nassib atualmente defende o Las Vegas Raiders e se abriu durante a offseason de 2021. Já Russell anunciou ser bissexual em 2018, mas está sem time desde então.

Fonte;SóNotíciaBoa

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1.084 casos de COVID em 15 dias em Santa Rosa

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Após a testagem de 2500 pessoas, 1085 testaram positivo para o coronavírus em Santa Rosa, o que dá uma média de 72 pessoas por dia, nestas duas primeiras semanas do ano.

A alta demanda pela procura dos testes fez com que eles acabassem, mas mais testes já foram adquiridos pela FUMSSAR e devem chegar esta semana.

O que se pode notar nas Unidades de teste, 03 em Santa Rosa, é uma fila enorme pela procura dos testes.

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