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Cerca de 200 presos de várias regiões do Estado confeccionam máscaras para combater a Covid-19

Apenados de Cruz Alta, Lajeado, Porto Alegre, Região Metropolitana, Santa Cruz do Sul e Santa Rosa trabalham na produção

Pável Bauken

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Na Penitenciária Madre Pelletier, oito presas fazem 120 máscaras por dia em quatro máquinas doadas pelo Conselho da Comunidade - Foto: Divulgação Seapen-Susepe


Nesta segunda-feira (25/5) começa a implantação de uma oficina de costura no Presídio de Santa Cruz do Sul. Antes disso, na quinta-feira passada (21/5), as apenadas conheceram o trabalho de detentas do Presídio Feminino de Lajeado, que produzem máscaras de proteção facial para auxiliar no enfrentamento da Covid-19. As atividades foram viabilizadas por meio da aquisição de maquinários pela Secretaria da Administração Penitenciária (Seapen) e pela Superintendência dos Serviços Penitenciários (Susepe). No total, cerca de 200 presos de várias regiões do Estado confeccionam os equipamentos. A cada três dias de trabalho, recebem remição de um dia na pena.

De acordo com a chefe do Trabalho Prisional da Seapen e da Susepe, Elisandra Minozzo, desde o início da pandemia, o sistema prisional gaúcho tem viabilizado a implantação de oficinas para produção de máscaras, sempre considerando a preocupação em atender às normas de segurança da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Apenadas de Lajeado foram pioneiras na produção de máscaras e se toraram referência – Foto: Divulgação Seapen-Susepe

Apenadas de Lajeado foram pioneiras na produção de máscaras e se toraram referência. Na oficina de costura instalada na unidade prisional, sete mulheres confeccionam cerca de mil máscaras por semana, produção que deve dobrar. “Esse resultado era obtido com uma linha da produção que contava com três máquinas de costura, mas recebemos mais três máquinas da Seapen e da Susepe, então conseguiremos duplicar a quantidade produzida”, destacou a delegada Penitenciária da 8ª Região, Samantha Longo.

Quatro apenadas de Santa Cruz do Sul receberam as orientações em Lajeado. Os materiais produzidos nas duas casas prisionais são destinados a servidores da Seapen e da Susepe, além de servidores da segurança da região, como da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e do Instituto-Geral de Perícias. Máscaras produzidas em Lajeado já foram entregues para essas instituições, e a produção continuará. “Essa ação foi emocionante, pois demonstra união entre as apenadas para uma ação conjunta frente à necessidade de manter, de forma efetiva e constante, a produção dos equipamentos de proteção”, acrescentou Samantha.

Para o titular da Seapen, Cesar Faccioli, esse encontro comprova um esforço coletivo da secretaria e da Susepe para que a prática de inclusão social ocorra por meio da aprendizagem e da troca de conhecimento. “A produção de máscaras atende a nossa demanda interna e também contribui para outras instituições da segurança, mostrando a importância social da mão de obra prisional usada neste contexto de pandemia. Além de contribuir com a sociedade, também traz uma perspectiva de vida e futuro para as pessoas privadas de liberdade”, ressaltou Faccioli.

A diretora do Presídio Feminino de Lajeado, Rita de Cássia Donini, e o diretor do Presídio de Santa Cruz do Sul, Gustavo Barcelos, participaram da atividade, juntamente com as chefias do setor de Atividade de Segurança e Disciplina.

Unidades de Porto Alegre e Região Metropolitana

Em quatro casas prisionais ligadas à 10ª Delegacia Penitenciária Regional (DPR), que abrange capital e Região Metropolitana, 32 pessoas presas produzem mais de mil máscaras por dia, a fim de fornecer equipamentos de proteção para apenados, servidores e trabalhadores de hospital, além da comunidade em geral.

A utilização de mão de obra prisional é uma prática de inclusão social por meio da aprendizagem desenvolvida na Penitenciária Estadual Feminina Madre Pelletier (PEFMP), na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba (PEFG), no Instituto Penal Feminino de Porto Alegre (IPFPA) e na Penitenciária Estadual de Porto Alegre (Pepoa).

