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Colorado se reapresenta e mira duelo com o Botafogo

Pável Bauken

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Os trabalhos não podem parar e o Colorado já se reapresentou para dar sequência à preparação para os próximos desafios. O Inter tem pela frente jogos importantes, seja no Campeonato Brasileiro ou na Copa do Brasil. Neste sábado (31/8), às 21h, o Clube do Povo entra em campo para enfrentar o Botafogo, no Beira-Rio, pela 17ª rodada da competição. A equipe vai em busca de mais três pontos para se aproximar novamente do G4 e manter a ótima campanha campanha como mandante.

O primeiro treinamento mirando o confronto do fim de semana foi realizado na tarde deste quinta-feira (29/8), no CT Parque Gigante. Os jogadores que iniciaram a partida contra o Flamengo, ficaram na academia fazendo exercícios físicos e regenerativos, enquanto o restante do grupo foi ao gramado com o treinador Odair Hellmann e fizeram uma atividade técnica. O comandante não terá dois atletas à disposição para os próximos dias: Natanael, com lesão muscular na coxa e Rithely, com entorse no joelho.

Após o treino, o goleiro Marcelo Lomba concedeu entrevista coletiva na sala de imprensa do CT e projetou os próximos passos da equipe na temporada. “O Brasileirão é muito importante, vamos entrar forte contra o Botafogo e também é uma prévia do que pode acontecer na quarta-feira pela Copa do Brasil. Vamos fazer uma boa semana, uma boa preparação e vamos entrar nesse jogo com o Botafogo para vencer”, afirmou o camisa 12.

Além do Brasileirão, o Colorado também tem uma decisão pela frente na próxima semana. Na quarta-feira da semana que vem, o Inter encara o Cruzeiro, pelo jogo de volta das semifinais da Copa do Brasil. O Clube do Povo tem a vantagem de 1 a 0 conquistada em Minas Gerais.

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Esportes

D’Alessandro lamenta não se despedir da torcida e pede um Inter mais unido

Meia disse que gostaria de fazer um partida de despedida no Colorado

Reporter Cidades

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D'Alessandro ressaltou que existem colorados que lutam contra o clube e pediu um Inter mais unido | Foto: Ricardo Duarte / Inter / Divulgação / CP

D’Alessandro deixará o Inter em 31 de dezembro de 2020, mas sonha em poder voltar e fazer, pelo menos, um jogo de despedida. Ele ainda não sabe onde irá atuar ou quando deixará os gramados, mas gostaria de ter a oportunidade de agradecer ao torcedor que o apoiou nas 13 conquistas, nos 12 anos e nas muitas decepções, naturais do futebol, ainda mais para quem passa um longo período em um clube, o que é um fato raro.

“É frustrante depois de 12 anos não me despedir do torcedor dentro do Beira-Rio. Isso sim não tem como não sentir. Saudade do torcedor. Gostaria que a minha saída fosse de outra maneira, junto com eles, mas vai ser impossível (pela pandemia), então, vai ter que ser desta maneira. Não estou fechando as portas para o clube, pois gostaria de retornar, nem que fosse, por um jogo para me despedir do torcedor dentro do Beira-Rio”, revelou. “Sempre expus a minha vontade de encerrar a minha carreira no Inter ou no River Plate. Uma equipe me lançou no futebol e a outra fez com que a minha carreira melhorasse 500%. Não sei quanto tempo e nem onde jogarei em janeiro. (…) Se me abrirem as portas, entrarei em campo para despedir dentro do Beira-Rio, com a torcida do Internacional”, revelou.

D’Ale agradeceu a relação dele com dirigentes como Fernando Carvalho, Giovanni Luigi e Marcelo Medeiros, além de Alexandre Chaves Barcellos, Roberto Mello, Alessandro Barcelos e o executivo Rodrigo Caetano. “Ele me ajudou muito”, disse.

Por outro lado, o argentino naturalizado brasileiro demonstrou ressentimento com conselheiros e influenciadores digitais que “tumultuam o ambiente” do clube. “Senti nestes 12 anos, nem todo mundo é colorado e quer o bem do clube. Conheci bem muitas pessoas e nem tudo o que parecer ser é o que é. Gostaria de um clube mais unido. Um clube sem tanta falta de respeito. (…) Podem não gostar do que entrego em campo, mas têm que respeitar a pessoa, o meu caráter e a minha índole. Nunca faltei com o respeito com ninguém do clube”, lamentou.

“É muito fácil falar mal do clube quando perdemos dois ou três jogos. O colorado de verdade ajuda ou, pelo menos, não se manifesta contra o clube. Seja a gestão que for, o colorado de verdade tenta ajudar. Este tipo de colorado não pode trabalhar comigo. Eu não posso trabalhar com ele. Espero que o clube esteja mais unido daqui para a frente”, acrescentou.

