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Clima/Tempo

Calor aumenta até o fim de semana no centro-sul do BR

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Nos próximos dias as temperaturas continuam em elevação no Sul, no Centro-Oeste e no interior de São Paulo. A ausência de sistemas frontais e massas de ar frio e o predomínio de uma massa de ar quente sobre o interior do Brasil favorecem o aumento da temperatura no decorrer desta semana.

Até o fim de semana o calor vai ser forte no Rio Grande do Sul, no interior de Santa Catarina, do Paraná e de São Paulo, em Mato Groso do Sul e na região do Pantanal.

A figura abaixo indica o campo de temperatura máxima no próximo domingo, dia 10 de janeiro:

calor

Além disso, a chuva também será destaque. Nos últimos dias, várias áreas já sofreram por causa dos temporais, e ainda não dá para descartar novos transtornos relacionados às condições do tempo. Os temporais de verão ainda são previstos em várias localidades até o fim de semana, inclusive nas capitais dos estados do Sul, Sudeste e Centro-Oeste.

Por outro lado, o Rio Grande do Sul continua enfrentando problemas, por causa da estiagem. Mesmo quando há registro de chuva, ainda não é o suficiente para reverter o quadro de seca na região. Nos próximos dias, a situação continua crítica, pois ainda não há previsão para chuva significativa até o domingo.

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Clima/Tempo

Inverno pode ter nova massa de ar polar intensa?

Questionamento surgiu após a forte erupção de ar polar desta semana que trouxe muito frio e neve no Brasil e em países vizinhos

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Inverno ainda pode ter uma nova massa de ar polar intensa? Esta é a pergunta que vem freqüentando as redes sociais da MetSul a partir da onda de frio intensa desta semana que trouxe neve em locais pouco acostumados ao fenômeno, neve por três dias seguidos no Sul do Brasil pela primeira vez desde 2000 e até com acumulação em Santa Catarina, máximas muito baixas e bastante inferiores ao normal para esta época do ano, geada em locais tão ao Norte do Brasil como o Mato Grosso e frio intenso no Brasil Central com mínimas que não eram vistas em algumas cidades da região desde o começo deste século.

No curto e médio prazos, a MetSul não enxerga a possibilidade de uma massa de polar de intensidade semelhante ou igual. Esta primeira semana de julho ainda transcorrerá com a influência do ar polar que ingressou no final de junho e agora com o seu centro de alta pressão sobre o Atlântico. Isso significa dias de tempo aberto e com sol, mas com noites frias e tardes mais agradáveis.

Um novo centro de alta pressão passará a atuar no Centro da América do Sul, o que vai manter o tempo firme e as noites frias na primeira metade da próxima semana. A primeira quinzena de julho, assim, será marcada pelo predomínio do sol com o frio mais concentrado à noite, quando ocorre geada em muitos pontos do Sul do Brasil.

O que os dados indicam é que na segunda metade deste mês poderia haver o ingresso de duas massas de ar frio. A primeira se daria ao redor do dia 15, na transição da primeira para a segunda metade de julho, mas que não seria muito forte. O modelo norte-americano CFS sinaliza que no final do mês poderia haver uma segunda massa de ar de origem polar, esta mais forte que a do dia, mas que pelos dados de hoje não seria tão forte quanto a última.

Modelo norte-americano CFS, disponível ao assinante na seção de mapas, indica um evento frio no final do mês | MetSul

Três fatos nos levam a considerar a possibilidade de termos frio muito intenso – e talvez até com neve – como o que se sentiu nesta semana ainda neste inverno. Um diz respeito à analogia do que ocorreu no Hemisfério Norte. O outro leva em conta as condições atuais na Antártida. E, o terceiro, considera as projeções para o Oceano Pacífico.

A ANALOGIA DO HEMISFÉRIO NORTE

Estados Unidos (EUA) e Europa experimentaram eventos de muito intenso durante o último mês do inverno climático e o começo da primavera setentrional, mais cedo neste ano. O mês de fevereiro, que corresponderia ao nosso agosto em se tratando do terceiro mês de inverno climático, teve uma poderosa onda de frio no Centro dos Estados Unidos e que foi responsável pelo frio mais intenso desde 1994, afetando principalmente o estado do Texas que teve um colapso energético e neve que chegou à costa do Golfo do México.

Paisagem polar em Austin no último mês de fevereiro na pior onda de frio no Texas desde 1994 e que deixou centenas de mortos e um colapso energético | Austin DOT

Na mesma época, no outro lado do Atlântico, poderosas incursões de ar polar avançaram pelo continente europeu e foram responsáveis pela maior tempestade de neve na Alemanha em uma década e uma destruição pela geada tardia dos vinhedos na França. Estes eventos se deram entre fevereiro e março, o que corresponderia a agosto e setembro no caso do inverno meridional.

