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Chuvas recuperam de forma parcial lavouras de milho, que segue em colheita

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Foto: José Schafer na região de Santa Rosa


As chuvas ocorridas atenuaram parcialmente a situação de déficit hídrico que a cultura do milho enfrenta no Estado e favoreceram a evolução para as fases de maturação e colheita na maioria das regiões produtoras do Rio Grande do Sul. De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (23/01) pela Emater/RS-Ascar, em parceria com a Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), as lavouras de milho estão 15% em germinação e desenvolvimento vegetativo, 12% em floração, 25% em enchimento de grãos, 26% maduro e 22% do total já foram colhidos.

Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Ijuí, que corresponde a 10% da área cultivada com milho no Estado, ainda que a umidade no solo tenha retornado, não foi possível a recuperação das lavouras em estágio fisiológico avançado de final de ciclo. À medida que a colheita avança, a produtividade das lavouras tem sido menor, em consequência da falta de água nos estágios críticos. Apesar disso, o produto colhido tem apresentado boa qualidade.

Na região de Santa Rosa, onde 60% do milho estão colhidos, a produtividade teve pequena queda em função da baixa umidade do solo, que atingiu lavouras em plena floração e formação inicial do grão. Com a melhora das condições de umidade do solo, foi iniciada a semeadura para o cultivo da segunda safra (milho safrinha) nas áreas colhidas. As chuvas da semana frearam as atividades de colheita e os produtores buscam a retirada do produto da forma mais célere possível, para liberar as áreas também para a semeadura da soja safrinha. A boa produtividade obtida e os preços com tendência de elevação devem possibilitar boa rentabilidade da cultura nesta safra.

SOJA – O cultivo da soja no RS alcançou a totalidade da área prevista para a safra 2019/2020, que é de 5.956.504 hectares. Das lavouras implantadas, 48% se encontram em desenvolvimento vegetativo, 39% em floração e 13% na fase de enchimento de grãos. Na regional administrativa da Emater/RS-Ascar de Santa Rosa, que corresponde a 11,8% da área de soja no Estado, o desenvolvimento das lavouras ainda é satisfatório, mesmo com as condições de falta de umidade e de altas temperaturas nas últimas semanas. As chuvas recuperaram parcialmente as lavouras, apesar de já haver perdas, sobretudo nas Missões.

Na regional de Ijuí, o retorno das chuvas influenciou a emissão de folhas novas, de ramos laterais e o aumento da floração. Em geral, as plantas apresentam tamanho menor do que o ideal, com índice foliar abaixo do esperado e potencial produtivo comprometido devido à estiagem. Os índices de redução do potencial produtivo são diferentes conforme a localização das lavouras, o período de semeadura e o ciclo das cultivares. No Corede Alto Jacuí é onde se identificam as maiores reduções de produtividade. Até o momento, há baixa incidência de pragas.

ARROZ – Atualmente no RS 62% das lavouras estão em germinação/desenvolvimento vegetativo, 26% em floração, 11% em enchimento de grãos e 1% em maturação. Em geral, a lavoura mantém bom desenvolvimento. Na regional da Emater/RS-Ascar de Bagé, onde 90% das lavouras encontram-se em estágio de florescimento, as chuvas na semana (50 mm) auxiliaram no manejo da água nas lavouras e na reposição dos mananciais. Em Quaraí, as lavouras de arroz apresentam bom estande de plantas, sem incidência de problemas de pragas e doenças. Os produtores têm realizado ajustes sistemáticos na irrigação, de modo a assegurar água para todo o ciclo. Já na região de Soledade, as chuvas ocorridas ainda não são suficientes para repor os volumes dos mananciais. As lavouras mais adiantadas no ciclo da cultura seguem recebendo tratos culturais. Já nas áreas semeadas com restrição de umidade do solo, há falhas devido à germinação desuniforme. Em geral, as lavouras se mantêm com bom estado fitossanitário.

Na região de Santa Maria, 85% das lavouras estão na fase de desenvolvimento vegetativo e 15% em floração. Os produtores que contam com reservas de água não sofreram os efeitos da estiagem, prevendo inclusive superior qualidade de grãos. Já aqueles que tiveram problemas, atrasaram o plantio em função das chuvas ocorridas na primavera; foi o que ocorreu em Cacequi, onde 30% dos 11 mil hectares do município foram semeados após o período recomendado. Tal medida fará com que a fase de floração ocorra entre fevereiro e março, quando há menor insolação e maior risco de temperaturas noturnas baixas, condições que podem vir a comprometer a produtividade e a qualidade dos grãos a serem colhidos.

