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CNM, Famurs e prefeitos apoiam adiar eleição

Confederação que representa os municípios encaminhou carta aberta ao Congresso apontando razões pelas quais o pleito não deve ocorrer

Reporter Cidades

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Um dia após o ministro Luís Roberto Barroso ter tomado posse na presidência do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a Confederação Nacional dos Municípios (CNM) encaminhou ontem carta ao Congresso Nacional pedindo a não realização das eleições municipais neste ano, previstas para outubro. O documento traz uma série de apontamentos que, segundo a CNM, violam as condições ideais para a realização da eleição.

Um dos fatores é que 1.313 prefeitos em exercício têm mais de 60 anos e, destes, 1.040 podem correr à reeleição. A carta cita ainda o fato de que a “democracia assegura a todos os cidadãos o direito de votar e de ser votado”, além do fato de que haveria risco à democracia se a participação popular fosse “tolhida por medo da infecção, pelo desconhecimento das plataformas políticas e até mesmo dos candidatos”. A carta conclui pela “não realização das eleições municipais no corrente ano” e “no sentido da unificação dos mandatos com a realização de uma eleição geral em 2022”. O documento assinado pelo presidente da CNM, Glademir Aroldi, foi elaborado após a assembleia geral da CNM, na segunda-feira.

No Estado, ontem, a Famurs e os presidentes e representantes das 27 Associações Regionais de Prefeitos também discutiram o assunto e, de maneira unânime, apoiaram o cancelamento do pleito neste ano. O presidente da Famurs, Dudu Freire, afirmou existir muitas incertezas, como o avanço da pandemia no país nos próximos meses e as dificuldades enfrentadas pelos prefeitos nas suas gestões, que vão seguir até o final do ano. “Os gestores estão intranquilos de tomar medidas necessárias e sofrerem contestações. Estão mais suscetíveis, por ser um ano eleitoral”, enfatizou. Listou ainda o impacto no calendário eleitoral, que será maior a partir de julho, quando devem ocorrer as convenções. Reconheceu, porém, que há discussão sobre qual seria o melhor momento para o pleito, ou em alguma data de 2021 ou a unificação em 2022, com as eleições gerais.

Mudança gera divergência entre gestores

A mudança no calendário eleitoral gera divergências entre prefeitos. Ontem, os prefeitos da Associação de Municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre (Granpal) discutiram o assunto. Apesar de opiniões diferentes, os prefeitos defendem que haja espaço para eles se manifestarem. “A pauta avança no Congresso e no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sem que os prefeitos sejam devidamente escutados”, critica a presidente da entidade e prefeita de Nova Santa Rita, Margarete Ferretti (PT).

O prefeito de Esteio, Leonardo Pascoal (Progressistas) defende que o calendário seja mantido. “Construímos planos de governo de 2016 até 2020, e ouvir a população é necessário”, enfatiza. O prefeito de Cachoeirinha, Miki Breier (PSB), também defende o pleito neste ano.

Na outra ponta, o prefeito de Guaíba, José Sperotto (PTB), apoia que haja a transferência da eleição para 2022, diante do momento e da fragilidade da economia. “Precisamos reequilibrar a sociedade e canalizar recursos para saúde”, diz, sendo seguido, pelo prefeito de Viamão, Valdir Jorge Elias (MDB).

Para Daiçon Maciel (MDB), de Santo Antônio da Patrulha, fazer as eleições em dezembro “compromete o fim de mandato, inviabiliza a transição e pode, inclusive, trazer problemas para o processo de prestação de contas.” Todos os prefeitos acreditam que realizar o pleito no último mês do ano seria um erro, porque atrapalharia o fluxo da gestão pública.

Discussão

O presidente do TSE, Luiz Roberto Barroso, voltou a defender ontem o mínimo adiamento das eleições diante da epidemia de Covid-19 no país. Para o ministro, prorrogar os mandatos vigentes esbarra em um impasse constitucional e democrático. “O mandato desses vereadores e prefeitos é um mandato de quatro anos. Não há como, legitimamente, você prorrogar eleições sem um motivo de força maior. A periodicidade das eleições e a possibilidade de alternância do poder são fundamentais para a democracia”, declarou.

Para mudar a data da eleição é preciso haver a aprovação no Congresso de uma PEC. O projeto estudado no Congresso Nacional, que prevê adiar o primeiro turno deste ano para 15 de novembro ou 6 de dezembro. Na sexta-feira, Barroso e o presidente do Congresso, David Alcolumbre, vão se reunir para discutir o assunto.

Correio do Povo
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Agro

Chuvas animam produtores e contribuem para retomada dos plantios de soja

Pável Bauken

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As chuvas dos últimos dias animaram os produtores de soja, que em várias regiões realizaram plantios, mesmo sem condições adequadas de umidade. Na sequência, as chuvas ocorridas em todas as regiões contribuíram para a retomada das operações de plantio – que já atinge 61% no Rio Grande do Sul – para o desenvolvimento da cultura e também para o início das operações de tratos culturais.

De acordo com o Informativo Conjuntural produzido e divulgado pela Gerência de Planejamento, nesta quinta-feira (03/12), na região de Soledade, o  quadro geral da cultura é de normalidade. A ocorrência de chuva na última semana em grande parte da região aumenta o teor de umidade do solo e permite avanços no plantio da cultura que atinge 85% da área prevista, com 30% dos cultivos em germinação/emergência e 70% em desenvolvimento vegetativo.

As precipitações de distribuição irregular e volumes variados no Estado ocorridas durante a última semana contribuíram para amenizar o déficit hídrico ocasionado pelo longo período de tempo seco e para retomar os plantios e os tratos culturais do milho. Até esta quinta-feira (03/12), já chegam a 1.646 as comunicações de ocorrência de perdas para cobertura do Proagro.

