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Economia

Com pouco espaço, Orçamento de 2020 terá menor investimento desde 2004

Pável Bauken

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A alta dos gastos obrigatórios e impositivos (determinados pelo Congresso) farão os investimentos federais somar R$ 22,4 bilhões em 2020. Com 94,5% das despesas carimbadas, o Orçamento Geral da União para 2020 destinará o menor nível em 16 anos para essa rubrica, que abrange obras públicas e compra de equipamentos.

Em valores corrigidos pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), índice oficial de inflação, a verba para investimentos só não é inferior à de 2004, quando o Governo Central – Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central – havia investido R$ 20,8 bilhões. Os valores de investimentos na década passada foram obtidos com base em levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Isso porque o Tesouro Nacional só divulga a evolução dos investimentos a partir de 2007.

Na comparação com o Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e dos serviços produzidos), os investimentos equivalerão a apenas 0,3% do PIB em 2020. Isso representa menos da metade do gasto realizado em 2019. O Tesouro Nacional estima que os investimentos encerrarão este ano em torno de R$ 50 bilhões, entre 0,65% e 0,7% do PIB. O número só será divulgado no fim de janeiro.

A proposta original do Orçamento destinava apenas R$ 19 bilhões para investimentos. Em outubro, o secretário do Tesouro, Mansueto Almeida, disse que o valor poderia chegar a R$ 30 bilhões com as emendas parlamentares e a R$ 36 bilhões com a revisão das projeções de gastos com o funcionalismo. O Congresso, no entanto, aprovou apenas R$ 22,4 bilhões para investimentos.

O valor para os investimentos pode subir com o fim da multa adicional de 10% do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS), que abriu um espaço de quase R$ 7 bilhões no teto de gastos. A execução, no entanto, dependerá da entrada de receitas extras, como a da venda dos campos do pré-sal de Atapu e Sépia, que não atraíram o interesse da iniciativa privada no leilão da cessão onerosa em novembro e serão leiloados novamente em 2020.

Os R$ 22,4 bilhões reservados no Orçamento abrangem apenas os investimentos diretos dos ministérios, excluindo os R$ 121,5 bilhões dos investimentos das estatais federais. Ao se somarem os dois valores, os investimentos autorizados no Orçamento chegariam a R$ 143,9 bilhões. No entanto, as próprias estatais também estão investindo menos. Segundo o Boletim de Participações Societárias da União, divulgado no último dia 20, as empresas públicas tinham executado apenas 26,4% dos investimentos autorizados até novembro.

Pacto federativo
Segundo a equipe econômica, a queda no investimento é reflexo do crescimento das despesas obrigatórias em ritmo maior que a inflação, o que comprime a verba disponível no Orçamento. Em setembro, o ministro da Economia, Paulo Guedes, havia advertido de que somente a aprovação do pacto federativo poderá liberar espaço para gastos discricionários (não obrigatórios), onde estão incluídos os investimentos.

Em vigor desde 2017, o teto federal de gastos também representa uma restrição que comprime o espaço para investimentos. Isso porque, enquanto os gastos totais estão travados pela inflação, diversas despesas obrigatórias crescem mais que a inflação. Apesar desse efeito, o secretário do Tesouro defende a manutenção dos investimentos dentro do teto de gastos.

“Se a gente retirar o investimento público do teto de gastos, vamos aumentar a dívida pública, que está começando a se estabilizar depois da aprovação da reforma da Previdência e da queda dos juros básicos. O teto é essencial para mostrar aos investidores o comprometimento com o ajuste fiscal. Se a gente reduzir o ritmo de ajuste, os ganhos conquistados até agora iriam embora em poucos meses”, disse o secretário durante a apresentação das propostas de emenda à Constituição do pacto federativo, no início de novembro.

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Economia

China contribuiu com mais da metade do superávit comercial do Brasil

Reporter Global

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Marcello Casal Jr/ Agencia Brasil

 

 

Desempenho das commodities explica o valor exportado em 2020

 

O Boletim de Comércio Exterior (Icomex) divulgado, hoje (15), pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FVG/Ibre) aponta que o único resultado positivo em 2020 no setor foi o superávit comercial. A análise foi feita diante do cenário de superávit da balança comercial de US$ 50,9 bilhões, dos investimentos estrangeiros no país de janeiro a novembro de US$ 33 bilhões e da previsão de recuo no Produto Interno Bruto (PIB, soma dos bens e serviços produzidos no país) de 4,7%. Mesmo positivo, o superávit comercial contribuiu para a queda do déficit em conta corrente em um momento de retração da entrada de capital no país.