FEIJÃO 1ª SAFRA – Na regional da Emater/RS-Ascar de Ijuí, a cultura está na fase final de colheita, com produtividade média de 25 sacos por hectare. As últimas lavouras colhidas apresentaram redução de produtividade, mas ainda boa qualidade dos grãos. Na de Santa Rosa, 95% da área já está colhida, e a produtividade média é de 1.200 quilos por hectare. Os produtores aguardam até o final de janeiro para o plantio da segunda safra (safrinha); dessa forma, o ciclo da cultura atingirá as fases de floração e enchimento de grãos em março, quando a tendência é de temperaturas amenas e de regime regular de precipitações. Já na região de Frederico Westphalen, 10% das lavouras estão na fase de enchimento de grãos e 90% já foram colhidas. Os grãos colhidos apresentam boa qualidade. A produtividade média tem se mantido em 1.800 quilos por hectare.

OLERÍCOLAS

Cebola – Na regional de Pelotas, o clima seco de dezembro e janeiro favoreceu a colheita e a cura da cultura, resultando em produto com ótima casca e cor, qualidades distintivas para a comercialização do produto. A colheita foi praticamente concluída, e a comercialização da cebola está bastante lenta, principalmente pelo preço baixo ofertado ao produtor.

Batata – Na região de Caxias do Sul, 25% da área implantada de 10.300 hectares está colhida ou pronta para colheita; o restante da área se divide em estádio reprodutivo e crescimento vegetativo. Há perdas na produção devido ao déficit hídrico, ao estresse térmico e à forte insolação, refletindo-se no tamanho das batatas e na desvalorização do produto.

FRUTÍCOLAS

Uva – Na regional de Caxias do Sul, estão em plena colheita as variedades superprecoces Chardonay, Riesling, Pinot Noir, Concord e Isabel precoce e inicia a das variedades de ciclo precoce, como Niágara e Bordô. A maioria dessas variedades apresenta cacho de tamanho bem menor que o tradicional, bagas mais finas e cachos ralos. As duas primeiras características derivam da deficiência hídrica e forte radiação solar, e a última é consequência do excesso de chuvas e da baixa radiação solar em outubro e novembro, período do estádio de florescimento. São fatos positivos tanto a excelente sanidade das bagas quanto o bom grau de açúcar. As chuvas das últimas semanas estancaram o avanço de murchamento de brotos e bagas, o secamento e a perda de folhas e brotos. As cultivares de ciclo médio e tardio apresentam maturação forçada e bastante adiantada; mas mesmo com o retorno das chuvas, não haverá tempo para recuperação do calibre das bagas. Principal uva de mesa da região, a Niágara rosada, vem sendo fortemente ofertada pelos viticultores, mesmo com baixa qualidade, a fim de reduzir perdas e aliviar as plantas. Tal fato derrubou a precificação da fruta. Os preços médios na propriedade para as uvas de mesa são os seguintes: americanas sem proteção a R$ 2,00/kg, Niágara protegida a R$ 5,00 e uvas finas a R$ 10,00/kg.

MORANGO – Na regional de Pelotas, onde são cultivados 50 hectares, segue a colheita do morango cultivado em canteiros e no solo. Os frutos apresentam tamanho menor devido ao calor e à radiação solar intensa. A colheita das cultivares de dias curtos foi encerrada. Produtores intensificam os manejos de limpeza das plantas e iniciam o preparo das áreas para plantio das mudas para o novo ciclo, que deverá ser implantado com mudas importadas da Espanha.

OUTRAS CULTURAS

Erva-mate – Na regional de Erechim, segue a colheita, com produtividade média de 600 arrobas por hectare. Na de Soledade, a estiagem atrasou o crescimento da erva-mate, mas os ervais iniciaram a recuperação com a volta de chuvas regulares. No entanto, o maior problema está nos plantios e replantios realizados em função da morte de mudas; em alguns locais, chegou a mais de 50% delas. Na regional de Passo Fundo, a área implantada com a cultura é de 1.110 hectares, com produção anual de em torno de 11.700 toneladas de folha verde. Os principais municípios produtores são Nova Alvorada, Machadinho e Capão Bonito do Sul. Agricultores realizam monitoramento e controle de pragas, manejo da cobertura de solo e adubação. A colheita ocorre normalmente. No entanto, neste período os ervais estão em brotação, reduzindo o processo de industrialização, que passará a normalizar a partir de março.