A sequência de dias de tempo seco no RS foi interrompida por chuvas que ajudaram no desenvolvimento dos cultivos e na implantação final das lavouras de arroz, que já chega a 98%. E nas regiões de Frederico Westphalen, Porto Alegre, Soledade e Pelotas, a falta prolongada de chuvas vem comprometendo o desenvolvimento das lavouras do feijão primeira safra.

A ocorrência de chuvas com distribuição desuniforme e volumes variados no Estado não atrapalhou o avanço das colheitas de trigo, em fase de finalização, nas regiões de Bagé, Pelotas e Caxias do Sul, que ainda somam 1% restante de lavouras cultivadas no Estado a serem colhidas.

Acesse o Informativo Conjuntural em https://bit.ly/2JxNd8S

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Destaque

Últimos dias para se inscrever no Vestibular de Medicina da Unijuí

Pável Bauken

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Encerra-se neste domingo, dia 6 de dezembro, o período para inscrições no Vestibular de Medicina da Unijuí. Os candidatos vão concorrer a 50 vagas para o curso, ofertado em turno integral e com duração de seis anos. Interessados podem acessar o site www.unijui.edu.br/vestibularmedicina para se inscrever.

Diferente do Vestibular de Verão, cujas provas serão aplicadas de forma virtual no domingo, dia 6, o Vestibular de Medicina terá seu processo seletivo presencial, no dia 13 de dezembro, junto à Sede Acadêmica da Unijuí. A Instituição adotará todas as medidas de segurança e distanciamento, evitando, assim, a propagação da covid-19.

Conforme consta no edital, o candidato do grupo de risco pode, inclusive, solicitar a realização da prova em sala com organização especial. Para isso, basta encaminhar uma solicitação e atestado médico via e-mail [email protected].

A prova do Vestibular de Medicina compreende uma redação e 40 questões objetivas, sobre quatro áreas do conhecimento: Matemática e suas Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e suas Tecnologias; e Linguagens, Códigos e suas Tecnologias. Os candidatos terão das 13h às 17h para finalizá-la.

Neste processo seletivo, o candidato também pode utilizar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de anos anteriores – 2016, 2017, 2018 ou 2019. Lembrando que, para utilizar a nota, o candidato deve ter concluído o Ensino Médio. Neste ano, em função da pandemia, o Enem será realizado somente no mês de janeiro de 2021, por essa razão não será possível utilizar a nota dessa edição do Exame.

O curso de Medicina da Unijuí prepara o aluno para atuar nas áreas de atenção à saúde, gestão e educação em saúde, nos sistemas público e privado, atendendo às necessidades individuais e coletivas. O curso conta com metodologia de ensino-aprendizagem diferenciada, baseada em metodologias ativas e com uma rede integrada de laboratórios de ensino, os quais permitem que o estudante vivencie as atividades profissionais desde o início do curso. Também propõe formação interdisciplinar, evidenciando a importância de cada área da saúde no desenvolvimento de competências, habilidades, valores e atitudes que constituem o médico enquanto agente de transformação na área de sua atuação profissional e cidadã.

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Hospital Vida & Saúde intensifica treinamentos, focando na qualificação dos profissionais

Pável Bauken

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Quando se tem a vida e a saúde de pessoas em suas mãos, é preciso manter uma rotina de treinamentos com as equipes assistenciais. Em algumas situações, como na pandemia, faz-se necessário intensificá-los, a fim de garantir toda a assistência possível no atendimento ao paciente e promover a segurança necessária ao trabalhador. E assim tem sido o trabalho do Núcleo de Educação Corporativa, (NEC) juntamente com o Núcleo de Segurança do Paciente (NSP) do Hospital Vida & Saúde.

Vários treinamentos têm sido realizados em diversas áreas do Hospital, como na UTI Adulto, Pediatria, Setor de Emergência, Unidade COVID, Unidades de Internação Abertas, entre outros. Em todos os setores, o Núcleo tem promovido a revisão da técnica de reanimação cardiopulmonar. Utilizando um manequim, os profissionais aliam mais rapidamente a teoria com a prática do seu dia a dia. Alguns treinamentos tiveram a participação integrada de Técnicos de Enfermagem, Enfermeiros e Médico das respectivas áreas.

Na UTI Adulto, para revisar as medidas e ações de prevenção de Lesões por Pressão, foram apresentadas simulações com situações realísticas para facilitar o entendimento sobre a importância da avaliação diária da pele, o correto posicionamento do paciente no leito, o reconhecimento dos diferentes estágios das lesões e medidas a serem adotadas para preveni-las, ou impedir seu avanço. Outra tarefa do NEC é enfatizar junto aos profissionais da assistência a importância da educação dos familiares cuidadores, preparando-os para dar continuidade dos cuidados necessários ao seu ente querido no período pós alta hospitalar.

Todos os treinamentos são planejados e organizados com base em protocolos atuais e preconizados por associações de referência. “O Núcleo de Educação Corporativa atua na coordenação dos treinamentos a partir do Levantamento de Necessidades de Treinamento de cada área, de acordo com o que as equipes julgarem necessário e com as sugestões do próprio Núcleo”, explica a enfermeira Jacinta Spies, coordenadora do NEC.

Além da qualidade dos treinamentos, a satisfação dos participantes também é uma das prioridades do Núcleo, e tem sido percebida através do preenchimento, via Google Forms, da Avaliação de Reação de Treinamento, atingindo níveis altos de aprovação.

 

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