Casamento entre pessoas do mesmo sexo aumenta mais de 60% em 2018 – Portal Plural
Connect with us

Uncategorized

Casamento entre pessoas do mesmo sexo aumenta mais de 60% em 2018

Pável Bauken

Publicado

em



 

A pesquisa Estatísticas do Registro Civil 2018 mostra que o casamento entre pessoas do mesmo sexo teve aumento de 61,7 % no ano passado em relação a 2017. Em 2018, foram registrados 9.520 casamentos civis entre cônjuges do mesmo sexo, ante 5.887 em 2017. Os dados foram divulgados hoje (4) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo o estudo, as uniões entre mulheres cresceram 64,2%, passando de 3.387 em 2017 para 5.562 em 2018. Os casamentos entre homens subiram de 2,5 mil para 3.958, o que representa um aumento de 58,3%.

O levantamento mostra ainda que a alta foi puxada principalmente pelo mês de dezembro: as uniões homoafetivas entre homens e mulheres somaram 3.098. Em dezembro de 2017, foram registrados 614 casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

No casamento entre mulheres, foram registradas 549 uniões em novembro e 1.906 em dezembro do ano passado. Os registros de casamentos entre cônjuges masculinos passaram de 408 em novembro para 1.192 em dezembro de 2018.

Na pesquisa anterior, comparando os anos de 2016 e 2017, houve aumento de 10% no número de registros de união entre pessoas do mesmo sexo.

Desde 2013, a Resolução 175, do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), obriga os cartórios a realizarem uniões entre casais do mesmo sexo. Para a gerente da pesquisa, Klivia Brayner de Oliveira, a população tem cada vez mais conhecimento sobre essa norma.

“As pessoas, tendo ciência disso [resolução do CNJ], estão aproveitando e oficializando [as uniões], principalmente as mulheres que gostam de oficializar a relação. Entre as mulheres, você observa que isso está se tornando mais popular. Com mais acesso à informação, as pessoas estão decidindo dessa forma”, disse a analista.

Nos casamentos civis entre solteiros de sexos diferentes, os homens se casaram, em média, aos 30 anos, e as mulheres, aos 28 anos. Nas uniões LGBTI, a idade média ao contrair o casamento foi de 34 anos para os homens e 32 anos para as mulheres.

O número total de registros de casamentos civis foi de 1.053.467 em 2018, uma redução de 1,6% em relação ao ano anterior.

Divórcios

A pesquisa revela também que houve aumento de 3,2% no número de divórcios em 2018, em comparação com o ano anterior: foram 385.246 divórcios no ano passado, ante 373.216 em 2017. A taxa de divórcios passou de 2,5 para cada mil pessoas com 20 anos de idade ou mais no país em 2017 para 2,6. A Região Sudeste apresentou o maior percentual, com 3,1 divórcios para cada mil pessoas com 20 anos de idade ou mais.

O tempo médio entre a data do casamento e o divórcio é de 14 anos. Em 2008, esse tempo médio era de 17 anos.

Segundo o IBGE, houve aumento do percentual de divórcios entre casais com filhos menores “em cuja sentença consta a guarda compartilhada”. Esse fenômeno pode ser observado após a sanção da Lei 13.058, de 2014, em que a modalidade de guarda compartilhada passou a ter prioridade.

“Em 2014, a proporção de guarda compartilhada entre os cônjuges com filhos menores era de 7,5%. Em 2016, essa modalidade passou a representar 16,9% dos divórcios judiciais concedidos; em 2017, o percentual aumentou para 20,9%; e, em 2018, para 24,4%”, diz o IBGE.

As Estatísticas do Registro Civil reúnem informações sobre nascidos vivos, casamentos, óbitos e óbitos fetais, informados pelos cartórios de Registro Civil de pessoas naturais, bem como sobre os divórcios declarados pelas varas de Família, foros, varas Cíveis e tabelionatos de Notas.

