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Economia

Cadeia produtiva da moda representa 7,1% do total de empregos formais do RS

Atividades ligadas ao setor tiveram queda entre 2006 e 2018, mas ainda ocupam papel de destaque na economia do Estado

Pável Bauken

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Cadeia produtiva que está na raiz da industrialização do Estado e engloba um universo de 32,5 mil empresas responsáveis pela geração de 238 mil postos de trabalho, a indústria da moda segue em papel de destaque na economia do Rio Grande do Sul.

Um estudo inédito sobre o setor elaborado pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG) mostra que o segmento da chamada economia criativa representava 7,1% do total de postos de trabalho formais e 7,3% das unidades produtivas do Rio Grande do Sul em 2018, além de ser a área de trabalho de 83,05 mil profissionais que atuam como microempreendedores individuais (MEIs).

A divulgação nesta quinta-feira (29/4) da pesquisa A cadeia produtiva da moda no RS: trajetória e tendências, elaborada por Tarson Nuñez, do Departamento de Economia e Estatística (DEE/SPGG), dá sequência aos trabalhos desenvolvidos em parceria com a Secretaria da Cultura (Sedac) para subsidiar o RS Criativo, programa criado para fortalecer a economia criativa do Estado. O lançamento ocorreu em evento virtual que contou com a participação da titular da pasta, Beatriz Araujo, da coordenadora do RS Criativo, Carolina Biberg, além de representantes de universidades de moda e dos movimentos MAG Moda Autoral Gaúcha e Fashion Revolution.

“As pesquisas, resultado da parceria da Sedac com a SPPG, têm se mostrado muito profícuas. Estes estudos nos apontam novos cenários, e o RS Criativo tem feito um importante trabalho de mobilização e fomento à economia criativa do setor da moda, reunindo universidades, pensadores, empreendedores e pesquisadores para vislumbrar novos caminhos para o RS”, analisa a secretária Beatriz Araujo.

No documento, Nuñez utilizou como referência os dados disponibilizados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) do período entre 2006 e 2018 sobre o mercado da cadeia têxtil-vestuário, que inclui as atividades de fiação e tecelagem, de confecções, do setor coureiro-calçadista e do comércio.

“A opção por abordar a cadeia têxtil-vestuário tem a ver com o fato de que ela ocupa um lugar importante na economia gaúcha e é uma atividade intensiva em mão de obra, muito geradora de emprego, e constituída por um grande número de pequenas e médias empresas com ampla capilaridade no território”, explica Nuñez.

Evolução do segmento

Apesar de ocupar um espaço importante na economia gaúcha, a cadeia produtiva têxtil-vestuário tem perdido terreno e segue uma tendência de queda no Rio Grande do Sul e no Brasil nos últimos anos. Entre 2006 e 2018, os dados do IBGE mostram uma redução de 29,2% no número de empresas do setor no Estado, contra -13,7% do registrado no país. Quando se fala no número de postos de trabalho formais, a cadeia perdeu 47.406 vagas no Rio Grande do Sul no período (-16,6%), enquanto no Brasil o percentual cresceu 1,3%.

Com o movimento de queda, a cadeia produtiva viu também reduzir seu peso na economia do Estado. Em 2006 as empresas do setor representavam 10,4% do total e 9,8% dos postos de trabalho formais, caindo para 7,3% e 7,1% em 2018, respectivamente.

Entre as atividades da cadeia produtiva, o setor de Couro e calçados é o que enfrenta situação mais crítica, com a maior redução no número de empresas no RS (-41,8%), percentual próximo ao que o setor teve de queda no número de postos de trabalho formais, com menos 106,66 mil vagas (-35,6%).

Perspectivas e tendências

Visto o cenário desafiador que a cadeia produtiva da moda do Rio Grande do Sul enfrenta no contexto atual, o estudo do DEE/SPGG sinaliza para a adoção de estratégias que passem por um conhecimento mais profundo das tendências do setor em escala global como caminho para reversão do movimento negativo. Segundo o pesquisador, esta perspectiva de queda pode ser alterada se compreendermos as dinâmicas do mercado mundial.

