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China atinge temperatura de 120 milhões de graus Celsius por mais de 15 minutos

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Cientistas da China conseguiram chegar à temperatura de 120 milhões de graus Celsius (120.000.000 ºC), estabelecendo um novo recorde na busca por dominar a fusão nuclear e posicioná-la como fonte renovável de energia.

 

Esse tipo de experimento tem uma premissa bastante simplista: imitar a potência do Sol, que usa a fusão para produzir luz e calor. Por fusão, entende uma vibração de átomos tão intensa que faz com que seus núcleos se fundam. No Sol, isso é feito com hidrogênio, que dá origem ao hélio, que é mais leve que seus átomos progenitores – essa diferença de massa vira energia térmica, liberada pela estrela no espaço.

Esse processo vem sendo estudado por cientistas há décadas, que almejam repetí-lo em estruturas conhecidas como “tokamak”. No caso do experimento chinês, ao invés de hidrogênio, os cientistas apostaram em átomos de trítio e deutério, aquecendo-os a temperaturas extremas até seus pontos de fusão (algo próximo de 150 milhões de graus).

Atingir o número é relativamente fácil. O problema é que, para uma estrutura produzir energia com base na fusão de forma contínua, reações do tipo devem ser auto sustentadas – ou seja, o volume de energia gasto deve ser menor do que o produzido, para que o processo se mantenha sozinho, sem interrupção. Isso acontece no Sol, mas imitar isso na Terra já é bem mais difícil.

Apesar das dificuldades, os cientistas anunciaram que, pouco a pouco, estão chegando neste objetivo: a reação obtida pela China permitiu aos cientistas manterem 120 milhões de graus Celsius por mais de 15 minutos (especificamente, 1056 segundos).

A aposta parece ter dado certo, permitindo à China superar o próprio recorde: os mesmos 120 milhões de graus Celsius, mantidos por 101 segundos, no começo de 2021.

Os cientistas afirmam que continuarão a pesquisa, testando novos elementos e átomos para reações diferenciadas, no intuito de superar o tempo de manutenção sustentável da fusão.

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Ciência

Tecnologia inovadora regenera tecido cardíaco

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Foto: Divulgação/BBC Brasil
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Um estudo recente sugere que ondas de choque suaves podem promover a regeneração do tecido cardíaco em pacientes submetidos a cirurgias de revascularização, como pontes de safena ou mamária.

Realizado com 63 pessoas na Áustria, o estudo revelou que os pacientes que receberam esse novo tratamento apresentaram melhorias significativas em comparação aos que não receberam. Eles conseguiram caminhar distâncias maiores e seus corações demonstraram uma capacidade aumentada de bombear sangue.

“Pela primeira vez, estamos testemunhando a regeneração do músculo cardíaco em um ambiente clínico, o que pode beneficiar milhões de pessoas”, afirmou o professor Johannes Holfeld, da Universidade Médica de Innsbruck.

O dispositivo, apelidado pelos pesquisadores de “secador de cabelo espacial”, está agora pronto para ensaios maiores, visando incluir um grupo mais diversificado de pacientes. Esse tratamento visa estimular o crescimento de novos vasos sanguíneos ao redor de áreas danificadas ou cicatrizadas após cirurgias cardíacas.

As ondas de choque, semelhantes às usadas em outras terapias médicas, são aplicadas logo após a cirurgia de revascularização, num procedimento rápido de cerca de 10 minutos.

Os resultados mostraram que, um ano após a cirurgia, os pacientes tratados com as ondas de choque apresentaram um aumento de 11,3% na quantidade de sangue oxigenado bombeado pelo coração, enquanto no grupo de controle esse aumento foi de 6,3%. Além disso, os pacientes do grupo de tratamento conseguiram realizar atividades diárias com mais facilidade e relataram uma melhor qualidade de vida.

O estudo foi financiado por entidades governamentais austríacas, pelo Instituto Nacional do Coração, Pulmão e Sangue dos EUA e por uma empresa associada à Universidade Médica de Innsbruck, parcialmente propriedade dos próprios pesquisadores.