PASTAGENS E CRIAÇÕES

Com a continuidade das chuvas ocorridas na semana, os campos nativos e as pastagens cultivadas retomaram seu desenvolvimento, propiciando melhores condições de pastejo para os animais. As pastagens cultivadas perenes se recuperam e aumentam a produção de massa verde mais rapidamente do que os pastos nativos. As áreas destinadas à fenação têm apresentado um bom rendimento.

PISCICULTURA – No geral, o volume de água dos açudes é satisfatório, mas ocorrem alguns casos de deficiente oxigenação da água, em consequência das altas temperaturas. O desenvolvimento dos peixes é bom, e as despescas realizadas têm bons resultados. Vários açudes ainda estão sendo povoados para a produção de peixes destinados à comercialização da Semana Santa.

PESCA ARTESANAL – A pesca de Camarão está ocorrendo normalmente e com boa produtividade na Lagoa do Peixe. Em alguns dias da semana, os ventos fortes ocorridos no litoral dificultaram a prática da pesca artesanal marinha. O camarão capturado na Lagoa do Peixe está sendo comercializado a R$ 15,00/kg com casca e entre R$ 45,00 e R$ 60,00/kg descascado. Na regional de Porto Alegre, as espécies de pescado artesanal marinho mais capturadas e vendidas foram Papa-Terra e Pescada, a preços em torno de R$ 10,00/kg.

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Agro

O que esperar dos preços da soja para a próxima semana?

As condições climáticas seguem com atenção do mercado e podem interferir nos preços negociados na Bolsa de Chicago

Pável Bauken

Publicado

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Foto: Pixabay

O mercado de soja deve ficar atento a uma série de fatores que devem impactar nas cotações para a próxima semana. Entre eles está as condições do clima na América do Sul. Os últimos dias foram de fortes quedas na Bolsa de Chicago, que foram impulsionados pelo retorno das chuvas no Brasil e na Argentina

Acompanhe abaixo os fatos que deverão merecer a atenção do mercado de soja na semana que vem. As dicas são do analista da Safras Consultoria, Luiz Fernando Roque.

– O mercado de soja mantém as atenções divididas entre o clima para o desenvolvimento da nova safra da América do Sul e movimentos da demanda chinesa no mercado internacional. Os players também avaliam notícias de que uma nova variante da Peste Suína Africana está circulando em rebanhos na China. No lado financeiro, o avanço da vacinação e o aumento de casos da Covid-19 ao redor do mundo dividem atenções com os primeiros passos do novo governo dos Estados Unidos;

– Os últimos dias foram de um clima mais favorável ao desenvolvimento das lavouras na América do Sul diante do retorno de uma umidade relevante para a maior parte do Brasil e para as principais províncias produtoras da Argentina. Além disso, as previsões climáticas apontam para a manutenção da umidade sobre a região Sul no Brasil e sobre a “zona núcleo” na Argentina nos próximos 14 dias. Tais fatos pesam sobre o mercado em Chicago, trazendo correções negativas sobre as valorizações acumuladas desde o início de dezembro;

– A grande questão é que o mercado estava antecipando grandes perdas produtivas devido à problemas climáticos, principalmente na Argentina, fato que pode não se concretizar se o clima for favorável nas próximas semanas/meses;

– Além disso, o mercado teve correções acentuadas por notícias que indicam que uma nova variante da Peste Suína Africana está circulando em algumas fazendas de porcos na China. Tal fato traz incertezas relacionadas à demanda chinesa para 2021, visto que um novo avanço da doença pode voltar a reduzir de forma significativa o rebanho suíno chinês;

– No lado financeiro, o mercado volta a demonstrar certo nervosismo diante do aumento de novos casos de Covid-19 ao redor do mundo. Tal fato supera, neste momento, o otimismo com o avanço da vacinação nas principais economias, colocando em xeque a recuperação econômica mundial. Em paralelo, os players avaliam os primeiros passos do novo presidente dos EUA, aguardando pela confirmação de um novo pacote de estímulos para a economia norte-americana.

Canal Rural

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Agro

Exportações gaúchas de carne suína cresceram mais de 50% em 2020

Embarques de carne de frango pelo Estado também cresceram no ano passado

Pável Bauken

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O volume de carne suína exportada pelo Rio Grande do Sul cresceu 54,41% em 2020 na comparação com o ano anterior, informou a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). Passou de 169,23 mil toneladas para 261,32 mil toneladas. Na receita, a alta foi de 52,37%. Foram negociados US$ 629,29 milhões no ano passado contra US$ 412,99 milhões em 2019.

De acordo com a ABPA, os embarques de carne de frango também aumentaram no acumulado do ano aqui no Estado: 15,82%. Em 2020, foram exportadas 678,53 mil toneladas, enquanto em 2019 o total foi de 585,85 mil toneladas. As vendas totalizaram US$ 920,93 milhões no ano passado, superando em 0,95% o valor de 2019 — quando foram registrados US$ 912,27 milhões.

