Colheita da safra de grãos de verão se aproxima do final no RS – Portal Plural
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Colheita da safra de grãos de verão se aproxima do final no RS

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A colheita da soja se encaminha para o final da safra no Rio Grande do Sul e chega a 97% da área plantada, que totaliza 5.964.516 hectares. Enquanto avança a colheita, seguem ocorrendo as solicitações de vistorias de Proagro nas lavouras que utilizam a política de crédito rural. Até esta quarta-feira (13/05) foram realizadas 9.808 vistorias de Proagro em lavouras de soja por técnicos da Emater/RS-Ascar. De acordo com o Informativo Conjuntural, elaborado e divulgado pela Emater/RS-Ascar nesta quinta-feira (14/05), em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), a totalidade de solicitações em culturas e hortigranjeiros chega a 17.099 vistorias. Os números vêm sendo contabilizados desde 01 de dezembro de 2019.

Nas regiões administrativas da Emater/RS-Ascar de Ijuí e Santa Maria, a colheita da soja está tecnicamente finalizada. Na de Ijuí, durante a semana foram colhidas as áreas de segundo cultivo, que têm baixa expressão na região e tiveram baixa produtividade, devido ao prolongamento da estiagem, ficando na média de 2.070 quilos de soja por hectare. Em geral, a safra foi marcada por perdas na produtividade que diferiram entre os municípios produtores, conforme a distribuição das chuvas ao longo do período de cultivo. Já na regional de Santa Rosa, 97% das áreas estão colhidas. A colheita avançou pouco nas lavouras da soja safrinha em função das chuvas ocorridas no período, que impediram a entrada de máquinas. O rendimento das áreas colhidas é de 1.930 quilos por hectare, evidenciando perda de 41% em relação à inicial.

Nas lavouras de milho, o retorno das precipitações amenizou de forma parcial os impactos da estiagem na cultura. A fase predominante é a da colheita, que alcança 89% das áreas. Na regional da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, 89% das lavouras de milho foram colhidas e a produtividade média é de 7.080 quilos por hectare, com 11% de perda em relação à expectativa inicial. Na de Frederico Westphalen, a colheita chega a 98% das lavouras, com grãos apresentando boa qualidade e rendimento médio de 6.840 quilos por hectare, 21% menor que o esperado inicialmente.

Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Pelotas, a colheita do milho silagem foi realizada em 89% da área e os técnicos da Emater/RS-Ascar observam que a silagem é de qualidade inferior e com rendimentos bastante baixos. As produtividades estão entre 6 e 9 mil quilos por hectare. Alguns negócios acontecem envolvendo a comercialização de silagem na lavoura, variando entre R$ 0,12 e R$ 0,15/kg. Já cotação da silagem posta via transporte a granel e a silagem ensacada tem chegado a R$ 0,18/kg. Na de Porto Alegre, 96% do milho destinado à silagem está colhido. Tem se observado redução significativa da produção de massa verde e de espigas de qualidade. Muitas áreas previstas para produção de grãos foram destinadas para silagem, seja por reduzirem o rendimento, seja por apresentarem problemas na fase de enchimento de grãos; há também perda constatada na qualidade da silagem. O rendimento esperado era de 35 toneladas por hectare, e atualmente tem chegado a 14 toneladas por hectare. O valor de comercialização é de R$ 289,00/ton.

Na regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, 34% da área de feijão 2ª safra cultivada já foi colhida. Das lavouras, 4% estão na fase de floração, 26% em enchimento de grãos e 36% em maturação. A semana transcorreu sem precipitações na região, mantendo o percentual de perdas de 38,5% em relação ao rendimento inicial de 1.800 quilos por hectare. Na de Ijuí, 40% das áreas cultivadas já foram colhidas; as lavouras vêm evoluindo rapidamente para o final do ciclo, e os cultivos irrigados estão em estádio de maturação. Nestas áreas, a produtividade e a qualidade do grão são avaliadas como boas. Nas áreas de sequeiro com baixo potencial e nas de maiores impactos da estiagem, a colheita é manual e o produto destinado para o autoconsumo e/ou venda dos excedentes.