Fonte: BBC Brasil

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Destaque

Ouro e Prata oferece desconto de 50% em viagens intermunicipais no RS

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A Viação Ouro e Prata iniciou nesta terça (12), uma campanha que oferece aos passageiros 50% de desconto em viagens intermunicipais dentro do Rio Grande do Sul durante todo o mês de junho. A ação, segundo Luana Fleck, diretora do grupo Ouro e Prata, ocorre em momento importante para a retomada das atividades do Estado, que está em processo de recuperação após as enchentes que afetaram várias regiões do Rio Grande do Sul. “Esperamos que essa iniciativa auxilie na aproximação das pessoas e nas relações econômicas e comerciais que passam pelas nossas rodovias”.

A promoção é válida tanto para compras presenciais nas rodoviárias, quanto para compras on-line pelo site oficial da empresa e nos sites das próprias rodoviárias. “Para simplificar o processo de compra, o desconto é aplicado automaticamente no site e apesar do número de assentos com desconto seja limitado por ônibus, todos os veículos da frota estão participando da promoção, que é válida para as rotas intermunicipais do Estado que são operadas exclusivamente pela Ouro e Prata”.

De acordo com Luana, o objetivo é proporcionar um transporte acessível, sem comprometer a qualidade e a segurança do serviço. “Nosso objetivo é incentivar mais viagens dentro do Estado”.

Na promoção temporária da viação estão inclusos diversos trechos, como, por exemplo, Santa Rosa, Santana do Livramento, Bagé, Cruz Alta, Ijuí, Dom Pedrito, Santo Ângelo, São Luiz Gonzaga, Três de Maio, entre outros destinos de ida e retorno à capital gaúcha.

 

Para saber mais informações, acesse: https://www.viacaoouroeprata.com.br/site/.

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Nova espécie de peixe da Amazônia recebe nome de vilão de “O Senhor dos Anéis”

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Foto:Mark Sabaj/Academy of Natural Sciences, Drexel U via CNN Newsource
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Milhares de espécies de peixes — cerca de 2.500 já nomeadas — habitam o rio Amazonas, mas cientistas estimam que quase metade das espécies marinhas que vivem nessa vasta extensão de água ainda não foram descobertas. Enquanto estudavam piranhas e pacus para avaliar a biodiversidade vital dos peixes no rio de 6.400 quilômetros, uma equipe internacional de pesquisadores identificou uma nova espécie de pacu, um parente da piranha com dieta baseada em plantas e dentes semelhantes aos humanos.

Além de seus dentes peculiares, a nova espécie apresenta marcas laranja e preta distintas, incluindo uma barra preta vertical que percorre seu corpo. Os pesquisadores notaram que essas marcas lembram o olho ardente do vilão Sauron, da série de livros “O Senhor dos Anéis” de J.R.R. Tolkien, inspirando o nome do peixe, Myloplus sauron, conforme publicado na revista Neotropical Ichthyology.

— Eu e os coautores achamos que o nome seria uma boa ideia — realmente parece o olho de Sauron — disse Victória Pereira, coautora do estudo e estudante de pós-graduação em biologia na Universidade Estadual Paulista Júlio Mesquita Filho (Unesp), em Botucatu (SP). Os pesquisadores esperam que a referência à cultura pop chame a atenção para o peixe e para os esforços de proteção da biodiversidade na Amazônia.

O peixe não é o único animal nomeado em homenagem ao vilão de Tolkien. Em maio de 2023, um gênero de borboletas foi encontrado com manchas que lembravam olhos em suas asas, remetendo ao símbolo da trilogia. Também há uma espécie de rã arborícola, um besouro de esterco e um gênero de dinossauros nomeados em homenagem ao personagem.

Impacto dos pacus em seu ecossistema

Os pacus desempenham um papel crucial em seu ecossistema ao dispersar sementes através de sua dieta de frutas, vital para o crescimento de árvores e outras plantas na floresta tropical. Esses peixes ajudam a expandir a floresta ao espalhar sementes longe das plantas-mãe, limitando a propagação de doenças que afetam árvores aglomeradas, disse Kolmann.

Ao descobrir e identificar as espécies que vivem em determinados ecossistemas, os pesquisadores podem liderar melhor os esforços de conservação para proteger animais ameaçados, especialmente em áreas como a Amazônia, que enfrentam destruição de habitats.

Fonte: CNN Brasil

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