D’Alessandro ainda criticou jornalistas e influenciadores digitais que também não respeitam os jogadores. Lembrou a saída para o River Plate e de matérias que apontavam quanto ele custava por segundo para o clube.

“Quando jogamos quatro ou cinco finais em 2009, a capa do jornal foi o meu salário, o que ganhava por mês, dias, minutos e segundos. Um dos jornalistas se diz muito colorado. Trabalhou no clube. Coincidência ou não, deixou de bater quando estava no clube. Agora, voltou a bater. Esse cara não merece o meu respeito, pois não me respeitaram como pessoa. Daí tenho que concordar com o Renato. Quando o Renato fala, muitos se c (*) na frente dele. Renato vou concordar contigo. Eles querem destruir histórias, grupos e gestões. Eu sou mais colorado que eles. Quero que me mostrem o contrário”, concluiu.

O argentino revelou que irá anunciar para os companheiros a decisão no treino da tarde desta segunda-feira, se a direção assim permitir.

Correio do Povo

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Esportes

Técnico mais longevo da Série A, Renato Gaúcho estende contrato com o Grêmio

Reporter Cidades

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Imagem: Lucas Uebel/Grêmio

Técnico mais longevo da elite do futebol brasileiro, Renato Gaúcho acertou a extensão de seu contrato com o Grêmio até o fim de fevereiro de 2021, quando termina a atual temporada. O vínculo antigo do treinador e ídolo do clube gaúcho expirava no dia 20 de janeiro.

A mudança no contrato se deve às alterações no calendário de futebol nacional e sul-americano em função da pandemia de covid-19, que forçou a prorrogação as competições até o começo do próximo ano. A negociação para a permanência no próximo ano deverá feita perto do fim da temporada.

Para anunciar a extensão do acordo, o Grêmio publicou em seu perfil no Twitter a imagem de um “gênio” ao lado de uma caneta e da bandeira com as cores do clube tricolor.

“Maior ídolo do Estado e da nossa história, campeão da Libertadores como jogador e como treinador, entre outros diversos títulos de peso, Renato Portaluppi assinou a extensão do seu vínculo e continua no nosso comando técnico”, anunciou o Grêmio em suas redes sociais.

Sob o comando de Renato Gaúcho, o Grêmio briga pelos títulos da Copa do Brasil, Brasileirão e da Libertadores. Na quinta-feira, o time tricolor faz o primeiro duelo das oitavas de final da competição continental diante do Guaraní, em Assunção, no Paraguai.

O treinador está no Grêmio desde setembro de 2016 e é o comandante mais longevo da Série A do Campeonato Brasileiro, um caso raro diante da alta rotatividade no futebol nacional. Como em outras temporadas, ele vinha pressionado pelos maus resultados da equipe, que, porém, engrenou e não perde há nove partidas. Renato está prestes a se tornar o técnico com mais jogos no comando gremista.

Polêmico e irreverente, o técnico sempre gosta de frisar que sua equipe pratica um futebol vistoso e chegou a afirmar em mais de uma ocasião que seus comandados jogavam o “melhor futebol do Brasil”. Em entrevista ao Estadão, ele afirmou que se sente “privilegiado” em poder ter tempo para desenvolver seu trabalho

Desde que assumiu a equipe da qual é considerado ídolo, Renato empilha taças. Foi campeão da Copa do Brasil de 2016, da Copa Libertadores de 2017, da Recopa Sul-Americana de 2018 e tricampeão gaúcho (2018, 2019 e 2020). Neste ano, a equipe já está garantida nas semifinais da Copa do Brasil pela quarta vez nas últimas cinco temporadas.

Estadão

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Esportes

Preocupados, times do Brasil discutem aumento de lesões durante maratona de jogos

Reporter Cidades

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A paralisação de três meses no futebol causada pela pandemia do novo coronavírus e a maratona de jogos neste segundo semestre têm feito o número de lesões nos jogadores subir. A Confederação Brasileira de Futebol (CBF) ainda vai compilar todos os dados ao final da temporada, em fevereiro, mas a entidade e os profissionais de clubes ouvidos pelo Estadão acreditam que os casos serão muito superiores em relação a anos anteriores.

Na volta dos treinos em junho, os trabalhos foram focados na prevenção de lesões. Os jogadores realizaram atividades durante a pausa do futebol, mas em casa, acompanhados de forma virtual pelos profissionais dos clubes. Mesmo com a preparação antes do reinício dos campeonatos, os atletas sentiram o pouco tempo entre uma partida e outra. A CBF acordou com a Federação Nacional dos Atletas Profissionais de Futebol (Fenapaf) a redução do tempo mínimo de descanso entre os jogos, passando de 66 horas de intervalo para 48 horas. Tudo por causa do calendário espremido até o fim da temporada.