Assim, com base no padrão observado no Hemisfério Norte, que no último inverno viu os seus episódios de frio mais intenso ocorrerem no final da estação e no começo da primavera, consideramos a possibilidade que possam ocorrer eventos de frio muito intenso em agosto e/ou setembro como muito factíveis.

O FATOR ANTÁRTIDA

A MetSul chama a atenção para o fato de a temperatura neste momento em grande parte da Antártida estar muito abaixo da média com uma quantidade imensa de ar extremamente frio se acumulando e que está represado em torno do Polo Sul por um cinturão de vento intenso associado ao vórtice polar e à fase positiva da Oscilação Antártica (AAO). A temperatura nesta sexta-feira na Antártida está 4,2ºC abaixo do normal, apesar das marcas muito acima da média na região da península antártica.

Temperatura hoje no continente antártico está 4,6°C abaixo da média e anomalia enorme compensa calor do Hemisfério Norte e deixa o planeta pouco mais quente que o normal nesta sexta-feira | Climate Reanalyzer

Havendo um eventual enfraquecimento deste cinturão de vento com a oscilação passando por períodos negativos, o que somente se é possível prever em mais curto prazo, registra-se o alerta que este ar excepcionalmente gelado da Antártida pode alcançar latitudes menores, tornado factíveis erupções de ar polar de grande a enorme potência alcançando o Cone Sul da América e o Sul do Brasil com frio extremo e neve, assim como outras áreas mais meridionais do Hemisfério Sul como a África do Sul, Austrália e a Nova Zelândia.

Ocorre que o cinturão de vento em torno do vórtice polar na Antártida é muito mais forte, estável e persistente que o que se verifica no Ártico. Por isso, eventos se súbito aquecimento estratosférico com posterior rompimento do cinturão de vento e deslocamento para o Sul do vórtice polar são muito mais freqüentes no Ártico do que na Antártida.

A CHAVE DA PEÇA DO QUEBRA-CABEÇAS NO PACÍFICO

Jamais pode se desprezar o que ocorre no Oceano Pacífico em se tratando da Região Sul no Brasil. Está demonstrado que o resfriamento das águas superficiais do Pacífico na sua área equatorial tem impacto tanto na chuva como na temperatura do Sul brasileiro. Quando há um evento de La Niña há maior propensão a eventos extremos de frio, como se viu entre os anos de 1999 e 2000.

Oceano Pacífico Equatorial segue em estado de neutralidade neste começo de julho após um primeiro trimestre do ano sob La Niña | NOAA

Hoje, o Pacífico encontra-se em estado de neutralidade. O último boletim da Administração Nacional de Oceanos e Atmosfera dos Estados Unidos (NOAA) indicou anomalia da temperatura da superfície do mar no Pacífico Equatorial Central (região Niño 3.4) de 0,0ºC ou absoluta neutralidade. Já no Pacífico Equatorial Leste (Niño 1+2), que tem forte impacto no Sul do Brasil e costuma ter oscilações mais radicais de TSM, a anomalia de temperatura da superfície do mar foi de +0,2ºC.

Modelos climáticos, em geral, indicam uma tendência de resfriamento do Pacífico mais uma vez neste segundo semestre, logo confirmando-se as projeções cresce o risco de que no final do inverno e na primavera ocorram eventos tardios de frio no Sul do Brasil, o que é um risco muito alto para a agricultura à medida que é período final de safra de inverno e começo do plantio da safra de verão.

Fonte MetSul

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Clima/Tempo

Como será o clima em julho?

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O sétimo mês do ano, historicamente, costuma ser marcado por muito frio, fortes erupções de ar polar e alguns poucos dias amenos ou até quentes. Já a chuva mantém o padrão de inverno de ser mais volumosa entre o Rio Grande do Sul e Santa Catarina enquanto na maior parte do Brasil predomina o tempo muito seco.
Julho, juntamente com junho, é o mês mais frio do ano com temperatura média muito baixa no Sul do Brasil. Em Porto Alegre, por exemplo, segundo a climatologia histórica, costuma ser o segundo mês mais frio do ano, mas muito pouco atrás de junho. Segundo a série histórica 1961-1990, a Capital tem média mínima no mês de julho de 10,7ºC que é idêntica a de junho.
A média máxima, por sua vez, é de 19,6ºC em julho na cidade, logo superior a de junho de 19,2ºC. Isso se explica por junho ser um mês mais úmido e chuvoso na capital gaúcha com precipitação média de 132,7 mm enquanto que julho tem menos chuva com média mensal de 121,7 mm.
Se os últimos dias de junho são de muito frio com três dias seguidos de neve no Sul do Brasil, julho não se desenha como um mês extremamente frio em 2021. Todos os dados estão a indicar que a primeira metade do mês seria de temperatura acima da média, exceção do Paraná e parte de Santa Catarina.
Por que a primeira quinzena menos fria?
Após esta forte erupção de ar polar, as simulações computadorizadas analisadas pela MetSul não apontam nenhuma massa de ar frio de maior potência nos primeiros dez dias do mês. Isso, contudo, não significa que o período não será frio.
Fonte Metsul
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Clima/Tempo

