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Cartilha orienta agricultores sobre proteção contra a covid-19 – Portal Plural
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Agro

Cartilha orienta agricultores sobre proteção contra a covid-19

Pável Bauken

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© Tomaz Silva/Agência Brasil


O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) e a Agência Nacional de Assistência Técnica e Extensão Rural (Anater) publicaram cartilha ilustrada com 35 recomendações gerais de higiene para cuidados durante a colheita, o transporte e o alojamento dos trabalhadores.

As instruções da cartilha são protetivas à saude dos agricultores, em especial à disseminação do novo coronavirus que provoca a pandemia da covid-19. A publicação pode ser acessada pela internet no link.

Por se tratar de recomendações, o documento não impõe regras e visa unicamente consolidar diretrizes já estabelecidas e o incremento de higienização durante avidade de colheita de produtos vegetais”, descreve a apresentação da cartilha.

A cartilha será útil aos agrônomos em toda cadeia produtiva de diversas culturas. Conforme o calendário divulgado pelo Mapa, no atual período de outono “estão em colheita culturas como algodão, arroz, feijão (em algumas regiões logo já começa a 2º safra), milho (1º safra); soja, entre outras”.

As fases de plantio e colheita de cada cultura variam de acordo com a região. Segundo o ministério, devido à dimensão do território nacional é possível a realização de até três safras de grãos no mesmo ano agrícola.

ebc

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Agro

Domingo é dia de celebrar a Extensão e os Extensionistas Rurais

Pável Bauken

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Neste domingo (06/12), comemora-se o Dia Nacional da Extensão e do Extensionista Rural. Um momento emocionante para destacar a importância deste serviço e destes profissionais em todo o Estado e país, para a promoção do desenvolvimento do meio rural.

E falar de desenvolvimento não é o mesmo que falar em puro e simples crescimento econômico. Desenvolvimento é muito mais amplo, pois envolve outros aspectos, como sustentabilidade, qualidade de vida das pessoas e cuidados com o meio ambiente, ao mesmo tempo em que se trabalha para a geração de renda das famílias rurais.

Famílias estas, de agricultores e pecuaristas familiares, indígenas, quilombolas, assentados da reforma agrária e pescadores artesanais, que a Emater/RS-Ascar, só em 2019, assistiu a mais de 230 mil por meio de uma equipe de cerca de 2 mil extensionistas em 100% dos municípios gaúchos através de 497 escritórios municipais.

Neste Dia também é relevante ressaltar a parceria firmada com a Secretaria Estadual da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), criadora e promotora de políticas públicas as quais a Instituição executa com competência e credibilidade. Um contrato que, neste ano, foi renovado, garantindo assim a manutenção dos serviços gratuitos e de qualidade de Assistência Técnica e Extensão Rural e Social (Aters) para os próximos cinco anos.

Entre as centenas de ações, podem-se destacar o Programa Estadual da Agroindústria Familiar (Peaf), que tem cadastrado cerca de 4 mil empreendimentos, sendo 1,5 mil agroindústrias já formalizadas, e também a Feira Virtual da Agricultura Familiar (Fevaf), um aplicativo lançado em abril para promover o escoamento da produção e comercialização direta por meio da conexão virtual entre o fornecedor e consumidor final, tão necessário nesse período de pandemia da Covid-19. A ferramenta conta com cerca de 900 agricultores, agroindústrias e cooperativas cadastradas e mais de cem mil visualizações de usuários.

“Diante disso, é uma alegria muito grande estar à frente de uma Instituição dessa importância e capilaridade, que possuiu o propósito de promover o desenvolvimento rural e social com sustentabilidade. Quero deixar aqui um reconhecimento muito especial a todos aqueles que fazem efetivamente a Extensão Rural lá na ponta, no campo, que são nossos profissionais, nossos extensionistas e, com certeza, nosso maior capital. Parabéns ao nossos extensionistas! Parabéns à Extensão Rural. Um grande e fraterno abraço”, Geraldo Sandri, presidente da Emater/RS e superintendente-geral da Ascar

 

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Agro

Dia Mundial do Solo – A riqueza que vem do chão

Pável Bauken

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Base para a produção de alimentos, o solo tem ganhado cada vez mais a atenção dos agricultores do Rio Grande do Sul. A sua importância é tanta que o dia 05 de dezembro foi instituído pela Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO) como o Dia Mundial do Solo.

