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Agro

CMN flexibiliza regras para crédito rural a pequenos produtores

Medida vale para operações de algumas linhas do Pronaf

Pável Bauken

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O Conselho Monetário Nacional (CMN) retirou a exigência de apresentação de coordenadas geodésicas para contratação de operações de crédito rural no âmbito de algumas linhas do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf). 

A mudança vale para os financiamentos destinados ao Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF), ao Programa Nacional de Reforma Agrária (PNRA), ao Programa Cadastro de Terras e Regularização Fundiária (PCRF) e às operações contratadas ao amparo do Microcrédito Produtivo Rural.

A decisão do colegiado, presidido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, e composto pelo presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, e pelo secretário especial de Fazenda do Ministério da Economia, Waldery Rodrigues, aprovou a medida em reunião ordinária realizada ontem (22).

A assessoria do BC explicou que desde junho era necessária a apresentação das coordenadas geodésicas para todas as operações de crédito rural de custeio e de investimento vinculadas a uma área delimitada do imóvel rural. “No caso específico desses financiamentos, a apresentação das coordenadas agrega custos ao processo de concessão sem o respectivo benefício, uma vez que os agricultores podem utilizar os recursos em uma gama de atividades não vinculadas à exploração agropecuária, como o artesanato e o turismo rural. Além disso, tais operações possuem ticket médio baixo, em torno de 2 mil reais, configurando financiamentos com forte cunho social. O entendimento do CMN é que, apesar dos custos reduzidos e da ampla difusão do uso das tecnologias de sensoriamento remoto, a exigência de fornecimento das coordenadas geodésicas nesses financiamentos encarece o processo de concessão sem ganhos para a fiscalização dessas operações”, diz a nota oficial.

Captação externa

Em outra medida aprovada ontem, o CMN decidiu que os recursos obtidos por meio de empréstimos com bancos multilaterais ou agências internacionais de desenvolvimento destinados a operações de repasse poderão também ingressar no país a partir de contas especialmente designadas, tituladas pela instituição financeira nacional, que são abertas no exterior exclusivamente para depósito dos recursos do empréstimo ou financiamento concedido por esses agentes internacionais. A medida, segundo o conselho, tem como objetivo dar mais eficiência ao mercado financeiro, facilitando as captações externas para os agentes econômicos financiarem seus projetos no país.

Portabilidade de crédito e débito em conta

Também foi aprovada, na reunião do CNM, a prorrogação da entrada em vigor das novas regras para portabilidade de crédito nas operações com cheque especial e para a autorização de débito em conta de depósitos e de pagamento. Essas regras estavam previstas para valerem a partir de novembro deste ano, mas só vão entrar em vigor em março do ano que vem.

“Esses ajustes decorrem da necessidade de as instituições reguladas concentrarem esforços, especialmente em tecnologia, nos projetos prioritários e estruturantes para o Sistema Financeiro Nacional, o Pix e o Sistema Financeiro Aberto (Open Banking). No caso da portabilidade de crédito, o adiamento trata das regras envolvendo inclusão das operações com cheque especial, possibilidade de operações de crédito imobiliário contratadas originalmente fora do Sistema Financeiro de Habitação (SFH) serem enquadradas no SFH na portabilidade e criação do ‘Documento Descritivo de Crédito’ (DDC)”, informou o BC, em nota.

ebc

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Agro

CNA prevê aumento da produção do agronegócio no próximo ano

Reporter Global

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CNA/Wenderson Araujo/Trilux

 

Valor Bruto da Produção Agropecuária deve crescer 4,2%

 

A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) estima crescimento de 3% para o Produto Interno Bruto (PIB) do Agronegócio em 2021 e de 4,2% para o Valor Bruto da Produção Agropecuária (VBP, índice de frequência anual, calculado com base na produção agrícola municipal e nos preços recebidos pelos produtores). Segundo a CNA, 102,9 mil postos de trabalho foram gerados no setor, que deverá fechar 2020 com crescimento de 9% no PIB e de 17,4% no VBP.

A entidade, que apresentou hoje (1º), em meio virtual, balanço e perspectiva do setor para 2020 e 2021, a previsão é de “equilíbrio da oferta e da demanda com uma produção maior para a maioria dos alimentos em 2021”. Do ponto de vista da oferta, a CNA diz que, entre os fatores que podem influir no ritmo da produção nos próximos meses, estão a intensidade do La Niña (que pode afetar especialmente a Região Sul do Brasil), os investimentos feitos este ano na produção e a relação entre câmbio e custos de produção, que devem subir em 2021 por causa de insumos como fertilizantes cotados em dólar.

