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Economia

Comércio Varejista poderá não reabrir na segunda-feira

Reporter Cidades

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O Prefeito Alcides Vicini está sofrendo uma pressão por parte do Governo do Estado através da Famurs sobre a possibilidade de o mesmo assinar um decreto flexibilizando a abertura do comercio varejista a partir da próxima segunda-feira, 13 de abril.

O pedido para que o decreto não seja assinado partiu do Presidente da Famurs e Prefeito de Palmeira das Missões, Dudu Freire e do procurador-geral de Justiça, Fabiano Dalazen que entrou em contato com o prefeito através do Promotor de justiça Marcelo Squarça solicitando que Alcides Vicini aguarde até a próxima quarta-feira, 15 de abril, data em que o Governador Eduardo Leite provavelmente assinará um decreto outorgando a abertura do comércio no Estado. O Prefeito foi comunicado para não assinar o decreto municipal flexibilizando a abertura do Comércio, uma vez que o prefeito da cidade de São Jerônimo assinou e foi penalizado pelo estado com uma multa de R$ 100 mil/dia devido ao descumprimento da ordem do governo.

Diante da nova situação, o prefeito de Santa Rosa, Alcides Vicni convocou todas as entidades representativas para discutir o assunto. A reunião que começou por volta das 17h deste sábado, no Sindicato Patronal do Comercio Varejista (Sindilojas) terminou por volta das 19h sem nenhuma definição. Uma nova reunião ocorrerá neste domingo, 12 de abril para só então o prefeito Alcides Vicini tomar uma decisão se assina ou não o Decreto Municipal flexibilizando a abertura do comércio.

Conforme Alcides Vicini, será feita uma análise de forma minuciosa o novo Decreto que ainda não está assinado para observar a que ponto o mesmo pode transgredir as determinações do Decreto Estadual.  A segunda reunião com as entidades ocorrerá no período da tarde deste domingo de Páscoa. Além do próprio prefeito Alcides Vicini, a reunião contou com as presenças do Vice-prefeito, Dr. Luis Antônio Benvengnú, do Promotor de Justiça, Marcelo Squarça, do Presidente do Sindilojas, Leonides Freddi, do Capitão Foliatti representando a Brigada Militar, de Alessandro Kraulich e Cássio Feltes representando a Acisap.

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Economia

Balança comercial brasileira apresenta superávit ao longo do ano

Pável Bauken

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A balança comercial brasileira vem fechando em superávit ao longo de todo o ano, apesar da crise econômica mundial agravada pela COVID-19. Conforme dados do Ministério da Economia, em novembro as exportações superaram as importações em US$ 3,732 bilhões e no acumulado do ano totalizaram US$ 191,678 bilhões contra US$ 140,518 bilhões das importações, com saldo positivo de US$ 51,160 bilhões.

O resultado é superior ao do ano passado, quando o superávit fechou em US$ 42,089 bilhões em novembro. Esses dados indicam que há esperança de crescimento da Economia na vocação brasileira para a exportação. As projeções são positivas. Segundo pesquisa Focus, realizada pelo Banco Central, os analistas projetam um superávit de US$ 55,10 bilhões para 2021.

“O Brasil já entrou e saiu de diversas crises e essa não será muito diferente, uma vez que continua tendo riquezas que interessam ao Exterior e uma invejável capacidade de produção de insumos minerais e agropecuários”, aponta o economista Giovanni Cataldi Neto.

De fato, a agropecuária foi a grande impulsionadora das exportações brasileiras, fazendo com que esse lado da balança comercial subisse em meio à pandemia. E esse bom desempenho do agronegócio não deve se alterar no próximo ano. A projeção do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) é de que o crescimento do setor seja de 1,2% em 2021.

Com experiência no Mercado Financeiro desde 1994 e em Fundos de Investimento Nacionais e Internacionais, Neto concorda com as projeções e acredita que “sempre há espaço para expandir, mesmo em meio às adversidades e que qualquer crise é transitória, já que o Brasil continua despertando o interesse de investidores internacionais”.

Hoje, o país ainda figura na lista dos que mais exportam no mundo, ficando na 27ª posição no ranking da Organização Mundial do Comércio (OMC) liderado pela China.

Curiosamente é o mesmo país asiático o maior comprador dos produtos brasileiros, ao lado de Hong Kong e Macau. Juntos, eles levaram em novembro uma fatia de 41,1% das riquezas do país “Assim, enquanto houver produtos que os interessem e empresas que invistam no mercado de exportação, o Brasil poderá atravessar a crise sem maiores impactos no comércio internacional”, conclui Giovanni Cataldi Neto.

