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Carros autônomos deverão estar no mercado até 2025, diz pesquisador

Trabalho é feito em parceria entre universidade e indústria

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Até 2025, veículos capazes de ir de um ponto a outro sem serem conduzidos por motoristas deverão estar disponíveis no mercado, o que deverá marcar o início das mudanças nos meios de transporte e na organização das cidades. No Reino Unido, Kevin Vincent é um dos nomes por trás das pesquisas que possibilitarão o funcionamento desses carros. Ele é o diretor do Centro de Pesquisa de Automóveis Autônomos e Conectados, da Universidade de Coventry. 

No campus da universidade, ele conversou com a Agência Brasil sobre a relação entre academia e indústria e sobre as habilidades que esse tipo de parceria desenvolve nos pesquisadores. A Universidade de Coventry, tradicionalmente, tem forte atuação na indústria. É parceira de companhias como Siemens, Toyota, Ford e até mesmo da Empresa Brasileira de Aeronáutica (Embraer). Na universidade, por exemplo, foi desenvolvida a bicicleta como conhecemos hoje. O projeto dos veículos é desenvolvido em parceria com a Horiba Mira, entre outras empresas.

“Os pesquisadores rapidamente desenvolvem um foco comercial, um foco nos negócios. Ao mesmo tempo, mantemos o rigor científico. Estamos criando um pesquisador acadêmico, que está confortável em operar nos negócios”, diz. De acordo com dados apresentados pela universidade, 97% dos estudantes, estão empregados seis meses após deixar a instituição. 

Ele conta também que trabalhar com inovação requer um planejamento futuro, uma visão de 20, 30 anos à frente e, o mais difícil, é entender melhor o mercado, ou seja, as pessoas que irão consumir essas tecnologias. “Temos que desenvolver sistemas que considerem não apenas o veículo, mas os processos que farão as pessoas, no futuro, adotar a nova tecnologia”.

Veja abaixo os principais trechos da entrevista: 

Agência Brasil: A Universidade de Coventry tem fortes parcerias com a indústria. Como funcionam essas parcerias? Geralmente, as empresas levam demandas para a academia? A universidade tem também liberdade para propor determinados produtos?  

Kevin Vincent: Historicamente somos uma universidade que olha para os negócios. A nossa pesquisa é muito aplicada e muito próxima do mercado. Isso nos possibilita trabalhar com troca de conhecimento com a indústria de forma muito próxima. Para determinados problemas, nós introduzimos conhecimentos que são novos para determinada indústria, mas que não necessariamente são novos conhecimentos, inovações.

Nos últimos cinco anos, mudamos um pouco a nossa estratégia, para focar um pouco mais na pesquisa fundamental [pesquisa voltada para a melhoria de teorias científicas]. Nosso financiamento é baseados em recursos de fundos europeus e do Reino Unido, nacionais e internacionais, além de muita colaboração com a indústria. O que estamos tentando fazer agora é ampliar as pesquisas.  

Parte da razão disso é que podemos começar a introduzir novas tecnologias nas companhias. A pesquisa fundamental é menos explorável [comercialmente] imediatamente. Por exemplo,no caso dos PhDs [doutorados] que estamos fazendo com a Mira [Horiba Mira], a empresa tem os direitos de exploração para criar impacto com os PhDs. Uma vez que eles são finalizados, determinado o que deve ser protegido ou não, ela incorpora nos negócios e nos diz o impacto que isso tem. Nós reportamos esse resultado para o governo. 

Há um ciclo de monitoramento do governo a cada seis anos. Os projetos bem-sucedidos recebem mais financiamento do governo e a indústria ganha mais confiança no trabalho da universidade. Nossa flexibilidade, nossa capacidade de agir rápido e nossa adaptabilidade é valorizada. Isso não é característico da universidade, que é conhecida por se mover devagar. Estamos tentando trabalhar com a indústria rápidamente, na velocidade que ela acha necessária para os negócios. 

Agência Brasil: Que tipo de habilidade é esperada de estudantes e pesquisadores que trabalham em projetos como este? 

Kevin Vincent: Os trabalhadores têm que se inserir na empresa. São pesquisadores que passam muito tempo com a indústria. Eles recebem um escritório para trabalhar na empresa e nós fazemos questão que tenham também um supervisor que seja da equipe da empresa. Os pesquisadores aprendem o que é uma indústria e isso afeta o comportamento deles. Eles rapidamente desenvolvem um foco comercial, nos negócios. Ao mesmo tempo, mantemos o rigor científico. Estamos criando um pesquisador acadêmico, que está confortável em operar nos negócios. 

Agência Brasil: O projeto de carros autônomos é de longo prazo. Como articular os interesses da indústria e da academia nesse período? Que instrumentos vocês têm para isso? 

Kevin Vincent: Nós temos espécies de grupos de trabalho que criam estratégias para uma visão de futuro [na universidade]. Uma visão total. A empresa tem também um setor que determina o que ela deve estar fazendo nos próximos 10, 20, 30 anos, que tecnologias vão desaparecer e quais serão importantes para os negócios. Se nós divergimos, ok, não levamos adiante. Se há convergência, criamos um projeto de pesquisa para esse tópico. Estamos caminhando com a indústria, levamos a nossa visão e colaboramos com a visão deles para o que o futuro está aguardando. 