O coordenador científico do Palmeiras, Daniel Gonçalves, ainda aponta outro fator para o desgaste dos jogadores: as viagens para outros Estados e para outros países para a disputa de torneios continentais, como Copa Libertadores e Copa Sul-Americana. Agora, com as fases decisivas das competições de mata-mata, o desgaste mental também acaba influenciando.

“Já prevíamos isso e fizemos um controle específico de carga desde a quarentena, com os trabalhos virtuais. Projetamos atividades não só para fortalecimento, como também de prevenção. Mas são medidas paliativas. Com o acúmulo de jogos e viagens, pelo fato de o Brasil ter dimensões continentais e também deslocamentos para fora do País, os atletas inevitavelmente jogam sem estarem plenamente recuperados. Tem agora o componente emocional, que acaba aumentando a fadiga. Tudo isso influencia para o acontecimento de lesões”, afirmou Gonçalves.

O preparador físico Flávio de Oliveira, do Corinthians, disse que tem trabalhado cada vez mais próximo do departamento de fisioterapia para montar atividades de prevenção de lesões. Ele acredita que rodar o elenco é fundamental durante a maratona de jogos para evitar perder atletas machucados.

“A gente vê que o acúmulo de jogos está sendo excessivo. A partir do momento que você joga dois, três, quatro partidas seguidas, o índice de lesão aumenta muito. Por isso que, quando mais equilíbrio tiver, melhor. É preciso visualizar o atleta que está mais desgastado, saber o usar o grupo. Sou favorável a rodar o elenco, senão o atleta acaba só recuperando e jogando”, disse o preparador. “A lesão é multifatorial. A sequência de jogos, a falta de sono, sobrecarga de treinos, alimentação e por aí vai. São vários fatores”, acrescentou.

No Santos, com a eliminação nas oitavas de final da Copa do Brasil, a comissão técnica passou a ter mais dias para preparar o elenco para as partidas. O fisiologista Marcelo Takayama explicou a diferença no trabalho passado aos jogadores quando há a semana cheia para treinar. O time chegou a emendar viagens para Equador, onde atuou pela Libertadores, e Ceará, para enfrentar o Fortaleza.

“Com os jogos em sequência, pensamos mais na recuperação dos atletas. Quem precisa mais de ‘recovery’ (técnica de recuperação muscular)? Fazemos análise de CK (níveis sanguíneos de creatina quinase que, quanto mais altos, maior o risco de lesão), a percepção de fadiga. Quando tem a semana cheia, pensamos em ganho de performance, com ganhos importante de força, velocidade e aceleração, além da parte técnica. Só conseguimos isso com dias de preparação. Com dois ou três jogos na semana, fica difícil”, afirmou.

LESÕES ARTICULARES – Não são apenas os problemas musculares que têm preocupado os clubes. Diversos jogadores acabaram sofrendo lesões graves no joelho ou tornozelo. No Internacional, por exemplo, três titulares tiveram de passar por cirurgia no joelho: Guerrero, Saravia e Boschilia, que romperam o ligamento cruzado anterior e só voltarão a atuar em 2021.

Outro jogador que só ficará à disposição no ano que vem é Felipe Melo, que fraturou o tornozelo esquerdo em disputa com Neto Borges, do Vasco, no início deste mês. Para o coordenador científico do Palmeiras, a maratona de jogos e a pausa de três meses do futebol também explicam a quantidade de lesões sofridas por choques.

“Quando o atleta não está totalmente recuperado, chega mais atrasado nas jogadas. Consequentemente, isso faz com que as lesões por trauma aumentem. Na quarentena, eles deixaram de fazer trabalhos específicos. Acabam reagindo com frações de segundos depois do que reagiriam se não ficassem tanto tempo parado”, apontou Daniel Gonçalves.

No Corinthians, Flávio de Oliveira afirmou que essa é uma das preocupações no clube. “O jogo ficou mais intenso hoje em dia. Como os espaços estão diminuindo, também tem muito choque. Por isso trabalhamos muito a mobilidade dos jogadores, de quadril, joelho e tornozelo. As lesões fazem parte e tentamos amenizar”.

CLUBES CONVERSAM PARA BUSCAR MELHOR RECUPERAÇÃO – O assunto que tem tomado conta das conversas via WhatsApp dos integrantes das comissões técnicas dos clubes é justamente o que fazer para recuperar os jogadores em tão pouco tempo. Segundo o fisiologista do Santos, há troca de informações entre os times. Muitos profissionais se conhecem por ter trabalhado juntos em algum outro clube ou por terem realizado o mesmo curso.

“Tenho bastante contato com a fisiologistas de outros clubes, somos todos parceiros. Sempre compartilhamos informações. Um ajuda o outro para ter ferramentas diferentes para a análise, estratégia de recuperação, para que todo mundo consiga fazer um trabalho bom, especialmente agora nesse ano atípico”, disse Marcelo Takayama.

Por Guilherme Amaro

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