Com a presença de Lula, estudantes gaúchos são premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas
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Com a presença de Lula, estudantes gaúchos são premiados na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas

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Foto: Ricardo Stuckert/PR

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Na terça-feira (11), 650 alunos de todo o Brasil, incluindo cerca de 60 gaúchos, foram premiados com a medalha de ouro na Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep), em uma cerimônia realizada no Rio de Janeiro. O evento contou com a presença do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, da primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, e dos ministros Camilo Santana (Educação) e Luciana Santos (Ciência, Tecnologia e Inovação).

A Obmep, criada em 2005 durante o primeiro governo de Lula, é uma política educacional voltada para as escolas públicas. Durante a solenidade, o presidente e a primeira-dama receberam uma medalha de honra da Obmep.

“Eu sou o brasileiro que mais tem o título de Doutor Honoris Causa sem ter um título de ensino superior. Eu acho que essa medalha de ouro significa muito mais do que muitos prêmios que recebi”, declarou Lula em seu discurso.

A 18ª edição da Obmep teve mais de 18 milhões de participantes, abrangendo alunos do 6º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio, de 55,3 mil escolas públicas e privadas em 99,8% dos municípios brasileiros. Em seu discurso, Lula relembrou a criação da Obmep, que inicialmente era destinada apenas às escolas privadas, e destacou a importância da prova para estimular o interesse pela matemática.

“Há muita descrença neste país sobre a tentativa de dar oportunidade aos jovens brasileiros, sobretudo aos jovens da periferia, que estudam em escola pública. Quando discutimos a Olimpíada de Matemática, a maioria dos participantes eram de escolas particulares do Ceará e do Piauí. Perguntei: ‘Por que não levar para as escolas públicas?’. A matemática está tanto em uma cidade de 5 mil habitantes quanto em uma de 200 mil. É um sucesso extraordinário, me sinto como se tivesse ganho seis medalhas de ouro”, disse Lula.

Entre os medalhistas, cerca de 60 eram alunos do Rio Grande do Sul, alguns dos quais foram diretamente afetados pelas enchentes no estado. A Obmep, responsável pela logística de transporte dos estudantes, fez ajustes para garantir a participação dos medalhistas na cerimônia.

A estudante Carolina Lavoratti Nied, de 13 anos, viajou de Travesseiro, no Vale do Taquari, ao Rio de Janeiro para receber sua segunda medalha na competição, a primeira de ouro. A conquista trouxe alívio para sua família, cuja casa foi atingida pelas enchentes.

“Eu estava com medo de não conseguir ir por conta dos aeroportos que ficaram fechados, mas estou muito feliz que deu certo. Meu pai veio comigo e está muito feliz com essa minha conquista”, contou Carolina, a única medalhista de ouro de Travesseiro.

Além das 650 medalhas de ouro entregues na solenidade no Rio, a 18ª Obmep já distribuiu, em cerimônias regionais, 1.950 medalhas de prata, 5.850 medalhas de bronze e 48.163 menções honrosas.

Os medalhistas nacionais da Obmep são convidados a participar do Programa de Iniciação Científica, que oferece uma bolsa de R$ 300 aos alunos de escolas públicas que integram o programa.

Fonte: Jornal o Sul

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Kamala já tem apoio de 40% dos delegados democratas necessários para indicação, aponta levantamento

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A vice-presidente Kamala Harris está rapidamente consolidando apoio para liderar a corrida presidencial democrata contra Donald Trump. Segundo levantamento da Associated Press, Harris já conta com aproximadamente 800 delegados democratas, representando cerca de 40% do total necessário para garantir a nomeação.

Os dados da AP foram obtidos por meio de entrevistas com delegados e declarações públicas de delegados e partidos estaduais após a desistência de Biden no domingo (21). Vale notar que a pesquisa exclui superdelegados, que são políticos eleitos e outros líderes do partido que só votam se nenhum candidato obter a maioria na primeira rodada de votação.

Kamala Harris recebeu um endosso significativo na segunda-feira (22) da presidente emérita democrata, Nancy Pelosi, juntando-se a uma lista crescente de políticos que apoiam a vice-presidente. Entre os principais nomes do partido que já anunciaram seu apoio estão os governadores Gretchen Whitmer (Michigan), JB Pritzker (Illinois) e Gavin Newsom (Califórnia).

Dois concorrentes importantes de Kamala dentro do Partido Democrata desistiram de disputar a Presidência e declararam apoio à vice-presidente nesta segunda-feira (22). Desde a desistência de Biden, cinco principais democratas saíram da corrida e expressaram apoio a Harris. Whitmer e Pritzker, governadores de Michigan e Illinois, respectivamente, são os mais recentes a endossar Kamala Harris.

Além deles, outros políticos proeminentes que apoiam Kamala incluem:

  • Gavin Newsom, governador da Califórnia
  • Josh Shapiro, governador da Pensilvânia
  • Dean Phillips, deputado por Minnesota

O senador Sherrod Brown, de Ohio, era considerado um possível concorrente, mas ainda não se manifestou publicamente.