Agência Brasil: Que desafios esse trabalhar para o futuro traz? 

Kevin Vincent: Precisamos entender melhor a experiência do usuário. Porque todo o esforço do momento vai para o desenvolvimento de uma tecnologia, mas o mercado é menos compreendido. Temos que desenvolver sistemas que considerem não apenas o veículo, mas os processos que farão as pessoas, no futuro, adotar a nova tecnologia. 

Agência Brasil: Quando esse tipo de veículo autônomo estará disponível para a população em geral? 

Kevin Vincent: Estamos trabalhando com a meta de termos os primeiros veículos disponíveis em 2025 e, os mais avançados, em 2030. Em 2025 esperamos ter um cenário em que o carro possa levar passageiros de um ponto a outro, em uma trajetória pré-determinada, sem interação com o motorista. Isso é tecnicamente possível inclusive agora, mas precisamos ter certeza de que a infraestrutura é adequada e que podemos repetir o trajeto várias vezes de forma segura. Para ir além de um ponto A a um ponto B, isso será após 2030. 

EBC

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Quarta-feira de Dia do Desafio

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A 3ª edição da Rústica Noturna, realizada no início da madrugada desta  quarta-feira (25 de maio) abriu a programação do Dia do Desafio em Santa Rosa. A largada ocorreu a meia-noite, em frente ao Sesc Santa Rosa e a prova teve duração máxima de 60 minutos e pode ser feita nas distâncias de 2km para iniciantes na categoria livre, a partir dos 17 anos, e 5km nas categorias por faixas etárias masculino e feminino (17 a 24 anos, 25 a 29, 30 a 34, 35 a 39, 40 a 44, 45 a 49, 50 a 59 e 60+).

Segundo o gerente do Sesc de Santa Rosa, Edson Flores de Campus durante o dia, empresas, grupos e pessoas estão sendo convidadas a realizar 15 min de atividades físicas. As 13h30min acontecerá uma atividade junto a Prefeitura de Santa Rosa. Quem não consegue realizar atividade física pode doar 1 litro de leite ou 1 kg de alimento não perecível.

O Sesc solicite para que as pessoas registrem a atividade através de vídeos e marque o @sescsantarosa. Vale também repassar o número de participantes através do 3512-6044.

jn dital

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Igreja Assembleia de Deus realiza encontro de pastores e obreiros em Santa Rosa

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A Igreja Assembleia de Deus de Santa Rosa realizou no final de semana a 5ª Escola Bíblica de Obreiros (EBO). O evento foi coordenado pelo presidente da igreja, pastor Ivonildo Andrade e ocorreu no Templo Sede da AD, na Avenida Borges de Medeiros.

O presidente do Conselho de Educação e Cultura da CGADB e comentarista das Lições Bíblicas de Adultos da CPAD, pastor Douglas Baptista, foi convidado para ministrar o tema “O Obreiro, sua capacitação e excelência”.

A 5ª EBO contou com a presença de mais de 400 pessoas inscritas, entre pastores, evangelistas, presbíteros, diáconos e auxiliares do trabalho da cidade de Santa Rosa e região.

Na oportunidade, o pastor Ivonildo Andrade demonstrou a alegria da realização do evento, de forma presencial, após o período de pandemia do coronavírus.

 

jn digital

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Metalúrgica Candeia é o maior fornecedor da AGCO na América do Sul

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– AGCO premia melhores fornecedores da América do Sul –

Evento contou com a participação dos executivos da companhia, que destacaram o momento positivo do mercado, crescimento da AGCO, com investimentos na ordem de R$ 270 milhões e aproximadamente 1.300 novas contratações.

A AGCO, fabricante e distribuidora mundial de máquinas agrícolas e tecnologia de agricultura de precisão, premiou os fornecedores com melhor desempenho na América do Sul em 2021. A premiação aconteceu durante o evento South America Virtual Supplier Event 2022, realizado em 10 de maio, de forma híbrida (com transmissão on-line), com a participação de executivos da companhia, fornecedores finalistas e clientes. O evento destacou os parceiros pelo esforço, comprometimento e determinação na superação dos desafios de 2021.

Fornecedores premiados por categoria:

 

FORNECEDOR DO ANO:

Metalúrgica Candeia Ltda.

 

Prêmio Inovação e Colaboração:

Plasolution Ind. Com. Plásticos Ltda.

Prêmio de Desempenho de Qualidade e Entrega:

Metalúrgica Hassmann S/A

Prêmio Materiais Indiretos:

Iscar do Brasil Coml. Ltda.

Prêmio Pós-Venda:

Rossini Murta Ind. Met. Ltda.

Melhor Fornecedor Argentino:

Unionbat S.A.

Prêmio Prestador de Serviços Logísticos:

DSV Global Transport and Logistics

Prêmio Diversidade e Inclusão:

Coopercarga S/A

Fornecedor Parceiro:

MNG Ind. Metalúrgica Ltda.

Fornecedor Parceiro:

Shell Brasil Ltda.

 

 

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