SC tem a menor temperatura do ano: Bom Jardim da Serra registra -7,5°C

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Termômetros na cidade da Serra registraram a mínima entre 6h e 7h. Das estações consultadas pela Epagri/Ciram, Urupema, na mesma região, tem a segunda menor temperatura, com – 6,5ºC às 7h.

Detalhe da vegetação na cidade de São Joaquim nesta terça-feira (29) — Foto: Foto: Mycchel Leganghi/São Joaquim Online

Bom Jardim da Serra registra a menor temperatura de 2021 em Santa Catarina nesta terça-feira (29). Os termômetros na cidade marcaram -7,5°C entre 6h e 7h. Das estações monitoradas pela Epagri/Ciram, órgão responsável o tempo e clima no estado, essa foi a temperatura mais baixa registrada no Brasil.

Urupema, também na Serra catarinense, tem a segunda menor mínima, com – 6,5ºC às 7h. Na cidade de São Joaquim, a temperatura mais baixa registrada nesta manhã foi -4,5ºC, às 8h. Em Urubici, no mesmo horário os termômetros chegaram a -5,26ºC. Já em Água Doce, no Oeste, as o registro foi de -3,39ºC.

Ao longo do dia, a expectativa é de que os termômetros registrem marcas ainda menores. Com isso, o frio persiste e há chance de nevar em 23 municípios de Santa Catarina até as 11h desta terça

Veja as outras mínimas no amanhecer, segundo a Epagri/Ciram, às 6h:

Dionísio Cerqueira: -0,2ºC
Anchieta: -0,05ºC
Itapiranga: -0,54ºC
Caibi: -0,02ºC
Abelardo Luz: -0,37ºC
Xanxerê: -1,1ºC
Ponte Serrada: -2,44ºC
Água Doce: -3,39ºC
Arroio Trinta: -1,42ºC
Campos Novos: -1,21ºC
Tangará: -2,28ºC
Vargem: -0,55ºC
Matos Costa: -2,26ºC
Irineópolis: -1ºC
Caçador: -2,15ºC
Rio das Antas: -1,2ºC
Videira: -0,09ºC
Fraiburgo: -1,38ºC
Lebon Régis: -1,53ºC
Frei Rogério: -2,46ºC
Brunópolis: -1,3ºC
Monte Carlo: -1,2ºC
Tangará: -2,28ºC
Rio Negrinho: -1,2ºC
Vargem: -0,55ºC
Santa Cecília: -1,9ºC
São Cristovão do Sul: -1,64ºC
Curitibanos: -1,1ºC
Lages: -0,24ºC
Painel: -2,51ºC
Rio Rufino: -1,38ºC
Bom Retiro: -0,76ºC
Rancho Queimado: -1,03ºC

No estado, a menor mínima registrada neste ano havia sido também em Bom Jardim da Serra. Na manhã de 26 de maio, a temperatura chegou a -5,77°C.

Cidade de São Joaquim, na Serra catarinense, nesta terça-feira (29) — Foto: Foto: Mycchel Leganghi/São Joaquim Online

 

Tempo em SC
Ao longo do dia as temperaturas devem seguir amenas. A previsão do tempo aponta que a presença de uma frente fria causa nebulosidade e provoca o declínio nas temperaturas.

O amanhecer deve ter temperaturas negativas em parte da região Norte (-1ºC), no Oeste (- 4ºC), além da Serra (- 6ºC). Há também possibilidade de geada durante o dia em toda a região Oeste do estado.

O amanhecer também será de temperaturas baixas no restante do estado, com previsão de 6°C na outra parte da região Norte, 3ºC no Litoral, 2ºC no Sul e 1°C no Vale do Itajaí. Durante o dia, o sol deve predominar na maior parte do estado.

 

FONTE: G1

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