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Paulo Schultz

Com qual modelito você vai sair hoje ?

Paulo Schultz

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Vamos combinar uma coisa: Bolsonaro não vai dar golpe nenhum.

Não tem condições objetivas para isso .

E depois tem uma coisa, essencial: para dar um golpe e instalar um regime autoritário, ele teria que concentrar poderes e tarefas em si, o que significa que ele teria que fazer o que ele nunca gostou: trabalhar.

Bolsonaro é um deitado que nunca gostou de trabalhar, passou 28 anos inoperante como deputado federal para comprovar isso – essa sua característica de ser um preguiçoso, e apenas um bufão falador de merda.

Aliás, sua agenda diária como presidente continua comprovando isso – são poucos compromissos, e a maioria destes sem relevância.

Então vamos parar com essa fantasia diária de golpe, porque Bolsonaro não tem nem capacidade intelectual para isso, nem vai romper com a preguiça que domina aquele corpo opaco e sinistro.

Vamos nos focar no real: até o final desse ano, para o bem da imensa maioria do país é preciso que ele esteja fora da presidência.

Era óbvio que uma pessoa como ele, vinda da última gaveta do baixo clero, só traria danos ao país.

Acontece que o quadro social e econômico se agrava de uma maneira que não dá mais para tolerar, nem esperar.

Some-se a isso a postura criminosa, descompromissada, e absolutamente incompetente de Bolsonaro e do seu Ministério Militar da Saúde frente à pandemia que já matou mais de 200 mil pessoas no país.

Já foram muitas as atrocidades, os atropelos de inoperância e incapacidade, os erros, as doses diárias de estupidez, ignorância e tosquice.

Essa brincadeira de eleger uma criatura bizarra para comandar o executivo federal já deu, já foi longe demais, já deu estrago demais.

É preciso botar o bloco na rua com cuidados e vacina, é preciso botar o bloco nas redes, é preciso ganhar adesão e a concordância da grande maioria dos brasileiros de que Bolsonaro foi, e é, um erro, uma aventura inconsequente, que foi o ápice da circunstância anormal criada a partir do impedimento forjado do governo eleito em 2014.

É preciso que, partindo da esquerda, e ganhando adesão em outros setores da sociedade, se impulsione e tome corpo o movimento necessário para quê um processo de impedimento aconteça.

Quanto ao numeroso centrão, são fisiológicos e mercenários o suficiente, assim como também são espertos para manter seu instinto de sobrevivência política.

Não hesitarão em abandonar o governo, se o bafo na nuca lhes parecer insuportável, e o barco do capitão Messias começar a afundar.

Chega disso.
Chega de bizarrice.

Chega de brincar com a vida das pessoas, com a economia do país, chega de brincar de anarcocapitalismo, chega de achar que instaurar a felicidade é deixar todo mundo livre, sem regras e com arma na mão.

Um país do tamanho do nosso, com essa população e com a relevância que temos, não pode mais ficar sendo dirigido por uma pessoa absolutamente incapaz e com uma característica perversa e transtornada.

O momento é agora.

Desencadear o movimento, fazê-lo crescer, trazer diferentes setores da sociedade, ganhar a consciência da maioria da população de que é benéfico para o país esse corte, para que se possa pensar um novo ciclo para o país.

Por isso, o negócio agora é trabalho.

Trabalho nesta direção: de construir o impeachment.

Trabalho duro, objetivo e certeiro.

Usando de conversa, exposição, argumentos, e também de visual, que é um bom complemento.

Como por exemplo, camisetas a favor do movimento.

Então, se você tiver várias camisetas dizendo “Fora Bolsonaro”… você pode decidir, de manhã cedo, com qual modelito você vai sair para a rua.

Atitude é tudo.
E o modelito é essencial.

Ao trabalho!

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Paulo Schultz

? Que tiro foi esse ?

Paulo Schultz

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Quase 180 mil novas armas de fogo foram registradas na Polícia Federal em 2020.

Resultado direto da facilitação legal promovida de forma obcecada por Bolsonaro.

Para além do evidente interesse dos fabricantes e vendedores de armas, a quem mais interessa a flexibilização da compra, do porte e uso de armas ?