“Desde o início dos anos 2000 há uma demanda crescente dos consumidores em relação aos processos produtivos. As preocupações em relação aos direitos dos trabalhadores e a sustentabilidade ambiental dos processos produtivos são um elemento decisivo para a conquista dos mercados”, avalia Nuñez

Elas se expressam em movimentos como o Fashion Revolution, que defendem o consumo consciente e buscam uma relação diferente entre a indústria da moda, os territórios e as pessoas envolvidas nos processos produtivos e de consumo. A pesquisa aponta um potencial de crescimento para a cadeia da moda no Rio Grande do Sul por meio da incorporação desse novo paradigma.

“As atividades ligadas à cadeia produtiva da moda têm uma presença histórica no Rio Grande do Sul e, apesar do declínio na última década, o seu potencial de crescimento pode ser retomado. Os desafios do século 21 demandam que estratégias sejam substituídas ou complementadas por uma nova visão, por isso é importante compreender as novas tendências dos mercados e as novas demandas dos consumidores”, conclui Nuñez.

RS Criativo

O RS Criativo é um programa da Sedac que busca potencializar a economia criativa no Estado, segmento que inclui setores nos quais a criação de valor tem como base dimensões imateriais como criatividade, cultura, conhecimento e inovação. As características e potencialidades do segmento estão na pauta dos estudos do DEE/SPGG para auxiliar na implementação das políticas no Rio Grande do Sul.

primeira pesquisa desta análise foi divulgada em dezembro de 2019 e apontou os indicadores de empregos na economia criativa no Estado, no período entre 2006 e 2017. Ao longo de 2020, mais dois materiais sobre o tema foram lançados: um analisou o impacto da cadeia da música e outro destacou o peso do setor editorial na economia do RS.

• Clique aqui e confira o estudo completo.
• Clique aqui e confira a apresentação.

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Economia

Com auxílio emergencial, poupança volta a captar recursos em abril

Depósitos superaram retiradas em R$ 3,84 bilhões

Pável Bauken

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© Marcello Casal JrAgência Brasil

Após três meses de retiradas líquidas, a aplicação financeira mais tradicional dos brasileiros voltou a captar recursos. Em março, os brasileiros depositaram R$ 3,84 bilhões a mais do que sacaram na caderneta de poupança, informou hoje (6) o Banco Central (BC).

Apesar do desempenho positivo, a captação é inferior à registrada em abril do ano passado. Naquele mês, os brasileiros tinham depositado R$ 30,46 bilhões a mais do que tinham retirado da poupança.

Com o desempenho de abril, a poupança acumula retirada líquida de R$ 23,7 bilhões nos quatro primeiros meses do ano. Essa é a maior retirada acumulada para o primeiro quadrimestre desde 2016, quando os saques tinham superado os depósitos em R$ 32,3 bilhões.

O principal responsável pelo resultado positivo na poupança foi a retomada do pagamento do auxílio emergencial. A Caixa Econômica Federal depositou o dinheiro em contas poupança digitais, que acumulam rendimentos. Nessa rodada, o benefício paga parcelas de R$ 150, R$ 250 e R$ 375 por mês, dependendo da família do beneficiário.

No ano passado, a poupança tinha captado R$ 166,31 bilhões em recursos, o maior valor anual da série histórica. Além do depósito do auxílio emergencial nas contas poupança digitais ao longo de oito meses em 2020, a instabilidade no mercado de títulos públicos nas fases mais agudas da pandemia da covid-19 atraiu o interesse na poupança, mesmo com a aplicação rendendo menos que a inflação.

