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Com táxi aéreo e sem máquinas de raio-x: saiba como será o aeroporto do futuro

Pável Bauken

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No início deste século, ou até mesmo da década, coisas como check-in pelo celular, embarque com reconhecimento facial e aplicativo que rastreia bagagem poderiam parecer saídos de algum filme de ficção científica. Mas hoje são realidades nos principais aeroportos do mundo. E como serão esses mesmos terminais no futuro?

A Sita, empresa desenvolvedora de tecnologia para o mercado de aviação, elaborou uma lista com dez tendências que nos próximos anos poderão sair do campo das hipóteses para a vida prática dos passageiros.

Do uso ainda mais constante da inteligência artificial a táxis voadores, as mudanças serão drásticas, como uma resposta à necessidade de acompanhar o crescimento constante no número de pessoas voando, de acordo com o diretor de desenvolvimento de negócios da companhia, Benoit Verbaere:

– O número de passageiros deve dobrar nos próximos 20 anos, segundo a Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), mas a expansão do aeroporto não se manterá. E os passageiros, com razão, querem uma viagem tranquila e fácil pelo aeroporto. A única maneira de garantir que os aeroportos continuem funcionando sem problemas é desenvolvendo e implementando novas tecnologias que os tornem mais rápidos e eficientes para atenderem a um fluxo cada vez maior de pessoas e aprimorar a experiência do passageiro.

1. A segurança será integrada a uma jornada sem barreiras:
Durante a próxima década passar pela segurança significará apenas caminhar por um corredor. E sem filas. Chega de tirar casaco, sapatos e cinto ou colocar garrafinhas em saquinhos. Os passageiros e suas malas serão reconhecidos automaticamente, à medida que passarem pelos pontos de verificação automatizados. Os pontos de verificação serão substituídos por corredores com sensores, tornando obsoletas as verificações físicas de documentos.

2. Os passageiros estarão no controle de sua identidade digital:
A adoção da identidade digital única e tokens permanentes de viagem colocarão os passageiros no controle de quais aspectos de sua identidade devem ser revelados e com que finalidade enquanto viajam. Em aeroportos futuros, o risco será constantemente avaliado por inteligência artificial especializada, usando uma versão digital da identidade do passageiro. Os elementos sensíveis dos dados serão usados apenas pelos governos, em sistemas colaborativos automatizados para aprovar – ou não – as várias etapas da jornada. As companhias aéreas não serão mais responsáveis pelo processamento de dados de passageiros para fins de segurança nas fronteiras.

3. As etapas da viagem serão descentralizadas:
Tudo terá etiquetas: pessoas, malas e carga. E eles serão rastreados durante toda a jornada, independentemente do modo de transporte que estiverem usando. Isso significa que a autorização de viagem e as verificações alfandegárias podem ser feitas antes do voo, economizando tempo no aeroporto. A entrega e coleta remota de malas serão oferecidas onde for mais conveniente para o passageiro, como em estações de trem, por exemplo.

4. O aeroporto estará altamente conectado:
A nova era de aeroportos conectados será impulsionada por sensores cada vez mais baratos, hardwares menos dedicados e novos data lakes alimentados por todos os dispositivos acima de 5G. Os dados serão capturados através de redes definidas por software, agrupados e analisados para tornar o aeroporto altamente eficiente, gerando uma experiência muito melhor para os passageiros.

5. O aeroporto vai pensar por si:
Os algoritmos de Inteligência Artificial serão a chave da eficiência, se tornando o segredo dos aeroportos. Os aeroportos usarão a tecnologia Digital Twin para dar vida às operações em tempo real, com informações para todas as partes interessadas, melhorando a eficiência operacional e a experiência do passageiro. Um Digital Twin é uma simulação avançada de computador que usa dados de todo o aeroporto e operações da companhia aérea para visualizar, simular e prever o que acontecerá a seguir. Esses dados preditivos serão usados para otimizar as atividades operacionais, automatizando-as sempre que possível. Mensagens automatizadas como: “Dois A380 pousarão ao mesmo tempo porque um está atrasado: garanta que haja número suficiente de pessoas nas secretarias de imigração”. Ou “O feedback dos banheiros no segundo nível é negativo: envie os faxineiros”. O intercâmbio de informações significará respostas proativas e, portanto, operações mais responsivas e planejadas com mais precisão.