A Emater/RS-Ascar, vinculada à Secretaria Estadual de Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), atua na orientação aos agricultores na implantação de técnicas de recuperação do solo visando aumentar a fertilidade e a infiltração de água no solo e orientando o cultivo.

Na região administrativa de Soledade, até novembro de 2020, cerca de 2.230 famílias receberam assistência técnica na área de solos, em ações como a construção de terraços, uso de plantas recuperadoras, descompactação, correção da acidez e da fertilidade e lotação de animais controlada na integração lavoura-pecuária.

Outra ação desenvolvida pela Instituição é a implantação de Unidades de Referência Técnica (URTs) em Conservação do Solo e da Água. Em parceria com as famílias agricultoras, a Instituição realiza a implantação de técnicas de manejo do solo e, com base nos resultados obtidos nessas áreas, estimula outras famílias a implantar ações de recuperação do solo. Na região de soledade, são 15 destas unidades implantadas.

O extensionista rural Agropecuário da Emater/RS-Ascar, Tiago Gervasoni, explica que na URT implantada na propriedade do agricultor Ezequiel Luiz Pappis, no município de Segredo, foi possível observar o quanto as práticas de manejo do solo são importantes, especialmente em períodos de estiagem quando essas vantagens se tornam ainda mais evidentes. “Nessas unidades as plantas respondem de forma mais satisfatória devido ao manejo de construção e correção do perfil do solo. Solo descompactado possibilita o desenvolvimento radicular mais profundo, ainda mais quando se tem a acidez do solo corrigida, adubação equilibrada, bom aporte de palhada em cobertura protegendo e mantendo a umidade no solo por mais tempo”, observou.

Gervasoni ressalta que o solo é um organismo vivo, habitat de microorganismos, animais, ocupação humana, depósito de água, é a base para plantas, para a produção de alimentos e geração de renda para muitas famílias rurais. “É muito importante trocar ideia e buscar orientação técnica para trazer o melhor manejo nas suas áreas e implementar ações de manejo que visam a correção da acidez e da fertilidade, sempre trabalhando com bom aporte de massa seca em quantidade, qualidade e frequência. A palhada abundante é o princípio do plantio direto. Ela mantém o solo úmido por períodos mais longos em eventuais estiagens ou secas que possam ocorrer e com isso minimiza prejuízos”, ressalta.

Técnicas como a rotação de culturas e a descompactação do solo, seja de forma mecânica ou utilizando plantas de cobertura, a construção de terraços para minimizar a erosão das áreas é recomendada aos agricultores. “Com a adoção dessas e outras técnicas vamos conseguir melhorar a estrutura do solo, a sua porosidade e o armazenamento de água, o que favorece o desenvolvimento radicular e faz com que as plantas busquem a água em uma profundidade maior o que, com certeza, fará alcançar melhores resultados em produtividade e renda para as famílias. Muito se tem feito, mas ainda há um campo gigantesco para melhorar as condições de fertilidade e sustentabilidade das nossas áreas”, conclui.

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Agro

Incra vai terceirizar vistoria de terras

Pável Bauken

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(Foto: Reprodução/ Agência Brasília)

O Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) decidiu terceirizar o trabalho de vistoria local e de checagem de dados com a justificativa de que isso pode acelerar o processo de regularização de terras. O objetivo é firmar acordos com municípios de todo o País, que ficarão responsáveis por indicar técnicos que poderão executar o trabalho.

