Acesse aqui
Rádio Web Portal Plural
Carne deve ficar mais cara no fim do ano – Portal Plural
Connect with us

Economia

Carne deve ficar mais cara no fim do ano

Pável Bauken

Publicado

em



 

O custo do churrasco deve ficar mais salgado para os gaúchos na reta final do ano. A explicação para o reajuste nos preços da carne está relacionada, principalmente, com a chamada lei da oferta e da procura. Para compensar dificuldades internas, a China aumentou o apetite por proteína animal no Rio Grande do Sul. Com a maior demanda dos asiáticos e a perspectiva de as exportações seguirem em alta, a tendência é de que a oferta local diminua. Assim, o consumidor precisa desembolsar mais na hora das compras dentro do Estado.

Alguns cortes já tiveram reajuste nos valores, aponta pesquisa da Associação Gaúcha de Supermercados (Agas). Presidente da entidade, Antônio Cesa Longo relata que, entre outubro e novembro, o varejo começou a sentir com maior força a elevação nos custos. Recentes chuvas no Estado dificultaram o traslado de animais de fazendas para frigoríficos, o que também gerou reflexo nos valores, diz.

Nos cortes de carne bovina pesquisados pela Agas, entre a primeira semana de outubro e igual período de novembro, a maior alta no preço foi o do coxão de dentro. O valor médio por quilo avançou 5,8%, para R$ 28,04. Conforme a entidade, as carnes suína e de frango também subiram nos supermercados gaúchos na largada de novembro.

– Com o aumento das exportações, acho que os preços de alguns cortes no mercado interno podem subir de 20% a 30% nos próximos meses. Não será um horror, pois existem muitas opções para o consumidor – projeta Longo.

A fome chinesa por carne no mercado internacional cresceu devido aos prejuízos causados pelo surto de peste suína africana.

Para amenizar dificuldades, a nação oriental passou a abocanhar diversas variedades no Exterior, o que anima o agronegócio gaúcho.

No terceiro trimestre, as exportações do Rio Grande do Sul para a China tiveram um salto, aponta o Departamento de Economia e Estatística (DEE), vinculado ao governo estadual. Os embarques de carne de frango dispararam 201,1% frente a igual período de 2018, para US$ 21,2 milhões. Vendas de cortes bovinos tiveram alta de 142,4%.Entre os suínos, o incremento alcançou 111 ,7%.

Em parte, o avanço robusto tem ligação com o desempenho tímido do setor em 2018, pondera o economista do DEE Sergio Leusin Jr.

– A explicação para o aumento nas vendas à China é a peste suína africana. O país sempre buscou importar soja, proteína vegetal, para usar na alimentação de seus animais. Com a epidemia, a situação se inverteu. Passou a importar muita carne e diminuiu a compra de soja – pontua o economista.

Alta traz benefícios, diz indústria

No último dia 12, o país asiático habilitou mais seis frigoríficos instalados no Rio Grande do Sul para exportações. São cinco unidades de produção de suínos e uma de bovinos. Ou seja, há expectativa de os embarques seguirem em alta nos próximos meses, pressionando os preços no Estado.

Presidente do Sindicato da Indústria de Carnes e Derivados do Estado (Sicadergs), Ronei Lauxen também confirma que a projeção é de alta dos valores ao consumidor nos próximos meses. Para o dirigente, ainda é cedo para estimar o tamanho do provável avanço.

– A alta nas vendas à China coincidiu com o período que chamamos de entressafra, de novembro a janeiro, em que diminui a disponibilidade de animais para abate. Isso leva o mercado a reagir. O repasse nos preços já está ocorrendo. Com as chuvas recentes, também houve dificuldades nas estradas para buscar animais nas propriedades – observa Lauxen.

Presidente da Associação Gaúcha de Avicultura, Nestor Freiberger diz que, devido aos estoques reduzidos, a demanda chinesa por carne de frango no Estado ganhou impulso no segundo semestre. Apesar da perspectiva de incremento nos preços para o consumidor local, o dirigente destaca que a alta nas vendas externas traz benefícios ao agronegócio, com possível geração de empregos e renda.