AGB

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Uncategorized

Calor se intensifica antes da chuva, nesta sexta

Pável Bauken

Publicado

em



O sol aparece com nuvens nesta sexta-feira no Rio Grande do Sul, porém se espera um aumento da cobertura de nebulosidade durante o dia. Áreas de instabilidade vão avançar pelo Oeste e o Sul do Estado com chuva que pode ser isoladamente forte no Oeste, mas perdem força ao se deslocarem pelo Estado. Por isso, a chuva será bastante irregular nas demais regiões gaúchas e não deve afetar todos os municípios, segundo a MetSul Meteorologia, que alerta: temporais isolados não podem ser descartados. 

Em Santa Rosa, sol e aumento de nuvens de manhã, pancadas de chuva à tarde e à noite. Será uma sexta-feira de calor intenso, com a temperatura oscilando entre 22°C e 35°C ao longo do dia na Capital da Soja.

Mínimas e máximas
Porto Alegre 20°C / 36°C
Torres 19°C / 32°C
Capão 20°C / 32°C
Caxias 16°C / 32°C
Vacaria 13°C / 29°C
Erechim 18°C / 32°C
Santa Rosa 22°C / 35°C
Passo Fundo 18°C / 32°C
Santa Cruz do Sul 21°C / 36°C
Santa Maria 21°C / 32°C
Pelotas 20°C / 32°C

Correio do Povo / Portal Plural

Mantemos seus dados privados e os compartilhamos apenas com terceiros que tornam esse serviço possível. Veja nossa Política de Privacidade para mais informações.

Continue Lendo

Uncategorized

Campanha de vacinação contra o sarampo deve imunizar 245 mil no RS

Pável Bauken

Publicado

em



Abre, nesta segunda-feira, em todo o País, a campanha de vacinação contra o sarampo para crianças e jovens dos cinco aos 19 anos. Só no Rio Grande do Sul, o público-alvo é de 245 mil pessoas, nessa faixa etária, que não tomaram nenhuma dose da vacina ou que receberam apenas uma, com esquema vacinal incompleto. Desde agosto, 82 casos da doença foram registrados em solo gaúcho. Um em cada quatro casos envolve pessoas da faixa etária da campanha.

O Município de Santa Rosa possui uma população de 15 mil pessoas nesta faixa etária. A direção da FUMSSAR ressalta que serão intensificadas mais ações em escolas levando orientações com pais, alunos e educadores para que todos procurem uma Unidade Básica de Saúde portando a Carteira de Vacinação para ser atualizada, desta forma possam ser verificadas doses de vacinas pendentes.

A ação do Ministério da Saúde é sequência das outras duas campanhas do ano passado, que tiveram como foco as crianças acima dos seis meses a menores de cinco anos e, depois, os adultos de 20 a 29. Essas seguem sendo as idades com maior número de casos confirmados de sarampo.

O calendário básico de vacinação compreende duas doses. A primeira deve ser ministrada aos 12 meses de idade, com a tríplice viral, que protege também contra a rubéola e a caxumba. A proteção precisa ser completada aos 15 meses com uma dose da tetraviral, que imuniza para as mesmas três doenças mais a varicela (ou catapora). Além dessas duas doses, em virtude do surto da doença no Brasil, o Ministério da Saúde recomenda uma dose extra para as crianças entre os seis meses e 12 meses.

Conforme o Ministério da Saúde, as taxas de cobertura vacinal, consideradas favoráveis, propiciaram ao Brasil, em 2016, o certificado internacional de eliminação da doença. Contudo, a queda nos índices de vacinação voltou a deixar o Brasil suscetível à reintrodução do vírus, que em 2018 teve forte circulação concentrada no Amazonas. Foram mais de 10 mil casos no País, sendo 47 no Rio Grande do Sul. Em 2019, a doença ocorreu em maior proporção em São Paulo, responsável por mais de 90% dos 17 mil casos do Brasil.