“Diante desta pandemia que assola o mundo, o trabalho das apenadas é louvável, pois contribuem com a comunidade que elas e suas famílias pertencem e, consequentemente, contribuem para a vitória nesta batalha, pois precisamos de bastante proteção”, disse o titular da 10ª DPR, Alexsandro Grall.

Na Penitenciária Madre Pelletier, em Porto Alegre, oito presas produzem 120 máscaras de proteção por dia nas quatro máquinas doadas pelo Conselho da Comunidade de Porto Alegre. Parte das peças é destinada para uso dos funcionários do Hospital Divina Providência, que fornece os insumos para a produção, e outra parte é disponibilizada para servidores penitenciários da 10ª DPR.

“Além de atender à demanda interna dos estabelecimentos prisionais, a iniciativa vem formando muitas parcerias com instituições de saúde, religiosas, conselhos da comunidade e instituições de caráter social, como o Rotary, em Guaíba”, frisou Elisandra.

Uma sala preparada para a oficina de costura viabiliza o trabalho para três apenados da Penitenciária Estadual de Porto Alegre – Foto: Divulgação Seapen-Susepe

Uma sala de oficina de costura viabilizará trabalho para três apenados da Penitenciária Estadual de Porto Alegre, que já estão em treinamento. Eles usarão três máquinas para produção de máscaras para servidores das casas prisionais da 10ª DPR. Os materiais serão disponibilizados pela Seapen e pela Susepe.

Na Penitenciária Estadual Feminina de Guaíba, 15 apenadas trabalham nas nove máquinas doadas por diferentes instituições: Igreja Universal, Conselho da Comunidade de Guaíba e Rotary Farrapos de Guaíba. A produção já atingiu a marca de 700 peças por dia, e o destino delas é o abastecimento dos presídios da 10ª DPR. No início da pandemia, a produção foi destinada ao Rotary de Guaíba, que distribuía nas comunidades carentes do município, sendo que 700 crianças da comunidade também foram contempladas em uma produção extra.

Para a coordenadora técnica da 10ª DPR, a assistente social Silvana Porciuncula, o projeto lançou um olhar social ao aproximar as apenadas desta realidade em tempos de pandemia. “Elas se transformaram em protagonistas colaboradoras através de seus conhecimentos em costura, estimulando solidariedade ao oportunizar que elas ajudem a comunidade à qual suas famílias e elas fazem parte”, disse.

Além disso, elas revertem habilidades em forma eficaz de precaução à contaminação, diminuindo os riscos para si e servidores do sistema prisional, da Saúde e de outras comunidades.

Sete apenadas do regime semiaberto costuram na sala de oficina do Instituto Penal Feminino de Porto Alegre. A produção diária é de 140 unidades de máscaras. Três máquinas foram doadas pelo Hospital Divina Providência, além de outras duas disponibilizadas por servidora da Seapen e da Susepe e outra, pela Sociedade Bíblica do Brasil. As peças confeccionadas se destinam ao hospital, que também fornece os insumos para a produção. A parceria entre a instituição e o hospital destinará 20% da produção para uso dos próprios servidores e apenadas.

Hospital recebe máscaras de proteção infantil

O titular da 3ª Delegacia Penitenciária Regional, Ederson Pires Dornelles, repassou 300 máscaras infantis para o setor de Pediatria do Hospital Santo Ângelo, no município de mesmo nome, no dia 15 de maio. A entrega foi feita à gerente de enfermagem, Maristane Almeida, e ao assessor de direção do hospital, Fermino Zucoloto Batista. Apenados do Presídio Estadual de Santa Rosa e do Presídio Estadual de Cruz Alta confeccionaram as máscaras para o enfrentamento da Covid-19.