– O setor segue a lei de oferta e procura. É óbvio que, com a demanda maior, há repasses aos preços. Mas vale destacar que não faltarão produtos nos supermercados do Estado ou do país. O mercado interno é o foco principal do setor – sublinha Freiberger.
Para gastar menos

Comparar preços de diversas marcas e cortes em supermercados e açougues é o primeiro passo para quem deseja economizar nas compras, aconselha o educador financeiro Adriano Severo, da Severo Educação Financeira.

Segundo o especialista, outra alternativa para gastar menos é substituir peças mais caras por outras com características similares e custos reduzidos.

Fazer um pequeno estoque de produtos também pode ajudar, diz Severo. Mas, nesse caso, é preciso prestar muita atenção nas condições e no tempo de armazenamento. A ideia é preservar as condições das mercadorias e garantir a qualidade no consumo.

Severo destaca que reduzir despesas com outros itens tende a garantir maior fôlego para quem não abre mão da carne.

Evitar desperdício também traz benefícios para o bolso. Severo cita o exemplo de quem aproveita a carne que sobra do churrasco para fazer pratos como carreteiro.

Mesmo com a projeção de alta nos preços, supermercados gaúchos devem lançar ofertas de final de ano para atrair consumidores, indica o presidente da Agas, Antônio Cesa Longo.

Gaúcha/ZH

Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Economia

Bolsas da Europa fecham mistas em meio a esperanças por vacina e PMI

Reporter Cidades

Publicado

em



As bolsas da Europa fecharam sem direção única nesta segunda-feira, 23, alternando leves baixas e altas, em dia marcado pela esperança de que uma vacina contra o novo coronavírus seja distribuída em breve. Antes da abertura do pregão, a britânica AstraZeneca divulgou resultados de eficácia de seu imunizante produzido em conjunto com a Universidade de Oxford. A notícia, porém, foi parcialmente ofuscada pelo índice dos gerentes de compras (PMI) composto da zona do euro, que caiu ao menor nível em seis meses diante da segunda onda de covid-19 no continente.

O índice pan-europeu Stoxx 600 fechou com variação negativa de 0,20%, a 388,84 pontos. O grupo industrial alemão Thyssenkrupp teve o papel de melhor desempenho desta segunda-feira, em alta de 9,51%.

Com a esperança de que uma vacina seja aprovada em breve, o setores de aviação e turismo também deram fôlego ao índice. A Rolls Royce Holdings e a alemã TUI subiram 7,60% e 7,85%, respectivamente.

Otimistas desde a última sexta-feira com as notícias envolvendo vacinas contra a covid-19, os mercados europeus se animaram nesta segunda-feira com a divulgação dos resultados feita pela AstraZeneca. De acordo com a farmacêutica, seu imunizante teve taxa média de eficácia de 70%, chegando a 90% em alguns casos.

Apesar de ter taxas menos eficazes do que as de Pfizer e Moderna, por exemplo, a vacina da AstraZeneca pode ser armazenada em geladeiras – e não em super-refrigeradores, como as concorrentes. Peter Horby, professor de saúde global de Oxford, destacou à Reuters que isso significa que é uma solução mais prática para uso em todo o mundo.

A divulgação, porém, não foi suficiente para impulsionar as ações da AstraZeneca, e o papel da empresa fechou as negociações em baixa de 3,81% na Bolsa de Londres. O índice FTSE 100 teve leve perda de 0,28%, 6.333,84 pontos.

O ânimo dos mercados com a perspectiva de aprovação de uma vacina foi em boa parte minado pelos resultados do PMI da zona do euro de novembro. Segundo o IHS Market, o indicador baixou de 50 pontos em outubro a 45,1 neste mês, em seu menor nível dos últimos seis meses. A projeção de analistas ouvidos pelo Wall Street Journal era de queda menor, a 47,1. Índices abaixo de 50 indicam retração na atividade.

A principal causa da forte queda do indicador foi o setor de serviços, pressionado pela segunda onda de covid-19 na Europa. Assustados com a possibilidade de novas restrições, que significam mais freios à atividade econômica, a maior parte das principais bolsas da Europa terminou o dia em baixa.