6. A colaboração será crítica:
Em todas as viagens existem 10 ou mais entidades diferentes responsáveis por torná-la uma realidade. A única maneira de coletar todos os dados para tornar essa jornada perfeita é através de uma estreita colaboração entre todos que trabalham em um aeroporto: o próprio aeroporto, companhias aéreas, agências governamentais, colaboradores de solo, inclusive restaurantes e lojas. Também é necessária colaboração em todo o ecossistema de aeroportos conectados. E nessa ampla rede, os dados operacionais serão compartilhados usando estruturas de confiança e as partes interessadas compartilharão fontes únicas de dados para operações essenciais. Isso tornará os aeroportos muito mais eficientes, por exemplo, digitalizando o processo completo, haverá um foco em colocar as aeronaves de volta ao ar o mais rápido possível. Aqui, tecnologias como blockchain oferecem um enorme potencial para facilitar a troca segura de informações.

7. O aeroporto será altamente automatizado:
A conectividade móvel de alta velocidade no aeroporto será fundamental para o desempenho. Os aeroportos executam cada vez mais operações just-in-time, com automação e autoatendimento tornando tudo mais eficiente. E veículos e robôs conectados, automatizados e autônomos devem se tornar comuns. A automação também permitirá um compartilhamento e uso mais eficientes dos ativos. Uma grande variedade de objetos – de bagagem ou rebocadores de aeronaves – será conectada via redes 5G, fornecendo grandes quantidades de dados, possibilitando visualizações preditivas e históricas das operações do aeroporto em tempo real.

8. O aeroporto se adaptará às necessidades dos passageiros:
A viagem rápida e sem barreiras ao aeroporto e através dele fará com que alguns fluxos de receita atuais, como por exemplo os estacionamentos, mais fracos ou obsoletos. Os aeroportos precisarão, portanto, encontrar novas maneiras de aumentar a experiência de viagem para substituí-los. A personalização será a chave, fornecendo aos passageiros o que eles querem, quando precisam, a qualquer momento da viagem, do início ao fim, e não apenas no aeroporto. Os exemplos podem incluir um serviço de limusine fornecido pelo aeroporto, que inclui o check-in de malas em sua casa, escritório ou hotel, e aprovações rápidas e facilitação para viajantes regulares.

9. A mobilidade será um serviço sob demanda:
Os aeroportos se tornarão centros gigantescos de ‘chegar e partir’, fornecendo acesso a uma ampla variedade de opções de transporte. Inovações como táxis aéreos estarão surgindo até 2030 para fornecer transporte muito mais eficiente de e para o aeroporto. Eles podem até oferecer concorrência em rotas de curta distância. Realmente haverá viagens aéreas para todos.

10. Haverá uma API para tudo o que fazemos no aeroporto:
Como os viajantes de amanhã serão nativos digitais, as pessoas que administram aeroportos precisarão ser eles próprios nativos digitais. Esse ambiente tecnologicamente instruído resultará na complexidade do aeroporto sendo dividida em um conjunto de serviços de dados que podem ser compartilhados como APIs (Application Programming Interface). Será fornecido um ecossistema que permita colaboração e inovação, que é mais fácil para todos usarem. Por exemplo, a IA e novas sintaxes permitirão solicitações específicas do setor em termos humanos: ‘Existe uma bolsa rosa como bagagem de mão no portão B34?’ Ou ‘A fila no saguão de chegada A é muito longa, envie mais táxis’.

Época Negócios

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Inflação do aluguel sobe e acumula 24,52% em 12 meses

Reporter Global

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Marcelo Camargo/ Agencia Brasil

 

Pesquisa foi feita em todo o país pela FGV

 

 

O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M) – usado no reajuste dos contratos de aluguel do país, teve inflação de 3,28% em novembro deste ano. Segundo a Fundação Getulio Vargas (FGV), o percentual é maior que o de outubro: 3,23%.

Com o resultado, o IGP-M acumula inflação de 24,52% em 12 meses, índice seis vezes maior do que o acumulado em novembro de 2019.

O índice vem sendo puxado pelo preço das commodities agropecuárias, como o milho, trigo e bovinos.

O Índice de Preços ao Produtor Amplo, que mede o atacado, teve inflação de 4,26%. O Índice de Preços ao Consumidor, que mede o varejo, ficou em 0,72%. Já o Índice Nacional de Custo da Construção registrou variação de 1,29%.

 

 

Agencia Brasil

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Quase 900 multas por falta de máscara são aplicadas no estado de São Paulo

Reporter Global

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O estado de São Paulo registra 41,1 mil mortes por Covid-19, com 1,2 milhão de casos confirmados.