No arroz irrigado foram colhidos 909.026 hectares cultivados no RS, ou seja, 97,03 % da área semeada. De acordo com levantamento da Divisão de Assistência Técnica e Extensão Rural (Dater) do Instituto Rio Grandense do Arroz (Irga), a Fronteira Oeste segue como a região mais próxima de concluir a colheita, com 99,5% e produtividade de 9.251 quilos por hectare, a maior entre as regionais gaúchas. Outro destaque é a Zona Sul, com 97,6%: 146.432 ha colhidos e 8.753 kg/ha. A produtividade média do Estado fechou nesta semana em 8.461 quilos por hectare, com 7.482.018 toneladas de grãos já colhidos. Conforme o Irga tem alertado, a previsão é que essa produtividade média ainda tenha redução até o final dos trabalhos, previsto para o próximo dia 31 de maio.

OLERÍCOLAS

A produção de hortaliças foi beneficiada no período por chuvas em algumas regiões, mas em outras, a situação da atividade ainda é dificultada pela deficiência hídrica. Na regional da Emater/RS-Ascar de Lajeado, o cenário produtivo continua inalterado, mesmo com pequenas precipitações ocorridas. De forma geral, a olericultura desenvolvida nos Vales do Taquari e Caí registra consolidação de perdas, redução da produção e da produtividade e atraso de plantios normais à época.

Na regional de Pelotas, prossegue a atividade de semeadura da cebola para produção de mudas destinadas ao plantio da safra futura; tal atividade deverá ser concluída no final do mês. A semeadura das variedades precoces já foi realizada em 60% da área necessária. A expectativa é repetir as áreas cultivadas na safra passada; o total previsto é de 2.785 hectares de cebola na região. Na regional de Caxias do Sul, as variedades de cebola precoces já se encontram semeadas e as mudas deverão servir para uma área de 150 hectares, que representa 10% do total a ser cultivado.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Ainda em consequência da estiagem, os campos nativos gaúchos apresentam-se no geral com baixa produção de massa verde, excessivamente fibrosos e oferecem condições alimentares e nutricionais inferiores ao de costume para os meados de outono. Assim, na maior parte das regiões do Estado, a deficiente oferta de pastagens decorrente da estiagem continua causando queda da condição corporal dos bovinos de corte. Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Porto Alegre, a estimativa de perda de peso do gado chegou a 35%.

Também na produção dos rebanhos leiteiros, a baixa disponibilidade de forragem verde, resultante da estiagem, continua impactando negativamente na condição corporal nas diversas regiões do Estado. Para amenizar a situação, os criadores vêm utilizando grandes quantidades de suplementação alimentar na forma de volumosos conservados e concentrados proteicos. Isto acarreta elevação dos custos, sem resolver completamente o problema de queda anormal na produção. A deficiência hídrica, com diminuição da quantidade e qualidade da água, tem gerado problemas na qualidade do leite em vários estabelecimentos, o que reflete em menor remuneração para o produto.

PISCICULTURA – Na maioria das regiões, o nível de água nos viveiros continua baixo, dificultando a oxigenação e o manejo alimentar dos peixes, que com a ocorrência de temperaturas mais baixas aumentam suas necessidades de alimentos. Com chuvas insuficientes para aumentar o nível de água dos açudes, não cessaram os casos de mortandade de peixes por asfixia na região de Porto Alegre.

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Agro

Emater/RS-Ascar orienta sobre implantação de sistemas de irrigação em pastagens

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Foto: Deise Froelich

Quem acompanhou o Seminário de Irrigação em Pastagens, promovido pela Emater/RS-Ascar e pela Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), nesta quinta-feira (10/06), teve a oportunidade de acompanhar orientações práticas sobre elementos decisórios, viabilidade e custos de sistemas de irrigação. As palestras virtuais, mediadas pelo extensionista do Escritório Central da Emater/RS-Ascar Carlos Gabriel Nunes dos Santos, foram transmitidas e seguem disponíveis no Canal do Rio Grande Rural, no YouTube, e na página oficial da Emater/RS-Ascar no Facebook.