Uma nova etapa já é prevista pelo Ministério da Saúde para o segundo semestre de 2020, para a faixa etária dos 30 aos 59. Nessa fase da campanha – programada para ocorrer em agosto –, a idade preconizada para a vacina, que pelo Sistema Único de Saúde (SUS), vai até aos 49, deve ser ampliada em mais dez anos.

Sarampo
O sarampo é uma doença viral altamente transmissível, por meio de tosse, fala, espirro ou respiração. Qualquer indivíduo que apresentar febre e manchas no corpo (exantemas) acompanhado de tosse, coriza ou conjuntivite deve procurar os serviços de saúde para a investigação, principalmente aqueles que estiveram nos 30 dias anteriores em viagem a locais com circulação do vírus.

Correio do Povo / Portal Plural

Mantemos seus dados privados e os compartilhamos apenas com terceiros que tornam esse serviço possível. Veja nossa Política de Privacidade para mais informações.

Continue Lendo

Uncategorized

Governo prevê investimento de R$30 bi em ferrovias nos próximos 5 anos

Pável Bauken

Publicado

em



O Ministério de Infraestrutura prevê investimentos de R$ 30 bilhões para ampliar a malha ferroviária do país. Os recursos seriam obtidos por meio de concessões. Informações foram detalhadas pelo ministro Tarcísio Gomes de Freitas, que participou hoje do 1º Fórum de Desenvolvimento Sustentável da Costa Verde, realizado na Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ), na cidade de Seropédica (RJ).

“Vamos investir R$ 30 bilhões em ferrovias nos próximos 5 ou 6 anos”, disse. O primeiro contrato de concessão foi assinado no ano passado e envolve a Ferrovia Norte-Sul, no trecho entre Porto Nacional (TO) e Estrela D’Oeste (SP). Para este ano, são previsas as concessões da Ferrovia de Integração Oeste-Leste, que ligará Ilhéus (BA) a Figueirópolis (TO), e a Ferrogrão, projeto com origem em Cuiabá (MT) e término em Santarém (PA).

O governo planeja ainda trabalhar por uma mudança legislativa que permita o regime de autorização. Trata-se de um modelo em que o investidor tem mais liberdade do que no regime de concessão. “Hoje não é possível nós operarmos com autorização nas ferrovias. No setor portuário, nós já fazemos isso. As autorizações abrem uma nova porta. Vale para aquele investidor que quer tomar o risco de engenharia, para que possa empreender e ter a propriedade da ferrovia, ter o benefício da perpetuidade, a liberdade para definir sua tarifa. Isso é importante para quem assume risco de longo prazo e proporciona novos investimentos ferroviários no Brasil”, disse Tarcísio.

Segundo um estudo de 2018 da Fundação Dom Cabral, a malha rodoviária é utilizada para o escoamento de 75% da produção no país. As ferrovias respondem por 5,4%. Os impactos causados pela greve dos caminhoneiros de 2018 expôs a dependência do país do transporte rodoviário e gerou um debate público sobre a necessidade de se ampliar a malha ferroviária .

Tarcísio disse que o Ministério da Infraestrutura tem conversado com todos os setores em busca de melhorias coletivas. No caso dos caminhoneiros, ele destacou ter abarcado algumas demandas nos projetos de concessões de novas rodovias como a Rodovia Presidente Dutra, conhecida popularmente como Via Dutra, que liga o Rio de Janeiro à São Paulo.

“Eu tenho 70 grupos de Whatsapp de caminhoneiros para vocês terem uma ideia. E eu costumo responder todas as questões. Dá um trabalho danado, mas é importante porque isso muda um ponto de vista, às vezes segura uma greve”, disse.

EBC

Mantemos seus dados privados e os compartilhamos apenas com terceiros que tornam esse serviço possível. Veja nossa Política de Privacidade para mais informações.

Continue Lendo

Trending

×