Rendimento
Com rendimento de 70% da taxa Selic (juros básicos da economia), a poupança rendeu apenas 1,63% nos 12 meses terminados em abril, segundo o Banco Central. No mesmo período, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado prévia da inflação, atingiu 6,17%. O IPCA cheio de março será divulgado na próxima terça-feira (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

A perda de rendimento da poupança está atrelada a dois fatores. O primeiro são os juros baixos. Atualmente a taxa Selic está em 3,5% ao ano, depois de ficar em 2% ao ano, no menor nível da história, entre agosto de 2020 e março de 2021. O segundo fator foi a alta nos preços dos alimentos e do dólar, que impactam a inflação desde o segundo semestre do ano passado.

Para este ano, o Boletim Focus, pesquisa com instituições financeiras divulgada pelo Banco Central, prevê inflação oficial de 5,04% pelo IPCA. Com a atual fórmula, a poupança renderia pouco menos de 2,5% este ano, caso a Selic permaneça em 3,5% durante todo o ano. O rendimento pode ser um pouco maior caso o Banco Central aumente a taxa Selic nas próximas reuniões do Comitê de Política Monetária (Copom).

ebc

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Economia

Venda de veículos tem queda de 7,5% em abril, diz Anfavea

O crescimento foi de 14,5% no acumulado do ano

Pável Bauken

Publicado

em

© REUTERS/Chris Helgren/Direitos Reservados

A venda de autoveículos teve uma queda de 7,5% em abril com o licenciamento de 175,1 mil unidades, ante as 189,4 mil vendidas no mês de março. Já na comparação com abril do ano passado, foi registrado um aumento de 214,2% nas vendas, já que naquele período foram comercializados no mercado interno 55,7 mil unidades.

No acumulado do ano, o crescimento foi de 14,5%, ao totalizar 703,0 mil veículos licenciados. Os dados foram divulgados hoje (7) pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea).

“Vale lembrar que abril teve três dias úteis a menos e que em abril do ano passado as concessionárias e Detrans estavam fechados. Abril do ano passado foi muito difícil, com muitas cidades fechadas. Abril deste ano foi um mês bom para emplacamentos, com 8.757 vendas por dia, número superior ao mês de março em 6,3%”, disse o presidente da Anfavea, Luiz Carlos Moraes.

Ele destacou que o crescimento dos números no setor depende de como a economia se comportará nos próximos meses, de como será a imunização da população, como as cidades serão liberadas e como será o enfrentamento dos desafios da logística, um dos pontos de preocupação do setor.

A produção em abril foi de 190,9 mil, o que representou uma queda de 4,7% na comparação com março. Quando comparada a abril de 2020, a produção de novos veículos teve aumento de 10.236,1%. Em abril do ano passado foram produzidas 1,8 mil unidades. A soma dos veículos produzidos entre janeiro e abril foi de 788,7mil, 34,2% a mais do que os 587,7 mil veículos produzidos nesse mesmo período em 2020.

“É um número importante, lembrando que no início do mês ainda tínhamos algumas montadoras com as fábricas paradas, por conta da decisão de parar no final de março. Considerando todo o cenário de falta de componentes, semicondutores e logística é um número razoável. No acumulado, o percentual é tão alto que não faz sentido, já que é resultado de uma distorção causada pela situação do ano passado, com uma paralisação muito forte”, destacou Moraes.

Balanço

Segundo o balanço mensal da entidade, as exportações em abril caíram 7,9% ao atingir 33,9 mil unidades, número que em março chegou a 36,8mil. Já na comparação com o quarto mês do ano passado, quando as unidades vendidas no mercado externo foram de 7,2 mil veículos,369,7%. A soma dos veículos exportados entre janeiro e abril foi de 129,6 mil, 34,7% a mais do que o resultado desse período no ano de 2020.

“Também tivemos dificuldade das exportações em abril do ano passado por conta da pandemia que também estava chegando aos principais mercados. Apesar de o número deste ano ser alto e um crescimento importante, a base de comparação do ano passado é muito baixa. Cabe destacar que as empresas têm procurado exportar o máximo possível para compensar, procurando mercados importantes para nós que aos poucos estão retomando as atividades”, explicou.