De acordo com o Icomex, a China contribuiu com US$ 33,6 bilhões no superávit, enquanto entre os principais parceiros a contribuição dos Estados Unidos foi negativa. O saldo com a União Europeia foi positivo em US$ 1,5 bilhão, no entanto, o valor é abaixo dos países da América do Sul, inclusive Argentina, de US$ 6 bilhões, e do restante da Ásia.

Na edição de dezembro, o boletim do Icomex estimava um superávit de US$ 55 bilhões. A diferença entre a previsão e o fechamento, segundo o Ibre, foi provocada por uma importação de US$ 4,8 bilhões de plataformas de petróleo, que provocou um déficit na balança comercial de dezembro de US$ 41,6 milhões. “Sem as plataformas, o superávit em dezembro seria de US$ 4,7 bilhões e a nossa estimativa para o ano estaria correta”, diz o boletim.

A análise destaca também que mesmo excluindo as plataformas, as importações aumentaram na comparação interanual, o que também ocorreu no mês de novembro. “Esse resultado sinaliza um movimento de compras positivo e, logo, de alguma melhora no nível de atividade”.

 

 

Commodities

O desempenho das commodities, na avaliação do Ibre, explica os 66% do valor exportado em 2020, o que representa o maior percentual da série histórica iniciada em 1998, quando foi de 40%. O valor das exportações de commodities cresceram 0,5% de 2019 para 2020 e das não commodities recuaram 18,5%. Em volume, as commodities cresceram 7,4% e as não commodities recuaram 13,5%.

Com o aumento de volume de 7,4%, o setor agropecuário foi líder nas exportações brasileiras em 2020, explicada pelo aumento do volume das exportações para a China (17%). A participação do país saiu de 28,1% para 32,3% de 2019 para 2020. Os demais países da Ásia também registraram contribuição positiva de 11,1%, e explicam 14,9% das exportações brasileiras.

Ainda na comparação anual, todos os outros principais parceiros recuaram nas exportações. No mês de dezembro repetiu-se o comportamento do mês de novembro, quando foi registrado aumento das vendas para a Argentina, demais países da América do Sul e outros países da Ásia.

De 2019 para 2020, o volume importado teve queda em todos os setores e a indústria extrativa registrou a maior queda, de 16,1%. Em dezembro, a indústria de transformação foi destaque com variação positiva de 12,7% nas vendas externas e aumento de 66,8% nas compras. “Aqui, no entanto, é preciso descontar o efeito das plataformas [de petróleo]. Sem as compras de plataformas, a variação foi de 21,2%”, diz o boletim.

A queda nas importações puxada pela recessão do nível de atividade influenciou o superávit da balança comercial, como também o aumento nas exportações de commodities direcionadas para a China, que reduziu a queda nas vendas externas em um ano de forte retração na demanda mundial, diz ainda o Icomex.

 

 

Previsões para 2021

O boletim indica que as incertezas relacionadas à pandemia ainda não desapareceram dos cenários mundial e do Brasil, mas alguns pontos sugerem condições positivas para as exportações brasileiras. O primeiro está ligado à alta nos preços das commodities, que já começou a ser observado no segundo semestre de 2020 e se refletiu na melhora dos termos de troca, a partir de julho de 2020.

“Os investimentos chineses demandaram compras de minério de ferro e cobre. Ademais, os preços de alguns alimentos como soja, carne, e de trigo, cresceram com retrações de oferta devido a secas e os efeitos que ainda perduraram da crise suína na China”.

Ainda conforme a análise, há um certo grau de sincronização de pacotes fiscais expansionistas na Europa, Estados Unidos e China, que sustentam o aumento da demanda. Para o Ibre, a posse de Joe Biden na Presidência dos Estados Unidos poderá intensificar as políticas expansionistas e, assim, provocar o enfraquecimento do dólar, que costuma ser acompanhado do aumento dos preços de commodities.

“O aumento de preços das commodities é uma boa notícia para o Brasil. A melhora nos termos de troca associada aos preços de commodities ajuda as exportações brasileiras de manufaturas com os parceiros sul-americanos exportadores de commodities. No entanto, para que o Brasil continue sendo um dos líderes nas vendas de commodities, especialmente agrícolas, o governo deve priorizar sua política ambiental e climática”, recomenda o Ibre.

 

 

FONTE: Agencia Brasil

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Economia

Como será o mercado financeiro pós-Coronavírus?