Bolsonaro, é bem provável que não saiba, por nunca ter gostado de ler ou estudar( o que é nítido), tem uma concepção anarcocapitalista de sociedade.

Em uma forma primária, quase selvagem.

Uma concepção doente, onde as pessoas se movem livres, sem regras, e sem proteção ou intermediação do Estado.

Uma existência bárbara, onde os mais fortes subjugam os mais fracos, e estes, de acordo com a mentalidade doentia do ex-capitão, devem se adequar.

Quando, de forma insana, ele afirma que um povo armado não se deixa escravizar, ele parte do pressuposto de que uma força externa e diabólica supostamente poderia “escravizar as pessoas” sob determinadas regras, e tirar a liberdade destas de se mover e existir de forma individualista e sem regras ou limites sociais.

Bom, esse é o essencial do pensamento e da obsessão por armas do capitão Messias.

Mas, para além dele, quem se beneficia e quem tem essa obsessão quase que erótica por armas ?

Por óbvio que a facilitação de compra, porte e uso de armas enche de alegria as milícias.
E fortalece seu poder paralelo.

Mas… e quanto aos cidadãos aparentemente normais… (que são em número considerável, mas ainda bem que não majoritário no pais)..

Qual é o gosto… Qual a razão… O que se esconde por trás desse apoio e desejo por armas ?

Seria a visão patrimonialista…. de defender suas posses de qualquer pessoa ou grupo de pessoas a quem se possa rotular de bandidos, delinquentes, etc ?

Seja a visão patrimonialista do ponto de vista urbano ou do ponto de vista rural.

É possível.

É possível que essa visão patrimonialista seja fator, assim como a visão de merecimento e mérito, de que alguns tem porque merecem, e outros não porque não merecem, e, portanto, devem ser afastados a bala das posses dos “cidadãos merecedores e de bem”.

Mas há um outro grupo, para além desse centrado no patrimonialismo.

O grupo dos obcecados em se exibir com armas.

Uma relação quase que erótica como o fato de se ter uma arma na cintura, com parte dela dentro da roupa.

Ou aquela cena típica de faroeste… do valentão com um rifle escorado no ombro.. como que ostentando o seu poder de definir o que é o bem e o mal.

Existe aí um perigo profundo… de que esse gosto, esse prazer por armas e sua ostentação, estimulado pela facilitação e pelo incentivo, libere monstros internos de barbárie e de instinto letal.

E aí corremos o risco…
de termos uma situação no país, onde os marcos de existência coletiva e de respeito humano, e convivência social regrada e civilizada, sejam rompidos de forma a criar uma situação caótica de extrema violência e desagregação.

O tema é complexo.

Mas as ponderações que levanto aqui devem ser consideradas, de forma séria.

Do contrário, vamos nos saturar de ouvir uma mesma pergunta:

“Que tiro foi esse ?”

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Paulo Schultz

Sacudindo o tabuleiro

Paulo Schultz

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Uma visão ampla e certeira é o que é preciso ter nesse momento….

Muito mais do que indicar um nome para concorrer a presidente, a questão foi mexer no tabuleiro político..
provocar movimentação e discussão política no país…

Para que se entenda do que é que nós precisamos nos livrar ( do perverso e do sinistro).. e o que é que nós precisamos construir.

Esse é o sentido que precisa ser captado da colocação pública do nome de Fernando Haddad como possível candidato a presidente em 2022.

Ora, vamos lembrar que no segundo turno de 2018, com toda a carga de ódio, antipetismo e em plena euforia a favor de Bolsonaro, a candidatura de Fernando Haddad atingiu 45% dos votos, 6% somente a menos do que Dilma fizera em 2014, quando venceu a eleição de forma apertada com 51% dos votos, em percentuais arredondados.

Isso é um capital político que só alguém de visão muito parcial pode desprezar.

Pois esse movimento de colocação pública de Haddad como possível candidato, movimenta toda cena política do país, desde a esquerda, passando pelo centro, chegando na direita e na extrema direita.

É a famosa batida na mesa… aquela que desacomoda… aquela que tira da zona de conforto, tanto quem está numa posição de poder, quanto quem está numa posição ruim, e mesmo assim, letárgica.

Porque ela levanta hipóteses, cenários, e remete para trás, de uma forma que se pensa ….
” poderia ter sido diferente em 2018″.