Após a desistência de Biden, ele também anunciou seu apoio a Kamala, seguido por influentes membros do partido como Bill e Hillary Clinton. Outros governadores democratas que já manifestaram apoio incluem:

  • Tim Walz, de Minnesota
  • Wes Moore, de Maryland
  • Andy Beshear, de Kentucky
  • Tony Evers, de Wisconsin

Embora importantes figuras como o ex-presidente Barack Obama e Nancy Pelosi tenham se mantido neutros quanto à sucessão de Biden, a lista de apoiadores de Kamala Harris continuou a crescer ao longo de domingo (21) e segunda-feira (22). Governadores como Newsom e Shapiro inicialmente hesitaram, mas acabaram endossando Harris. Shapiro afirmou: “Farei tudo ao meu poder para ajudar a eleger Kamala Harris como a 47ª presidente dos EUA”. Newsom declarou: “Com nossa democracia em jogo, ninguém é melhor para vencer a visão sombria de Trump que Kamala”.

Dean Phillips, deputado de Minnesota e ex-candidato nas primárias democratas, também expressou seu apoio, ecoando a necessidade de um processo de escolha “breve, transparente e competitivo” como sugerido por Obama.

Apoios e Declarações de Outros Líderes Democratas

Dmitri Mehlhorn, conselheiro de Reid Hoffman (fundador do LinkedIn e grande doador democrata), declarou seu apoio a Kamala Harris, destacando-a como “o sonho americano personificado”. O senador Peter Welch, o primeiro democrata do Senado a pedir a desistência de Biden, também defendeu um processo aberto para escolher o novo candidato do partido.

Fonte: G1

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Bolsonaro cumpre agenda no Rio Grande do Sul nesta semana

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Foto: Marcos Corrêa/PR
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Política

Joe Biden deu aos democratas uma segunda chance. Será que eles vão aproveitar?

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Foto: Erin Schaff/The New York Times
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A decisão do presidente Joe Biden de não buscar a reeleição, que deixou os EUA e o mundo em suspense por três semanas e meia, pode eventualmente ser vista como inevitável. Com a sua retirada, o futuro do Partido Democrata agora depende de como eles irão escolher um substituto.

Após sobreviver a uma tentativa de assassinato e triunfar em uma convenção, Donald Trump continua sendo o principal candidato para se tornar o 47º presidente dos EUA. Contudo, a saída de Biden ainda oferece a chance de derrotá-lo.

Convencer um homem idoso e obstinado a desistir foi apenas o primeiro passo. A convenção democrata começa em 19 de agosto, e os democratas devem agora encontrar o equilíbrio entre agir rapidamente, manter a unidade e selecionar o melhor candidato possível.

Alguns líderes do partido parecem estar priorizando a rapidez ao apoiar Kamala Harris, a atual vice-presidente. No entanto, essa decisão pode não ser benéfica para o partido nem para Harris, que ainda não se provou como uma candidata forte. Se parecer que ela foi imposta ao partido, sua capacidade de vencer pode ser prejudicada.

Biden, apesar de suas muitas conquistas, como políticas climáticas, uma economia robusta e apoio à Ucrânia, não conseguiu dissipar a imagem de um homem envelhecido e confuso, incapaz de cumprir um segundo mandato completo. As pesquisas mostravam que ele estava perdendo em todas as frentes necessárias para vencer em 5 de novembro, com até mesmo estados considerados seguros para os democratas correndo o risco de se tornarem republicanos.

Agora, Biden tem o dever de ajudar o partido a encontrar um substituto que possa vencer. Ele já expressou seu apoio a Harris, assim como Bill e Hillary Clinton, mas figuras como Nancy Pelosi e Barack Obama ainda não se manifestaram. Se as figuras sêniores do partido resistirem a uma escolha apressada, pode haver uma batalha interna destrutiva.

Enquanto alguns preferem que Harris seja a candidata por aclamação devido ao seu nome, experiência e apoio de alguns líderes, essa estratégia pode afastar eleitores e criar uma percepção negativa. Uma competição aberta poderia trazer maior legitimidade e entusiasmo ao partido, aumentando a unidade e a eficácia na campanha.

Uma disputa interna, se bem conduzida, pode resultar em uma vitória mais significativa para Harris e revitalizar a campanha democrática. Além disso, uma competição justa entre candidatos notáveis, como os governadores Gretchen Whitmer, Jared Polis, Andy Beshear e Josh Shapiro, ou os membros do gabinete Gina Raimondo e Pete Buttigieg, poderia fortalecer a posição do partido.

O verdadeiro desafio para os democratas não é a falta de opções, mas a necessidade de tomar uma decisão rápida e eficaz. Alguns candidatos podem optar por se ausentar desta eleição para preservar suas chances em 2028, o que seria uma abordagem questionável dada a importância do momento.

Se os democratas valorizarem o que está em jogo, encontrar o equilíbrio entre velocidade, unidade e legitimidade será crucial. Imunizar um candidato rapidamente sem considerar essas variáveis pode ser prejudicial tanto para o partido quanto para o país. O tempo é curto, e Biden deu aos democratas uma segunda chance de vencer uma eleição que parecia fora de alcance. Eles não podem deixá-la escapar.

Fonte: Estadão

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