A Seapen e a Susepe seguem a Resolução 356, de 23 de março, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária, que dispõe, de forma extraordinária e temporária, sobre os requisitos para a fabricação das peças, que são confeccionadas em tecidos TNT duplo. Elisandra Minozzo afirmou que a utilização da mão de obra prisional vem auxiliando na contenção da Covid-19. “Este projeto, além de oportunizar a profissionalização dos apenados, representa economia para o Estado e ainda promoverá a proteção da sociedade”, salientou.

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Secretaria da Agricultura divulga relatório de monitoramento de surto de gafanhotos

Pável Bauken

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A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) divulgou nesta quinta-feira (3/12) relatório de monitoramento de surto de gafanhotos no Estado. Os levantamentos foram realizados na região Noroeste, de 30 de novembro a 2 de dezembro, de acordo com a notificação da ocorrência de focos de gafanhotos.

Segundo o engenheiro agrônomo e chefe da Divisão de Defesa Sanitária Vegetal da Seapdr, Ricardo Felicetti, no local foram coletados gafanhotos para identificação das espécies que estão ocorrendo na região, informando, também, a incidência e a intensidade de desfolha nos cultivos e áreas de mata.

Conforme Felicetti, os municípios com relatos de focos foram Santo Augusto, São Valério do Sul, Chiapeta, Coronel Bicaco, Campo Novo e Bom Progresso.

“Foram identificadas pelos especialistas duas espécies de gafanhotos pertencentes à família Romaleidae, Zoniopoda iheringi e Chromacris speciosa. Não se tratam de gafanhotos migratórios da família Acrididae, pela qual foi motivada a Portaria de Emergência Fitossanitária devido ao risco de ingresso pela Argentina em maio”, esclarece o agrônomo.

• Clique aqui e acesse o relatório completo

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Pesquisa aponta setor editorial como segunda área mais relevante da economia criativa do RS

Mesmo com queda no número de empresas e empregos, segmento se mantém como um dos mais importantes da área

Pável Bauken

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Com 4.898 empresas ativas e 22.744 empregos gerados em 2018, o setor de Publicação, Editoração e Mídia, que tem no segmento editorial o de maior representatividade, ocupa lugar de destaque nas atividades da chamada economia criativa no Rio Grande do Sul. Entre as nove setores que formam o segmento criativo, o que envolve o mercado editorial é o segundo mais importante da área em número de empregos, com 16,95% do total de vagas formais existentes (134.155). Apesar da representatividade, o setor de Publicações segue trajetória geral de queda desde 2006, quando era responsável pela geração de 27.209 empregos formais no Estado – redução de 16,4% entre os períodos avaliados.

As informações sobre esse mercado foram divulgadas nesta quinta-feira (3/12) no estudo “Setor editorial no Rio Grande do Sul: evolução recente e tendências”, produzido pelo Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado à Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), a partir de parceria com a Secretaria da Cultura (Sedac). O material compõe a terceira pesquisa de uma série que visa subsidiar a implementação do RS Criativo – programa da Sedac para fortalecer a economia criativa do Estado.

Elaborado pelo pesquisador do DEE Tarson Nuñez, o documento tem por objetivo analisar a dinâmica do setor, sua dimensão e perspectivas, com prioridade ao mercado do livro, ainda que também tenham sido apresentados dados relativos ao mercado jornalístico.

Para realizar as estimativas, o pesquisador utilizou como fontes o Cadastro de Empresas e o Censo mais recente, produzidos pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), além de fontes secundárias, como os dados fornecidos pelo Sindicato Nacional dos Editores de Livros.

“Existem poucos estudos sobre o setor que abordam o tema sob uma óptica da sua dimensão econômica. Apesar das limitações, buscamos lançar um olhar para esse aspecto e para os elos com menos dados estatísticos disponíveis, como é o caso dos escritores”, destaca Nuñez.

“O estudo feito sobre o mercado editorial e o setor do Livro, Leitura e Literatura é um importante instrumento de diagnóstico. Os resultados ajudam a definir as políticas públicas de fomento para o setor, realizadas pela Sedac, por meio do Instituto Estadual do Livro (IEL), bem como para os empreendedores desse segmento”, afirma a secretária da Cultura, Beatriz Araujo.