E ela também remete para frente, porque põe a população a pensar, de forma rasa ou mais elaborada, se em 2022 o caminho a seguir deve ser um caminho diferente.

E esse seguir um caminho diferente quer dizer avaliar a vida coletiva da grande maioria das pessoas do país, e mais do que isso, avaliar a vida individual de cada um e cada uma da grande maioria dos brasileiros.

Esse é o sentido desse movimento.

Pensar o passado… avaliar o presente… tentar perceber o futuro.

Natural que hajam contrariedades, rusgas, alguns ciúmes, etc.

Faz parte do jogo.

Mas o mais importante é o efeito que esse movimento vai fazer: será posto de forma clara o que é que vivemos de 2019 para cá, e o que é possível construir para interromper esse quadro destrutivo e por vezes desumano.

O resto a gente faz no caminho.

No resumo das coisas… a colocação do nome do Haddad equivale àquele velho ditado..

” Não há mal que dure para sempre, e que não possa ser destituído por um novo bem maior”.

Ao trabalho.

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Paulo Schultz

Quando você passar…pode ficar com seu mundinho

Paulo Schultz

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Com que se parece o ser que hoje ocupa o cargo da presidência da república ?

Bem, lembra aquele cara que vai para o bolicho da esquina, encher a cara, e volta para casa horas depois, bêbado, e bate na mulher e nos filhos, em seguida vai deitar na cama sujo e fedendo, e vomita no tapete.

Esse é o grau de abjeção e asquerosidade que se equivale à figura do atual primeiro mandatário do país.

Acabou a tolerância e a paciência (e até a complacência conivente) da grande maioria dos brasileiros com ele e seu governo.

Setores conservadores e liberais que até há pouco ainda mantinham apoio ao governo estão engrossando o movimento, ainda que por outras razões, daqueles que querem o impedimento legal e necessário de Jair Bolsonaro do cargo de presidente.

É muita destruição em dois anos.

Do ponto de vista social,econômico, ambiental, de relações internacionais, e sobretudo das relações humanas entre os próprios brasileiros.

É muita falta de compostura, muita ignorância, muita tosquice, muito negacionismo.

É também falta de capacidade intelectual, falta de sensibilidade humana, e um comportamento diário perverso que transpira daquele corpo opaco e sinistro.

O ápice disso tudo vem sendo este período de quase um ano de pandemia, com negacionismo, uma postura ignorante e messiânica de defender medicamentos inúteis, negar medidas sanitárias de precaução, estimular uma horda de fanáticos imbecis a concordar com tudo isso, e, por fim, fazer de tudo para atrapalhar e postergar um processo de vacinação que possa por fim ao ritmo de mais de 220 mil mortes.

Daria para explanar e citar muito mais, mas esse não é o foco aqui.

O fato é que, seja através de impeachment – o que é desejável para esse ano de 2021- , ou seja através de derrota eleitoral no ano de 2022, Bolsonaro e tudo de ruim que ele trouxe consigo precisam passar.

Porque, como disse, os estragos já foram em número e intensidade além do suportável para maioria dos brasileiros.

E quando esse tempo de Bolsonaro passar, é preciso que disso tudo que o país viveu, fique a lição, de que a bizarrice, quando alçada a um patamar de poder, pode se revelar um monstro perverso e empoderado, e nocivo.

Quanto a figura em si, esta deve voltar ao lugar insignificante de onde saiu.

E ao fazer isso, pode, com toda a liberdade, levar todo seu mundinho junto.

Toda essa horda de seguidores fanáticos e imbecis, todos os colaboradores e redes de fake news, todos os pensadores lunáticos, todos os falsos moralistas, todos os vigaristas, todos os preconceituosos, todos os milhares de verde-olivas, e tudo mais de ruim, perverso e abominável.

Sim, capitão Messias, quando você passar… pode levar e ficar com todo o seu mundinho…

Porque nós que somos a maioria, a grande maioria da população do país, não estaremos nem aí.

Só queremos ter a certeza de acordar um dia após o outro sem sentir no ar nenhuma presença pestilenta a nos tumultuar e dificultar a vida.

Vai dar trabalho e muito enfrentamento, mas vai valer a pena porque isso vai passar.

Há de ser melhor – e será.

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