Moraes disse ainda que o estoque de veículos é de 97 mil unidades, sendo 73 mil nas concessionárias e 24 mil nas fábricas, número que permanece nesse patamar desde novembro do ano passado. “Estamos girando em 17 dias de estoque, o que é um estoque justo, mas adequado considerando a situação”.

O nível de emprego no setor automobilístico está estável com o total de 104,7mil postos de trabalho ocupados. “O número de empregos cresceu quando comparado com dezembro de 2020. São 3,464 mil funcionários adicionais. Em dezembro de 2020 havia 101,223 mil funcionários”, afirmou o presidente da Anfavea.

ebc

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Economia

Dia das Mães: data é a mais importante para o setor de flores

Feira da Ceagesp vive otimismo pela chegada da data

Pável Bauken

Publicado

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© Fabiano de Bruin

Mesmo com o período de isolamento e as restrições impostas pela pandemia de covid-19, como o cancelamento de eventos, festas, casamentos e aniversários, os produtores e comerciantes do setor de flores seguem se reinventando para se adaptar aos novos tempos.

Com a chegada do Dia das Mães, principal data do setor, e com a flexibilização das medidas restritivas, o otimismo está de volta. É o que espera a empresária Regina Bazani, sócia-proprietária da Mil Plantas, que além de uma loja, tem três boxes na Feira de Flores da Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais do Estado de São Paulo (Ceagesp).

“Para este ano, nossa previsão é recuperar a lacuna de 2020 por causa da pandemia, onde tivemos queda de 50% nas vendas em relação a 2019. Por isso, estimamos recuperar a perda do ano anterior e estamos bastante confiantes que alcançaremos o aumento de 50% em relação a 2019”, diz a empresária.

As vendas estão aquecidas nas cooperativas e regiões produtoras, e a expectativa de maior demanda nos dias que antecedem o Dia das Mães promete gerar grande volume de negócios.

“No ano passado estivemos nessa época no ápice da pandemia, e o setor não funcionou praticamente o mês de abril inteiro. Com a indefinição sobre a essencialidade do setor, não produzimos informações em abril e maio de 2020. Este ano, a expectativa é muito positiva. O setor deve movimentar cerca de 800 toneladas, gerando um valor perto de R$ 20 milhões”, afirmou o economista da Ceagesp Flávio Godas.

Feira de Flores da Ceapesp

A Feira de Flores do Entreposto Terminal São Paulo (ETSP) é a maior do gênero no país, marca registrada da Ceagesp, terceiro maior centro atacadista de alimentos do mundo e o primeiro do Brasil e da América Latina.

Realizada no Pavilhão Mercado Livre do Produtor (MLP), a feira reúne cerca de mil produtores de flores, plantas, grama e mudas. Conta ainda com uma área especial, reservada para acessórios e artesanato.

No interior, a feira também acontece nos entrepostos de Araçatuba, Bauru, Guaratinguetá, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, São José dos Campos, São José do Rio Preto e Sorocaba.

Mães e flores

A rosa costuma ser a campeã de vendas nesta época, principalmente a vermelha, que simboliza o amor verdadeiro. Mas, há outras bonitas opções que podem agradar e emocionar as mães.

Orquídea: com traços de requinte, também é uma das mais vendidas para presentear as mães. Simboliza beleza e vida longa.

Girassol:  de cor intensa e marcante, representa alegria, vitalidade, energia positiva e felicidade, sendo um presente ideal para as mulheres fortes.

Margarida: delicadas, simbolizam alegria, sensibilidade e inocência e combinam com as mães mais sensíveis.

Flor de Maio: pertencente à família dos cactos, é delicada e representa o amor sublime.

Gérbera: de cores vibrantes, encanta pela sua exuberância. Combina com mães extrovertidas.

Violeta: delicada, simboliza lealdade e desperta lindas memórias.

Na Feira de Flores da Ceagesp há também uma variedade de acessórios para dar a quem quer incentivar a mãe a começar a ter um jardim ou uma horta. São várias opções de presentes originais dentro da jardinagem.

ebc

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