O coordenador das Câmaras Setorias e Temáticas da Seapdr, Paulo Lipp, frisou que o seminário sobre irrigação é de fundamental importância “haja vista que nós temos passado no RS por frequentes estiagens danosas aos agricultores e precisamos avançar muito na irrigação, sendo que com a parceria da Emater, a Secretaria de Agricultura tem atuado bastante nesta área. Temos o Programa Mais Água, Mais Renda, que desde 2011 contribuiu para duplicar a área irrigada no RS, por exemplo, além da construção da abertura de poços e construção de açudes e o Programa Segunda Água, que atende a famílias em situação em vulnerabilidade social construindo o açude e disponibilizando pequenos kits de irrigação por gotejamento”.

O diretor técnico da Emater/RS, Alencar Rugeri, destaca que a irrigação é aquilo que se preconiza como sucesso e segurança da produção. “Irrigação ajuda a controlar um dos principais fatores de risco da agricultura, que é a disponibilidade de água. Aquele produtor que está com a atividade bem remunerada, principalmente em grãos, pode estar vivendo um momento ímpar de fazer o investimento para ter sucesso na atividade, com planejamento, profissionalismo e gestão”, enfatizou.

Elementos decisórios para irrigar

Aspectos que envolvem a decisão de irrigar foram abordados na palestrada conduzida pelo extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Alecrim, Carlos Olavo Neutzling, que lembrou a importância da discussão do tema, uma vez que levantamento realizado recentemente pela Emater/RS-Ascar apontou que 94% dos produtores de leite gaúchos adotam o sistema de produção a pasto. Desta forma, a irrigação pode ser uma grande aliada nos resultados da produção de alimentos aos animais, influenciando também na produtividade de leite e de carne alcançada nas propriedades. “De todos os projetos elaborados na região de Santa Rosa, mais de 70% foram voltados à irrigação de pastagens. A média das áreas irrigadas de pastagens é de três hectares, com foco principal em garantir alimentação dos animais”, lembra. A disponibilidade de água associada a nutrientes vindos do solo e a luz solar são elementos decisivos para o desenvolvimento de plantas forrageiras.

Para melhorar a disponibilidade e o aproveitamento das águas, a irrigação pode ser uma equalizadora. É uma tecnologia que, segundo Neutzling, contribui na melhoria da distribuição da água, no aumento da produtividade das culturas, na redução do risco de investimentos realizados, na ampliação da eficiência dos fertilizantes utilizados, na possibilidade de introduzir culturas de maior valor e influencia inclusive na valorização das propriedades.

Aspectos técnicos necessários para a implantação do sistema de irrigação também foram esclarecidos com exemplos, como a avaliação do módulo de água disponível, licenciamento ambiental, fonte de energia para movimentação da água – seja elétrica, oriunda de combustíveis, sistemas fotovoltaicos ou pela produção de metano.

A instalação de sistemas de irrigação requer recursos e deve ser considerada um investimento na propriedade, por isso algumas fontes foram apresentadas, lembrando da existência de programas governamentais que a Emater/RS-Ascar operacionaliza em seus Escritórios Municipais, profissionais preparados para orientações sobre as diversas linhas de financiamento, bem como, para elaboração de projetos de crédito para os agentes financeiros.

Sistemas, manejo e custos

A abordagem do extensionista do Escritório Municipal da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa Claudemir Gilberto Ames esclareceu sobre sistemas de irrigação, custos, análise de viabilidade e manejo. Microaspersão, hidroponia, hidroponia em substrato, gotejamento, carretel autopropelido, pivô central e aspersão convencional são os mais usuais.