O funcionário de cada município passará por um treinamento online dado pelo Incra, para ser credenciado como representante do órgão vinculado ao Ministério da Agricultura. Ele poderá ser servidor do município ou até mesmo contratado externamente pela prefeitura, que deverá arcar com seus custos. Uma vez habilitado, ele passa a atuar como funcionário terceirizado do Incra, fazendo vistorias locais a imóveis, checando informações e enviando dados à central do Incra, em Brasília. Confirmada a regularidade da terra, o imóvel vai receber a escritura.

“Sabemos das limitações de infraestrutura, de pessoal e de orçamento que o Incra vive. Por outro lado, o governo e as prefeituras têm todo o interesse em resolver as situações fundiárias. Então, com esse funcionário credenciado, a gente vai regionalizar a atuação”, disse o secretário especial de assuntos fundiários do ministério, Luiz Antonio Nabhan Garcia.

O Incra já realiza parcerias com municípios, mas, segundo Nabhan, o processo atual é burocrático e lento, porque exige que seja aberto um processo para cada município que adere à iniciativa. “Agora é um processo nacional, para todos. Vamos publicar um edital de chamamento para todos, para que os municípios interessados possam aderir”, disse.

O programa “Titula Brasil” teve a sua portaria publicada ontem no Diário Oficial da União. A proposta prevê a criação do Núcleo Municipal de Regularização Fundiária (NMRF), que vai integrar terceirizados contratados aos servidores do Incra, em Brasília e regionais.

Nos próximos dias, deve ser publicado o chamamento público aos municípios interessados. Em até 60 dias, será divulgado o “Regulamento Operacional e o Manual de Planejamento e Fiscalização” do programa.

No alvo da medida estão regularizações que se enquadrem nos parâmetros definidos pela Lei da Terra Legal. Trata-se da Lei 11 952, que foi editada pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 2009 e prevê a regularização de unidades de até 2.500 hectares, com necessidade de vistoria local no processo. A mesma lei permite que propriedades menores, de até quatro módulos fiscais (aproximadamente, 280 hectares), possam ser regularizadas por meio de sensoriamento remoto, com checagem à distância.

“Com esse programa, um técnico do Incra de Manaus, por exemplo, não vai mais precisar fazer uma viagem de mais de 2 mil quilômetros para chegar no município de Boca do Acre, porque terá um funcionário credenciado do Incra por lá”, disse Nabhan. O secretário descartou a ideia de transformar o Incra em uma agência, como chegou a ser apontado em estudos realizados pela equipe do vice-presidente Hamilton Mourão. “O Incra é uma autarquia e continuará a ser, como já afirmou o presidente Bolsonaro.”

Grilagem

Para a Confederação Nacional das Associações dos Servidores do Incra (Cnasi), a decisão deixa de lado a necessidade de se estruturar a autarquia, além de ter potencial de pressionar terras indígenas e quilombolas em processo de demarcação nos municípios.

“Com essa decisão, toda a grilagem de terras do Brasil vai ser regularizada em pouco tempo. Isso vai impedir novos projetos de assentamento da reforma agrária, novas regularização de territórios quilombolas, novas áreas indígenas e novas áreas de preservação ambiental”, disse o diretor da Cnasi, Reginaldo Marcos Félix de Aguiar. “É uma decisão inconsequente e desastrosa para democratização de acesso à terra e para o meio ambiente”, afirmou.

Ele lembra que o Incra, órgão que completou 50 anos em julho, teve, este ano, 66,6% do valor que recebeu em 2000. O repasse foi reduzido de R$ 1,09 bilhão para R$ 725,6 milhões, sem considerar a correção inflacionária do período. Se considerada, os recursos para 2020 chegariam a R$ 3,6 bilhões, cinco vezes o orçamento deste ano.

Para Aguiar, a terceirização também pode encontrar impedimentos legais. “Vejo que há problemas de legalidade na decisão, pois retira atribuições constitucionais do Incra e repassa às prefeituras, que certamente não tem pessoal, instrumentos, orçamentos e gestão qualificada pra fazer regularização fundiária”, disse. “Com isso, vai ocorrer é regularização de grilagem, beneficiando os mais ricos do município.”

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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