O alemão DAX, de Frankfurt, fechou em queda de 0,08%, a 13 126,97, enquanto o CAC 40, da Bolsa de Paris, teve variação negativa de 0,07%, aos 5.492,15 pontos, ambos nas mínimas do dia

No mercado francês, a ação da Danone recuou 3,16%, após a gigante do setor da alimentação anunciar corte 2 mil empregos, o equivalente a 2% de sua força de trabalho.

O FTSE MIB, de Milão, fechou próximo à estabilidade, em queda de 0,02%, a 21.701,79, no menor nível do pregão.

O espanhol IBEX 35 baixou 0,04%, a 7.981,20 pontos.

O índice PSI 20, da Bolsa de Lisboa, foi o único entre os principais índices a fechar em alta substancial, com variação de 0,57%, a 4.449,39 pontos.

Por Gabriel Caldeira – Estadão

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Economia

Guedes: desafio para 2021 é transformar recuperação cíclica em autossustentável

Reporter Cidades

Publicado

em

Foto: Marcelo Camargo / Agência Brasil

O ministro da Economia, Paulo Guedes, voltou a dizer nesta segunda-feira, 23, que o grande desafio para o próximo ano é “transformar” a recuperação cíclica do Brasil baseada em consumo em retomada “autossustentável” com base em investimentos. “Para a ampliação da capacidade produtiva, aumento da produtividade e dos salários dos trabalhadores, o que esperamos é essa transformação”, disse Guedes, para quem essa transformação se dará por meio das reformas.

Ele citou, por exemplo, a reforma administrativa, com redução de impostos sobre as empresas e simplificação do modelo.

“Vamos para o imposto de valor adicionado. Governo federal já fez o dele, agora vamos unificar com Estados e municípios ali na frente, então estamos no caminho certo. Voltando das medidas emergenciais para reformas estruturantes”, afirmou o ministro, que destacou também o pilar das privatizações. “Vamos acelerar dimensões que ficaram para trás. Uma importante dimensão são as privatizações”, disse ele, que reconheceu mais cedo que o programa de privatização não “andou direito”.

Tarifa de importação

Guedes afirmou ainda que o Brasil precisa reduzir a tarifa de importação média de 14% para 4% para ficar de acordo com a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), mas admitiu que o governo vem falhando, porque ainda não conseguiu diminuir nem 1% nesta administração. “Falha nossa.”

Mas o ministro ponderou que, com a reforma tributária, a tarifa vai cair rapidamente. “Assim que fizermos a reforma tributária, já vamos derrubar 3 pontos porcentuais”, disse.

Ele admitiu que o governo não andou nem com a reforma tributária nem com as privatizações, mas sugeriu que a estagnação tem relação com a saída dos secretários das duas áreas, Marcos Cintra e Salim Mattar, respectivamente.

Novamente sobre a parte das privatizações, Guedes repetiu que há um acordo de centro-esquerda no Congresso que impede que avancem Conforme Guedes, ele aprendeu a não fazer promessa em Brasília, porque não controla “fluxo”. “Tem ministro que gosta de empresa que está embaixo do ministério dele. Não compreenderam a importância das privatizações para derrubar a Dívida/PIB, vendendo empresas estatais que estão perdendo capacidade de fazer investimentos. O Congresso é reformista e os ministros estão colaborando muito. Agora todo mundo entendeu a importância das privatizações e agora nós vamos andar.”

Por outro lado, o ministro disse que o governo avançou em acordos e temas parados há anos, como o acordo com a União Europeia, a reforma da Previdência, leilões de petróleo, além de ter entregue a reforma administrativa e o pacto federativo. “Por isso não me preocupa tanto não ter avançado nas tarifas”, avaliou, dizendo que há uma narrativa de que o governo não entrega o que promete. “Acho que ninguém entregou tanto em tão pouco tempo.”

Por Amanda Pupo e Thais Barcellos

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

Economia

Vacina impulsiona Ibovespa, mas mercado segue atento a fiscal e avanço de covid

Reporter Cidades

Publicado

em



Notícias animadoras sobre vacinas contra covid-19 sustentam ganhos na maioria das bolsas europeias, nos índices futuros em Nova York e nas cotações do petróleo, à medida que o medicamento parece estar cada vez mais próximo da população. Nos EUA, espera-se que as primeiras doses possam ser aplicadas a partir de 12 de dezembro.