 

Entre os dias 2 de julho e 17 de novembro, o governo de São Paulo, gestão João Doria (PSDB) aplicou 876 multas por falta de máscara no estado. O uso do item em locais públicos é obrigatório em todo o território paulista desde o dia 1º de julho. A utilização da proteção é uma das medidas para evitar a contaminação pelo novo coronavírus.
De acordo com informações da Secretaria Estadual da Saúde, foram feitas 93.453 inspeções no estado desde julho. Destas, 876 resultaram em autuações, sendo 549 estabelecimentos e 327 pessoas. A pasta promete intensificar as ações de fiscalização a partir desta sexta-feira (20).

Na capital, a prefeitura, gestão Bruno Covas (PSDB), afirma que 2.498 munícipes foram abordados pelas equipes de fiscalização em grandes centros comerciais e locais de grande circulação de pessoas. Não foram aplicadas multas, pois, segundo a administração municipal, tem-se optado “por ações educativas, reforçando à população a necessidade do uso correto das máscaras, não fazendo desta uma ação punitiva.

A resolução sobre a obrigatoriedade do item de proteção, publicada no dia 30 de junho pelo governo estadual, estabelece que a máscara deve ser usada em “ambientes de trabalho, de estudo, de cultura, de lazer, de esporte ou de entretenimento, casas de espetáculos, teatros, cinemas, bares, lanchonetes, boates, restaurantes, praças de alimentação, centros comerciais, bancos e similares, supermercados, açougues, padarias, farmácias e drogarias, repartições públicas, instituições de saúde, escolas, museus, bibliotecas, espaços de exposições, transporte coletivo”, entre outros.

A multa para os cidadãos que forem flagrados sem máscara nesses locais é de R$ 524,59. Para os estabelecimentos, a penalidade é de R$ 5.025,02 para cada pessoa que estiver descumprindo a regra.

Aumento nas internações Os casos de Covid-19 vêm aumentando em São Paulo ao longo do mês de novembro. Na rede estadual, o número de internações em leitos de enfermagem cresceu 26,5% na comparação com o dia 1º. A quantidade de pacientes em UTI (Unidade de Terapia Intensiva) subiu 21,1%. Ao todo, são 8,6 mil pessoas internadas pela doença nos hospitais do governo paulista.

Na rede municipal, as internações totais aumentaram 33,8% em novembro. Já o número de pacientes em UTI teve um acréscimo de 26,2%. Os dados incluem tanto os hospitais da prefeitura quanto as unidades contratualizadas.

O estado de São Paulo registra 41,1 mil mortes por Covid-19, com 1,2 milhão de casos confirmados.

 

 

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Geral

Empresas enquadradas na Substituição Tributária já podem aderir ao Regime Optativo de Tributação para 2021

Reporter Global

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O prazo para adesão ao Regime Optativo de Tributação da Substituição Tributária (ROT-ST) para 2021 já está aberto e se encerra em 15 de dezembro.

 

Podem aderir todas as empresas varejistas da categoria geral. Assim, passam ao mecanismo de tributação amparadas pela definitividade, ou seja, deixa de ser exigida a complementação e também não existe restituição por parte do Estado do ICMS-ST pago.

Para 2021, a Receita Estadual estendeu o regime optativo, que já vigorou neste ano, para empresas de qualquer faixa de faturamento. Empresas com faturamento acima de R$ 78 milhões por ano (cerca de 350 companhias), que atualmente estão na obrigatoriedade de fazer o ajuste (complementando e restituindo) desde março de 2019, também poderão fazer a adesão se desejarem.

As cerca de 5 mil empresas gaúchas com faturamento abaixo de R$ 78 milhões também se enquadram no regime que será prorrogado para 2021. Empresas com faturamento abaixo de R$ 3,6 milhões por ano, optantes ou não do Simples Nacional, continuam fora da obrigatoriedade de realização do ajuste e, assim, não precisam aderir ao ROT-ST para a dispensa de tal apuração. As empresas que aderiram ao Regime Optativo em 2020 devem renovar a adesão para o próximo ano.

Para fazer a adesão, as empresas precisam acessar o Portal e-CAC no site da Receita Estadual e manifestar interesse. O ROT-ST para 2021 foi regulamentado pelo Decreto 55.521/2020, e as Instruções Normativas constam na IN RE nº 087/20.

 

Sobre o ICMS-ST

As mudanças na apuração do ICMS-ST estão sendo implementadas após decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), de outubro de 2016, que abrange todos os Estados. A norma prevê a restituição ao contribuinte do ICMS-ST pago a maior – ou seja, quando a base de cálculo presumida do produto for superior ao preço final efetivamente praticado, mas também a complementação ao Estado do valor pago a menor – quando a base de cálculo presumida for inferior ao preço final.

 

 

Estado.rs.gov

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