O preço do milho, que é usado como ração para boa parte do gado brasileiro, também pode influenciar a oferta interna da produção brasileira. “Já a demanda dependerá do crescimento da economia brasileira e mundial e da volta da normalidade social com reabertura de bares e restaurantes ao redor do mundo”, complementa a entidade.

Na avaliação da CNA, o aumento do custo de produção, em especial o relativo a insumos como fertilizantes, herbicidas e ração, contribuiu para o aumento do preço dos alimentos. “Além disso, a alta nos preços internacionais dos alimentos, que foi de 10,9% de maio a outubro, conforme dados da Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e a desvalorização da taxa de câmbio (46,5%) também favoreceram o aumento dos preços no Brasil.”

 

Pandemia

A pandemia do novo coronavírus resultou em um “cenário bastante caótico”, disse o superintendente técnico da CNA, Bruno Lucchi. Permitiu, no entanto, que a CNA implementasse uma série de medidas de apoio ao produtor – algumas com a colaboração do governo federal – para manter a produção de alimentos como atividade essencial, criar novos canais de comercialização visando à manutenção da renda e a redução de custos para o produtor, e garantir o fluxo logístico de abastecimento em todo o país.

“A agropecuária brasileira é um mosaico de produtos. Cada um eles tem sua importância no campo social, no dos empregos e na manutenção da economia do interior. [Nesse sentido,] vimos que políticas públicas bem fundamentadas garantiram a segurança alimentar este ano”, disse Lucchi, referindo-se a medidas como o auxílio emergencial que, segundo a CNA, “possibilitou a recuperação da demanda interna e sustentou o poder de compra dos mais vulneráveis, como os trabalhadores informais, garantindo com que tivessem acesso aos alimentos mesmo com uma perda expressiva de renda”.

 

Mercado externo

A superintendente de Relações Internacionais da CNA, Lígia Dutra, afirmou que as perspectivas no cenário externo são de crescimento. “Temos de explorar bem nossas parcerias e investir no pequeno e médio produtor para buscarmos o mercado internacional.”

Até outubro deste ano, as exportações brasileiras somaram US$ 85,5 bilhões, o que equivale a um crescimento de 5,7% em relação a 2019. Os cinco principais destinos foram China, União Europeia, Estados Unidos, Japão e Coreia do Sul. Juntos, esses países representaram 63% das exportações do agro brasileiro em 2020.

Em 2020, aumentaram as exportações para China (19,4%), Indonésia (53,6%), Tailândia (43,9%), Turquia (41,8%) e Venezuela (190,3%). Alguns produtos tiveram destaque no mercado asiático – caso das ceras de abelha (Coreia do Sul), amendoim em grão (Vietnã), pimenta-do-reino (Bangladesh) e gelatinas (Índia).

O agronegócio brasileiro conseguiu abrir mercado para 100 produtos em 30 países diferentes, com destaque para Guatemala (maçãs), Marrocos (material genético avícola), Egito (carne de aves e feijão), Catar (material genético bovino), Índia (gergelim), Coreia do Sul (camarão), Tailândia (carne bovina e lácteos) e Austrália (queijo).

 

China

“Hoje a China é o principal mercado consumidor, lá fora, mas estamos trabalhando outros países, como Indonésia e os países árabes, que são grandes consumidores de nossos produtos”, disse o presidente da CNA, João Martins. Segundo a CNA, além de se manter como um dos principais demandantes de soja em grãos (devido à recomposição de seus rebanhos), a China deve abrir mais mercado para o melão brasileiro. O país asiático deve ainda manter a demanda por carne bovina e aumentar a compra de carne suína e de frangos brasileiros em 5% e 3%, respectivamente.

Para João Martins, nas relações com outros países, é importante ter “mercado com quem paga melhor”. “Hoje a agropecuária brasileira exporta para mais de 170 países. Não devemos ter nem ideologia, nem bandeira’, disse.

Lígia Dutra acrescenta que as relações entre os países têm de ser “pragmáticas”. “A China é mercado prioritário para o ano quem vem também. Tensões geopolíticas não são exclusivas ao Brasil.”

 

 

Agencia Brasil

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Agro

Do campo para a tela: setor agro se reinventa em tempos de pandemia

Reporter Global

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O digital facilita a distribuição de conteúdo e conecta mais pessoas aos negócios do setor agro | Foto: Max Cenci

 

Agricultores e empresas encontram na comunicação digital uma aliada contra a crise

 

O agronegócio é um dos setores que mais movimentam a economia no país. O ano começou com previsões positivas para empresas da área e proprietários rurais, mas, assim como para outros setores, a pandemia trouxe novos desafios. Neste cenário, a comunicação digital surgiu como uma aliada para empresas que não estavam habituadas a comunicar seu negócio nas redes sociais.