Ames esclareceu, com exemplos, o cálculo dos custos operacional e financeiro da implantação, abordando também a estimativa da viabilidade de um hectare de pastagem irrigada, se levadas em conta a durabilidade do sistema e a capacidade de carga e produção.

O extensionista lembrou que vivemos um contexto climático oportuno para a decisão sobre irrigar. “A hora de pensar em implantar um sistema de irrigação é agora, quando está chovendo bem, quando é possível fazer a reservação, para evitar efeitos da estiagem como as enfrentadas na safra passada. É preciso trabalhar com prevenção”, reiterou.

A quem tem sistema de irrigação implantado, observou que normalmente existe a preocupação de acioná-lo somente quando os sintomas de estiagem já aparecem visualmente, quando já há indícios de prejuízo. Contudo, a recomendação é de que após uma boa chuva, de aproximadamente 30 a 35mm, já no terceiro dia após a precipitação seja iniciada a suplementação com a irrigação. “Irrigação é tecnologia de produção, irrigação não é método de combate à seca. As estiagens são cíclicas, nos cabe buscar alternativas para mitigar seus efeitos”, reiterou.

 

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Agro

Agricultores de Cândido Godói diversificam alimentação dos animais com BRS Capiaçu

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Forrageira com baixo custo de implantação e expressivos resultados a campo, a BRS Capiaçú passa a fazer parte do cenário de um número cada vez maior de propriedades do Noroeste gaúcho. De 2 a 8 de junho, a Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), realizou a distribuição de mudas da forrageira em frente ao Escritório Municipal de Cândido Godói ao longo de todo o dia. Com isso, mais de 70 produtores do município acessaram as mudas com o intuito de ampliar a oferta de forragem aos animais.

O extensionista da Emater/RS-Ascar Elton Luís Naumann lembra que a BRS Capiaçú é uma forrageira desenvolvida pela Embrapa, sendo uma planta com alto valor nutricional e com alta produtividade. Conforme a Embrapa Gado de Leite, a cultivar pode atingir uma produção média de 300 toneladas/ha/ano em três cortes.

Pode ser colhida manualmente e fornecida picada verde no cocho, com 50 a 70 dias de idade, podendo chegar ao máximo valor nutricional e PB 9,7%. Outra forma de aproveitamento é a produção de silagem.

A BRS Capiaçú pode ser fornecida para vacas com produção diária de até 20 litros de leite e para outras categorias, como vacas secas, novilhas, terneiras e bovinos de corte. Também é aproveitada na alimentação de ovelhas e peixes.

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Agro

Cotrirosa capacita funcionários da Central de Tratamento de Sementes

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Os funcionários da Cotrirosa participam nesta quarta e quinta-feira, 09 e 10 de junho, na modalidade on-line, do curso de formação de novos operadores da máquina de tratamento de sementes industrial.

O curso de 12 horas ministrado por profissionais da Bayer, tem como objetivo capacitar os participantes para atuar com a máquina de tratamento de sementes que integra a Central de tratamentos de sementes da Cotrirosa, localizada junto ao Centro Administrativo, em Santa Rosa.

Atualmente, são tratadas 450 sacas de semente por hora, com precisão e eficiência no tratamento. Para o engenheiro agrônomo da Cotrirosa, Jairton Dezordi, “a capacitação dos profissionais é parte importante para continuarmos oferecendo aos produtores uma semente de qualidade, que nos dá a tranquilidade e a garantia de termos um bom desempenho da cultura nas lavouras e um ótimo resultado na safra”.

A Cotrirosa atua com a Central de tratamento de sementes desde 2015 com a industrialização de sementes de soja, trigo e milho. No mês de abril, a Cooperativa recebeu o selo de excelência Bayer SeedGrowth no tratamento de sementes. A certificação foi entregue pela Bayer para dez, das 60 empresas que tem a máquina de tratamento de sementes instaladas em todo o Brasil.

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