Pelo menos por ora, a expectativa de chegada de uma vacina contra a pandemia de coronavírus ofusca um pouco alguns dados ruins de serviços na zona do euro, o impasse em relação a um pacote fiscal nos EUA, bem como o crescimento de casos de covid-19 em partes do globo, mas sem sair do radar dos mercados. Internamente, segue a preocupação em relação aos problemas fiscais.

“O Brasil depende de resolver essa questão. No entanto, as notícias sobre vacinas animam. Os mercados estão naquela dicotomia: olhar o curto prazo, que é horroroso pois há a disseminação do vírus, ou o longo, que conta com o avanço de estudos sobre o medicamento”, avalia Roberto Attuch Jr., CEO da Ohmresearch (conhecida anteriormente como Omninvest).

Hoje, a AstraZeneca informou que sua vacina contra a covid-19 apresentou, em média, 70% de eficácia e, em alguns casos, de 90%, depois que a Pfizer e a BioNTech entraram com pedido de uso emergencial do imunizante junto à americana FDA (equivalente à brasileira Anvisa). No fim de semana, os países do G20 se comprometeram a dedicar mais de US$ 21 bilhões para a produção de medicamentos e vacinas contra a covid-19. Na Espanha, a vacinação está prevista para começar em janeiro de 2021.

Apesar do impasse em relação a um novo pacote fiscal nos EUA, Attuch Jr. avalia que ainda assim a expectativa de chegada da vacina de prevalecer hoje nos mercados. “Essa questão do pacote é um problema fiscal nos EUA, mas o dia deve ser positivo, ainda a despeito da tentativa dos republicanos em sabotar a administração do presidente eleito dos EUA, Joe Biden”, cita.

Ainda ficam no radar números mais fracos do setor de serviços na zona do euro, apesar de dados mais fortes da indústria. O índice dos gerentes de compras (PMI) composto da região caiu ao menor nível em seis meses diante da segunda onda de covid-19 no continente, segundo a IHS Markit. O indicador baixou de 50 pontos em outubro a 45,1 na prévia de novembro, ante projeção de analistas de queda menor, a 47,1.

Em Londres, a bolsa abandonou há pouco a alta e caía 0,13%, às 10h50. O ganho máximo era de 0,47% (índice alemão, após dado considerado bom da indústria). O petróleo subia na faixa de 1,00%, empurrando as ações da Petrobras para cima, com elevação de quase 3,00%. Já o minério de ferro negociado no porto chinês de Qindgao fechou em queda de 1,23%.

Ainda assim, Vale ON subia 1,26%. O Ibovespa tinha alta de 0,80%, aos 106.891,94 pontos, após máxima aos 107.009,68 pontos.

No corporativo, atenção nas ações do Carrefour, depois de um fim de semana de protestos em algumas cidades brasileira por causa do assassinato de um homem negro em uma unidade da empresa em Porto Alegre, na noite de quinta-feira. As ações cediam 3,58% no Ibovespa. Na sexta, o Ibovespa encerrou em baixa de 0,59%, aos 106.042,48 pontos.

Na agenda desta segunda-feira, há participação do ministro da Economia, Paulo Guedes, em dois eventos. No da Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan), voltou a admitir que a pauta das privatizações não andou, mas que logo depois das eleições, haverá reformas e que o governo vai acelerar as privatizações. “Temos pauta mínima que deve avançar”

O ministro afirmou que o governo fará a reforma tributária, reduzirá impostos. Segundo ele, se houver uma segunda onda de covid-19 no Brasil, o País agirá da mesma forma. “Sabemos o que funcionou”, disse.

Mas a agenda ganhará força durante a semana, em meio à divulgação da ata do Fed, falas de autoridades do Fed e do BCE, sem falar da comemoração ao dia Ação de Graças nos EUA, na quinta-feira, que deixará os mercados americanos fechados e preocupa autoridades porque os casos de coronavírus avançam nos EUA.

Por Maria Regina Silva

[mailpoet_form id="1"]
Continue Lendo

ENQUETE

O que você achou do site novo do Portal Plural?

Trending

© 2020 PORTALPLURAL.COM.BR Todos os direitos reservados.


×