Pável Bauken

Publicado

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O Coronavírus tem assustado a população com esses aumentos de casos diários no mundo e o mercado financeiro tem sido muito impactado com essa pandemia. A economia mundial tem sofrido bastante com todas as paralisações que têm ocorrido na tentativa de cessar o vírus. A UNCTAD (Conferência da ONU para o Comercio e Desenvolvimento) divulgou nos últimos dias que o mundo levará um prejuízo de até US$2 trilhões. Muitos países já estão diminuindo suas expectativas de crescimento por conta disso.

Karolinne Chagas, Mestre em Administração de Empresa, atua como consultora no mercado financeiro há quase 10 anos tem acompanhado de perto os principais índices de ações do mundo e desde dezembro de 2019, analisa as quedas acentuadas como da Nasdaq -23,05%, S&P 500 -26,14%, Dow Jones -29,27% e NYSE -31,23%. Enquanto no Brasil a Ibovespa já sofreu uma queda de 42%. A partir dessas quedas acentuadas as pessoas começam a fazer mais questionamentos em relação à economia e seus investimentos.

Neste momento, em que o Brasil e o mundo está em quarentena, a Consultora diz receber as mesmas perguntas dos investidores: Quanto tempo vai durar? Devo resgatar minhas ações? Onde aplico? Vamos ter uma recessão? “Hoje, é muito difícil mensurar o tempo que vai durar essa pandemia, ainda existem muitos fatores desconhecidos, então temos que ter calma nesse momento delicado.” afirma.

Chagas ainda orienta: “Sobre resgatar as ações, não é o melhor momento para vende-las, pois uma vez que vendemos nossos papéis em queda, não temos como recuperar o prejuízo, é necessário tentar manter a calma”. E completa “sobre onde aplicar nesse momento, depende muito de cada um, os objetivos, perfil, momento de vida, então é necessário entender todas essas questões e assim identificar o melhor investimento, porem na minha opinião é bem interessante investir na bolsa pensando no longo prazo.”

Já antecipando o olhar do leitor com perfil conservador Karolinne explica que é nesse momento pelo fato dos papéis estarem bem mais baratos. “É uma oportunidade única que teremos de comprar papéis de grandes empresas com um ótimo preço.” A especialista prevê o retorno da recuperação e integra: “Essa não é a primeira e nem a última crise que teremos. O mercado é cíclico.”

Sobre a recessão, a Mestre em Administração diz ainda ser um cenário provável segundo muitos economistas, porém ainda é cedo para prevermos essa possibilidade “Hoje estamos vivendo uma crise, isso é um fato. Porém, como já foi dito, não temos como mensurá-la. Pode sim que venha ser uma crise mais difícil que a crise de 2008 a diferença é que nessa não tratamos só da questão financeira, mas sobre vidas de pessoas do mundo inteiro” finaliza.

Estadão

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Economia

Governo do RS anuncia plano de nomeações e concursos com mais de 3 mil vagas.

Reporter Regional

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O governo do RS anunciou nesta quinta-feira (14) que implementará um planejamento para repor servidores, com a previsão de chamamento de 259 novos funcionários públicos e a abertura de mais de 3 mil vagas para concursos públicos. As datas não foram divulgadas pelo Piratini.

Os cargos irão repor servidores exonerados ou afastados. “Vamos fazer novos concursos públicos e nomeações para repor quadros em serviços essenciais ao cidadão e em estruturas de apoio que garantam, no futuro planejamento, arrecadação, controle de gastos, gestão de despesas e apoio jurídico”, afirmou o governador, Eduardo Leite.

Além do planejamento, o governo dá sequência ao cronograma de nomeações até 2022 na área de Segurança Pública, anunciado no ano passado.

Segundo o governo, o impacto anual será de R$ 62 milhões no caso das nomeações, e R$ 250 milhões, quando todos os aprovados nos concursos estiverem atuando.

Devem ser 3.429 vagas, cujas efetivas chamadas serão objeto de novas autorizações.

Vagas que serão abertas:

  • Secretaria de Saúde: 948 vagas
  • Secretaria da Educação: 1,5 mil vagas
  • Procuradoria-Geral do Estado (PGE): 19 vagas
  • Fundação Orquestra Sinfônica de Porto Alegre: 16 vagas
  • Instituto de Previdência do Estado do Rio Grande do Sul (IPE PREV): 72 vagas
  • Instituição de Assistência dos Servidores Públicos do Rio Grande do Sul (Ipe Saúde): 98 vagas
  • Centrais de Abastecimento do Rio Grande do Sul (Ceasa): 10 vagas
  • Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão: 676 vagas

Profissionais que serão nomeados:

  • Secretaria da Fazenda: 220 vagas
  • Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão: 39 cargos

 

Fonte: G1

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