Embarques de dezembro de 2020 – No último mês do ano, o Rio Grande do Sul exportou 22,13 mil toneladas de carne suína. O número significa uma alta de 22,04% na comparação com o mesmo mês de 2019, quando foram embarcadas 18,13 mil toneladas. As vendas somaram US$ 51,81 milhões em dezembro, o que representa uma leve queda de 1,31% se comparado ao valor do mesmo período do ano anterior (US$ 52,49 milhões).

As vendas internacionais de carne de frango pelo Estado caíram 6,84% em volume, passando de 65,05 mil toneladas para 60,60 mil toneladas. A receita também recuou 14,89%. Foram negociados US$ 101,13 milhões em dezembro de 2019 contra US$ 86,08 milhões em dezembro de 2020.

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Agro

Muito sol e pouca chuva garantem nível excelente de doçura das uvas

Pável Bauken

Publicado

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Nesta safra, a qualidade da uva é a grande diferença: a pouca chuva e muito sol dos últimos dias têm levado a fruta a níveis de doçura excelentes, garantindo a venda a bons preços. De acordo com o Informativo Conjuntural, produzido e divulgado nesta quinta-feira (21/01) pela Gerência de Planejamento da Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), na região de Frederico Westphalen, a colheita está sendo finalizada na encosta do Rio Uruguai. Videiras irrigadas apresentam bom desempenho, superando a média da região. A produtividade deverá se manter próxima de oito toneladas por hectare.

As chuvas ocorridas na semana foram muito benéficas à cultura da soja em desenvolvimento no RS. Avançou o percentual de lavouras em fase reprodutiva, com 37% delas em floração e 10% em enchimento de grãos, estas localizadas mais ao Noroeste do Estado, e 53% continuam em germinação e desenvolvimento vegetativo.

A colheita do milho no Rio Grande do Sul chegou a 18% da área implantada com a cultura. As condições climáticas de chuvas em todas as regiões beneficiaram as lavouras, que estão em diversas fases de desenvolvimento. O plantio chega a 97% da área total prevista e 18% da área cultivada já está colhida, 20% está em fase de germinação e desenvolvimento vegetativo, 15% em floração, 25% em enchimento de grãos e 22% em maturação.

A predominância de tempo firme, com elevadas temperaturas e dias ensolarados, e a disponibilidade de água via irrigação contribuem para o desenvolvimento do arroz. No entanto, a ocorrência de chuvas esparsas e de baixo volume no Estado tem acarretado menor capacidade de recarga dos níveis de água dos mananciais.

OLERÍCOLAS

Na região de Ijuí, as olerícolas apresentam desenvolvimento normal conforme o ciclo de cada cultura, com plantio escalonado de acordo com o planejamento, e aumento da produção na região, sem problemas climáticos. A alface é comercializada com tamanho um pouco menor devido à alta demanda, beneficiando o produtor com introdução de novo cultivo e aumento da produção de unidades por área. Aumentou a incidência de ferrugem branca na rúcula), diminuindo a produção e a oferta da cultura. É grande a procura por orientação técnica sobre produção para autoconsumo das famílias que moram nas cidades e que têm pequenas áreas de terra.

FRUTÍCOLAS

Na região de Santa Rosa, variedades de morango de dia neutro, como Albion e San Andreas, implantadas em cultivo protegido estão com produção um pouco menor, necessitando limpeza periódica e cuidado com doenças fúngicas, principalmente antracnose e controle de ácaros. De forma geral, nas semanas anteriores, registrou-se queda de frutos e flores, determinando redução no potencial produtivo. Variedades híbridas comerciais de melão, do tipo Cantaloupe, estão em plena colheita, e as variedades tradicionais como o Gaúcho e o Neve estão em final de colheita e bastante queimados pelo sol forte. Em relação à melancia, praticamente só conseguiu produzir quem tinha condições de irrigar, e mesmo assim os frutos são de tamanho reduzido.

PISCICULTURA

Os níveis de água dos açudes têm sido suficientes para manter a qualidade da água em patamares adequados para as espécies cultivadas. As temperaturas favoreceram o desenvolvimento dos peixes. Na região de Passo Fundo, foram observados casos pontuais de morte de peixes causados por lérnia e doenças oportunistas associadas. Na de Santa Rosa, alguns produtores vêm realizando a despesca, a fim de atender a demanda de pescado pelo mercado consumidor local. Não houve registro de mortalidade de peixes no período.

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