A adaptação das empresas para o mundo digital deu ainda mais espaço para o crescimento e a consolidação de agências de comunicação estratégica para o agro. A Estratégia Agrocomunicação, agência de Passo Fundo, no norte gaúcho, carrega no nome o seu propósito. A diretora da agência, Fabiana Lima, destaca que são 15 anos de experiência no mercado, com objetivo de ressignificar a comunicação para o agronegócio. “Posso dizer que o nosso real propósito é fazer comunicação e marketing com estratégia e arquitetar jogadas inteligentes para o agronegócio. Promovemos uma comunicação eficaz entre empresas e produtores”, conta Fabiana.

A bandeira #OAgroNãoPara, levantada durante a pandemia, se confirma nas palavras de Fabiana. “Em meio a instabilidade, o agro realmente não parou, continuou firme, sustentando a economia e cumprindo sua missão de produzir alimentos. Nós, como agência do agro, sentimos o peso dessa responsabilidade. Não só continuamos atendendo nossos clientes nesse período como também recebemos muitos novos buscando ajuda para comunicar seu propósito ao mercado”, lembra a diretora.

Da mesma forma que grandes e pequenas empresas reinventaram a forma de trabalhar neste período, os produtores também se adaptaram ao novo formato. Eventos, orientações técnicas e acompanhamentos de produção agora são majoritariamente digitais. Fabiana conta que as visitas presenciais diminuíram consideravelmente, mas que o produtor passou a ver o digital como evolução, não empecilho. “Vimos muitos produtores acompanhando lives, participando de dias de campo e feiras online. Era algo que não se imaginava para esse público, mas que realmente aconteceu e teve boa aceitação pela maior parte dele”, destaca Fabiana.

Mesmo após a pandemia, o digital tende a continuar facilitando a distribuição de conteúdo e conectando mais pessoas aos negócios do setor agro. Conforme Fabiana, a chamada “agricultura 4.0” representa uma revolução digital no campo, elevando as perspectivas de produção a cada nova safra. “Vejo o aumento da produtividade e a melhora da gestão agrícola como sendo os principais benefícios trazidos pela transformação digital. Para as empresas, a possibilidade de oferecer essa gama de tecnologias ao produtor é um grande salto”, finaliza a diretora. A tendência é que, cada vez mais, aumente a conexão entre a tela e o campo, pois essa nova forma de comunicar chegou para ficar no agro.

 

 

Correio do Povo

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Agro

Prefeitura de Santo Cristo concentra esforços para lutar contra a estiagem

Reporter Global

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Município sofre com a seca e prioriza abertura e limpeza de bebedouros | Foto: Prefeitura de Santo Cristo/Divulgação

 

Poder municipal decretou estado de emergência e trabalha para minimizar prejuízos

 

Em Santo Cristo, cidade no noroeste gaúcho, a preocupação com a relação à estiagem fez com que o poder municipal tomasse providências. O prefeito Adair Philippsen decretou estado de emergência no município. O decreto já conta com parecer favorável da Defesa Civil estadual e já foi encaminhado para homologação pelo Governador do Estado.

A falta de chuvas nos últimos meses está causando impacto no interior da cidade. Agricultores passam por dificuldades com plantações e criação de animais, que sentem diretamente o impacto da seca. A forte estiagem já afetou a perda da lavoura de milho, com expectativa de dificultar o plantio de soja, resultando em graves prejuízos econômicos aos agricultores.

O poder municipal também tomou outras iniciativas para tentar amenizar os efeitos do clima. O setor de obras está trabalhando com foco no interior, uma forma de concentrar esforços na execução de serviços que podem auxiliar a minimizar os prejuízos. O prefeito destaca que o fornecimento de água aos animais é um dos serviços essenciais neste momento.

“Temos o maior rebanho suíno do Rio Grande do Sul e também produzimos muito leite, tendo uma das maiores bacias leiteiras do Estado. Para minimizar os efeitos da estiagem, depois de decretado estado de emergência, determinamos a execução de abertura e limpeza de bebedouros. Além disso, continuam os trabalhos de recuperação e manutenção de estradas para facilitar o acesso às propriedades e o escoamento da produção”, explica Philippsen.

Para conseguir dar conta do serviço, foi autorizado que os funcionários realizem horas extras aos sábados. Quatro equipes trabalham constantemente nesse serviço, salienta o prefeito. A gestão municipal também encaminhou correspondência aos senadores e aos deputados federais gaúchos solicitando o empenho dos parlamentares para obtenção de socorro financeiro, a exemplo do que foi concedido em função da pandemia provocada pelo coronavírus.

 

Correio do Povo

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