Publicação, editoração e mídia

Enquanto as atividades da economia criativa registraram aumento de 21,7% no número de empregos entre 2006 e 2018, quando gerava a 134.155 vagas formais, o setor de Publicação, Editoração e Mídia caminhou no sentido oposto e obteve a segunda maior queda percentual do segmento (-16,4%), melhor apenas do que o setor de Patrimônio e Culturas Tradicionais (-33,1%), sendo este muito menos representativo em números absolutos.

O movimento é semelhante quando considerado o número de empresas ativas, que em 2006 era de 6.003, chegou a 6.487 em 2010, caiu ao menor patamar em 2017, com 4.797, e em 2018 atingiu 4.998, uma queda de 17% na comparação com o primeiro ano analisado.

De acordo com o estudo, o movimento de queda é semelhante em todo o Brasil, mas no RS foi mais acentuado na comparação com o mercado nacional, que perdeu 6% dos postos de trabalho e 13% no número de empreendimentos.

Quanto às quatro áreas que compõem o setor de Publicação, Editoração e Mídia (editorial, atividades gráficas, comercialização e internet), tiveram movimentações distintas ao longo do período analisado no documento. O setor editorial, que envolve a publicação de jornais, livros e revistas, é o de maior peso na área e teve na atividade jornalística queda significativa, decorrente das mudanças tecnológicas e da crise econômica.

A edição de jornais tinha, em 2006, 390 empresas na área, chegou a 497 em 2010 e regrediu a 347 em 2018, redução de 11% entre o período inicial e final. Quanto ao número de empregos, em 2006 havia 8.564 pessoas trabalhando em empresas jornalísticas, número reduzido para 4.342 em 2018.

Nas atividades gráficas, o número de empresas teve uma redução de 39,4% em 12 anos (de 857 para 519) enquanto a quantidade de empregos caiu ainda mais (47,8%, de 4499 para 2345 vagas). Na área de comercialização, a mais significativa em número de empresas no setor de Publicação, Editoração e Mídia e que inclui livrarias e papelarias, por exemplo, o número de empregos formais caiu de 12.878, em 2006, para 11.575, em 2018, enquanto o número de empresas teve retração de 34,3%, passando de 4.398 empreendimentos para 2.887.

O destaque entre as áreas é o segmento de internet, que embora não se relacione de forma direta com as atividades clássicas do setor editorial, é considerada em função do processo de transição tecnológica em curso, em que muitos produtos migraram do formato impresso para o digital. Em 2006, eram apenas 58 empresas do segmento, número que pulou para 847 em 2018 no RS – crescimento de 939,3%. O mesmo impulso foi registrado no número de empregos, que saltou de 114 postos de trabalho para 3.110 em 2018.

“Essa dinâmica de crescimento sustentado e intenso sinaliza que a transição no setor editorial dos meios impressos para os meios digitais é uma tendência confirmada pelos dados. Não significa, porém, que livros, revistas e jornais vão desaparecer nem no curto e nem no médio prazo. Para acompanhar as mudanças, a construção de políticas públicas de estímulo à leitura e fomento a todos os setores da cadeia pelos governos é um desafio que deve ser enfrentado”, avalia Nuñez.

RS Criativo

O RS Criativo é um programa da Sedac que busca potencializar a economia criativa no Estado, segmento que inclui setores nos quais a criação de valor tem como base dimensões imateriais como a criatividade, a cultura, o conhecimento e a inovação. As características e potencialidades do segmento estão na pauta dos estudos do DEE/SPGG para auxiliar na implementação das políticas no Rio Grande do Sul.

“As pesquisas são fundamentais e necessárias ao setor do Livro, Leitura e Literatura, tanto para subsidiarem o IEL, em tomadas de decisões para a construção de políticas públicas, quanto para os empreendedores do mercado editorial, no sentido de redefinir ou reafirmar ações. Nessa perspectiva, o IEL trabalha para avançar e contribuir para a recuperação do setor”, explica a diretora do IEL, Patrícia Langlois.