FONTE Giovanni Cataldi Neto

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Economia

Em 9º movimento de alta, poupança tem captação líquida de R$ 1,480 bi em novembro

Pável Bauken

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Em meio ao processo de recuperação da economia, na esteira da pandemia do novo coronavírus, as famílias brasileiras fizeram mais depósitos do que saques na caderneta de poupança no mês passado. Dados do Banco Central mostram que, em novembro, os depósitos líquidos somaram R$ 1,480 bilhão.

O mês de novembro foi o nono consecutivo em que houve registro de depósitos líquidos. Em março, quando a pandemia do novo coronavírus fez com que o isolamento social se intensificasse, com reflexos sobre a atividade econômica, as famílias haviam depositado R$ 12,169 bilhões líquidos na poupança.

Março marcou o início de um movimento em que as famílias, preocupadas com as consequências da pandemia sobre seu orçamento, passaram a poupar mais, de olho no futuro. Além disso, nos meses seguintes o governo lançou uma série de programas voltados para a manutenção da renda de famílias e empresas – entre eles, o auxílio emergencial de R$ 600 para a população mais carente.

Ao avaliar a questão, o BC vinha citando, nos últimos meses, o risco de que a pandemia aumentasse a “poupança precaucional” no Brasil. Em outras palavras, o BC via o risco de que as famílias, com medo do desemprego e da redução da renda, aumentassem os depósitos em aplicações como a caderneta de poupança, para formar um “colchão” em caso de emergências.

O movimento de fato ocorreu.

O pagamento do auxílio emergencial à população de baixa renda em meses anteriores, no valor de R$ 600, também contribuiu para o aumento dos depósitos na poupança.

Os depósitos começaram a ser feitos em 9 de abril e parte deles segue na poupança, por precaução. Além disso, o governo já começou a depositar na conta dos beneficiários a extensão do auxílio emergencial, no valor de R$ 300. Este valor continuará a ser pago até o fim de dezembro.

Os números de novembro mostram que os depósitos brutos na caderneta foram de R$ 297,414 bilhões, enquanto os saques atingiram R$ 295,934 bilhões. Com isso, chegou-se à captação líquida de R$ 1,480 bilhão. Considerando o rendimento de R$ 1,627 bilhão de novembro, o saldo total da poupança atingiu R$ 1,013 trilhão no mês passado. No ano até novembro, a modalidade acumulou depósitos líquidos de R$ 145,708 bilhões.

Chama a atenção o fato de que a poupança vem recebendo depósitos líquidos nos últimos meses a despeito de sua rentabilidade estar cada vez menor. Atualmente, a poupança é remunerada pela taxa referencial (TR), que está em zero, mais 70% da Selic (a taxa básica de juros). A Selic, por sua vez, está em 2,00% ao ano, no menor nível da história. Na prática, a remuneração atual da poupança é de 1,4% ao ano – um porcentual que pode nem mesmo compensar a inflação corrente.

Esta regra de remuneração da poupança vale sempre que a Selic estiver abaixo dos 8,50% ao ano. Quando estiver acima disso, a poupança é atualizada pela TR mais uma taxa fixa de 0,5% ao mês (6,17% ao ano).

Por Fabrício de Castro – Estadão

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Economia

Pedidos de falência crescem 10,1% em novembro ante outubro, diz Boa Vista

Pável Bauken

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© Shutterstock

O número de pedidos de falência por empresas cresceu 10,1% em novembro ante outubro, informou nesta sexta-feira a Boa Vista É o segundo aumento seguido na margem, depois de três meses de quedas, de julho a setembro.

Na comparação com novembro de 2019, os pedidos de falência cresceram 61,4% e, no acumulado de 2020, avançam 10,5% em relação a igual período do ano anterior. Na outra ponta, as falências decretadas caíram 39,6% em novembro ante outubro, mas, apesar da redução na margem, ainda sobem 13,4% na comparação com igual mês de 2019 e 0,3% no acumulado de 2020.

“As falências decretadas apontam desaceleração em seu ritmo de queda na análise acumulada, sugerindo que as empresas ainda estão encontrando dificuldades em seus indicadores de solvência neste final de ano”, diz, em nota, a Boa Vista.

A empresa apurou queda de 16,9% dos pedidos de recuperação judicial em novembro ante outubro, equivalente a um crescimento de 30,2% na comparação com novembro de 2019 e de 19,9% no acumulado de 2020. As recuperações judiciais conferidas cederam 16,7% na margem, mas subiram 2,7% na comparação interanual e 16,9% no ano.

O indicador de falências e recuperações judiciais da Boa Vista é construído com base na apuração de dados mensais de fóruns, varas de falências, Diários Oficiais e do Poder Judiciário de Estados registrados na base do SCPC.

Por Cícero Cotrim – Estadão

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