A primeira pesquisa desta análise foi divulgada em dezembro de 2019 e apontou os indicadores de empregos na economia criativa no Estado, no período entre 2006 e 2017. O documento mostrou que são mais de 130 mil os empregos formais no segmento, contingente superior ao da indústria calçadista e do setor automobilístico no RS. Em maio de 2020, foi publicado o estudo o relativo ao impacto da cadeia da música na economia do Estado.

• Clique aqui e confira o estudo completo.

• Clique aqui e acesse a apresentação.

• Clique aqui e assista vídeo com o pesquisador sobre o estudo.

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Polícia Civil investiga se quadrilha que atacou em Criciúma inverteu rota de fuga e veio para o RS

Reporter Global

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Indivíduo cuidava de base da quadrilha entre Morrinhos do Sul e Três Cachoeiras | Foto: BM / Divulgação / CP

 

Nove suspeitos foram presos até o momento no Litoral Norte, Gramado, São Leopoldo, Passo de Torres e São Paulo

 

A quadrilha que atacou o Banco do Brasil em Criciúma, em Santa Catarina, pode ter vindo para o Rio Grande do Sul, em sua totalidade ou não, com o objetivo de despistar a rota de fuga para São Paulo e aguardar um momento mais propício para retornar depois por via terrestre ou aérea. A hipótese será investigada pela Secretaria da Segurança Pública do Estado. “Seguimos com diligências em vários locais no RS e com possibilidade talvez de prender mais indivíduos”, declarou o vice-governador e secretário da SSP, Ranolfo Vieira Júnior, na entrevista coletiva à imprensa sobre o caso realizada no final da manhã desta quinta-feira na sede da SSP, em Porto Alegre. “Vamos apurar”, confirmou a Chefe de Polícia Civil, delegada Nadine Anflor, à reportagem do Correio do Povo. O trabalho está com o Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic). A Brigada Militar também está mobilizada neste sentido.

Ranolfo Vieira Júnior frisou que a investigação do ataque é de Santa Catarina, mas que está sendo dado todo o apoio no caso. Ele destacou também que a residência do suspeito preso nesta manhã, entre Morrinhos do Sul e Três Cachoeiras, no Litoral Norte, pode ter “servido de base de transição de apoio à quadrilha após a ocorrência de Criciúma”. O vice-governador e secretário ressaltou ainda que nenhum dos presos é gaúcho. Todos são oriundos de São Paulo. As autoridades catarinenses investigam a possibilidade de que o ataque em Criciúma foi cometido pela facção criminosa paulista Primeiro Comando da Capital (PCC).

A prisão do indivíduo no Litoral Norte foi efetuada pelos efetivos do Batalhão de Operações Policiais Especiais (BOPE) da Polícia Militar de Santa Catarina e da Brigada Militar. O comandante-geral da BM, coronel Rodrigo Mohr Picon, revelou que foram apreendidas no local diversas roupas, sendo que algumas com sangue, munições de fuzil 665 e de pistola calibre 40, dez bases de recarga de radiocomunicadores, quatro colchões, oito telefones celulares e vários chips, além de material usado com explosivos e um furgão Fiat Ducato. As vestes, algumas inclusive com sangue e várias com estampas camufladas, seriam incineradas. “Temos testemunhas que identificaram um dos presos em Passo de Torres como sendo um que participou do aluguel desta residência faz um mês”, revelou.

Nesta manhã, a Polícia Civil capturou dois indivíduos na cidade de Gramado. Um deles é vinculado ao PCC e teria envolvimento no plano de resgate do líder da facção, vulgo Marcola, em 2014. Já na quarta-feira, cinco suspeitos foram presos pela Polícia Rodoviária Federal. Três deles foram abordados na BR 101, em Passo de Torres (SC), no final da tarde. Houve a apreensão de cerca de R$ 47,9 mil em dinheiro. Outros dois foram localizados na BR 116, em São Leopoldo, durante a noite. A PRF recolheu em torno de R$ 8 mil. Em São Paulo ocorreu uma detenção.

 

 

Correio do Povo

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